sábado, abril 04, 2009

Dentistas

Tive de recorrer aos serviços do dentista ontem. Uma questão que me vinha a incomodar há algum tempo, e que careceu de atenção por parte de um profissional destas coisas.
Desde miúdo que tal como tantas outras pessoas abomino as idas ao dentista. O barulho das brocas, o cheiro, aqueles instrumentos pontiagudos que utilizam..tudo isso me provoca calafrios e me deixa sinceramente vulnerável. Sim, vulnerável.
A posição de deitado, em ângulo favorável ao médico para inspeccionar a boca, coloca-nos, na minha opinião, numa condição de vulnerabilidade ímpar. É certo que não pode ser doutra forma, tenho consciência disso. Mas aquela posição deixa-me muitíssimo incomodado, para ser sincero.
A ida de ontem ao dentista envolveu entre outros pormenores, duas anestesias locais (ministradas decorridos 40 minutos - entendeu o médico que até lá eu deveria ter a sensibilidade que julgou necessária), bem como umas marteladas no dente. Sim, literalmente marteladas.
Acresce o facto de que já estava na tal posição que considero incómoda, vulnerável. Foi uma "sova" que apanhei. Aliás, como todas as outras que apanhei ao longo destas décadas e objectivamente relacionas com idas a esta especialidade da medicina.
Interiormente, acho que são experimentadas sensações ímpares, com uma amplitude tal, que passam desde o extremo negativo caracterizado pela vontade de pregar o dentista à parede com uma cotovelada, trocar de lugar e usar a broca maior na língua dele, até ao extremo positivo que será um abraço forte e caloroso por ter sido aquela a pessoa que mitigou ou eliminou a nossa dôr.
Brevemente terei de lá voltar. Para mal dos meus pecados.

Cpts.,

4 comentários:

Anónimo disse...

Oi João.
Essa sensação de vulnerabilidade que vc descreve também a sinto, mas não é no dentista, mas sim, na ginecologista.
Considero o pior exame ou procedimento médico a que tenho sido sujeita ao longo dos anos. Aquela posição, os utensílios frios, é bastante incómodo e sinto-me completamente vulnerável. E nem consigo imaginar se tivesse que ir a um ginecologista do sexo masculino.
Mas, li o seu texto com uma certa, bem, não sei bem descrever a sensação, mas não consigo imaginar vc vulnerável a alguma coisa ou algo.
Causou-me uma certa curiosidade e vontade de ser a sua dentista. Adorava experimentar com vc a proximidade inerente a essa especialidade. :)
Não publique esse comentário, por favor. Mas gostaria, se possível, que deixasse um sinal em como o leu.
Bj.

Anónimo disse...

Ahhh...
Não demore tanto a escrever textos novos
Bj.

Anónimo disse...

Caro João.
Essa do dentista foi óptima!
Sofro do mesmo. :)
Bem haja.

Anónimo disse...

Bem... se pensa isso tudo de uma ida ao dentista...
nem imagina a sorte que tem em não ter que recorrer à cadeira do ginecologista ... acredite em mim... o ângulo da cadeira é muito mais incômodo e desconfortável.

;)

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