sábado, abril 24, 2010

Portagens

Não irei falar da obvia necessidade das portagens.  Pessoalmente, entendo que deve prevalecer o conceito de "utilizador pagador". Utiliza, paga. Não utiliza, não tem de pagar uma portagem que se situa a centenas de quilómetros. Como se sabe, o actual Governo tem mais essa prenda na manga para o erário público.

Acho deliciosa a ideia de ainda se continuar a pagar a portagem na ponte 25 de Abril (ou ponte Salazar) utilizando parte da verba arrecadada para custear a ponte Vasco da Gama. Conheço vários casos de pessoas que moram na Margem Sul e que não se recordam de alguma vez não ter sido paga a passagem - a não ser no habitual mês de Agosto.

Os(as) portageiros(as) são funcionários como qualquer outros. Executam ordens. Baixam a cancela quando a viatura chega, e levantam a mesma depois de receberem o pagamento respectivo. Não são responsáveis pelo aumento do preço das portagens. Não são responsáveis pelo facto da sirene da Via Verde apitar (e a luz amarela acender) quando o identificador fica sem bateria, e todos os outros condutores num raio de 7 quilómetros ficarem com a firme convicção de que somos caloteiros e que pensámos (ou ousámos) passar neste corredor dedicado à borla...Para terminar, estes trabalhadores também não serão responsáveis pelo facto da obrigatoriedade de pagamento da portagem, ainda que as auto-estradas estejam em obras, em permanente mau estado de conservação, ou ainda que às vezes a passagem de animais provoquem acidentes.

Acho que seria um bom exercício, quem de direito, avaliar a necessidade da existência de certas portagens. Dos preços praticados vs condições das vias de comunicação. E aliviar um pouco os sacrificados de sempre.

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