sábado, julho 26, 2008

Leituras

Desde tenra idade, sempre houve o hábito da leitura lá em casa. Desde a leitura mais "despreocupada", que acompanhou a infância (Patinhas, Astérix, Michel Vaillant, and so on), passando pelos famosos "Cinco" e "Uma Aventura na..", (que suspeito ter lido todos os livros) durante a pré-adolescência..até à idade pré-adulta e adulta. E aqui a análise é outra.

Será esta fase da vida em que o sentido crítico, entre outras coisas, fica mais apurado. A personalidade acaba por estar (idealmente falando) formada, e poucas ou nenhumas variações decorrerão. Tive a sorte (ou azar) de ter um círculo de amigos onde existia (e existe) o prazer da leitura, e naturalmente, não existem atritos, ou comentários despropositados.

Há livros que marcam. Dostoiévski é um exemplo com "Os Irmãos Karamazov". Aconselho vivamente a quem goste de literatura densa. Interessante, mas densa. "Conversas com Deus", de Neale Walsch, igualmente denso. Não me agrade de todo o tipo de escrita de Saramago. Não só porque não o vejo como português, como detesto um tipo de escrita sem pontuação. Irrita-me. Tira-me do sério. Mas há quem aprecie. E temos de respeitar.

Actualmente, tenho um tipo de literatura diferente na mesinha de cabeceira (quando não estão no carro). "A Arte da Guerra", de Sun Tzu e "Princípios da Guerra", de Carl von Clausewitz. Em ambos os casos, a estratégia militar direccionada para a gestão das organizações/pessoas. E agradam-me muito, quer um, quer outro.

Entristece-me que as pessoas da minha geração não leiam mais..alegando que falta de tempo. Custa-me a acreditar que não tenham 10 minutos diários para a leitura. Mas deixei de me preocupar com isso, e aconselhar este ou aquele título. Não vale a pena quando não há vontade..

Contudo, e para mal dos meus pecados (e de tantos outros puristas da língua camoniana), vejo autênticos atropelos gramaticais, pontapés fortes nas construções frásicas e/ou discursos orais que me fazem pensar duas vezes se o acordo ortográfico veio para ficar (ao qual não aderirei jamais)...

Até breve..