Os concertos de música são momentos únicos na vida de uma pessoa. Arrisco-me a dizer que quem nunca foi a um concerto de música nunca experimentou em pleno os seus 5 sentidos.
Há mais de 15 anos que ajudei a montar um concerto no estádio de Alvalade. Na altura em que ainda haviam concertos "à séria" nos recintos desportivos lisboetas - tipicamente estádios da bola. O staff que organiza e faz acontecer este tipo de eventos é inimaginável. Regra geral, esta equipa acompanha os grupos musicais nas tournées, montam palcos em menos de nada (com luzes, som instrumentos, electricidade, etc), contratam mão-de-obra local (e especializada) neste tipo de trabalho. Foi o que sucedeu na altura comigo. Através do irmão de um amigo meu, conseguimos reunir um grupo de zelosos e rapazes cheios de boa vontade e realizámos esse trabalho integrados numa empresa portuguesa que organiza e monta espectáculos. Naturalmente que fiquei siderado com o profissionalismo de quem faz aquilo com regularidade. A rapidez, a coordenação de trabalhos, tudo.
Uma pequena nota para diferença de constituiçao física da equipa de montagem dos grupos musicais e da equipa de montagem da "tugolândia". É como comparar um típico alemão ou sueco e um típico alentejano. Não obstante trabalharem bem os dois (com ritmos diferentes, claro). E com "combustíveis" diferentes: cerveja e vinho.
Com o avançar do dia, e com a montagem do palco concluída, tem lugar o check sound. São testadas as colunas todas debitando para a atmosfera uns largos milhares de watts. Acredito que quem more para os lados de Alvalade até seja bom, na medida em que ouve (mas não vê) "gratuitamente" o concerto. Em paralelo tem lugar o teste das luzes. Saliento que são equipas pluridisciplinares, sendo que há técnicos especialistas em som e técnicos especialistas em iluminação.
As portas da entrada abrem-se depois do almoço (sendo que alguns grupos de amigos já almoçam dentro do estádio). Com o cair da noite, tipicamente, a casa está composta. Ou espectadores solitários, ou casais ou grupos de amigos. No meu caso, experimentei as duas últimas alternativas.
O último concerto que tive oportunidade de assistir foi dos Rammstein. A minha banda de música preferida. Vale o que vale esta minha opção, mas como se costuma dizer, gostos não de discutem. Também não me preocupa que não entenda as letras das músicas (alemão). Sou apenas mais um fã entre milhões que não percebe. E a banda sabe disso, como pude comprovar numa entrevista do vocalista. E mais curioso, que a quase totalidade das músicas versam o amor.
Pegando no exemplo dos Rammstein, permitam-me informar que o vocalista é especialista em efeitos pirotécnicos. Posso igualmente afirmar que no concerto (único) que assisti deles, no pavilhão Atlântico e da primeira vez que estiveram em Portugal, foram lançados foguetes no interior do recinto, sendo que percorreram uma distância percorrida igual ao comprimento do pavilhão, e por cima da cabeça do público. Ou seja, sugere muita preparação, cálculo, saber sem dúvida o que se está a fazer. Achei um concerto brutal, com muitos efeitos especiais e claro,com muitos arrepios. Creio que será um "lugar comum", ter arrepios ao ouvir (e ver) serem tocada "as" nossas músicas ao vivo.
Para finalizar, não poderia deixar de observar o público. Pais que deixam os filhos bem comportados à porta do estádio, e que no interior do recinto do concerto se transformam após terem bebido algumas jolas (ler texto o meu texto sobre as bebedeiras). Deixam de existir inibições. Também há os casais que vão ver actuar aquele que foi o grupo responsável por algumas músicas que marcaram a sua relação. Ou simplesmente curiosos pela grandiosidade que envolve um concerto num estádio.
Por último, e ainda referente ao tipo de pessoas que vai assistir a um concerto, faz-me alguma confusão quem vai sozinho. Não entendo...será que se perdeu do grupo? Será que os amigos com quem tinham combinado à última hora desmarcaram e não apareceram? Será que está de mal com a vida e quer experimentar "encontrar-se" sozinho? Fico a pensar nisso. Pode também apetecer ir assistir o concerto sem ninguém, é certo.... Mas é pouco provável.
Próximo Tema: Luxos
Há mais de 15 anos que ajudei a montar um concerto no estádio de Alvalade. Na altura em que ainda haviam concertos "à séria" nos recintos desportivos lisboetas - tipicamente estádios da bola. O staff que organiza e faz acontecer este tipo de eventos é inimaginável. Regra geral, esta equipa acompanha os grupos musicais nas tournées, montam palcos em menos de nada (com luzes, som instrumentos, electricidade, etc), contratam mão-de-obra local (e especializada) neste tipo de trabalho. Foi o que sucedeu na altura comigo. Através do irmão de um amigo meu, conseguimos reunir um grupo de zelosos e rapazes cheios de boa vontade e realizámos esse trabalho integrados numa empresa portuguesa que organiza e monta espectáculos. Naturalmente que fiquei siderado com o profissionalismo de quem faz aquilo com regularidade. A rapidez, a coordenação de trabalhos, tudo.
Uma pequena nota para diferença de constituiçao física da equipa de montagem dos grupos musicais e da equipa de montagem da "tugolândia". É como comparar um típico alemão ou sueco e um típico alentejano. Não obstante trabalharem bem os dois (com ritmos diferentes, claro). E com "combustíveis" diferentes: cerveja e vinho.
Com o avançar do dia, e com a montagem do palco concluída, tem lugar o check sound. São testadas as colunas todas debitando para a atmosfera uns largos milhares de watts. Acredito que quem more para os lados de Alvalade até seja bom, na medida em que ouve (mas não vê) "gratuitamente" o concerto. Em paralelo tem lugar o teste das luzes. Saliento que são equipas pluridisciplinares, sendo que há técnicos especialistas em som e técnicos especialistas em iluminação.
As portas da entrada abrem-se depois do almoço (sendo que alguns grupos de amigos já almoçam dentro do estádio). Com o cair da noite, tipicamente, a casa está composta. Ou espectadores solitários, ou casais ou grupos de amigos. No meu caso, experimentei as duas últimas alternativas.
O último concerto que tive oportunidade de assistir foi dos Rammstein. A minha banda de música preferida. Vale o que vale esta minha opção, mas como se costuma dizer, gostos não de discutem. Também não me preocupa que não entenda as letras das músicas (alemão). Sou apenas mais um fã entre milhões que não percebe. E a banda sabe disso, como pude comprovar numa entrevista do vocalista. E mais curioso, que a quase totalidade das músicas versam o amor.
Pegando no exemplo dos Rammstein, permitam-me informar que o vocalista é especialista em efeitos pirotécnicos. Posso igualmente afirmar que no concerto (único) que assisti deles, no pavilhão Atlântico e da primeira vez que estiveram em Portugal, foram lançados foguetes no interior do recinto, sendo que percorreram uma distância percorrida igual ao comprimento do pavilhão, e por cima da cabeça do público. Ou seja, sugere muita preparação, cálculo, saber sem dúvida o que se está a fazer. Achei um concerto brutal, com muitos efeitos especiais e claro,com muitos arrepios. Creio que será um "lugar comum", ter arrepios ao ouvir (e ver) serem tocada "as" nossas músicas ao vivo.
Para finalizar, não poderia deixar de observar o público. Pais que deixam os filhos bem comportados à porta do estádio, e que no interior do recinto do concerto se transformam após terem bebido algumas jolas (ler texto o meu texto sobre as bebedeiras). Deixam de existir inibições. Também há os casais que vão ver actuar aquele que foi o grupo responsável por algumas músicas que marcaram a sua relação. Ou simplesmente curiosos pela grandiosidade que envolve um concerto num estádio.
Por último, e ainda referente ao tipo de pessoas que vai assistir a um concerto, faz-me alguma confusão quem vai sozinho. Não entendo...será que se perdeu do grupo? Será que os amigos com quem tinham combinado à última hora desmarcaram e não apareceram? Será que está de mal com a vida e quer experimentar "encontrar-se" sozinho? Fico a pensar nisso. Pode também apetecer ir assistir o concerto sem ninguém, é certo.... Mas é pouco provável.
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