Para um amante do mundo automóvel, há os chamados "templos". Espaços físicos adequados e concebidos para as diversas actividades ligadas ao mundo automóvel, em especial a prática do desporto motorizado. Quer carros, quer motas. Por esta ordem, daí a palavra "autódromo" e não "motódromo".
Durante décadas se ouviu falar do Autódromo do Estoril, onde se realizava o Grande Prémio de Portugal da Fórmula Um. Até que em determinado ano, deixou de fazer parte do circuito internacional da Fórmula Um (F1), que como é sabido, é o desporto rei do mundo automóvel. "Porquê?" Simples. Deixou de reunir as condições de segurança para a prática desta modalidade. "Ok, como se podia ter resolvido?" Dotando o autódromo do Estoril dessas mesmas condições de segurança que permitissem que Portugal continuasse no circuito da F1, com todas as vantagens daí decorrentes, nomeadamente projecção internacional e estímulo do turismo nacional.
Assim não foi. Preferiu-se a adopção do "laissez faire". Resumidamente, hoje em dia o autódromo é palco de eventos de tuning, provas de aceleração e outras que tais. Não digo que seja errado. Digo apenas que em alguns destes casos, há automóveis que em velocidade de ponta (máxima velocidade) atingem pouco menos que um F1. E não me parece que as tais condições de segurança tenham sido alteradas.
É lamentável que quem de direito não estimule ou não promova esta modalidade que tanto dinheiro (e pessoas / turistas) move. É igualmente lamentável que não haja vontade para "injectar" verba e beneficiar as infra-estruturas já existente. Ao invés, preferiu-se construir um autódromo no Sul do País, sendo que, estou para ver quando será o mesmo rentabilizado. Para quê mais um autódromo? Não compreendo.
Faz-me lembrar os 11 estádios de futebol que foram construídos...e que alguém terá de pagar!!
Próximo Tema: Secretárias

Sem comentários:
Enviar um comentário