domingo, agosto 19, 2018

domingo, agosto 12, 2018

Incêndio de Monchique

Relativamente ao incêndio de Monchique. Alguém me consegue explicar a razão pela qual o António Costa ainda consegue sorrir quando o fogo esteve activo durante 7d? Ou afirmar que se nada tivesse sido feito as coisas estavam piores (remetendo-se ao flagelo de Pedrogão Grande). Mas ainda tenho mais questões: a) Onde está a fiscalização da aplicação do Decreto-Lei de finais do ano passado e em particular da limpeza dos terrenos contíguos às vias de circulação (deviam ser limpas numa distância mínima de 10 mts.); b) Se não for pedir muito, onde está a organização e mobilização dos meios aéreos de combate a incêndio? Tanta coisa com ajuste directos e vejo poucos aviões lá para baixo; c) Qual é a razão pela qual os C-130 da Força Aérea - em fim de carreira - não foram atempadamente modificados para colaborar nestas situações? d) Afinal, onde está o dinheiro angariado para as vítimas de Pedrogão Grande? Esse mesmo que foi angariado e agora ninguém sabe dele. Apenas e só concluo uma coisa: com tanta informação que há (combate a incêndio já realizado noutros países com sucesso, por ex, com recurso a bombas lançadas cirurgicamente por aviões caça) só pode haver interesses muito bem instalados. E que estão para durar. Afinal, a madeira queimada também vale dinheiro. E deve dar para complementar alguns vencimentos de Governantes.

domingo, agosto 05, 2018

Praia 2018

Tenho feito praia este ano com o Afonso. Veio passar uns dias comigo e temos aproveitado o Sol e conseguido fazer uns excelentes dias de praia.
A praia nesta altura do ano é predominantemente frequentada por famílias. Pessoas que não mais fazem do que aproveitar estes dias de Sol de um Verão que se tem revelado atípico, com registo histórico de temperaturas máximas.
Depois de ter deambulado por várias praias da Margem Sul, como aqui dei conta o ano passado, este ano oscilo entre duas ou três. Privilegio praias com determinadas facilidades: estacionamento ainda que possa ser pago, possibilidade de aluguer de toldos e restaurante. Não quero com isto dizer que vá usar tudo. Mas gosto de ter as coisas disponíveis caso seja necessário. E com o Afonso comigo, pode mesmo ser necessário.
Mas há a parte má. Considero inaceitável que em pleno século XXI se continue a encontrar beatas de cigarros enterradas na areia. Não percebo. A sério. Fui fumador durante muitos anos e jamais enterrei beatas na areia. Acho só nojento e falta de respeito para com as outras pessoas. Quase ao nível das pessoas que não tiram o som do toque do telefone e vão dar um mergulho. A sério? Qual é o ponto? Ouvir a melodia escolhida com um gosto discutível?
A praia é de todos. Devemos garantir que todos (sem excepção) zelamos por ela e que sabemos viver em sociedade. Respeitar o próximo para sermos respeitados.

domingo, julho 29, 2018

Especulação Imobiliária

Voltei à carga. É verdade. Há coisa de um mês e meio, dois meses. Activamente à procura de casa para investir umas moedas que amealhei. E as conclusões a que chego rapidamente, não podiam ser piores.

A primeira - e eventualmente a mais importante - é que todas as pessoas estão a vender casas com ouro. É verdade. Falo de muito ouro mesmo. É a única explicação que vejo para que alguém tenha lata para inflaccionar o preço de uma casa a valores exorbitantes. Especulação imobiliária, dir-me-ão alguns. Prefiro apelidar de "período-de-graça-do-sector-imobiliário-e-que-vai-rebentar-não-tarda-nada". Note-se que falo na condição de comprador, ou seja, alguém que tem capacidade neste momento de avançar para a compra de um imóvel (não falo na condição de inquilino, ou seja,  de quem quer arrendar, onde naturalmente o investimento inicial será substancialmente mais baixo).

É importante entender a dinâmica do sector imobiliário. Ler um pouco sobre o tema. Ver algumas casas. Debater alguns pontos com agentes ou com promotores comerciais. Perceber do assunto, para que mais à frente se possa então realizar uma aquisição desse imóvel de forma informada. 

Graficamente, se me permitem a analogia, penso que pode ser descrito como um quadrado (4 vértices):

Vértice 1: Proprietário (Quem vende)
Alguém que quer vender um bem. Existirá sempre uma razão para tal decisão. Pode ser uma necessidade de mais espaço por exemplo pelo facto do agregado familiar ter aumentado. Por ser consequência de uma necessidade de deslocação em função de um novo desafio profissional. Ou de uma disponibilidade monetária imediata (e aí o preço do bem decresce e um investidor atento às convulsões do sector imobiliário local poderá realizar uma boa compra). Ou ainda, e por último, o aproveitar o actual estado de graça deste sector e tentar a sorte, vendendo a casa por um valor bem superior ao real.

Vértice 2: Imobiliária (Quem medeia)
Entidade a quem é entregue o imóvel. Penso que será mais uma questão de comodismo do que qualquer outra coisa. As pessoas não têm tempo nem paciência para andar a mostrar as suas casas esticando aqui e acoli as suas agendas profissionais. Nem tampouco têm (algumas) interesse em estar a regatear preços. Basicamente - e porque não há almoços grátis - delegam esta responsabilidade às agências imobiliárias que conduzem integralmente o processo de venda dos seus imóveis. Desde a sua angariação (pela agência em si que detectou um interesse de um proprietário em vender o seu imóvel) ou a mesma agência que acolhe na sua carteira de imóveis um novo negócio que lhes é proposto por um certo proprietário. Em qualquer um dos casos, o processo negocial é, como refiro anteriormente, liderado pela imobiliária que, no final do mesmo, receberá uma comissão proporcional ao valor de venda do imóvel. Certamente, e como em tudo, haverão pessoas idóneas e menos idóneas. Essas mesmas pessoas farão o bom nome da instituição a que pertencem. Nota: Nesta minha "senda" reencontrei uma boa amiga que integra uma das mais fortes imobiliárias e com quem tenho trocado algumas ideias. Lá está, no "final do dia" é importante obter informação certa e adequada por forma a poder realizar negócios de forma séria e transparente.

Vértice 3: A Banca (Quem empresta o dinheiro)
Talvez o "actor" mais importante de todo o processo de aquisição de um imóvel. À excepção da minha madrinha, conheço poucas pessoas que consigam "bater a nota" para comprar imóveis com 6 algarismos significativos. A realidade é esta. Hoje em dia, concordarão comigo que qualquer T2 com cerca de 100 m2 em Lisboa custará no mínimo 150k € (às vezes sem obras feitas). 

Este gama de valores, reduz (e muito) o número de pessoas que têm esse tipo de montante na conta bancária. Faço naturalmente parte da maioria das pessoas que não tem capacidade para pagar a pronto um imóvel e que tem de recorrer à Banca. E aqui reside o cerne e o grande desafio. Entender a linguagem utilizada pela Banca. Considero-me uma pessoa com alguma inteligência. Consegui a licenciatura, consegui uma pós-graduação, o acesso à Ordem dos Engenheiros (sendo que foi aqui que perdi a minha inocência, naqueles dois dias de exame). Mas a minha inteligência é rapidamente ultrapassada quando se começa a falar em siglas: TAN, TAEG, spread, taxa de esforço, fiadores, etc. 

Na altura em que contraí o meu primeiro empréstimo à habitação, há muitos anos atrás, não havia tanto formalismo nem eram solicitados tantos elementos. Nem tampouco havia empréstimos cedidos a 80% ou 85%. Havia empréstimos a 100%. Esse dinheiro possibilitava a compra do imóvel, a realização de obras de beneficiação e ainda o mobilar a casa. Sou desse tempo. Actualmente as coisas não são assim. 

Por um lado, por via da austeridade da "troika" e ainda por via do crédito mal parado, passou a haver instruções claras por parte do BdP (Banco de Portugal) para que as várias instituições bancárias se salvaguardem mais e melhor aquando da concessão dos empréstimos. Não me alongarei muito sobre o tema, mas quem contraiu empréstimo há pouco tempo/anos sabe do que falo. Por um lado são necessários mais elementos pessoais que garantam à instituição bancária o pagamento integral do empréstimo (por exemplo, a designação de um fiador para casos em que o empréstimo é concedido em situações limite). A taxa de esforço é calculada da mesma forma, mas algumas instituições são mais rigorosas na avaliação da mesma e subsequente atribuição do montante solicitado e no "pêso" que a mesma tem na decisão de concessão do empréstimo. A idade também conta (65 anos). 

Por outro lado, há a inevitável necessidade de cumprimento de objectivos mensais / anuais por parte dessas mesmas instituições bancárias pelo que, não raro, o empréstimo é concedido sem que sejam seguidas na íntegra todas as recomendações do BdP. E é na negociação das condições do empréstimo bancária que reside a arte. Ainda não cheguei lá...mas é a parte que mais me agrada. Poder comparar o que as várias entidades consultadas me oferecem. As melhores condições. Apertar com eles. No final do dia, o que ficar contratualizado é o que será Lei durante a vigência do contrato...donde, é necessário que seja sempre mais favorável para o meu lado.

Vértice 4: Comprador (Quem compra)
O meu vértice. É necessário que haja uma harmonia e entendimento com todos os demais vértices. Em teoria, se a casa for mediada por uma imobiliária, não é expectável o contacto com o "Vértice 1". Contudo, se o negócio fôr realizado entre proprietário (Vértice 1) e comprador (Vértice 4) há uma fortíssima possibilidade de um encontro de valores, leia-se valores de aquisição mais baixos - na medida em que o imóvel não é agenciado e como tal não há lugar ao pagamento de comissões que oneram o valor do mesmo. Contudo, e como referi anteriormente, é importante que haja uma compilação sólida de informação. Sem receios de perguntar. Nenhuma da outras partes - neste caso os vértices - tem interesse em partilhar o máximo de informação. O segredo é a alma do negócio e não creio que qualquer uma dos outros intervenientes tenham interesse em perder dinheiro. Mas claro que as coisas são como são.

A minha experiência neste campo é ainda muito incipiente. Basicamente, passei a assumir uma condição de comprador/investidor de imóveis, quando há dois anos atrás estava longíssimo desta minha nova realidade. Das visitas a casas que já fiz, deparei-me com algumas inverdades passadas pelos vendedores, que por via do meu não conhecimento, não rebati na hora. Gosto de transparência, de verticalidade e de honestidade. Não obstante haver sempre a componente do negócio, tal não tem que necessariamente sugerir opacidade ou parcialidade no negócio. Afinal, todos, em alguma altura da nossa vida, somos compradores de algo. E naturalmente não gostamos de ser "embrulhados". Daí o querer reunir informação e saber em concreto o que envolve a compra de um imóvel nos dias de hoje. Já que é diferente - da noite para o dia - do que envolveu a compra de um imóvel que tive há alguns anos atrás!

domingo, julho 22, 2018

Incêndio na Auto-Estrada

Passou ontem no noticiário da hora do jantar um incêndio que terá acontecido numa das auto-estradas do nosso País. Em concreto na A12 (na zona do Pinhal Novo/Setúbal). Mas podia ser na A1 ou na A2, vias de comunicação com um fluxo de tráfego mais intenso.
Aparentemente, na origem do incêndio terá estado uma queimada de rolos de palha que terá provocado um fumo denso e que se alastrou para a auto-estrada causando o pânico nos automobilistas que nela circulavam. Ontem terá sido um dia particularmente marcado pelo regresso de muitos veraneantes que regressavam de férias do Sul de Portugal.
A questão é que esses mesmos condutores, legitimamente assustados com a cortina de fumo, ligaram para o 112 que, segundo dizem na peça noticiosa, desconhecia as razões do fumo. Ligaram também para a GNR que igualmente desconhecia o que se passava. E instalou-se o pânico. Nas filmagens que passaram no noticiário percebe-se bem que a memória do flagelo de Pedrogão Grande está bem presente. Afinal, fez há poucos dias um ano este trágico acontecimento. Vários carros a fazerem inversão de marcha (no mesmo sentido da auto-estrada, no caso Sul-Norte) e ainda que se notasse uma circulação minimamente ordeira, era perceptível o medo de ali ficar e ser atacado pelas chamas.
Mais à frente, na peça, surge o Comandante dos Bombeiros do Pinhal Novo a falar. Consigo perceber que enquanto profissional de combate ao fogo possa, com propriedade, dizer que o fogo foi rapidamente controlado pelos seus homens. Sem dificuldade algum também entendo que terá feito uma avaliação profissional desta situação e que terá situado a importância deste evento na sua escala de prioridades. E percebe-se agora que não estaria no topo. Contudo, importa reter que não era o Comandante que estava na estrada num carro com a sua família nem tampouco era o Comandante a quem ninguém dava informações concretas. E não se deve (poder pode) criticar comportamentos de pânico como os que sucederam ontem.
Felizmente foi apenas um susto. E felizmente correu tudo bem. Importa ver o que se passou com a descoordenação de informação. Não critico os condutores. Mas não posso deixar de criticar o Comandante dos Bombeiros pelo que diz. É fácil falar quando detemos mais informação das coisas. E não temos os nossos filhos no banco de trás do carro.

domingo, julho 15, 2018

Oftalmologia

Este fim de semana fui a mais consulta de oftalmologia, desta vez dada por um amigo de família. Importa aqui começar por referir que se trata de alguém que utiliza o mesmo equipamento há mais de 30 anos e defende de forma acérrima a eficiência do mesmo.
Eu devia ter desconfiado da "muita esmola" da primeira consulta de oftalmologia que tive há pouco tempo. Da tal óptica onde fui e paguei pouco (paguei armação e ofereceram as lentes). Ainda que fosse agora confirmada a falta de vista para o perto - e daí ter feito um par de óculos para tal - ninguém me falou no facto de ter falta de vista para longe. Ou seja, é necessário ter as duas correcções no mesmo par de óculos ou, alternativamente, ter dois pares de óculos. Ou três pares, se considerarmos que os óculos escuros também terão de ter graduação. É verdade..jamais pensei que os meus óculos escuros teriam de ter graduação. Mas sim. E eis que chego à meia-idade!
Outro dado interessante é nem mais nem menos que a minha última avaliação oftalmológica realizada por este médico tinha sido no distante ano de 2003. Ou seja, há 15 anos. Naquela altura via praticamente a 100% e uma ligeira correcção foi necessária para o longe, no olho direito. Agora, para longe, é este olho que vê melhor, sendo que o olho esquerdo não vê tão bem. No perto - que em 2003 não havia queixa - o olho esquerdo vê bem e o olho direito não tão bem.
Depois de ouvir que a tal máquina para os exames da vista - e que não existe nas lojas de rua - é que é boa, percebi a direcção que a conversa ía tomar. Ou seja, na perspectiva do médico eu devia passar a usar lentes bifocais. Não sabe o que é? Eu explico rápido. São aquelas lentes "quase" tão espectaculares quanto as progressivas sendo que, têm aquelas "janelas" na parte posterior da lente para permitir o efeito de lupa (e consequentemente melhorar a vista ao perto). Acho fantástico. Para alguém com mais 30 anos que eu. E, "a cereja no topo do bolo", os óculos escuros com graduação. Não estava mentalmente preparado para isso. O que é certo é que ando a ver mal e com as correcções necessárias vejo muito melhor.
Na próxima 5F vou a uma óptica de um amigo (mas em Lisboa). Basicamente, a minha ideia é aproveitar uma armação que comprei - e claro que o médico disse logo que não prestava para nada porque "não tinha marca" (é só uma das marcas mais conhecidas de Surf e neve a nível mundial ) e colocar lá então umas lentes que permitam passar a ver tudo melhor. Sendo que terei, penso eu, que começar a usar sempre óculos. Não me incomoda nada. Fico muito bem de óculos.

domingo, julho 08, 2018

Deixar de falar

Nos últimos anos tenho conhecido várias pessoas. Posso dizer, com relativa certeza que conheci, até ao momento, largas dezenas de pessoas.
Se me perguntarem com quantas pessoas mantenho contacto, creio que os dedos das mãos chegam para as contar. Por uma ou outra razão - ou do meu lado ou do outro - as relações acabam por cessar. Feliz ou infelizmente, diria.
Não irei falar das razões que os outros têm para deixar de manter contacto comigo. Certamente terão as suas razões perfeitamente legítimas. E faço um "mea culpa" porque é mundialmente conhecido o meu feitio de bode. Mas, a culpa não morre solitária. A menos que fosse alguém sem um pingo de tino (que não é o caso) terá havido algo que faz com que o contacto com determinada pessoa cessasse. 
Não obstante isso, sou alguém que prima pelo diálogo construtivo. Que gosta de debater os assuntos, com elevação. A troca de ideias é, na generalidade das vezes, e assim haja maturidade, produtiva. Claro está que, se estou a tentar manter o tal diálogo e a outra pessoa só ataca e não deixa que haja a réplica, está tudo estragado.
O grande problema da actualidade, penso eu, é a falta de paciência para o diálogo. Principalmente para pessoas recentemente conhecidas ou que entraram há pouco tempo na nossa vida. O elo mais fraco. Alguém com quem não temos ligação afectiva ou com quem não temos qualquer laço que nos prenda às mesmas. É a era do facilmente descartável. Todos temos os nossos problemas pessoais e já dão dores de cabeça. Não precisamos de mais. E isso faz com que as pessoas não conversem sobre as coisas. É mais fácil deixar de falar do que arranjar soluções para o evitar.

domingo, julho 01, 2018

"Bullying"

No semanário "Expresso" desta semana vem um artigo de página inteira sobre o "Bullying" feito a uma miúda de 10 anos numa conhecida escola do Estoril. Não me recordo do nome da escola em concreto, mas para o caso não será relevante.
Muito resumidamente, uma criança foi vítima de violência (não física) por parte de colegas seus, com idades que rondariam a sua. Isto de forma continuada e com um apático conhecimento e inépcia por parte da Direcção da escola.
Sou só eu quem tem o sangue quente e quereria logo uma acção, com carácter imediato e terminante por parte da Directora daquele estabelecimento de ensino? Sou só eu quem ía privar essaa pessoa do seu sono caso não me fossem dadas a conhecer medidas imediatas por parte do estabelecimento face ao comportamento dos miúdos - e que até são conhecidos?
Não percebo. Li e reli o artigo e não vejo responsabilização dos tutores das crianças. Responsabilizar os colegas desta miúda é só um acto grosseiro e, penso eu, estéril. Afinal, a educação começa em casa. E é nesse patamar que esta avaliação por parte da Directora da escola tem de ser baseada Falar com os tutores. Olhos nos olhos, e dizer-lhes sem pruridos, o que fazem as crianças durante o tempo em que estão no estabelecimento de ensino e nas redes sociais da moda (i.e. Instagram e Whatsapp). E que tanta mossa fizeram a esta pobre miúda. Acreditem, crueldade é um adjectivo "mimo" nestas idades.
Moral da história: os pais tiraram a miúda da escola e matricularam-na noutra. A ela (miúda), já de si traumatizada, e ao irmão. As outras crianças, permanecerão intocáveis na escola onde sempre estiveram. Como aliás esta nossa sociedade se pauta. Culpabiliza os inocentes e arranja forma de inocentar quem efectivamente tem culpa.
Para concluir, este tema toca-me em particular. Quando andei no ciclo preparatório foi eleito alguns anos Delegado de Turma. As minhas características de líder já eram reconhecidas na altura. Acontece que extrapolava um pouco mais as minhas responsabilidades. Ai de quem se metesse com alguém da minha turma. Resolvia tudo com punhos. Mesmo com colegas que por exemplo, importunavam as minhas colegas (raparigas). E foi por ter dado sovas a colegas meus que batiam em colegas minhas que tive o meu cargo de Delegado suspenso e depois fui posteriormente demitido de funções. Foi justo, na altura. A minha metodologia de resolver os problemas internos - "bullying" - não eram as mais correctas. Mas também não havia abusos. Não permitia. 
Anos mais tarde, já na faculdade, houve um grupo de colegas de curso (de anos anteriores ao meu) que quiseram fazer praxe - fora de tempo, tipo anos mais tarde do que seria a época normal - a dois irmãos gémeos que tive como colegas. Claro que intervi. E claro que a praxe não teve lugar. Temos pena.
P.S.: O Afonso e a Maria Luísa não moram cá. Talvez seja melhor assim. E por aqui me fico...Não seria bom eu saber que qualquer um deles era alvo de qualquer tipo de acto do género. Talvez houvesse mudanças rápidas na Direcção da escola. E talvez alguns pais tivessem visitas quando fossem trabalhar. Em jeito de aviso.

domingo, junho 24, 2018

Compras

Sou o mais anti-compras que alguém pode imaginar. Detesto. Abomino ter de fazer compras, mas invariavelmente tenho de as fazer. 
Com a mais recente aposta na dieta - enquanto complemento do exercício físico - tive de passar a procurar nos supermercados os alimentos sugeridos pelo nutricionista. A generalidade deles existe num qualquer supermercado ou mercearia de rua. Mas há algo que uma única vez dei conta de não haver no Pingo Doce: papaia.
A papaia é dos frutos tropicais que comia de tempos a tempos. Nunca foi uma fruta que me estimulasse muito. Preferia outras (e.g. manga, uvas, maçãs, abacaxi, etc.). Mas houve uma clara indicação por parte do nutricionista para a introduzir na dieta dos dias em que não treino - aliás, como agora ao pequeno-almoço o que nunca comi antes (ovos, fruta) além do café que era a única coisa que bebia.
Nesse dia em que não tinha a papaia lembrei-me de um plano B. Qual? Um China (mais um) que há perto de minha casa. Não "o" China que tenho falado. Mas outro que a minha prima me falou e que tem fruta óptima. "Claro que o China vai ter papaia", zombei eu quando saí do Pingo Doce. Era esta a primeira vez que ía vencer. Mas não. Mais de uma dezena delas. Perfeitamente alinhadas. Mesmo ao lado dos pensos higiénicos e tampões. Ou da alface roxa. Mas eram boas. Muito boas. Agora tenho dois fornecedores de géneros alimentícios. Em especial da papaia. Que nunca mais me faltou!

quinta-feira, junho 21, 2018

Apple

Desde que me recordo, sempre houve computadores da Apple em minha casa. Sempre. Quando digo sempre, é mesmo isso. E nunca achei grande piada aos mesmos.  A nossa mente está "formatada" para os PC e desde sempre foi nesse sentido que caminhei. Até que tive o meu primeiro iPhone depois de vários Nokia, Samsung e outras marcas.
Há pessoas que não gostam ou não se adaptam aos iPhone. Eu não me adapto aos Android. Tentei, com dois modelos da Samsung e não consegui. Não resultou. Costumo dizer que na altura em que os tive, para agendar um compromisso na minha agenda, precisava de seguir uma dança de 7 passos. Nada intuitiva. Com o iPhone faço metade dos passos. Ou nem isso.
Mas não é só esta simplicidade que me fez ficar fã dos telefones da Apple. A sobriedade e inquestionável intemporalidade das linhas seduziu-me desde sempre. É um pouco como gostar de uma determinada marca de carros ou de relógios. Há milhares de fabricantes. Mas "aquele" faz segue sempre a mesma receita. E o produto final não poderia ser diferente do que já conhecemos. É certo que os processadores evoluem, as memórias aumentam e até as baterias duram mais tempo (teoricamente), mas não deixa de ter um "padrão" similar ao primeiro iPhone que comprei quando surgiu. Mas com melhoramentos.
Anos mais tarde, já depois de me ter rendido aos telefones, foi a vez do portátil. Consegui um excelente negócio com um "setup" muito bom. A vantagem, imediata, foi o peso comparativamente a um PC (portátil) com o qual andei durante anos. Creio que uns 8 anos. Estamos a falar de alguém que deu formação (muita) recorrendo ao tal terminal que me foi atribuído - na empresa - e que de repente faz o mesmo com metade do peso. Acreditem que no final do dia faz toda a diferença
Já aqui referi que uma das resoluções para o presente ano é / está a ser deixar de usar papel. E tenho conseguido resistir à tentação de o fazer. Tenazmente, posso acrescentar. Mas é mais fácil do que aquilo que pensei. Papel, só mesmo o estritamente necessário e..porque vivemos num mundo que ainda depende muito das árvores para passar informação. Daí ter feito e faz todo o sentido para mim utilizar o iPad no meu dia-a-dia. Fazer as minhas auditorias. E ler as notícias ao fim de semana.
Mais recentemente, e copiando o meu irmão, mais um "gadget" da Apple. Desta feita, o iWatch. Estilizado. Tem um formato único. Discreto. E é prático poder ser notificado de mensagens, e-mails ou ser convidado a ir andar um pouco ou respirar. Ou, por outra, que conseguimos atingir a nossa meta diária de queima calórica, ou não. Engraçado e útil.
Para terminar, e como não podia deixar de ser, comprei um iMac. O computador da Apple. O estilo é o mesmo de tudo o que falei anteriormente. Não é exuberante. Não é pindérico. É simples. Modesto, e para o que pretendo fazer (utilização meramente doméstica), dá e sobra. Estou no processo de adaptação.
Nem tudo são rosas. Em particular para o portátil e para o iMac. Porquê? A linguagem mais utilizada no Mundo, se não me falha a memória de um artigo que li em tempos, era, na altura, a dos PC. Faz sentido. A Apple foi sempre vista como uma linguagem mais fechada. Para pessoas ligadas ao sector do "design", arquitectura e publicidade, em que, sem qualquer sombra de dúvida os programas utilizados nestas máquinas aliados a máquinas (processadores mais potentes) conduzem a resultados óptimos. O problema reside na adaptação. Na chamada "curva de aprendizagem" (learning curve) que, na minha idade será tendencialmente mais longa. Faz sentido. Mas irei, determinadamente, insistir na mesma. Tal como me escuso a utilizar o papel e tenho conseguido. Nos programas da Apple as coisas não estão nos mesmos sítios. Isso irrita-me. Acentuar as palavras com "~" é digno de risota. Já escrevi umas 900 vezes "qu\ao". A razão prende-se com o facto de estar habituado a utilizar um teclado diferente. De PC. E requer hábito. No meu caso, terei de viver com PC (empresa) e Apple, no resto da minha vida. Se há melhor que os produtos que elenquei acima, da concorrência? Sim, há. Mais barato? Sim, sem dúvida. É uma questão de opção. Como sempre.