quarta-feira, agosto 02, 2006

Cetraria - Uma Arte Medieval

Caríssimos (as),

Desde muito cedo me fascinaram os predadores. Desde os tubarões, passando pelos grandes felinos (tigres, leões, leopardos), e naturalmente a águia-real e falcões. Ou seja, três elementos presentes - água, terra e mar.

Há coisa de uma semana quis desenvolver um pouco mais o meu conhecimento acerca das aves de rapina, especialmente os falcões. Não sei se consequência de algum documentário, não sei se de algum filme, e assim o pensei, assim o fiz. Busca na internet, e voilà....mais algum conhecimento acerca desta arte. Não me vou debruçar em grandes dissertações, até porque qualquer um de vós poderá efectuar uma busca como eu, e eventualmente aprofundar mais o conhecimento relativamente a determinadas temáticas inseridas neste domínio.

Apenas e só queria partilhar convosco este meu fascínio, e promover um pouco esta arte, que remonta à época medieval. Das várias aves de caça, e das várias sub-espécies que existe, relativamente aos falcões, aprendi que existe uma espécie relativamente frequente no nosso país, que pratica um "alto voo", em que normalmente o falcão intercepta a presa, "preando" no ar, sendo que a velocidade atingida pelo falcão, em voo picado, e praticamente vertical ronda os ....300 Km/H. Pasmem-se, mas é a mais pura das verdades. Um bicho que tem menos de 1,5 kg, na maioria das vezes, conseguir atingir este tipo de velocidade. E é lógico que este tipo de voo me delicia... Já há bastante tempo que conhecia a utilização dos falcões nos aeroportos. Aliás, para quem compra usualmente o jornal "Expresso" (último final de semana 30 de Agosto de 2006), poderá ler um artigo dedicado a um tratador de falcões, e promotor da reprodução da água-real, que como se sabe, é uma espécie em vias de extinção.

Neste mesmo artigo (e que não era novidade para mim), é mencionada a utilidade dos falcões como "polícias do ar", ou seja, como aves predadores que afastam outras aves do espaço aéreo, impedindo desta forma o fenómeno de birdstrike, ou seja,e para quem não sabe, um fenómeno relativamente usual nos "pássaros de metal", que é caracterizado pela sucção das aves (a sério), pelos reactores, com consequentes danos para as pás das turbinas. O mesmo adestrador do falcão do aeroporto de Lisboa treinou os falcões do aeroporto de Faro. Acho isto sublime. Haver um pássaro pequeno, que afugenta os outros, através de acrobacias aéreas e descrição de voos picados..Adoro isto. Um pormenor interessante, relativamente aos falcões, prende-se com o facto de serem uma das poucas espécies animais em que o macho é fisicamente inferior à femea. Chama-se a isto dimorfismo sexual, dizem os entendidos.

(...)" As fêmeas de todas as espécies são maiores que os machos, recebendo na nomenclatura cetreira o nome de primas, por serem sempre as preferidas para a caça. O macho recebe o nome de treçó por ter, sensivelmente, um terço do peso da fêmea.."(...) [ in http://www.ectep.com]

Sem dúvida que vou querer saber mais informações desta arte. Um pouco para ganhar sensibilidade para este mundo (até porque não me parece pacífico tentar adestrar um tubarão branco ou um tigre siberiano)!!

Cumprimentos