sábado, dezembro 24, 2005

Boas Festas


Volvidos 10 dias desde o meu último texto (tem sido uma azáfama enorme), aqui deixo um grande abraço e beijinhos de Boas Festas para todos vós, com saúde e muito alegria junto daqueles que vos são queridos.

João

quinta-feira, dezembro 15, 2005

O final de um ciclo

Pois é. Foi ontem, dia 14 de Dezembro de 2005. Terminei a licenciatura. 5 anos de curso, 5 anos de esforço e 5 anos de dedicação a uma causa. À conclusão de algo que me propús fazer.

Como não podia deixar de ser, senti um alívio enorme, e o retirar de um "peso". Sou finalmente licenciado em engenharia do ambiente, um curso que escolhi conscientemente e sem qualquer sombra de dúvida algo que adoro, que me dá prazer e que certamente irá preencher-me em termos profissionais.

Relativamente ao mercado de trabalho, nesta altura é algo prematuro estar a dizer como é ou vai ser. O país vive uma das crises mais profundas, e só daqui por algum tempo se poderá aferir quão eficazes são algumas das medidas veiculadas pela Executivo. Até lá, nota-se alguma renitência por parte dos empregadores, e creio que tão cedo não vai mudar. Talvez me engane.

Até lá, já tenho entrevistas marcadas e vou vendo como evoluem as coisas.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Presidenciais 2006


Reconheço que é com alguma expectativa que tenho visto os debates televisivos dos candidatos presidenciais. Expectativa é a palavra certa, na medida em que pouco ou nada de novo pode ou será dito. Não me vou demorar muito a analisar o perfil político de cada um dos candidatos, até porque qualquer pessoa com "2 dedos de testa" o poderá fazer facilmente. As provas estão à vista, e creio que é muito fácil que cada um de nós tire as suas conclusões.

Há coisas que me fazem alguma confusão. Alguma é ser demasiado benevolente. Fazem imensa confusão. Como é que Portugal vivendo actualmente uma das maiores crises desde há décadas, se propõe a encetar obras como seja a do aeroporto da OTA ou o tão falado TGV? Quem vai pagar a factura? Os mesmos de sempre. Aqueles (e aquelas) que vão pagar os estádios de futebol do Euro 2004. É a nossa postura e ideia megalómana. Infelizmente somos assim. Gostamos de ostentar. Gostamos de mostrar que somos um país rico, quando subsistem problemas gravíssimos em áreas como a Justiça, a Educação, a Saúde, forças militares, e se verifica uma escalada no desemprego.

O candidato presidencial não se pode imiscuir destas duras realidades. Não deve. Da mesma forma que não pode censurar a política do Executivo. Não o deve fazer porque corre o risco de que a opinião pública sinta que há a possibilidade de que tudo caia de novo. Que o Governo seja destituído e volte tudo ao mesmo, como aconteceu há relativamente pouco tempo. Não é bom para Portugal, que passa a viver num clima constante de instabilidade e na medida em que poderá afastar oportunidades de investimento (entre outras coisas) do nosso país. O mesmo candidato deve ter em mente que a sua principal função é a de fazer cumprir a Constituição Portuguesa, sendo que deverá assumir um papel de moderador, ou seja, auscultar a opinião pública (não ser um político de gabinete) e vetar ou aprovar peças legislativas do Executivo, antevendo valor acrescentado (ou não) para a nação.

É preponderante que pratique regularmente o exercício e promova a fiscalização das contas das grandes obras. Não assuma ou deixe assumir o gasto supérfluo, enquanto Portugal não iniciar a sua recuperação económica. É um pouco, acautelar possíveis endividamentos e obrigar o país ao cumprimento do acordado em termos de comunidade europeia. Deve estar atento aos indicadores económicos, quer dos países vizinhos (Espanha, França, por exemplo), e aprender algo com a experiência destes mesmos países. Cingir-se à aprovação ou ao veto de documentos legais, é puramente demagógico e utópico. É querer "enfiar a cabeça na areia", e negligenciar a própria responsabilidade enquanto chefe supremo das Forças Armadas e digníssimo representante do País.

Muita coisa fica por dizer. Não me vou alongar muito mais. Continuarei deliciado a ver os debates da televisão, analisando o quão astutos podem ser os políticos, "rabeando" as perguntas que não lhes convém responder. E acredito piamente que treinem bem as respostas.

Têm feito o seu "trabalho de casa".

Mas as perguntas que os portugueses querem ver respondidas, curiosamente não surgem...Porque será?

terça-feira, dezembro 06, 2005

O Cinema

O cinema sempre me fascinou desde miúdo. Desde que me conheço. Não sou daquelas pessoas que está no filme a pensar que é tudo ficção. Muito pelo contrário. Estou "no filme" e sou uma personagem, o que naturalmente exige uma concentração enorme e uma vivência de toda uma série de sensações muito mais reais.

Há vários filmes que me marcaram, sendo que aqueles que mais gosto são alusivos à II Grande Guerra, um bom policial, uma boa história baseada em factos verídicos, algum filme onde a componente de Direito e/ou Psicologia seja bem evidente, uma biografia ou simplesmente uma comédia para descomprimir ao final de uma semana de trabalho.Depois há os "históricos". Filmes que se tornaram sucessos de bilheteira e que jogaram os seus protagonistas para a ribalta. A foto que coloquei é um bom exemplo disso - Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs, título original). Poderia salientar muitos outros, mas numa breve busca na internet foi o que me apareceu, e é sem sombra de dúvida um dos meus filmes preferidos, não só pela versatilidade do próprio Antony Hopkins, mas também pelo próprio enredo e "sustos" que o próprio filme provoca. Gosto desse tipo de sensações num filme. Uma envolvência tal, que o espectador fica completamente absorto, concentrado e não pensa em mais nada.

Como referi anteriormente, cinema é para ir ao final da semana. Não é à 3ª ou 4ª Feira. É à 6ª ou ao Sábado, se não houver outro tipo de programa. É o tipo de programa que gosto de fazer no final da noite. Matinés ía eu quando tinha 6 anos. Ver o "ET" ou o "Bambi". Já cá cantam mais de 25 anos nesta carcaça velha... A noite fria e chuvosa sugere este tipo de programa. Gosto da envolvência da sala e dos avanços tecnológicos do Dolby Sorround. Há uns anos não havia nada disso. Era cinema puro e duro, com o marreco do projeccionista a colocar as bobines...Os tempos mudam, a tecnologia avança, e hoje em dia as coisas são diferentes.

Para terminar, uma pequena dica: Se gostam de comer e beber no cinema, pensem sempre no barulho que estão a fazer quer a trincar as pipocas (há pessoas que o fazem de boca aberta) quer a sorver a bebida como se não houvesse mais bebida no resto do mundo. Torna-se desagradável para quem está por perto.E nunca, mas nunca façam o que já vi. Sim, já vi, não me contaram...de um casal que estava atrás de mim, tirar um tupperware e começar a comer sopa...