domingo, janeiro 13, 2019

Falecimento Pai

Foi a semana que findou agora. Estranho estar a escrever sobre isto. Mas é a realidade. Doença prolongada. Várias idas ao hospital - com consequente internamento - uma pneumonia contraída há pouco tempo antes do Natal. Alta para vir passar o Natal a casa, com a Família. Internamento a partir do dia 26 de Dezembro último. E nova alta - por via da estabilização dos sinais vitais - dia 09 de Janeiro. Uma noite muito inquieta, de 09 para 10. Ainda o vi vivo, antes de sair. Acabou por falecer nos braços da minha mãe, a meio da manhã de dia 10 de Janeiro. O fim do ciclo. Onde está, estará muito melhor do que estava nos últimos tempos. Paz à sua alma. Obrigado por tudo, Pai.

domingo, janeiro 06, 2019

O frio

O mês de Janeiro é dos mais severos (senão o mais severo) do ano. É sempre assim. Costumo dizer que prefiro o frio à chuva, mas o que é certo é que não é bem assim. Ou por outra, poderá até ser, mas o que é certo é que as baixas temperaturas que se têm feito sentir só promovem o surgimento de gripes, constipações e resfriados.
Este ano já vou na 2ª gripe. Contraí a primeira gripe por via da vacina contra a gripe. Não em mim, mas sim nos meus pais. O sistema imunitário das pessoas com mais idade não é o mesmo que das pessoas com menos idade e daí aos sintomas gripais, é um fósforo. Precavido, comecei logo com medicação e em menos de uma semana, aparentemente, já teria a gripe controlada. Até que por via de estar em ambientes contaminados - e utilizados pelas mais variadas pessoas - tive uma recaída. Até agora.
A ver vamos se curo isto depressa. 

terça-feira, janeiro 01, 2019

Primeiro dia do Ano

Mais uma vez, eis que somos chegados ao primeiro dia do ano. E é tempo de ser feito o "inventário".
Globalmente, o saldo é positivo. Atingi vários dos objectivos a que me propus. E isso será, para mim, o mais importante. Profissionalmente, acabei por experimentar alguns desafios novos que permitiram que conhecesse realidades novas. Embora tenha conseguido ligeiras melhorias no feitio, há ainda alguns pontos que tenho de melhorar. E vou consegui-lo. Foco e determinação. Disciplina. Resiliência. Espírito de sacrifício. São tudo nomes que me irão acompanhar este ano (e nos seguintes) para me ajudar a ser uma pessoa melhor. Gostava que todos pensássemos assim. No melhorarmos continuamente o que somos. Ser mais ambiciosos. Sermos audazes. Seguirmos o nosso instinto. E acima de tudo, sermos fortes. Persistentes. Tenazes. Desejo que o ano que agora começa seja repleto de sucessos pessoais. Que consigamos encetar e terminar de forma exímia os desafios que se avizinham. Que tenhamos saúde. E que haja dinheiro. Excelentes entradas em 2019! 

domingo, dezembro 23, 2018

Acidente com Helicóptero INEM

O mais recente acidente aéreo que envolveu um helicóptero do INEM atesta bem o quão voraz pode ser a comunicação social na busca do "furo" jornalístico. Nada contra. Mas que o façam de forma digna e bem informada. Não foi o caso.
Tal como todos os demais portugueses, fui surpreendido pela notícia do desaparecimento de um helicóptero na região Norte de Portugal. E desde o primeiro momento em que vi a notícia, naturalmente acompanhei em permanência todas as actualizações da mesma.
A minha experiência aeronáutica permite-me avaliar as coisas de forma diferente do telespectador comum. Quando refiro "forma diferente", não quero dizer com isto que seja profundamente conhecedor. Mas há toda uma sequência de eventos, uma terminologia técnica, detalhes que sei antecipadamente que terão de ser abordados. Afinal, e nas primeiras horas, tratava-se de um desaparecimento de uma aeronave em território nacional e há um protocolo que tem de ser seguido.
Um dos aspectos que me terá chamado desde logo a atenção foi o facto de, ainda sem sequer se ter descoberto o paradeiro da aeronave e já se falar em mortos. Não é mais do que jornalismo do pior nível. Medíocre.
Convido o/a meu/minha leitor(a), a, conjuntamente, analisar a minha forma de pensar (na medida em que me parece que a mesma faz sentido).
Condições climatéricas
A questão das condições climatéricas em que foi efectuada esta missão de socorro merece um comentário. Este helicóptero estava baseado em Macedo de Cavaleiros. Foi realizado o transporte de uma doente para o Porto com condições climatéricas adversas. Sabe-se que o normal seria, no regresso, realizar uma paragem técnica (para abastecimento) antes de regressar à base. Não foi isso que aconteceu. O Comandante terá pedido ao controlo de tráfego aéreo - por via das más condições climatéricas e da consequente má visibilidade - para realizar o vôo de regresso a baixa altitude. Aqui reside a minha questão. Não havendo necessidade de regressar naquele dia específico à base, e conhecendo as condições climatéricas adversas que conduziram a que tivesse de pedir para voar a baixa altitude - porque razão não decidiu este experiente piloto aguardar até que as condições do tempo melhorassem? Esta parece ser uma questão que nunca será respondida cabalmente. Afinal estamos a falar do carácter subjectivo de avaliação de um piloto bem experiente. Porventura outro piloto, na medida em que não havia urgência no regresso, teria optado por aguardar que as condições climatéricas melhorassem antes de prosseguir com o vôo.
Tempo de resposta
Importará perceber, assim termine a investigação já encomendada pelo MAI (Ministério da Administração Interna), a razão pela qual há 2,00H de hiato de tempo em que não houve resposta a uma emergência. As comunicações com o helicóptero perderam-se por volta das 1830H e o sistema de emergência só é accionado pelas 2015H. Em situações ou eventos em que todos os minutos contam, importa perceber o porquê de (mais uma vez) o sistema de emergência ter falhado.
Localizador de Emergência
Outro ponto que me tem dado que pensar é a questão do "ELT" (Emergency Locator Transmitter) e do qual pouco ou nada se fala. Toda e qualquer aeronave registada no espaço comunitário tem de ter instalado um "ELT". Sem complicações, trata-se de um dispositivo que, para situações de acidente aéreo, transmite numa frequência específica auxiliando na sua localização (e salvamento) dos ocupantes de determinada aeronave. Se há componente ou dispositivo indestrutível, este será um bom exemplo. Imaginem o que é ter de resistir à queda de uma aeronave (meio aquático ou terrestre) e ainda ter de transmitir numa frequência para que as equipas de busca e salvamento o detectem. Curiosamente pouco ou nada se falou neste equipamento. E a "melhor" explicação que ouvi foi que a antena se tinha partido (???). Sem comentários.
Conferências de Imprensa / Protecção Civil
O "centro de crise", usualmente estabelecido neste tipo de infeliz evento, foi criado. Os responsáveis pela busca e salvamento estiveram sempre juntos nas várias conferências de imprensa (também previstas no estabelecimento deste centro de crise) por forma a ir actualizando o ponto de situação. Nota positiva para a forma como o mesmo foi imediatamente criado, desde o "momento zero" e a ponderação nas respostas dadas - quando a comunicação social já falava em mortos, o responsável  da Protecção Civil retorquia referindo que a aeronave ainda não tinha sido encontrada. Como que a serenar os ânimos. Nota negativa para o facto deste mesmo responsável não ter nunca tirado o "bivaque" (boina dos militares) durante todas as conferências de imprensa. Ao longo de décadas tenho visto várias entrevistas televisivas e não me recordo de militares com a boina colocada ou mesmo o chapéu da farda. E alguns dos militares da classe de generais. Um detalhe, bem sei, mas que reparei. 
Detalhe Mórbido
Há situações em que me envergonho de ser português ou, indo mais longe, de ser humano. Tenho dito ao longo dos tempos, que quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais. E aqui temos um pequeníssimo exemplo de onde quero chegar. O acesso ao local do acidente foi complicado durante a noite. Muitos foram os voluntários locais (praticantes de todo-o-terreno) que o tentaram, mas que desistiram face às condições de tempo adversas experimentadas naquela noite. O que não se entende é como é que no dia seguinte, quando os acessos foram tornados possíveis e já havia luz natural, já havia peças da aeronave acidentada à venda no OLX. É verdade. Eu vi um anúncio - que terá sido removido entretanto. Mas confirmo que esteve efectivamente publicado um anúncio da tampa do bocal de abastecimento de combustível da aeronave. Incrível o mórbido da situação e a falta de respeito pelo próximo que fica bem patente neste comportamento de algumas "pessoas".
Papel da Comunicação Social
Tenho já dito que há muitos maus profissionais na comunicação social. Na generalidade das vezes, há detalhes que não são explorados e que podem tornar a notícia mais fidedigna. O que interessa é desde o primeiro momento - sem olhar a meios - garantir o "furo" jornalístico. Temos em Portugal verdadeiros conhecedores do sector aeronáutico/emergência/helicópteros que poderiam ter certamente contribuído com a partilha do seu conhecimento e evitando-se que a notícia fosse fraca.    

domingo, dezembro 09, 2018

Jantares de Natal

No final desta semana já conto com 3 jantares e um almoço de Natal. É verdade. Se por um lado são momentos em que se consegue uma maior sociabilização, por outro lado é "alocar" uma refeição a uma determinada quadra. Ganha a restauração. Esvazia-se o significado do evento clássico de "jantar de Natal".
Na sua essência (ou por definição), o jantar de Natal é em casa de cada um com a sua família. Um ambiente íntimo. Familiar. Sem estranhos. Só família. Perto da árvore de Natal. Com o bacalhau cozido ou com o perú recheado. Isso sim,  faz todo o sentido na minha cabeça. 
O que acontece actualmente é um claro aproveitamento desta data. Com, uma coisa que acho ridícula: a troca de prendas. Quase tão bom como me pedirem para ir cantar no "karaoke" no final da noite. Já tenho pouco tempo para me coçar e ainda tenho de arranjar-algum-tempo-sabe-Deus-onde-para-ir-comprar-uma-prenda-de-5,00€. Patético.
Contudo, com a idade, vamos inevitavelmente "arredondando" a nossa forma de pensar. Neste aspecto tive de o fazer e passar a ir com a carneirada evitando assim dissabores e comentários mais à frente. Os jantares de empresa são importantes. Para mostrar que há um comprometimento pessoal com aquele momento para o qual fomos convidados a participar e em que abdicámos por umas horas do conforto do nosso lar na companhia dos nossos. Os almoços e jantares de família são igualmente importantes. Na medida em que é possível reunir família que usualmente não vemos com frequência. Ainda assim, não gosto do "rótulo" de jantar de Natal ou almoço de Natal. A serem realizados, que sejam com mais regularidade. Concluindo: não me choca absolutamente nada que sejam feitos. Mas por favor, não estraguem a quadra. Arranjem outro nome para estes convívios!

domingo, dezembro 02, 2018

Auto-Estima

Possivelmente um dos temas que mais vezes desenvolvi aqui no blogue. Não por necessidade pessoal, mas porque diariamente lido com pessoas com auto-estima a roçar o valor mínimo dos mínimos ou mesmo, em alguns casos, inexistente.
Entendam mais esta opinião como sendo minha e sem qualquer tipo de fundamento científico. Decorre da minha experiência de vida e do contacto que vou tendo com pessoas que vou conhecendo ou que já conheço e cuja vida é marcada por momentos bons e menos bons.
A auto-estima pode ser desencadeada por vários factores. Mas todos eles partem de um ponto em comum: nós. Do indivíduo. Da pessoa em si.
Uma das maiores contribuições para a auto-estima de alguém é, sem qualquer dúvida, a sociedade. É verdade. A forma como os outros nos vêem e o tipo de comentários que tecem sobre nós. Decerto concordarão comigo que um elogio trabalha a nossa auto-estima de uma forma positiva, contrariamente à ausência de comentário ou de um comentário negativo ou crítica - sendo que aqui reconheço um potencial de severidade latente assim o comentário seja injusto - que trabalhará de forma inversa, ou seja, má. Ainda no casos das críticas, piora tudo quando o fazem de forma injusta.
O problema associado com uma baixa auto-estima é o quão isso interfere ou poderá interferir com outros domínios. Não conheço ninguém que tenha uma auto-estima "beliscada" e que dê tudo no trabalho. Impossível. Quem disser que o consegue, mente. Pessoas com auto-estima bem consolidadas, que estão de bem com a vida em todos os domínios (i.e. afectivo, pessoal, profissional) são pessoas mais felizes. Nota: Não digo que sejam felizes porque o conceito de "felicidade plena" é utópico. Não existe. Daí ter empregue a conjugação de palavras "mais felizes".
Uma das formas para contrariar a "espiral negativa" tão comum em casos de baixa auto-estima é partilhar o que se sente com alguém mais próximo. Ninguém imagina o quão simples fica tudo quando isso é tornado possível ou quando acontece. É partilhar o pêso que trazemos às costas. É ter uma opinião de alguém que nos conhece e que passa a estar envolvido(a) nessa questão. É bom. É positivo. No final do dia poderá ajudar-nos a ver outro ângulo da questão e no final do dia, aliviar-nos de um qualquer sentimento de culpa / redutor e que trabalhe a nossa auto-estima no sentido de fortalecer a mesma.

Época de Estudo

Em preparação