domingo, julho 23, 2017

Casamentos

Não sou uma pessoa de casamentos. Não está em causa o ser ou não católico. Não é disso que falo. Compreendo e aceito (mais este) sacramento da Igreja.
A minha questão é outra. A festa. Acho uma seca. A sério. Claro que devo ser a única pessoa do mundo que não acha piada alguma (já estou habituado), mas é um facto perfeitamente líquido e claro para mim.
Para começar, e nem percebo bem o porquê, 99% dos casamentos a que fui, tiveram lugar no Verão. Ora, ir a um casamento no Verão com fato vestido e gravata é só péssimo. Não que tenha qualquer problema em vestir um fato (até gosto). A questão é ter de o vestir o fato e a gravata no Verão. Para uma pessoa como eu, que "adora-o-calor", ir a um casamento no Verão (de fato e gravata) é quase o mesmo que me pedir que vá até à praia de sobretudo. Exactamente ao mesmo nível.
Vou saltar a parte da espera das 2 horas e meia que os noivos demoram a tirar as fotos. Exasperante. Às vezes dou comigo a pensar se serão fotos tiradas apenas com os convivas ou, se por alguma razão, também se tiram fotos com os 90 empregados de serviço no copo d'água. Talvez seja essa uma da(s) razões/razão da demora.
Este texto surge na sequência de um casamento a que fui ontem, no Norte de Portugal. E claro, Verão, embora o tempo estivesse de feição. Quente, mas não abusivamente. E por isso suportei melhor. Mas há detalhes que não consegui abstrair-me.
O facto de, por exemplo, se rasparem os restos de comida dos pratos ao lado das mesmas, quando os mesmos são recolhidos roça o surrealismo. Ou falta de profissionalismo - mas não de simpatia dos empregados, no caso do casamento de ontem. Ou seja, os empregados foram/são ensinados dessa forma (errada) de o fazer. Talvez em todos os casamentos aconteça isto. É uma forma de serem evitadas 900 idas e voltas à cozinha. Mas trata-se apenas um detalhe. 
O "melhor", para mim, é precisamente a abertura da pista após a dança dos noivos. Aqui sim. É como se chegasse um novo grupo de pessoas. Transfiguram-se. E vêem-se espectáculos que roçam o ridículo. Não, e não é o meu mau feitio a falar. É mesmo uma questão de bom senso e gosto. No meu caso, particularmente refinado (e crítico) quando o "DJ-de-serviço" aposta em ritmos latinos (i.e. Daniela Mercury, Gipsy Kings, etc.). Já pensei em filmar e colocar no "youtube". Ainda ganhava umas massas valentes com isso.
Moral da história: Espero tão cedo não ter de ir a casamentos.

domingo, julho 16, 2017

A liberdade de expressão

A liberdade de expressão é um direito consagrado na Constituição Portuguesa. Ou seja, em bom rigor, é algo que qualquer cidadão português tem seu, independentemente do seu sexo, idade, credo ou raça.
Até aqui não há novidade. Também me parece líquido que uma pessoa - pública ou não - que partilha a sua opinião publicamente (e.g. entrevista televisiva, jornal ou mundo virtual) se sujeita à crítica do cidadão anónimo (ou não).
Este meu espaço (blog) é um local de partilha das minhas opiniões e convicções. Partilho - com quem me lê habitualmente - as minhas ideias/opiniões. Há pessoas que lêem um dos meus textos e se calhar não regressam a este espaço e outras que me têm seguido. Algumas há vários anos. Não gosto de utilizar a palavra "seguidores" para não parecer pretensioso. Prefiro..."pessoas-que-gostam-do-que-lêem-e-voltam". Será um pouco o equilíbrio que se cria entre os leitores que vêm (e não voltam) e os que vêm e se mantêm fiéis. Tal como acontecerá com vários outros milhares de "bloggers" por esse mundo virtual fora.
Tenho defendido que a liberdade de expressão é um pau de dois bicos. Por um lado, assusta-me verdadeiramente a facilidade com que alguém passa de "bestial a besta" em menos de um fósforo. É verdade. Já aqui falei disso. A falta de profissionalismo / investigação gritante em imensas peças jornalísticas, a pressão que penso que haverá nas redacções para que os artigos saiam rapidamente para a rua só pode ter como resultado artigos maus. Pobres. Com inverdades e reveladoras que o profissional do jornalismo escreve um artigo sentado à secretária "googlando" - sendo que há muita informação disponível falsa e sem qualquer fundamento. E por isso mesmo, ainda há dias partilhei uma opinião pessoal / técnica num espaço público com uma parte para comentários. Tratava-se de umm assunto relativo ao tema da aviação. Não sou de comentar artigos, mas confesso que foi mais forte que eu. E tudo isto em prol da reposição da verdade. E quase que vestindo a capa de defensor daquele visado no artigo, que foi crucificado (sem o saber) em hasta pública por um jornalista.  
Mas há outro tipo de atropelo da liberdade de expressão. Reside no facto de alguém não poder partilhar publicamente o que e como sente. O princípio peca por ser perverso e reduz substancialmente (e quase anula) o alcance da palavra democracia conquistada há 43 anos. Falo, naturalmente das opiniões pessoais de figuras públicas. Sendo que algumas, sem qualquer problema partilham o que pensam. Tipicamente as pessoas que nada devem a quem quer que seja. E cujas opiniões nem sempre são aceites ou percebidas pela opinião pública. 
A nossa sociedade é um pouco a sociedade do "faz de conta". É mais conveniente (cai melhor) dizer que tenho amigos "gays", ou que gosto do futebolista "A" ou "B" e que percebo perfeitamente a contestação que há em determinadas minorias étnicas do que o contrário. Afinal, tudo isto (aparte do futebolista) configura ou sugere tolerância e abertura de espírito. Todos diferentes, todos iguais. Mas a nossa realidade não é essa. As estatísticas acabam por ser manipuladas e não revelam os números verdadeiros. E as sondagens pecam por ser construídas com base em amostras que não são verdadeiramente reveladoras do que quer que seja para se discutir interna e seriamente, como por exemplo, a homossexualidade ou o racismo. E é precisamente essa análise que tem de ser realizada com toda a frontalidade. Alguém terá dúvidas que uma amostra de opinião sobre estes dois temas terá resultados diferentes entre jovens (18-35 anos) e a faixa etária dos 40-60 anos? Ou sou só eu quem percebe isso? É precisamente esse tipo de discussão que tem de haver. É esse tipo de conversa pública que não há. 
Estou perfeitamente à vontade para abordar estes tema porque, como aqui já referi neste espaço (sendo que fui duramente criticado na altura) fui educado de determinada forma (independentemente de ser a certa ou não) e hoje em dia a compreensão que tenho dos mesmos é outra. Contudo, a minha forma de pensar e de estar na vida actual não reflecte de todo, e mais uma vez, a forma de pensar / estar da nossa sociedade. Da mesma forma que uma andorinha não faz a Primavera. E enquanto uma pessoa não puder exprimir livremente a sua opinião sem que aqueles que discordam da mesma o/a "apedrejem", não se pode falar em liberdade de expressão.

domingo, julho 09, 2017

Casa nova

É verdade. Depois de alguns anos sem dedicar especial atenção ao tema, decidi, recentemente, voltar à carga na questão da compra de uma casa. Sem grandes urgências e sem grandes correrias. Nas calmas.
A escolha será feita tendo por base um natural e expectável equilíbrio entre o campo racional e o campo emotivo.
A compra de uma casa, para mim, é algo que tenho como sendo um investimento. Penso que neste ponto ninguém terá uma opinião diferente. Se durante vários anos - e até há bem pouco tempo - a compra de carros revelava-se como algo prioritário e acabava inevitavelmente por realizar compras por impulso, o presente momento é outro. E a compra de uma casa passou a ter mais da minha atenção.
Emotivamente falando, creio que se aplicará um critério (entre vários) que me caracteriza. A casa tem de me dizer algo. E perspectivo que será uma escolha bem difícil. Preciso de "sentir" a casa. Ainda que seja necessário fazer obras (poucas ou muitas) preciso de "sentir" que aquele é o meu espaço e que tem potencial / margem para que eu me possa identificar. Experiência sensorial a trabalhar! Irei dando notícias! :)

domingo, julho 02, 2017

Responsabilização Política

Que Portugal é um País de brandos costumes, ninguém tem dúvidas. E os últimos acontecimentos mais mediáticos mostram precisamente isso.
Destaco os dois que me parecem ser bons exemplos disso mesmo: o fatídico incêndio de Pedrogão e o roubo de material militar de Tancos.
Há vários exemplos de Países - por exemplo Norte da Europa - que quando deparados com situações do género, em que há uma falha, têm como acção imediata o afastamento do responsável máximo de determinada pasta até que seja concluída a investigação e apuramento da responsabilidade. Por cá é precisamente o contrário. Primeiramente há um "empolanço" da notícia sem precedentes. Como se o mundo fosse terminar daí a duas horas. Depois, atiça-se a opinião pública com alguns detalhes mais podres. E naturalmente que a opinião pública pede a sangue. Depois há como que um trabalho de redacção, dos "media", que consiste em orientar a opinião pública para determinados pormenores mórbidos, dessa pessoa e aludindo à inacção por parte do Executivo face a factos. Para terminar...como os "barões" do Executivo (e fora dele) entendem que não é altura dessa pessoa sair, não sai. São dadas orientações às redacções para acabar com o "achincalhamento" e consequentemente cai-se no esquecimento. Afinal, há notícias todos os dias para fazer manchetes!! 
Os dois exemplos que dei atrás eram motivo suficiente e o bastante para que os responsáveis tivessem de imediato colocado o seu lugar à disposição até que fosse apurada a cabal responsabilidade. Afinal, tutelam pastas que revelaram deficiências graves. E são em primeira análise quem responde pelas mesmas. Mas continua tudo na mesma. Com os mesmíssimos brandos costumes e o tão característico nacional porreirismo!!

domingo, junho 25, 2017

A descoordenação dos "media"

Não há jornal ou bloco noticioso que não tenha realizado uma manchete relativa ao infeliz acontecimento que a semana passada ceifou a vida a quase 70 pessoas. O que em alguns casos, até consigo, com algum esforço, perceber (e não rotular) como sendo uma ferramenta ardilosa para o aproveitamento ou ainda um "meio-para-obter-share". E antes que comecem as vozes dissonantes, eu explico.
Já aqui tenho feito referência por várias vezes à grande diferença entre o bom e o mau jornalismo. O bom jornalismo dá trabalho. O mau jornalismo não. O bom jornalismo demora tempo porque sugere ou porque requer investigação. O mau jornalismo capta a atenção do público em geral por via de alguma parangona sensacionalista. Neste 2º tipo de jornalismo (i.e. mau), a maioria das notícias é infundada. Baseada em falácias e em imprecisões técnicas, por vezes gritantes.
Há um bom exemplo recente de há poucos dias. Numa altura em que os portugueses querem e precisam (avidamente) de informação quanto ao que se passou em Pedrogão Grande na semana passada - bem como o que falhou - surgem a notícia de governantes cercados por um fogo descontrolado ou ainda uma outra notícia que dava conta de um avião que tinha caído aquando do combate numa determinada frente de incêndio. Mais tarde veio a confirmar-se ter sido ou "roulotte" que se incendiou e não um avião que se tinha despenhado. E os governantes estavam de perfeita saúde.
Não me ocorre uma fórmula perfeita para que se consiga prevenir este tipo de questões. Irá haver sempre estas notícias e esta tornada possível diferenciação. Por um lado, uma clara e certa pressão enorme nas redacções com vista à obtenção de tiragens máximas e picos de audiência. Por outro lado, antipodamente, uma consolidação do jornalismo de investigação. E até concebo que possam existir os 2 tipos de jornalismo na mesma redacção!
A uma semana de distância de mais um episódio que marca a história de Portugal, é notória uma clara tentativa de responsabilização de alguém por este acontecimento. Tenho lido, com atenção, artigos de opinião em vários jornais bem como assisto a alguns comentários televisivos alusivos ao tema. Mais uma vez, Portugal quer sangue. Quer crucificar alguém na praça pública em detrimento de perceber um claro desordenamento territorial perpetuado há décadas. Interesses económicos profundamente enraizados na economia portuguesa. Ou aceitar que tudo tenha acontecido....naturalmente. Algo provocado pela natureza e assim, localmente, estivessem reunidas as condições óptimas para que tudo tivesse acontecido como aconteceu. Não falo obviamente da subsequente descoordenação dos meios de combate. Falo só da causa de tudo isto. Pelo meio ficam 70 famílias que perderam entes queridos e que assistem incrédulas à lavagem da roupa suja que se tem feito. Pior é difícil.

domingo, junho 18, 2017

Incêndio Pedrogão Grande

Mais um ano e mais um texto meu relativo aos incêndios. Todos os anos escrevo sobre este tema. O que revela que as coisas, infelizmente, estão (quase) na mesma.
Portugal acordou com a notícia de - números apurados à hora desta manhã de Domingo - 43 pessoas que perderam a vida no incêndio de Pedrogão Grande. Naturalmente que é de lamentar a perda destas vidas humanas, mas também é o momento certo para serem apuradas as responsabilidades.

Ou seja, espero sinceramente que este seja um evento isolado e que mereça a melhor das atenções por parte de quem governa a nossa Nação. O meu coração estão com as famílias de quem perdeu entes queridos neste infeliz e fatídico momento. Portugal está de luto. Paz às almas dos que partiram.

terça-feira, junho 13, 2017

Regresso à Praia

Calma. Regressar à praia não significa que tenha passado a adorar a praia. Não aconteceu e não irá acontecer. Ir à praia tem associado algumas variáveis que, devidamente conjugadas, conduzem a um resultado que normalmente não me é favorável. Demasiado calor (naqueles dias em que não corre brisa), vento (que levanta a areia), lixo na areia, água fria e pessoas mal-educadas são algumas dessas variáveis que me mantêm, não raro, afastado da praia. Contudo, este ano, o paradigma e abordagem (minha) para com a praia foi alterada.
Para começar, vou para a praia de manhã, cedo. E saio da praia à hora a que tantas vezes cheguei. Faz a diferença toda. Não fico parado na toalha. Circulo. Vou andar a pé. Espairecer. Desopilar. Ver as vistas. E escuso de ficar a torrar na toalha. Vamos ver como corre a partir daqui. Com esta nova forma de estar.

domingo, junho 04, 2017

87ª Feira do Livro de Lisboa

Mais um ano e mais uma visita à Feira do Livro de Lisboa. Desde que me conheço que vou à Feira do Livro. E se não estou em erro, devo ter falhado uma ou duas edições.
Ontem fui à Feira do Livro deste ano. A 87ª Edição, para ser mais preciso. Quem, com eu, já tem vindo a acompanhar as várias edições, pode, com segurança ter um padrão de comparação e perceber o que tem melhorado. Ou nem tanto.
A Feira do Livro é mais do que um evento em que se reúnem vários livreiros, editoras e alfarrabistas. É um momento em que as famílias, por exemplo, quer de dia (parte da tarde) quer à noite, podem usufruir de uma pequena "faixa verde" (Parque Eduardo VII) enquanto procuram um determinado livro (ou as últimas edições de um(a) determinado(a) autor(a)).
Percebe-se facilmente que são várias as editoras que não estão presentes nesta edição da Feira do Livro. Ou porque resolveram não participar ou porque deixaram de existir (i.e. falência) ou ainda porque foram absorvidas pelos grandes grupos. Em todo o caso, o resultado final, é precisamente não haver representantes (barracas) acima de metade do Parque Eduardo VII. Ainda sou do tempo de haver barracas em toda a extensão deste Parque. Mas também é certo que havia menos "condensação" de barracas. Havia 2 filas de barracas em cada corredor do Parque (4 no total). Actualmente há 8 filas de barracas o que faz com que se tenha de "ziguezaguear" entre as 4 filas de barracas de um lado e as 4 do lado oposto para ver as coisas com calma. Talvez seja este o porquê de não haver uma mancha de barracas mais dispersa como houve até há uns anos atrás e que permitia perceber uma mancha colorida em todo o Parque.
Outro aspecto menos bom é a presença da restauração. Um fenómeno que tenho vindo a perceber com mais atenção desde há 3 anos a esta parte. A cada 5 metros que se percorre há uma "roulotte" com cachorros ou hambúrgueres dos "franchisings" que agora estão na moda. E é aflitiva esta realidade em contraponto com a existência de uma ou duas casas de bifanas e pregos de há 25 anos atrás. A tendência será qualquer dia haver mais soluções para comer do que para comprar um livro. E isto desvirtua por completo o conceito do evento.
Espero para o ano não ficar com a sensação que tenho este ano. Que a Feira do Livro tem vindo a perder qualidade.

domingo, maio 28, 2017

Visita surpresa + Cansaço

Visita surpresa

Na 6F passada (26.05) foi mais um aniversário da minha mãe. E que teve uma visita surpresa: meu irmão e família.
Tenho para mim que para a generalidade das pessoas talvez seja complexa a realização de um exercício simples: imaginar que algum familiar/ente querido está longe, e objectivamente com um oceano pelo meio. Não conheço muitas pessoas na mesma condição. Mas é o que acontece. Bem sei que hoje em dia a viagem para os Açores é rápida, mas, como concordarão comigo, era mais fácil estar tudo no mesmo pedaço de terra, ainda que a 2H de distância! 
Eu já tinha conhecimento desta surpresa. O meu irmão tinha-me dito no início da semana passada que viriam no final do dia de 6F para jantar connosco. Assim sendo, organizei-me por forma a sair do trabalho, ir comprar um ramo de flores e ir a casa entregar. Passados 20 minutos, o meu irmão enviou "sms" a informar que tinha acabado de aterrar. Nesse compasso de tempo (espera pela bagagem do porão), fui ao supermercado comprar um bolo e duas velas para o Afonso entregar à avó. Fui ao aeroporto buscá-los. Voltei para casa e assisti ao ar de deleite da minha mãe, com esta surpresa. Deixei cunhada e princesa em casa e fui com meu irmão e Afonso buscar o jantar - afinal a minha mãe não estava preparada para esta surpresas - nem tampouco desconfiava. No final do dia, no momento em que escrevo estas linhas, tenho cá a família. Na mesma região geográfica. O que é simplesmente único.

Cansaço

No seguimento do texto anterior, partilho convosco que chego a esta altura do meio do ano de língua de fora. Cansado. Os treinos, o pouco intervalo de descanso e uma actividade profissional marcada nos últimos meses por alguns picos de trabalho, conduzem a que esteja verdadeiramente cansado. Por outro lado, neste momento, estou lesionado: na zona do peito (desde há duas semanas que ao fazer uns exercícios no crossfit me magoei). E passados alguns dias dessa lesão no peito, magoei-me no ombro direito numa das aulas de Krav. É a velhice! Tenho aproveitado estas últimas semanas para repousar - só do crossfit por ser mais intenso e trabalhar com pêsos. No próximo final de semana tenho um evento de Krav e quero estar (quase) a 100% pelo que faz sentido não abusar da sorte nestes dias. E tenho sentido menos cansaço. Mas ainda assim...algum!

Boa semana para todos(as)!

domingo, maio 21, 2017

Restauração sem crianças + Tribunal

Restauração sem crianças

Já tenho lido várias vezes sobre o tema e embora já me tivesse ocorrido aqui desenvolver o mesmo, por razões diversas (incluindo o esquecimento) ainda não tinha aqui escrito.
Para início de "conversa", partilho já que adoro crianças. Há aspectos na nossa vida que não têm valor e o amor que as crianças sentem por nós (e vice-versa) é uma delas e naturalmente impagável. Mas a minha questão não é esta nem é isso que me interessa desenvolver, de tão óbvio que é.
Há uma filosofia relativamente recente por cá, em Portugal, da não aceitação de crianças em restaurantes e hotéis. Acredito que as pessoas que estão à frente destes estabelecimentos sejam também pais e adorem crianças. Não será o ponto.
Há duas formas de abordar a questão: a) Descanso e b) Pessoas que não gostam de crianças -  e pagam um preço alto (literalmente) por isso mesmo.
O tema "descanso" parece-me óbvio. Basicamente, pessoas que têm filhos e que por alguns dias..."não querem ter". Descanso dos filhos. Acho que todos pensam nisso, mas poucos o assumem. Faz parte. E, sem querer desenvolver muito profundamente o tema, compreendo e até acho normal. Claro está que os filhos teriam de ficar com quem garantisse a segurança dos mesmos. Lógico.
O outro aspecto, "pessoas que não gostam de crianças" é bem mais controverso. Tipicamente são pessoas que optaram por não ter filhos. E a vontade dessas pessoas terá de ser respeitada. Da mesma forma que se respeita o medo que alguém possa ter de um cão. Mas são pessoas que pagam para ter essa privacidade. E que não querem ouvir o berreiro dos filhos ou serem incomodados(as).
Em qualquer um dos casos, este tipo de estabelecimento seguidor desta filosofia é, por via da exclusividade, inacessível à bolsa do comum mortal. E com mais aderentes, a cada dia que passa.

Tribunal

Esta semana foi marcada, no início, por uma ida minha a tribunal, enquanto testemunha / perito num processo lá do trabalho.
Desta vez fui inquirido pela parte contrária, ou seja, pelos advogados da outra parte (acusação).
As questões foram colocadas, curiosamente, por uma advogada que é minha amiga de adolescência. 
Como em tudo em que me envolvo, estudei bem a lição. Além do facto da minha inquirição ser sobre um tema que domino e lido diariamente. E estava atento às questões. Muito atento mesmo.
O resultado para quem coloca as questões, quando apanha uma testemunha com a preparação que tinha, não podia ser pior ou mais desastroso. Entre desmontar por completo algumas teses frágeis até corrigir alguns aspectos...é mau. E retira credibilidade ao trabalho realizado - penso eu que mal - pela parte contrária. Teria de ser feito um trabalho muito melhor, mais exaustivo - o que é perfeitamente impossível para alguém que não lida com estes temas numa base regular. Aí residiu o meu ponto forte.
Saí de lá com um "Pode ir à sua vida" proferido pelo Sr. Dr. Juíz. E com o sentimento de dever cumprido.