Não sou uma pessoa particularmente paciente com crianças. É certo que a idade nos molda e nos transforma, mas sou daquelas pessoas que detesta os guinchos, os berros estridentes e as insubordinações. Ou mesmo as "piscinas" que algumas crianças teimam em fazer, quando em almoços ou jantares com os pais. Má educação.
Não é isto que me faz escrever o presente texto. Tenho vindo a constatar, pelas notícias dos últimos dias, que crianças morrem (ou ficam no estado de coma), consequência da negligência dos progenitores. O recém-nascido que foi "esquecido" dentro de uma viatura, outro recém-nascido que caiu de uma altura de 15 metros, uma criança que foi arrastada por uma vaga ou os irmãos que deixados dentro do carro dos pais, destravaram o mesmo e cairam de uma ribanceira com uma altura considerável, sendo necessária a sua evacuação com recurso a helicóptero.
Não obstante o meu primeiro parágrafo, julgo que qualquer um dos quatro acontecimentos reflecte a negligência e ou inaptidão para algumas pessoas serem pais. Não concebo que em qualquer um dos casos não pudessem ter sido tomadas algumas medidas que evitassem os resultados desastrosos. A questão que emerge, é que só depois dos acontecimentos trágicos tem lugar uma introspecção e o pensamento daquilo que poderia ter sido feito.
Não quero ser moralista, nem tão pouco tenho pretensões em sê-lo. Nem quero sequer pensar com uma teoria de premeditação por parte dos pais. Seria demasiado cruel, embora não inédito (no Brasil, alguns pais chegaram a atirar os filhos pela janela de suas casas...). Contudo, e na minha opinião, hoje em dia é necessário repensar a vida de cada um de nós, quando pensamos em dar o passo de ter filhos.
Muitos dos leitores deste blogue já têm filhos, e certamente já terão uma vida um pouco mais "aliviada", consequência da idade dos mesmos, não obstante ser necessário o acompanhamento, o "estar presente", o "saber ouvir", o saber aconselhar o certo e o errado...etc. Para os seguidores deste blogue que ainda está na fase de "pensar em ter filhos", é muito importante que em conjunto avaliem se efectivamente têm disponibilidade mental, se conhecem e percebem a responsabilidade que é trazer um novo ser humano a este mundo. Este será o âmago da questão.
Como alguém disse em tempos..."é fácil tê-los...mas menos fácil mantê-los".
Cpts.,
1 comentário:
Oi João.
Percebo e concordo qd diz que é preciso pensar que a decisão de ter um filho é muito séria e implica imensa responsabilidade. Um filho é para a vida inteira.
Quando temos um filho, a maneira com que olhamos o mundo que nos cerca tem que ser outra. Temos que pensar "à frente", temos que tentar adivinhar e pressentir o que poderá acontecer nesta e naquela situação. O tempo todo!!
Sei que muitos acidentes com crianças são fruto do despreparo de aguns casais. Mas, também acredito que há pais extremamente zelosos, mas que não estão imunes a um acontecimento fortuito que tenha como consequência algo de mal com os filhos. Acidentes aconteçem.
Não quero com isso tirar a responsabilidade e culpa de algumas tragédias que ouvimos nos últimos dias. O pior é que tragédias semelhantes acontecem diariamente (apenas não são divulgadas).
Na maioria das vezes os acidentes podem ser evitados, verdade seja dita, mas, infelizmente, também acontecem.
Bj.
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