segunda-feira, julho 30, 2007

A Amizade

Faltam apenas 4 dias. É verdade. Um dos meus melhores Amigos vai viver para Espanha, junto daquela que escolheu para ser sua companheira. Encaro este gesto como sendo um acto corajoso, heróico, e sobretudo nobre. Nobre na medida em que é consubstanciado por uma boa causa, e que demonstra o tal espírito empreendedor e que movido pelo amor...não há barreiras.

Há já algum tempo tinha escrito sobre a Amizade. Tenho poucos Amigos, e muitos conhecidos, ou "amigos". Não me vou alongar muito sobre a diferença de semântica subjacente, até porque já existe neste blog um texto alusivo a essa temática. Remeto-os(as) para a leitura do texto. :)

Os poucos Amigos, foram ficando ao longo dos anos. Muita ondulação, muita discussão, muitas alegrias, angústias e tristezas partilhadas. Ainda que em alguns casos não tenha existido uma convivência tão próxima quanto eu gostaria (fruto das vidas profissionais, planos afectivos, entre outras), o relacionamento esteve sempre lá. E quando foi necessário, "estavam lá". É bom ter essa consciência e percepção. Laços cimentados há mais de 10 anos, especialmente com meia dúzia de pessoas. Desta meia dúzia de pessoas, destaco 4, que ao longo destes anos todos, viveram comigo muitos episódios, como sejam finais de ano, fins-de-semana, kartadas, paintball, férias de Verão...entre muitas outras coisas.

A idade avança, a ambição e opções de vida estreitam-se, e a dada altura, opta-se por determinado tipo de caminhos que parecem ser os melhores, os mais certeiros. E tenho a certeza que o serão, atendendo às pessoas que são. Tenho pensado que poderão constituir "alavancas" para uma plataforma de melhoria e reconhecimento profissional.

Estas linhas são escritas com alegria e algo saudosismo pelo facto dos meus melhores Amigos estar de partida para Espanha, dentro de 4 dias. Vai viver e trabalhar no país vizinho. Outro dos meus melhores Amigos já está na Holanda. Em menos de um mês, dois Amigos "zarparam" para fora de Portugal, e valha-me o facto de manter cá outros dois...que me são mais próximos. Os outros dois restantes, são muito especiais, mas não têm o lugar que estes têm.

Acredito que com uma distância maior entre nós, os laços sejam ou fiquem mais cimentados. Quero acreditar que os laços de Amizade se irão fortalecer, mantendo o mesmo carácter genuíno que sempre mantiveram até à data. Como alguém dizia há uns anos atrás "As Amizades são como as plantas..têm de ser regadas." E acredito que estas vão ser alimentadas.

Resta-me desejar a ambos o melhor deste mundo e "do outro". Sei que vão ler estas frases e achar lamechice, e algo "abichanado". Mas não me incomoda minimamente. Já dei muita prova do contrário (a qualquer um dos dois). :)

De qualquer das formas, aqui fica, para a posteridade o meu agradecimento por vos poder ter como Amigos. Boa sorte a ambos!!

domingo, julho 29, 2007

Verão 2007

O Verão é daquelas épocas do ano que não adoro particularmente. Por toda uma série de razões, que passam pelo calor excessivo (e consequente má disposição| irritação| aumento da ansiedade), e adicionando o trânsito diário, o cocktail não poderia ser mais explosivo...

Também é marcado pelo culminar da actividade política e início da temporada futebolística. Se neste último caso iniciar ou terminar sugere-me a mesmíssima coisa (ou seja, nada, porque detesto futebol), já no primeiro caso é algo que sigo com alguma atenção. E estou atento aos últimos pormenores, veiculados pelos media. Falo objectivamente das eleições intercalares, falo do "desnorteio" do maior partido da oposição, do clima de censura/medo vivido no interior do partido do Governo e partilhado num artigo de opinião da semana passada redigido pelo Manuel Alegre. Curiosamente, uma pessoa que tem vindo a conquistar o meu apreço, não só pela sua frontalidade e à vontade para debater questões intrínsecas ao partido, mas também pelo resultado expressivo obtido nas últimas presidenciais, enquanto independente.

O primeiro ministro José Sócrates tem vindo a perder algum protagonismo nos últimos tempos. Não só pela questão do seu diploma universitário (que curiosamente deixou de ser falado), bem como a questão da avaliação e desmobilização direccionada para a função pública, o famosíssimo "Caso Charrua" e ainda a questão da contratação das crianças para o tema relacionado com o Plano Tecnológico para as escolas portuguesas. (Apenas um pequeno apontamento na medida em que acho que quem criticou o Governo, deveria antes pensar na exploração/trabalho infantil dos actores que contracenam nas novelas portuguesas. Faz sentido que o façam, ao invés de inusitadamente criticarem sem que exista qualquer tipo de sustentação lógica e enquadrada).
É visível o cansaço de Sócrates nos últimos tempos, numa altura em que decorre um evento muito importante em Lisboa, e para o qual Sócrates mobilizou todos os esforços. A postura de político que controla tudo e todos, tem os dossiers todos sabidos, de fio a pavio...começa a adquirir outro tipo de contornos. A par e passo, a equipa de trabalho começa também a denotar algum cansaço. E a curto/médio prazo poderá dar sinais de debilidade.


Relativamente às eleições intercalares em Lisboa, a vitória esperada do PS. António Costa é um "peso pesado" que sai do partido, para assumir os desígnios da Câmara de Lisboa. Ainda que existam naturais ligações que certamente serão facilitadas pelos canais privilegiados de comunicação, tendo em conta a ligação que tem com o Governo, não tem tarefa fácil pela frente. A ver vamos, e o tempo mostrará como leva o seu projecto e compromisso avante.
Surpresa das surpresas, foi o resultado obtido pelo Professor Carmona Rodrigues. Lamentavelmente, e com uma taxa de abstenção das maiores desde sempre (62%) conquistou um valor bastante expressivo, que aponta para uma vitória pessoal. Não entrando Negrão na corrida, certamente que António Costa teria alguma dificuldade em ganhar as eleições.
Relativamente à crise interna do PSD, pouco mais há a dizer sobre o tema. Dos candidatos à liderança, não reconheço notoriedade no Marques Mendes. Falta-lhe "nervo", protagonismo, audácia. Tem um bom perfil de político, mas começa a ficar cansado. Tem como vantagem a associação dos pesos pesados do partido. Pinto Balsemão, Manuela Ferreira Leite, entre outros. Aguiar Branco desistiu a meio da corrida. Falta de apoio (tinha o de Morais Sarmento e de Arnaut), mas entendeu que não será este o momento certo para avançar. Luís Filipe Menezes parece-me ser um bom político. Contudo, terá o mesmo handicap que Marques Mendes tem. Não tem projecção, não tem "fibra", não tem o perfil necessário e exigido neste momento para ser o líder da oposição. Bons candidatos seria a Manuela Ferreira Leite ou mesmo Rui Rio. Mas não estão disponíveis neste momento. Infelizmente.

A ver vamos que nos reserva a reentrée...