sábado, novembro 14, 2009

Yad Vashem


Um must go place, para quem visita Israel. Aproveitei o dia de ontem para fazer esta visita há muito desejada, na medida em que sou curioso relativamente ao que aconteceu durante a II Grande Guerra.

Uma coisa será ler os livros, ver filmes ou assistir a documentários que objectivamente e de forma muito próxima retratam o que aconteceu. Outra coisa será visitar um espaço que pretende mostrar / evidenciar a judeus descendentes (ou não) e a não judeus as atrocidades perpretadas por Hitler.

Não querendo alongar-me muito pelo que vi e senti, posso assegurar que é um espaço muito violento em termos de imagem, de sensações, de revolta sentida ao assistir a testemunhos de sobreviventes ou filhos de judeus mortos. Aquando da entrada neste espaço, de imediato senti um arrepio. Frio, gélido, enquanto assistia um filme em que várias crianças judias, em qualquer bairro judeu e em qualquer ponto do globo acenavam para a câmara. A candura, a inocência das mesmas faz com que as nossas entranhas se reduzam a um ponto, em virtude de se saber, com propriedade, que futuro as esperava. Para algumas, nesse dia, nessa semana, mês..etc.

Aconselho a toda e qualquer pessoa que, havendo oportunidade, visitem este espaço. Um dia que visitem Israel.

Acredito que possibilita o crescimento interior de qualquer pessoa....e mostra sem qualquer sombra de dúvida aquilo de que é capaz a mente humana.

terça-feira, maio 26, 2009

Bastonário Ordem Advogados

Tive oportunidade de ver hoje, pela primeira vez, uma entrevista da jornalista Manuela Moura Guedes (MMG), no passado dia 22MAY2009 ao actual Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto (AMP).
É pouco provável que alguém consiga passar indiferente às notícias de abaixo assinado para destituição do actual Bastonário. Sou uma dessas pessoas, e por "porta travessas" tive a possibilidade de ver esta peça, e que passei a considerar a melhor pérola em termos de jornalismo televisivo, que é uma entrevista da MMG ao Bastonário. Há muito que não via tão mau jornalismo, tão má prestação (e preparação) para a entrevista com uma má conduta, ética e pouco prestigiante para a classe dos jornalistas. Porventura será algo que lhe é permitido por ser casada com quem é, e que certamente lhe dá um espaço na sua cadeia televisiva.
Um espectáculo televisivo decadente, em que certamente os espectadores teriam ganho mais se tivesse tido lugar uma discussão inteligente, debate maduro de ideias e respeito. MMG, mais uma vez, e ao seu melhor estilo, abusou. E desta vez, acho que abusou muito. Põe em causa uma série de valores intrínsecos, éticos inerentes à classe de jornalistas. Mas por ser quem é, certamente que rapidamente esta (mais uma) infelicidade será perdida nos anais da história.
Quanto a AMP, gosto dele. Nunca tinha tido a oportunidade de com tempo, e atenção, ouvir o que tem para dizer. Gosto da frontalidade e da sinceridade com que diz as coisas. Com que toca os "senhores dos lobbies" e na forma como genuinamente apelida e categoriza aqueles que cometem ilegalidades. Há poucas pessoas assim.Infelizmente.
Cpts.,

sábado, abril 04, 2009

Dentistas

Tive de recorrer aos serviços do dentista ontem. Uma questão que me vinha a incomodar há algum tempo, e que careceu de atenção por parte de um profissional destas coisas.
Desde miúdo que tal como tantas outras pessoas abomino as idas ao dentista. O barulho das brocas, o cheiro, aqueles instrumentos pontiagudos que utilizam..tudo isso me provoca calafrios e me deixa sinceramente vulnerável. Sim, vulnerável.
A posição de deitado, em ângulo favorável ao médico para inspeccionar a boca, coloca-nos, na minha opinião, numa condição de vulnerabilidade ímpar. É certo que não pode ser doutra forma, tenho consciência disso. Mas aquela posição deixa-me muitíssimo incomodado, para ser sincero.
A ida de ontem ao dentista envolveu entre outros pormenores, duas anestesias locais (ministradas decorridos 40 minutos - entendeu o médico que até lá eu deveria ter a sensibilidade que julgou necessária), bem como umas marteladas no dente. Sim, literalmente marteladas.
Acresce o facto de que já estava na tal posição que considero incómoda, vulnerável. Foi uma "sova" que apanhei. Aliás, como todas as outras que apanhei ao longo destas décadas e objectivamente relacionas com idas a esta especialidade da medicina.
Interiormente, acho que são experimentadas sensações ímpares, com uma amplitude tal, que passam desde o extremo negativo caracterizado pela vontade de pregar o dentista à parede com uma cotovelada, trocar de lugar e usar a broca maior na língua dele, até ao extremo positivo que será um abraço forte e caloroso por ter sido aquela a pessoa que mitigou ou eliminou a nossa dôr.
Brevemente terei de lá voltar. Para mal dos meus pecados.

Cpts.,

terça-feira, março 17, 2009

Crianças

Não sou uma pessoa particularmente paciente com crianças. É certo que a idade nos molda e nos transforma, mas sou daquelas pessoas que detesta os guinchos, os berros estridentes e as insubordinações. Ou mesmo as "piscinas" que algumas crianças teimam em fazer, quando em almoços ou jantares com os pais. Má educação.
Não é isto que me faz escrever o presente texto. Tenho vindo a constatar, pelas notícias dos últimos dias, que crianças morrem (ou ficam no estado de coma), consequência da negligência dos progenitores. O recém-nascido que foi "esquecido" dentro de uma viatura, outro recém-nascido que caiu de uma altura de 15 metros, uma criança que foi arrastada por uma vaga ou os irmãos que deixados dentro do carro dos pais, destravaram o mesmo e cairam de uma ribanceira com uma altura considerável, sendo necessária a sua evacuação com recurso a helicóptero.
Não obstante o meu primeiro parágrafo, julgo que qualquer um dos quatro acontecimentos reflecte a negligência e ou inaptidão para algumas pessoas serem pais. Não concebo que em qualquer um dos casos não pudessem ter sido tomadas algumas medidas que evitassem os resultados desastrosos. A questão que emerge, é que só depois dos acontecimentos trágicos tem lugar uma introspecção e o pensamento daquilo que poderia ter sido feito.
Não quero ser moralista, nem tão pouco tenho pretensões em sê-lo. Nem quero sequer pensar com uma teoria de premeditação por parte dos pais. Seria demasiado cruel, embora não inédito (no Brasil, alguns pais chegaram a atirar os filhos pela janela de suas casas...). Contudo, e na minha opinião, hoje em dia é necessário repensar a vida de cada um de nós, quando pensamos em dar o passo de ter filhos.
Muitos dos leitores deste blogue já têm filhos, e certamente já terão uma vida um pouco mais "aliviada", consequência da idade dos mesmos, não obstante ser necessário o acompanhamento, o "estar presente", o "saber ouvir", o saber aconselhar o certo e o errado...etc. Para os seguidores deste blogue que ainda está na fase de "pensar em ter filhos", é muito importante que em conjunto avaliem se efectivamente têm disponibilidade mental, se conhecem e percebem a responsabilidade que é trazer um novo ser humano a este mundo. Este será o âmago da questão.
Como alguém disse em tempos..."é fácil tê-los...mas menos fácil mantê-los".

Cpts.,

sexta-feira, março 06, 2009

A Netcabo

Já há muito tempo que ando para escrever sobre a netcabo. Solução miraculosa, que terá surgido há mais de 15 anos. Permitia a conexão de todos ao resto do mundo.

Contudo, muitas pessoas aderiram à netcabo. Numa altura em que também era disponibilizada a solução da Tv Cabo, que permitia passar dos 4 canais genéricos para o quintúplo. E assim, e "qual carneiros", todos aderimos às soluções. O que provocou, logicamente, uma sobrecarga nas ligações. E que não foi acompanhado (nem de longe, nem de perto), em termos tecnológicos, pela empresa.

Resultado: Não raro deixa de existir internet e televisão. Piora quando deixa de haver telefone fixo (como já me aconteceu esta semana, por 3 vezes). Num rasgo de inteligência e perspectiva de oportunidade de negócio zilionária, a tv cabo (ou betcabo) disponibiliza hoje em dia soluções de telefone+internet+tv. Em suma, quando falha alguma das três soluções, falha tudo.

E deixamos de estar em contacto com o mundo. Para o bom e para o mau.

É por esta e por outras que hoje em dia é perigoso falar em "fidelização" dos Clientes.

quarta-feira, março 04, 2009

Os vendedores de automóveis

Há muitos, e de vários sectores de actividade.

Assumindo o meu gosto pelos automóveis, são os vendedores deste sector de negócio com quem mais lido, e para os quais dedico mais atenção.

Entendo que deve demorar algum tempo até que um vendedor de automóveis "sénior" ganhe aquela lábia que lhe permite vender um monovolume (carro de maiores dimensões e mais caro) a quem entrou num stand a pensar em comprar um Renault Clio.

É preciso desenvolver determinados skills, determinadas competências (e apetências), perceber de psicologia humana e como interagir com os Clientes. E neste tipo de actividade, é essencial. Vital. A par a passo com o desenvolvimento da "veia" comercial, que está intimamente ligada a esta actividade. Mais uma vez o cumprimento de objectivos, o atingir de metas, a actividade de benchmarking, etc, são ferramentas que têm de ser afinadas neste ofício.

Contudo, nem sempre as coisas correm bem. E aparecem os Clientes como eu. Que fazem o seu trabalho de casa. Que anualmente lêem revistas da especialidade. Que até percebem "qualquer coisa" de mecânica. Que de forma autista e despreocupada, sabem praticamente os modelos todos das marcas automóveis. Que têm em mente de que ano poderá ser uma viatura, tendo em conta as letras da matrícula...etc..etc. E é aqui que começa o problema ou o pesadelo do vendedor.

Tipicamente, a actividade de vendedor de automóveis (actualmente designada de "Técnico de Vendas"), é desempenhada por pessoas que vêem este tipo de ocupação como algo temporário. Na generalidade, as marcas começam a filtrar mais as habilitações literárias, e não raro, encontram-se vendedores de automóveis com o 12º Ano de escolaridade concluído, mas a trabalhar em part-time, enquanto não ingressam no ensino superior (ou já ingressaram, e ocupam assim o tempo livre).

A desvantagem, ou a questão que "mata" uma venda, no meu entender, é o vendedor não saber o que está a vender. Ou não acreditar no produto. Aí existe a tal "psicologia invertida". E o vendedor passa a ser observado. E são avaliados os seus conhecimentos relativamente ao que vende. É isso que faço. Há perguntas de algibeira, que se não são respondidas de imediato, sem hesitação, "temos a pintura borrada". E sem entrar em grandes pormenores técnicos. Porque aí...a esmagadora maioria fracassa logo.

A apresentação e trato contam muito. Curiosamente, são poucos os vendedores de automóveis que se decalcam da imagem de vendedor de bíblias "door-to-door". Fatos com mau corte, sapatos mal engraxados, relógios réplica e fluência/dicção verbal deficiente. E isso, pessoalmente, entendo ser mau presságio. Acompanhado, naturalmente, pela pouca crença do produto que se está a tentar "impingir", ups..vender.

Não raro, gosto de ir a alguns stands de automóveis. Por vezes sou bem sucedido, e acabo por aprender algo que constitui valor acrescentado ao meu conhecimento. Ou seja, há diálogo construtivo e produtivo.

Nas restantes vezes, as coisas não correm bem. E assim se perdem negócios. Infelizmente.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O Brio Profissional

Considero o brio profissional uma das características que mais aprecio em alguém. O espírito de sacríficio com vista à consecução de objectivos (por departamento e permitindo em consequência o atingir dos objectivos da empresa).

Nem todas as pessoas são briosas na sua actividade profissional. Será mais fácil cumprir (logicamente) um horário de trabalho estático, sem abnegação de momentos além do horário supra mencionado, do que sacrificar os momentos de lazer em prol da empresa. É uma verdade conhecida, e não há grande dúvida neste aspecto.

Na minha opinião, o trabalho fora de horas, acontece em duas situações distintas: a) Má organização pessoal ou b) Demasiado trabalho para uma só pessoa. Se na primeira situação tudo depende da pessoa em causa, e se existe na mesma vontade em aprender metodologias de organização que lhe permitam o "improvement" no seu quotidiano profissional, já na segunda situação será um problema vertical, organizacional.

Infelizmente, e fruto da competitividade inter-empresas que exploram determinado nicho de negócio, "parar é morrer". Ou seja, colocam-se de lado modelos de gestão estanques e abordam-se novas oportunidades de negócio, mais flexíveis, apostando indubitavelmente na vertente comercial consolidada, sustentada e agressiva. Nos dias que correm, só assim é possível a sobrevivência de uma organização.

E é normal, com o exposto acima, que nem sempre o brio profissional subsista. O excesso de trabalho é perfeitamente tipificado e identificado com "picos", e obviamente que não é possível gerir o tempo disponível de forma cabal. Como seria desejável.

Também não é óbvia e imediata a afectação de mais recursos numa altura em que o mundo inteiro vive em plena recessão económica. Contratação de novos quadros sugere mais despesa. E com a actual conjuntura económica, tal opção poderá reflectir uma separação clara e inequívoca entre as empresas que se mantêm activas e pagam custos fixos e variáveis atempadamente, e aquelas que não conseguem acompanhar. E, não raras, ficam-se pelo caminho.

Concluindo, o brio profissional depende de vários factores. Na generalidade das vezes, exógenos. Contudo, entendo que é importante que sejamos profissionais no que fazemos. Sejamos rigorosos, empreendedores, criativos, e porque não críticos de nós mesmos, efectuando para tal, auto-avaliações regulares no espaço temporal.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

A necessidade do inglês

Estava a ouvir um comentário na rádio (sim, fora de Portugal continuo a ouvir rádios portuguesas - bendita internet), onde um dos entrevistados era espanhol. E basicamente, os entrevistadores tinham de falar pausamente o português, para que o "nuestro hermano" pudesse entender.
Sobre este tema algumas considerações que tenho vindo a fazer ao longo dos anos... Diz um dos ditados populares "Em Roma sê romano". Ou seja, e aplicando à comunicação oral, é importante que a comunicação seja fluente e perceptível entre emissor e receptor. Em Israel, onde me encontro agora, utilizo o inglês. Não sei falar israelita, mas o inglês é perfeitamente entendido, e regra geral, todos (as) os (as) interpelados (as) entendem e fazem-se entender. Menos um problema, num País que não é o nosso.
Uma coisa que tenho reparado, em algumas viagens que tenho oportunidade de fazer, é que há Países (tendo em consideração as pessoas com quem tive oportunidade de estabelecer comunicação), que pura e simplesmente não se esforçam por comunicar na mesma língua. Mesmo aqui, alguns tipos mais velhos, não sabem, ou não querem falar o inglês. Mas falam entre eles israelita. E fico a apanhar do ar, claro. O mesmo meu aconteceu recentemente em Espanha...com o perigo para os espanhóis de que algumas coisas do que eles dizem nós portugueses, entendemos..
Opto por falar o inglês em todo o lado, quando saio de Portugal. Lamentavelmente, não sou poliglota. O inglês, hoje em dia, é a língua comummente aceite em qualquer canto do globo. Melhor ou pior, a comunicação é passível de ser feita. Ainda que existam alguns resistentes, como os que mencionei acima. Mas na generalidade, é possível comunicar.
Em Portugal, coloca-se outra questão. Porque razão terei eu de dar informações de orientação em italiano, espanhol, ucraniano, moldavo ou paquistanês? Ninguém até hoje me deu as mesmas em português quando necessitei das mesmas estando no estrangeiro...
Donde...um conselho...aprendam inglês!!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Fotografia de Portugal

Neste momento escrevo estas linhas longe de Portugal. Mais concretamente num dos países que mais tem ocupado as páginas dos jornais. Sim, Israel mesmo. Deixarei os meus comentários relativos a este País para outro momento. Em que tentarei colocar algumas fotos e quiça, até documentar fotograficamente a minha estadia.
Não obstante, tenho acompanhado de perto o que se passa em Portugal. A internet, sem qualquer dúvida, é uma poderosíssima ferramente, e em menos de nada, sabemos o que queremos. À distância de um clique.
Em Portugal, tenho por hábito folhear diariamente o "Público", e semanalmente o "Expresso" e o "Sol". São os três jornais a quem concedo credibilidade, e assim sendo, aqueles que sigo com mais atenção. Especialmente os semanais. Contudo, e estando longe, opto por consultar numa base diária o primeiro. Até porque a sua página é mais rica, com mais substância, e creio que será actualizada com mais regularidade. E as notícias são mais detalhadas. Não visualizo com tanta frequência as páginas dos outros dois jornais.
Basicamente, e após quase 1 mês fora, continua tudo na mesma. Sem tirar nem pôr. As mesmas fantochadas, as mesmas notícias que enchem as primeiras páginas dos jornais, e o País sem rumo. Sim, sem rumo.
Parece-me, claramente, que chegámos há algum tempo, a um ponto em que é necessário ver a fibra de quem tem o poder nas mãos. Alguém com poder, com pulso, que seja capaz de tomar as rédeas do País. E não me parece que neste momento exista. Note-se que não faço este comentário com qualquer tipo de conotação política. Falo objectivamente de quem neste momento está no Executivo e falo da Oposição - que resumidamente não existe.
Com recessão económica assumida, com contenção de custos, com problemas vários no cumprimento de metas acordadas no Parlamento Europeu, parece-me evidente uma clara deriva e um desvio substancial daquilo que é necessário e verdadeiramente importante.
É preferível, segundo a óptica dos media, perceber que o nosso PM tem um tio que até esteve ou foi parte interessada no caso Freeport. Tio e primo. Que aquando do processo de licenciamento do terreno para edificação da supramencionada área comercial, houve conluio e interesses vários - tráfico de influências. Enquanto engenheiro, e especializado na componente ambiental, preocupa-me de sobremaneira saber que houveram duas avaliações ambientais, sendo uma delas positiva e outra negativa. Feitas por funcionários a quem se requer, na minha perspectiva, alguma credibilidade, idoneidade e troca de informação. Não me parece razoável que existam duas avaliações opostas para a mesma realidade.
Há medidas que têm vindo a ser tomadas que são, naturalmente, o apelo ao voto dos indecisos. Aqueles que não sabem se querem continuar a viver com dificuldades, aqueles que há muito que não acreditam no sistema político português, aqueles que não se sentem minimamente motivados para ir às urnas por altura do acto eleitoral. Lamentavelmente.
Há promessas que foram assumidas durante as eleições do actual Executivo. Poucas foram aquelas que foram cumpridas. Dois exemplos simples: postos de trabalho (efectivos, as estatísticas dos centros de emprego para o trabalho temporário não contam), e a questão do aumento da taxa do IVA. Duas questões que foram debatidas, faladas, questionadas, e não foram cumpridas as várias promessas relativas às mesmas. Muito pelo contrário...falhou-se nos postos de trabalho, e aumentou-se o IVA..
O saldo do actual Executivo é mau. É importante também avaliar a situação económica internacional, e que como será razoável admitir, torna difíceis as condições de governação. Contudo, há ou tem de haver lugar ao diálogo. À tentativa de encontrar soluções, promovendo a discussão inter-partidos da oposição e no seio do próprio partido. Evitar clivagens (internas e externas). Ser dada importância ao que realmente importa (más condições de vida de muitos portugueses, em detrimento de se continuar qual autista com a ideia obstinada das obras públicas de valores astronómicos, e para os quais os portugueses não podem, não devem e decerto não querem pagar a factura. Tal como tiverem, têm e terão de pagar os estádios de futebol que foram construídos por altura do último evento desportivo ocorrido cá em Portugal. Cada vez que me recordo disto, vem-me à memória o que aconteceu com Sevilha...após a exposição ficou deserta. Mas Espanha, como sabemos, tem uma economia diferente da nossa. Mais consolidada, mais forte e sobretudo, com uma melhor e maior capacidade de recuperação da recessão, como começa aliás a dar sinais.
A ver vamos. Não quero com este tipo de comentários dizer que está tudo mal. Talvez a vida me tenha ensinado a ser mais crítico, observador e sobretudo mais preocupado com soluções para os problemas e não com a questão de levantar problemas. Mas a minha contribuição será feita aqui, para aqueles que me lêem. Deverá ser sem qualquer hesitação o trabalho dos deputados da nossa AR. Aqueles que fazem parte dos partidos da Oposição. A esses, é imputada essa responsabilidade. É a esses que Portugal deposita a sua confiança para a resolução dos problemas preementes.
Não é com plenários em que se perdem 60 minutos ou mais com acusações ao Executivo que se resolvem os problemas. É tempo perdido. Tempo sem qualquer tipo de utilidade, quando poderia ser utilizado melhor, discutindo o que realmente interessa, e sobretudo, apresentando soluções.

O Regresso

E cá estou de novo. Porque recebi alguns comentários de leitores (as) que me fizeram rever a ordem de prioridade das minhas tarefas diárias, e porque não escrevia desde Setembro passado.

Basicamente, tentarei que a escrita seja mais regular, bem como a paciência (e tempo) assim o sejam, por forma a permitir que existam textos novos com uma periodicidade mais regular.

O meu obrigado a todos (as) os (as) leitores e tentarei cumprir a promessa!

João