segunda-feira, maio 31, 2010

Equitação

Não quero começar este tema sem expressar a minha força à minha muy amada e querida amiga Roberta Medina. A brasileira mais portuguesa que existe cá em Portugal e que de forma incansável de há meia dúzia de anos para cá tem erguido o Rock in Rio ali no Parque da Belavista. Soube há poucos minutos pela televisão que ontem não pode estar presente no fecho deste festival da música porque caiu de um cavalo. Fiquei logo ansioso e não consegui jantar mais. Dei comigo a pensar se teria sido a caminho do último dia do festival ou se porventura teria acontecido no dia anterior.

Sou seguramente a única pessoa à face do planeta Terra que não acha piada aos cavalos. Não só são animais de um porte muito maior que um ser humano (o que me intimida), como tenho não raro a impressão que vão engolir a cabeça do (a) cavaleiro (a) com aquela bocarra enorme a qualquer momento. Não obstante serem animais com um porte simpático assim tenham o pêlo luzidio, a crina e a cauda escovadas e estejam bem calçados (boas ferraduras). Assim não sendo, caem rapidamente no conceito de pileca.

Nunca tive paciência para ver as provas de equitação que costumam dar na RTP 2 aos Sábados à tarde. Aliás, acho que ninguém tem. Só mesmo as crianças que ficam de castigo. Qual é a piada de ver um cavalo a saltar uns obstáculos de madeira e de vez em quando tocar nos mesmos e ser penalizado por isso? Nenhuma. Tal como noutras actividades desportivas, também a equitação está associada a uma franja específica da sociedade. As classes sociais mais elevadas. Desde sempre foi assim. E claro que há um tipo de indumentária associada e frequentemente um tipo de carro típico de quem é visto nestas lides...Mesmo que falte o principal - o cavalo ou o o simples prazer da equitação!

O que é certo é que não ajuda nada à minha opinião sobre o cavalo / equitação o facto de ter caído de um cavalo há uns anos atrás. Por sinal da única vez que andei num. Não acredito e nunca acreditei na corrente defensora de que os cavalos não caem em cima das pessoas. O cavalo do qual caí não caiu em cima de mim porque uma mão divina o afastou de mim. Havia de ser uma coisa esperta...uma besta de quase uma tonelada cair em cima de mim. Talvez não estivesse aqui a partilhar mais esta história!

Valeu-me a má experiência e a vontade firme de não tornar a repetir a graçola de montar cavalos animais...Só mesmo aqueles que estão debaixo do capot!

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domingo, maio 30, 2010

Cartões de Crédito

Desenvolvi desde há alguns anos a este momento, uma relação simbiótica com o cartão de crédito que o meu banco amavelmente me disponibiliza anualmente. Para tal, o meu querido banco pede-me uma quantia "simbólica" de 5 contos (na moeda antiga) para a emissão do mesmo e disponibilização de um plafond associado. Estou muito contente por isso, ou seja, pelo facto de sentir que o meu querido banco se preocupa comigo. E com outros Clientes. É claro.

Toda e qualquer transacção comercial nos dias que correm pode ser efectuada com recurso ao cartão de crédito. O que não deixa de ser giro e ao mesmo tempo fantástico. Posso ir a qualquer  stand da Porsche e fazer um brilharete daqueles à moda antiga usando comprando um magnífico 911 turbo "sacando" de um cartão de crédito platina (cartão sem limite de crédito).

Por outro lado, a utilização do cartão de crédito é consensual e aceite internacionalmente.  Permite efectuar compras online em empresas baseadas no outro lado do globo terrestre e comparativamente ao que sucedia há uns anos atrás, representa um avanço e uma facilidade ímpar nas compras.

Subsistem contudo alguns cuidados obrigatórios com o manuseamento dos cartões de crédito. Para começar, o bom senso na sua utilização. O facto de terem um plafond associado faz com que algumas pessoas abusem e se descontrolem nos movimentos que fazem com o mesmo. Enquanto houver dinheiro há festa...e não deve ser bem assim. O cartão de crédito deve ser utilizado de forma consciente e com moderação, até porque há uma taxa cobrada pelo banco nos seus movimentos. E não raro aparecem extractos bancários com valores com três zeros..após o algarismo significativo! Por outro lado, e um dos problemas que mais cabelos brancos tem feito aos profissionais das várias polícias, tem que ver com o crime da clonagem de cartões de crédito. Ou seja, duplicar determinado cartão de crédito e usar a conta de outrém para efectuar compras.

Como conselho, nunca perder o cartão de crédito de vista..Solicitar ao funcionário da loja que faça o que tem a fazer sempre à nossa frente.

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sábado, maio 29, 2010

Montanha Russa

A montanha russa é algo que não sei porque existe. Da mesma forma que não compreenderei o porquê de existir o bungee jumping por exemplo. Estes são dois exemplos do que acho que de pior se inventou para a saúde humana, em termos de diversão. Escuso de entrar em detalhes relativamente ao facto de serem provocadas no esqueleto humano estímulos violentíssimos (rápidos e intensos) para os quais o mesmo não está preparado. Com as consequências que daí advêm futuramente. O máximo de diversão que me é concedida passa por assistir do chão, ao trajecto da montanha russa a ser feito pelo "comboio-de-carros" e de achar que a qualquer momento aquilo se vai desconjuntar tudo. Como é óbvio nunca acontece.

Quero acreditar (e certamente que tal acontece) que os responsáveis pela manutenção destes equipamentos têm um plano de manutenção / verificação muito restritivo. Ou seja, há equipas que todos os dias verificam a boa condição do material, antes do público usar o mesmo. Estão em causa vidas humanas e ao mínimo deslize acontece um azar. Como se sabe.

A montanha russa enerva-me. Para começar, o facto de alguém, voluntariamente, pagar um bilhete e obrigar as demais pessoas a ouvirem os seus guinchos histéricos. Acho mal. Por outro lado, e de forma voluntária e consciente, é paga uma viagem para se sentir uma descarga de adrenalina ímpar. Ainda que para isso seja necessário estar um carro de metal, perfazer uma descida íngreme e de seguida efectuar uma curva fechada em que toda a gente pensa que o carro não consegue.

Recentemente foi revista a legislação que regulamenta a manutenção destes equipamentos. É claro que se fizeram ouvir muitas vozes da discórdia, na medida em que houve alterações obrigatórias nos equipamentos, inspecções extra necessárias e claro, a necessidade de custeio de tudo isto. E como é óbvio...em tempo de crise ninguém aprecia que "lhe mexam no bolso". Até porque se o equipamento funciona bem há 20 anos, com a manutenção que sempre foi feita...para quê mais alterações? Ou inspecções....

O problema é que os azares acontecem quando menos se espera. E é necessário tentar antever e acautelar situações de risco desnecessárias.

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sexta-feira, maio 28, 2010

Yoga

Yoga (ou Ioga) é daquelas coisas que tenho a certeza que me faria muítissimo bem. Não tenho dúvidas. Para pessoas como eu, ansiosas, é uma excelente disciplina, e concerteza um meio de atingir paz interior.

Acredito que o(a) monitor(a) tivesse de ter um pouco mais de paciência comigo. "Domar" uma pessoa ansiosa como eu constitui um desafio ímpar. Evitar que me ria das minhas figuras em determinadas posições relaxantes deverá ser outro desafio giríssimo. E claro, evitar que a minha risada ou simplesmente o facto de praguejar contagie a restante turma.

É exactamente por todas estas situações que nunca experimentei yoga. Acredito que me possa estar a passar ao lado uma excelente oportunidade de me conhecer melhor e de conseguir um controlo superior de mim mesmo, em última análise.

De há uns anos para cá, assistiu-se também ao aparecimento de variantes desta actividade. A título de exemplo, o "power yoga", que deve ser algo interessantíssimo  de se ver e fazer. Faço yoga e fico com energia. Parece-me bem.

Talvez em breve tenha mesmo de optar por começar a fazer yoga...para ver se me consigo controlar....no dia-a-dia...depois de tanta coisa que vejo acontecer por esse País fora...

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quinta-feira, maio 27, 2010

Estado Novo

É inevitável que sejam feitas comparações com aquele que para muitos foi o pior período da história contemporânea de Portugal. Para outros não terá sido. Cada um saberá de si, como será normal.

Não será muito normal alguém da minha geração interessar-se por esse período da história de Portugal. Também não é muito normal ouvir atentamente os relatos e testemunhos das pessoas que viveram nessa altura, com o objectivo de obter mais conhecimento acerca do mesmo. Paralelamente, ter lugar a consolidação do conhecimento através da extensa bibliografia dedicada.

Tendo sido educado segundo os princípios de quem viveu as quatro décadas de salazarismo sem que qualquer tipo de situação fora do normal a apontar, não tenho, nem posso ter uma ideia errada deste período. Aliás, são vários os exemplos bons que me são dados, ao invés dos exemplos maus que oiço e frequentemente são apontados ao regime por outras pessoas, e que decorrem de experiências diferentes da minha.

Sou de opinião que importa "balizar" as situações e não cair no erro de avaliar o salazarismo pelos exemplos de insubordinação, de faltas de respeito ou de atentados contra a Nação. Que não foram poucos, como se sabe. Quero com isto dizer que houve muitas coisas péssimas (falta de liberdade de expressão, a não dinamização de uma política externa), mas houve também situações boas (nunca houve o aumento do preço dos bens de primeira necessidade - pão e leite, havia segurança nas ruas e sobretudo, havia respeito pelos valores e pela moral).

São várias as comparações efectuadas com a actual "democracia". Tenho para mim que por vezes se confunde "democracia" com "libertinagem" e "chica espertice". É resumidamente aquilo a que se assiste desde o 25 de Abril de 1974. E cada vez mais evidente. Infelizmente. Também importa reter que ninguém põe cobro aos maus exemplos, ou seja, o tempo encarrega-se de jogá-los para o esquecimento....

Muito ficará por dizer relativamente a este tema. Seria importante que quem de direito, retirasse os bons exemplos de quem durante 40 anos esteve à frente dos desígnios de Portugal. Em vez de seguir modelos utilizados noutros Países.....e não adaptados à realidade portuguesa.

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quarta-feira, maio 26, 2010

IRS

Consegui até ao presente momento fazer três correcções à minha declaração do IRS. Um feito histórico e que espero sinceramente que com a submissão online da declaração de hoje fique resolvido de uma vez por todas.

Valha-me o ser uma pessoa organizada e ter as coisas minimamente "localizáveis" ou facilmente localizáveis. E claro, responder de imediato a todas as dúvidas dos meus amigos lá dos serviços centrais das Finanças. Qualquer dia liga-me o Ministro chateado com tanta confusão e por ainda não ter visto entrar nos cofres do Estado aquilo que devo! Pela primeira vez em 35 anos consegui ir a uma repartição de finanças logo pelas 0900H e ser recebido com rasgados sorrisos. Desconfio que tenha sido pelo facto do sistema informático estar em baixo e claro, por constituir per se um razão para não se trabalhar mais o resto do dia naquela repartição.

Não deixa de ser importante fazer um termo de comparação com o que era prática comum há uma década atrás. Ou se contratavam os serviços de alguém para ajudar no preenchimento da papelada do IRS, ou havia algures um primo-da-tia-do-cunhado-da-avó-do-sobrinho que trabalhava nas finanças e percebia alguma coisa da "poda" ou simplesmente perdiam-se algumas horas de um dia de férias tirado exclusivamente para tratar desta obrigação de todos os cidadãos contribuintes. Hoje em dia tudo é diferente com a informatização e cruzamento de informação dos contribuintes e com a maravilhosa possibilidade de entrega / submissão da declaração via virtual. Assim se saiba preencher a mesma (ou se conheça alguém quem o saiba - obrigado Carla!!).

Pelas últimas notícias, soube que o Governo entendeu que os portugueses podem ser um pouco mais sacrificados. Como já são pouco...Nada melhor que "apertar mais um furo"..e assim sendo, mais uma vez foi promulgada uma Lei em que os portugueses serão mais taxados. Ou seja...mais impostos.

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terça-feira, maio 25, 2010

Trabalho Infantil

Mais um flagelo da actualidade. Infelizmente, está intimamente relacionado com a deslocalização de muitas empresas para os países em vias de desenvolvimento (onde tipicamente a mão-de-obra é mais barata). É curioso o paralelismo estabelecido entre estes países (em vias de desenvolvimento) e os países desenvolvidos, onde também existe exploração de crianças, mas de forma mais dissimulada.

Com a actual crise económica, como tenho vindo a mencionar, importa perceber e reter os vários sinais / indicadores, que apontam no sentido da retoma, ou no sentido da agudização de uma situação problemática. Um deles, acaba por ser importante e é aquele que  afere o volume de acidentes e incidentes mortais relacionados com as crianças que trabalham. Ou que são exploradas por alguém menos escrupuloso. E que o melhor pensamento que me merece passa por ser empalado vivo ali na Praça do Comércio...

Comummente, a exploração infantil tem lugar nas classes mais desfavorecidas. São os próprios pais que obrigam os filhos a irem trabalhar desde tenra idade, a roubar para satisfação de vícios (droga e copos) ou para o sustento da casa (ausência de planeamento familiar e consequentemente agregados familiares numerosos)....

Importa pois que quem de direito avalie este tipo de situação com preocupação e lucidez. O panorama não é de todo animador e antevejo que muitas famílias venham a padecer deste mal, em resultado dos políticas de "austeridade" que têm vindo a ser seguidas, ou da actual crise económica...Deus queira que esteja enganado!

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segunda-feira, maio 24, 2010

Imobiliário

Mais um dos meus temas "quentes". E um daqueles rentáveis, sem qualquer dúvida. Não sei se já aqui disse...mas também terei pensado em seguir o ramo imobiliário quando era miúdo. Na altura em que era possível, de forma mais ou menos ardilosa ganhar alguns cobres com este negócio que é a venda / compra / permuta de terrenos e casas.

A "receita" é sempre a mesma. Comprar por 2 euros e vender por 5 euros. Parece (e já foi) simples. O lucro que adveio de muitas "negociatas" até aos dias que correm não é mensurável. O "sistema" vigente permitia e é claro, o "tuga" aproveitava. Contudo, com o avançar da tecnologia, é hoje em dia possível ter acesso a uma análise mais fina, que decorre do cruzamento de vários serviços. Há uma comunicação mais efectiva entre notários e serviços centrais das finanças, bem como as avaliações dos imóveis por parte das entidades bancárias já não são tão "generosas" como foram num passado recente. Porquê? Simples. O banco empresta o "faz-me rir" relativamente ao valor que entende que a casa vale. Na maioria das vezes (e sempre se pensou que os avaliadores do banco faziam um favor enorme) o imóvel era avaliado por cima, tendo em consideração o seu valor real. Ou seja, era emprestada a totalidade do valor que se pedia ao banco e que claro, servia para mobilar a mesma e comprar a televisão, microondas e aquele blueray. Após uma negociação do tempo de empréstimo (quase sempre acima das três décadas), a casa começava a ser paga. Ou quase. Sem entrar em grande detalhe de foro mais económico, há empréstimos em que os primeiros anos são juros. Só passado algum tempo a casa começava a ser paga...O que não deixa de ser curioso. Estou a trabalhar e a pagar algo que não é meu...durante esse período.

Para o banco me emprestar o dinheiro para eu comprar a minha casa tem de "comprar" dinheiro a outros camaradas. O momento actual / presente, não é propício a que essa compra seja feita. Ou seja, o banco onde a Dona Fernanda e o Sr. Aparício têm conta domiciliada há 90 anos está a comprar dinheiro mais "caro" e consequentemente tem de, com uma ginástica financeira hábil, conseguir algum lucro. O lucro advém naturalmente da taxa de juro que afecta o montante que o banco lhes emprestou e nos moldes em que foi feito o empréstimo, ou seja, em algumas variáveis, como seja o spread (valor que o dinheiro tem para o banco). Ou seja, os valores dos empréstimos feitos no presente momento vão subir. Ou seja, quem quiser comprar casa tem de pagar mais. Mais uma prenda do actual Executivo (não está em causa se boa ou má). E é claro que o banco não poderia ter prejuízo.

Com tudo isto, é natural que o sector imobiliário esteja pelas horas da morte. Ou seja, com o fecho de algumas pequenas empresas, sem o estímulo necessário para as médias se manterem na corrida de forma vigorosa e com as grandes empresas como que a "blindarem-se" para impedir danos colaterais severos, muitos são os empregados que são convidados a sair. Uns com melhores condições de saída. Outros nem por isso. Resumidamente, alguns conseguem continuar a pagar a prestação da casa...outros não conseguem suportar o encargo. Donde, esta é uma boa altura para comprar casa. E para negociar, na medida em que a margem negocial de "quem tem a corda à garganta" é zero ou praticamente nula. Sendo isto aplicável ao legítimo proprietário do imóvel ou do empreiteiro que empatou dinheiro e ainda não conseguiu vender puto.

Posto isto, resta-me concluir que com a gradual subida dos impostos e com os sucessivos despedimentos (colectivos ou não), a carteira de imóveis para venda vai aumentar substancialmente. Julgo que de forma nunca antes vista. Poderá ser similar ao que sucedeu nos EUA, em que, como se sabe, a recessão económica teve como origem a elevada especulação imobiliária. Portugal, na sua infinitamente inferior dimensão poderá ter reunido todas as condições para mergulhar numa depressão sócio-económica nunca antes vista. Basta não serem tomadas as medidas necessárias para estimular, dinamizar e conferir confiança aos empresários deste País.

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domingo, maio 23, 2010

Gorjetas

Começo este texto por dizer que sou avesso às gorjetas. Sempre fui. Cá por Portugal, não existe a regra do quanto se deve deixar de gorjeta, em qualquer final de uma refeição ou depois de " alguém-ter-alancado-com-o-aparador-no-lombo-para-um-11º-andar-no-dia-da-mudança e-em-que-por-sinal-em-que-não-havia-electricidade".

Criou-se o hábito de reconhecer a gratidão de um bom serviço através da gorjeta generosa. Quanto melhor servido se é, maior será a gorjeta. Sou contra essa linha de pensamento. Um bom serviço deve existir sempre. Incondicionalmente e sem ser necessário pensar-se na gorjeta. No estrangeiro, alguns países instituiram uma percentagem mínima para a gorjeta do empregado. Será a soma das gorjetas que irá perfazer o vencimento do empregado. Quer isto dizer que não se acaba de almoçar e apenas se paga o bife. Paga-se o bife e mais qualquer coisa. Mas toda a gente que viaja sabe disso...

Também é sabido que existe uma regra de etiqueta "algures perdida" que menciona o facto de que a gorjeta deva ser 10% do valor da despesa. Quero com isto dizer que devem por aí existir carteiras muito generosas e que seguem fielmente esta máxima. Num repasto de 100 euros, segundo esta regra, o empregado vê a sua conta bancária aumentar em 10 euros. Isto se o valor da gorjeta reverter integralmente para o empregado. Por vezes não é bem assim, e há ainda a considerar a percentagem da casa.

Há também os outros profissionais que têm gorjetas generosas. Falo das meninas (e por vezes meninos) que fazem aquelas danças nos varões de metal de algumas casas de diversão nocturna. Acho muita piada e imagino logo que ali estão muitas horas de treino, dedicação, e que adoram dançar. Nota-se muito bem pelo entusiasmo com que dançam. Não deixa de ser fácil de constatar que aquelas danças e coreografias que executam conduz a que fiquem com imenso calor tendo em consideração as vestes reduzidas, e é frequente ver que algumas das gorjetas (aqui sim, generosas e sempre em notas) são colocadas presas na roupa interior deles ou delas....

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sábado, maio 22, 2010

Preguiça

Preguiça é uma daquelas coisas que caracteriza de imediato a personalidade de uma pessoa. Pessoalmente, não tenho muito boa impressão das pessoas preguiçosas, assim considere essas mesmas pessoas válidas para alancar com um balde de cimento até ao 5º andar de um prédio em obras. Ou seja, por carolice, "só" porque não lhes apetece, não fazem determinadas coisas. Ou por outra, não lhes apetece deixar de fazer o que estão a fazer (na maioria das vezes é mesmo nada)...ou não lhes apetece levantar (já nasceram cansados)...etc.

Se há a preguiça física, intimamente associada à mesma estará a preguiça mental...senão vejamos: alguém que nunca toma a iniciativa de escolher um prato ao almoço ou jantar num restaurante (esperando sempre que os outros escolham primeiro). Naturalmente que é alguém que não tem paciência para ler a ementa toda. Prefere que alguém o faça...poderá haver quem denomine de esperto..eu denomino de preguiçoso. Muitos mais exemplos poderiam ser dados...assim quisesse perder tempo a exemplificar...

A preguiça é daquelas coisas que pode e deve ser combatida. É normal que depois de fazer uma viagem Porto-Lisboa num dia de Verão não me apeteça ir jogar 90 minutos de futebol (não só porque não aguentaria bem como não sei jogar à bola). Ou por exemplo depois de uma noitada em que chego a casa às 0630H me apeteça ir falar sobre o PEC. Contudo, sou de opinião que na esmagadora maioria das vezes, aparte destes dois singelos exemplos, subsiste a questão da preguiça. Ou seja...não há por parte das pessoas uma vontade interior mais forte que o desejo de se "deixar ficar". Porque o passar do estado "passivo" para o estado "activo"...dá trabalho. E cansa.

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sexta-feira, maio 21, 2010

Incêndios Florestais

Mais um Verão e mais uma série de incêndios florestais que  se avizinham. Infelizmente acaba por ser normal e é com pena que anualmente vejo grande parte do terreno fértil ser dizimado pelo fogo.

A receita passa pela prevenção e a mesma em como obrigatórias as limpezas às matas. Passa por alocar funcionários camarários, reclusos, militares e outros cidadãos voluntários nesta tarefa. Pode passar por aproveitar a matéria orgânica para a compostagem (subsequentemente utilizada  como adubo), entre outros tipos de aproveitamento natural do material recolhido nas várias matas e terrenos por esse País fora.

Como sempre, a acção de combate ao fogo é reactiva. Ou seja, quando o desastre está a acontecer ou já aconteceu. Causas? Beatas mal apagadas, foguetes da festarola lá da aldeia que caem onde não devem, o paiol de foguetes que explode...entre tantas outras possibilidades. Na minha opinião evitáveis, assim sejam respeitadas e cumpridas as regras de segurança básicas.

Todos os anos o Executivo diz serem tomadas medidas de prevenção dos incêndios florestais. O que sucede, não raro, é que as mesmas pecam por ser tardias ou inexistentes. O que naturalmente não surte grande efeito quando o mal já está feito...

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quinta-feira, maio 20, 2010

Playboy

Não há ninguém que não conheça esta famosíssima e mundialmente conhecida publicação masculina. Aqueles que dizem que não conhecem mentem descaradamente com todos os dentes que têm (ou os que ainda têm).

Tardou, mas foi possível que esta publicação vingasse em território nacional. Uma das razões avanço, é sem dúvida atribuída ao facto de termos vivido cerca de 4 décadas em regime ditatorial e com uma censura muito presente e atenta. E hoje em dia nao existir. O famoso "lápis azul" sempre pronto assim existisse uma concretização de uma ameaça à moral e bons costumes deixou de existir. O que havia na altura "do outro senhor"  era material contrabandeado e/ou publicações de organizações anti-regime / subversivas. Durante vários anos foi assim como se sabe...

A partir de finais da década de 80 começam a chegar a Portugal as publicações da Playboy brasileira e norte americana. Algumas edições de ambas esgotaram e a razão foi muito simples. Era poss-vel ver algumas actrizes brasileiras / norte-americanas conhecidas....como vieram ao mundo. Ali, à distância do virar de uma página. E naturalmente que certas imagens passaram a "povoar" a mente de muitos portugueses (e eventualmente portuguesas).

O povo brasileiro tem uma postura diferente relativamente à nudez. Algo que os portugueses demorarão a perceber ou sequer a entender algum dia. A mulher brasileira despe-se de preconceitos e complexos posando nua para uma revista que dispensa apresentações. Os excelentes trabalhos fotográficos, as reportagens interessantes, sugestões de moda, os artigos de opinião escritos por pessoas influentes nas sociedades (quer brasileira, quer portuguesa) fazem com que a revista esteja uns furos acima da concorrência. É pena que a esmagadora maioria dos elementos do sexo oposto que aceitam posar sejam cidadãs anónimas. Pelo menos para mim...a não ser o mais recente caso da professora que aceitou posar....e irá ficar sem emprego em Junho próximo.

Para terminar, não posso deixar de comentar o quão curioso é o facto de cada vez mais mulheres gostarem de ler / ver os trabalhos que estão presentes nas edições desta revista. O que per se  sugere bom gosto. Obviamente.

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quarta-feira, maio 19, 2010

Depilação

Um tema importante nos dias que correm. Mais ainda nesta estação do ano em que a praia começa a apetecer (para quem gosta de praia).

Importa ressalvar que é um tema actual, presente na memória da mulher moderna. Contemporânea. Mas nem sempre foi assim. Faz-me alguma confusão como é "esquecido" ou relegado para um segundo ou terceiro plano durante o resto dos 9 meses do ano. Quando é algo que não custa absolutamente nada. Aplica-se a cera com a espátula e os pêlos desaparecem. Ou então, como tenho visto muitas vezes na televisão, aplicar uma espuma..esperar um pouco e os pêlos caem. Qualquer um dos dois métodos me parece expedito e eficiente. "Sem espinhas", diria mesmo.

Para finalizar este tema, é com muito regozijo que vejo que há cada vez mais clínicas preocupadas com os pêlos das mulheres (e de alguns homens). Demonstra preocupação e atenção para as necessidades rotineiras de algumas pessoas...as outras ou não precisam...ou aderiram à moda de "ao natural". :)

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Esplanadas

Com o aumento das temperaturas, não há nada melhor que passar umas boas horas, em amena cavaqueira numa esplanada. Preferencialmente e em boa companhia, está claro.

Felizmente para o negócio da restauração e infelizmente para os bolsos dos portugueses (os turistas não chegam a notar, ou a ter um termo de comparação de preços fidedigno), os preços dos produtos nesta altura são severamente inflaccionados. A justificação do serviço à mesa é pouco credível...Não vem mal ao mundo pelo facto do(a) empregado(a) andar um pouco mais. A alternativa que existe é a pessoa ir para dentro do café e não aproveitar o ar livre/sol disponível na esplanada....parecendo que está de castigo ou a cumprir uma promessa!

Ainda assim, tem vindo a ser uma constante, de há alguns anos para cá, a minha opção de ir tomar um copo / café / água das pedras depois do jantar, por altura da Primavera / Verão. O ser após o jantar tem que ver com o facto de ser um momento do dia em que consigo  tolerar melhor as altas temperaturas que ainda se fazem sentir, por vezes e com uma boa conversa  é mesmo o melhor dos dois mundos.

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segunda-feira, maio 17, 2010

Ranchos Folclóricos


Um destes dias vou inscrever-me num rancho qualquer folclórico. No Rancho folclórico da Correlha, ou de Zebreiros. Ou mesmo no Rancho de Vila Verde. Algum com um nome sonante e do qual me orgulhe de pertencer. Aprecio imenso assistir na televisão às actuações dos vários ranchos por esse País fora, e não tenho qualquer dúvida que um desses ranchos poderia (ou poderá) ficar ainda mais rico com a minha participação única, activa e dinamizadora.

Embora tenha aqui escrito que não aprecio a dança, tenho a firme convicção que no tema folclore tudo é diferente. Há um grupo. Há uma equipa. Terei o cuidado de referir, por altura da entrevista (espero que exista uma) que no que sou mesmo bom é a bater nos ferros ou no tambor (não me recordo se existe nos ranchos). Esses serão os meus fortes e que podem ser explorados. Julgo ser oportuno (e desejável para uma eventual e estreita colaboração da minha pessoa) referir que é preferível não íntegrar em a danças à roda. Começo a ficar zonzo, com vontade de vomitar, os olhos reviram, fico muito ansioso e ainda acontece uma desgraça qualquer.

Os momentos únicos em que é possível ouvir a voz monocórdica daquelas senhoras de idade provecta sensibilizam-me. Não pelo conteúdo da música, mas sim pela forma. Aquelas notas mais agudas em jeito de ladainha.. têm o dom de me arrepiar e de me fazer ficar com pele de galinha em todo o corpo. Não obstante, é louvável a destreza física e habilidade que estas sábias e maduras senhoras detêm aquando do espectáculo da dança em si. Tomara eu conseguir chegar a metade da idade delas com a mesma agilidade.

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domingo, maio 16, 2010

As Massagens

Há cerca de  4 anos tive oportunidade de experimentar uma sessão de massagens ali no hotel Ritz, sito no parque Eduardo VII. Desde já avanço com uma informação de se tratar de uma experiência  extremamente envolvente, e claro, para alguém eu sem experiências nestas andanças...foi algo que deixou saudades.

Importa salientar que estamos perante um cenário idílico e necessariamente relaxante. Aliás, como a própria ocasião não poderia deixar de sugerir. A ideia passa por deixar os problemas à porta do hotel. Não pensar no trabalho, no gato, no piriquito...Entrar forçosamente em "zen". Logicamente que a escolha do pessoal responsável por esta maravilhosa área do hotel não será feita ao acaso. Pessoas muitíssimo bem educadas, com um trato marcado pela deferência e elevado profissionalismo. Fardas rigorosamente limpas, tom de voz baixo, necessário para que não haja qualquer tipo de perturbação do ambiente...

A sequência de massagens começa por um banho relaxante, com água tépida e uma vista fabulosa para o Parque Eduardo VII. Estar dentro da piscina, no final do dia é qualquer coisa invulgarmente deliciosa, como poderão imaginar. Este primeiro contacto com a água tépida é pensado numa óptica de relaxamento do corpo para todas as etapas subsequentes...e funciona. Todas as outras etapas  correm melhor....

Os demais detalhes...remeto para uma visita que aconselho vivamente que seja feita por cada um de vós. Não é um preço abusivamente caro e poderá ser uma experiência única...garantidamente.

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sábado, maio 15, 2010

Os Impostos

Há uns meses atrás, em conversa com os meus pais, foi-me dito que os jovens de hoje vivem dificuldades que há umas décadas atrás não eram sentidas. Reformulando...até podiam ser sentidas, mas não o eram de forma tão acentuada. E um dos maiores contribuintes para essa situação é sem dúvida alguma a carga fiscal / impostos actual (ais).

Foi com uma alegria imensa que há dois ou três dias tive conhecimento que os impostos vão aumentar mais uma vez. Calha bem, neste momento, em que o País está desafogado e não tem de pagar a factura dos 11 (onze) estádios que decidiu construir há meia dúzia de anos para o "desporto rei": Ou quando consegue "montar" uma operação policial nunca antes vista por ocasião da visita Papal concedendo 2 (dois) dias de tolerância e ponto. Alguém terá de pagar esta factura..e tenho a informar que são os mesmos do costume. Felizmente que Portugal é um País que não sofreu com a recessão económica (segundo a informação veiculada pelo Executivo), e como tal não tenho de me preocupar com esse pormenor menor que será o da economia. Valha-me isso, até porque já me sentia um pouco ansioso com tudo o que tenho ouvido e que se tem passado na Grécia..País em tudo semelhante a Portugal...Mas são coisas da minha cabeça, certamente.

Percebo também que há os "filhos da mãe" (leia-se amigos do Estado e que nele votam) e os filhos da "senhora-que-anda-na-vida", ou seja, os que não votaram no actual Executivo. O primeiro grupo de amigalhaços não conhece a palavra crise ou recessão económica. Não sente. Arranja forma de fugir aos impostos. Ou porque desenvolveram um artifício eficiente em jeito de auto-recreação, ou porque contratam alguém (leia-se advogados / contabilistas) que o façam em seu nome. Simples. Já aqueles que descendem da "outra senhora", não têm tanta sorte. Resumidamente, são os que pagam a factura. Sempre e invariavelmente. E continuam a ver  o outro grupo impune e alegremente vivendo uma vida rica, despreocupada e desafogada. Resultado? Tenho dito que estamos perante um barril de pólvora..e que qualquer dia alguém acende o rastilho...E creio que já terá faltado mais.

Constatado também que existem negócios bem rentáveis. Falo de negócios explorados por determinadas "franjas" da sociedade portuguesa (curiosamente habitam em zonas tidas como economicamente desfavorecidas), mas que conseguem ostentar bens materiais com valores que alguns quadros superiores de algumas empresas não poderão almejar em 50 anos de carreira profissional (com muitas horas extra pelo meio). Certamente que me  escapa alguma coisa, tipo um "tratamento de excepção" especialmente consagrado na Lei para estes contribuintes, na medida em que os mesmos são conhecidos, estão perfeitamente identificados pela Autoridades, sendo que não há qualquer fiscalização ou acto judicial que investigue o "como" surgem determinados bens..de onde vêm. Hei-de morrer sem ter uma resposta a esta minha questão...

Voltando à questão dos impostos. Mais uma vez o digníssimo e muy inteligenge Primeiro Ministro (PM) de Portugal conseguiu confundir-me. Confesso. Com muita frequência penso que o meu futuro devia ter passado pela política, na medida em que poderia dar azo a muita (e produtiva) conversa com os meus amigos da Assembleia, conseguindo "dar o dito pelo não dito"...e os portugueses, como sempre,  a "comprar". Assim consegue andar o PM da nossa Nação.  À deriva. Diz num mês que os impostos não vão aumentar, e volvido um ou dois meses (após ter sido apertado por Bruxelas) diz que afinal não é bem assim. É claro que foi necessária coordenação deste tipo de decisão com o mais recente eleito líder do maior partido da oposição, na medida em que, se assim não fosse seria a sua "morte política" do PM. Sem apelo nem agravo. Assim sendo, soube esta semana que irá haver mais deduções nos impostos, que o aumento do IVA é mesmo para acontecer e que se está a estudar como irá ser afectado o 13º mês dos portugueses. Ou seja, mexer em direitos adquiridos dos trabalhadores. Só notícias boas e que me fazem pensar o porquê de não me ter oferecido como voluntário para os missionários do Cambodja há uns anos atrás. Não teria preocupações...pelo menos de índole monetária.

Com tudo isto, importa também referenciar o quão fácil está a situação da banca. A atravessar um dos piores momentos de que há memória, com muita dificuldade em "comprar dinheiro". Consequência? Empréstimos bancários para os jovens sem bonificação, e o "valor ao qual a banca empresta o dinheiro" (spread) altíssimos para os novos empréstimos. Resumindo, melhor cenário não podia existir para quem quer encetar um projecto de vida, com família, filhos e uma casa nova..

Resta portanto deixar o futuro nas mãos do actual Governo, que conjuntamente com o líder do maior partido da oposição conseguem neste momento complicado e difícil para tantos, pedir mais esforços aos portugueses. Pedir que "apertem  mais um furo no cinto". O problema é quando já não existem mais furos. Ou quando já nem existe cinto....

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sexta-feira, maio 14, 2010

Camiões TIR

Importa referir que como em tudo, há os bons e os maus exemplos neste maravilhoso mundo que é o dos camiões TIR. Toda a gente sabe disso. Há os camionistas simpáticos e que regra geral ajudam nas manobras de ultrapassagem, e há os caministas que não partilham o "seu meio" - o tapete preto...o asfalto.

Lamentavelmente, são cada vez mais raros os camionistas simpáticos. Há por parte dos empregadores a pressão para que os horários sejam cumpridos. E sejam feitos mais e mais transportes. Acredito ser complicado chegar bem humorado ao final de uma viagem de Portugal-França (tendo o conta o quão bem se conduz até à fronteira do lado de Portugal). Certamente que tirará a paciência a um Santo....e aos motoristas.

Gostava de um dia conduzir um camião TIR. Com um daqueles volantes enormes e com umas 56 velocidades. Ali..mesmo debaixo da minha mão. Poder engrenar uma 45ª velocidade e fligar a alguém a fazer pirraça. Buzinar a alguém que fizesse alguma manobra perigosa..assim...quando menos estivesse à espera. Acredito que me fosse divertir imenso e rir à gargalhada.

Importa que exista uma fiscalização mais incidente neste sector de actividade profissional. Que os empregadores sejam sancionados sempre que os seus motoristas ultrapassem o número de horas permitido por Lei. Afinal, estamos a falar de vidas humanas. Dos camionistas e dos demais utentes da via..

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quinta-feira, maio 13, 2010

Fisioterapia

Tive necessidade de recorrer aos serviços de fisioterapia há uns largos anos atrás. E não em consequência de uma lesões daquelas "à séria"..traumatismo numa perna, braço ou outro membro. Foi mesmo numa simples e singela virilha. Isso sim,  fisioterapia "numa virilha" no meio de outros homens, é traumatizante, se é que sou percebido pela facção masculina que me acompanha nestes textos...

Também são será novidade para ninguém que os fisioterapeutas são multimilionários. É preciso ser-se imensamente paciente, tirar um curso (não tenho de memória se já é licenciatura), e acompanhar o mesmo doente por vezes num período que vai desde o pós-operatório até uma situação normal. Como lucro, ou fruto do que se faz...há a possibilidade de serem percepcionados os resultados da recuperação.

Naturalmente que o facto de ser uma actividade bem remunerada não me passou ao lado há uns 20 anos atrás. Lembro-me também de ter chegado a ir a uma "faculdade" que havia ali para os lados do Hospital de S. José. Também me lembro ainda melhor que ao subir as escadas para a secretaria da dita "faculdade" ía ficando gaseado com o cheiro a incenso. Ou ainda das pessoas que me atenderam e deram ideia de ser um pouco "à frente" demais. Percebi logo que não iria ter boas notas num ambiente daqueles. E acabou ali o meu sonho de ser fisioterapeuta...

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quarta-feira, maio 12, 2010

Totobola

Não percebendo nada de bola, é com grande alegria e satisfação que aceito o desafio interessantíssimo de meditar sobre os possíveis resultados dos jogos de determinada jornada.

Para alguém que nem sequer sabe o nome dos jogadores do Sporting de época passada (ou para que clubes foram transferidos), jogar no totobola torna-se um exercício relaxante e até aliciante se fôr tentado um desenho. Já o fiz e aconselho. Ou porque não....mais que um desenho. Depende da vontade ou da criatividade desse momento.

O totobola deve ser um dos jogos da Santa Casa da Misericórdia (SCM) mais antigo. Lembro-me perfeitamente. Ocorre-me também que foram necessários alguns anos depois da maioridade para entender o porquê de não se poder preencher todo o boletim. Ou seja, colocar uma cruz em todas as quadrículas...

É também, e na minha humilde e singela opinião, um dos jogos mais rentáveis para a SCM. Porquê? Porque a probabilidade de se acertar na chave correcta é infima, lamento informar. Subsiste sempre a variável "incerteza" que pode fazer com que o Sport Lisboa e Benfica perca com o Baixa da Banheira ou o Barreirense possa dar uma cabazada (adoro este termo) ao Futebol Clube do Porto. E claro, o resultado não podia ser outro que a total baralhação das contas daqueles que semanalmente demoram mais de 45 minutos a preencher o boletim...Temos pena!

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terça-feira, maio 11, 2010

Sexo

Nota introdutória: Peço desculpa aos seguidores, mas para ser coerente comigo mesmo, é imperioso que desenvolva o tema "Sexo" hoje. Considero o sexo como sendo o 4º pilar de uma relação, e tal como os três últimos temas por mim desenvolvidos, (Confiança, Respeito e Diálogo), é sem dúvida um tema nuclear e de elevada importância. Mais um vez reiteiro o pedido de desculpas pelo não desenvolvimento do tema que estava inicialmente destinado para hoje (Totobola).

Falar de uma relação afectiva sem falar de sexo, é como falar da praia sem falar da água. É fundamental. Essencial. Nos meus pensamentos, de mim para mim, consegui desenvolver há bem pouco tempo a teoria de que o sexo na relação tem um peso de 70%. "Ah, isso nem sequer é mensurável", dirão muitos. "Uma percentagem exagerada", dirão outros tantos.  O que é certo, é que para mim tem essa importância e sim, é quantificado (que mania a minha de ver as coisas com valores...). Nos restantes 30% está incluída a tal Confiança, o tal Respeito e o "clássico" Diálogo.

Temo informar que hoje em dia as relações comecem todas pelo final. Salvo algumas honrosas excepções, é claro. Quero com isto dizer, que começam invariavelmente pela cama. Se preferirem, são raras as relações afectivas que passam pela consolidação da amizade, pelo passeios acompanhados do irmão ou da irmã, pelas visitas aos museus, pelos jantares em casa dos pais dele(a), pelo ir assistir as temporadas de música clássica ali na Gulbenkian ou ir à Festa da Música no CCB. Isso já lá vai. E claro, só passados dois anos chegar ao "até que enfim" ou à consumação do acto.

Numa óptica masculina, faz sentido que as coisas aconteçam rápido. Ao sabor da vontade. Ou seja, "para ontem". Já na percepção do sexo oposto, a velocidade dos acontecimentos nem sempre é a mesma. Nem tem de ser. Dizia-me alguém há uns anos atrás uma frase que me ficou: "O Homem precisa de um local, a mulher precisa de uma razão.", relativamente ao relacionamento mais íntimo (leia-se cama). Logicamente que reflecte e resume sem dúvida alguma a forma de pensar masculina vs feminina.

Da mesma forma que as relações afectivas não são o que eram há 50 anos atrás, também as mentalidades não o são. Mudaram e muito. Nenhum homem tem uma capacidade de esperar pela decisão da mulher ad eternum. Ou seja, "sem ver a luz ao fundo do túnel". O Homem tem de saciar esta vontade. É perfeitamente normal. Lembro-me perfeitamente de uma das minhas professoras da faculdade ter dito algo que chocou 90% da turma: "O Homem tem 4 etapas na sua existência: Nascer, crescer, procriar e morrer". E está tudo dito. Venha quem vier, venham todas e quaisquer teorias....esta é a essência da vida.

É claro que há formas e formas de conseguir a terceira etapa da existência do Homem. É sabido que abordagens óbvias e primárias não agradam o sexo oposto. É igualmente sabido (ou devia ser), que qualquer mulher se gosta de sentir única. Ser cortejada, ser seduzida (e seduzir), ser provocada (e provocar), partilhar intimidades,...e claro..acreditar que "aqueles" momentos são únicos e têm uma importância ímpar. O mesmo não acontece na mentalidade masculina. Com uma grande e óbvia desolação do sexo oposto.

Para terminar (e plenamente consciente de que muito ficará por dizer), sugiro a todos e todas que provoquem momentos a dois. Isolados de tudo o resto. Preferencialmente noutro planeta. Um só final de semana. Com telefones desligados. Pensar e preparar momentos  únicos. Partilhar intimidade. Apostar e conhecer o "encaixe"...com o intuito de  conhecer o corpo do parceiro. Apostar na relação. Explorar fetiches. Debater fantasias. Perceber o que agrada na cara-metade. Pensar em situações novas que permitam conhecer efectivamente quem está do outro lado. É finalmente ter em consideração que os tais 70% têm um peso muito importante.

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segunda-feira, maio 10, 2010

Diálogo

É sem dúvida, um dos pilares para qualquer relação. Quer seja de Amizade, familiar, afectiva ou ainda profissional. Sem o Diálogo, é impossível que a mensagem passe. Sem a mensagem passar "não há pão para malucos", como diria o outro.

Sendo uma pessoa extrovertida e tendo-me como bom comunicador, prezo muito o Diálogo. Gosto de discutir, de rebater pontos de vista, de construir a minha réplica enquanto o meu/minha interlocutor(a) esgrime os seus argumentos. Contudo, constato que frequentemente fico a falar sozinho. Ou por falta de interesse no assunto por parte do interlocutor(a), ou por falta de atenção do mesmo, ou pelo facto do meio de comunicação escolhido ser inadequado ou mesmo pelo facto da mensagem ser demasiado complexa.  São entre outras justificações, aquelas que pairam na minha cabeça.

Lamentavelmente, nem sempre o emissor e o receptor percepcionam a mensagem da mesma forma. Como consequência, frequentemente há lugar a mal-entendidos, e claro, acontecem as desgraças. Uma das coisas que se aprende naquele curso de formadores que tirei há pouco tempo, é aprender a desenvolver artifícios que permitam garantir que a mensagem transmitida foi cabalmente compreendida pelo receptor. Ou seja, perceber que nem toda as pessoas têm o mesmo ritmo de apreensão, respeitar esses tempos, e no final, confirmar se a mensagem foi mesmo bem compreendida. Uma técnica que a ser utilizada em várias situações poderia (ou surtiria de certeza) resultados surpreendentes...

Não me vou alongar muito mais sobre o tema, até porque é algo que tem uma importância associada muito grande. E consensual aceite como de importância muito elevada. Um alerta para as várias pessoas que de forma anónima (ou não) seguem este blogue, e que por vezes sentem que a mensagem "não passa" para o companheiro(a). "Percam tempo" a perceber o que está a falhar. Se será o "meio" de comunicação escolhido. Validem de forma regular se o que está a ser dito está a ser compreendido pelo outro lado. Afastem elementos que possam distrair (eg: tv, jogos,etc) por forma a garantir um Diálogo isento de focos de distracção desnecessários. E no final...confirmem sempre se a mensagem foi totalmente interiorizada.

Resumidamente, é isto o Diálogo. Na minha opinião, e tendo o pêso significativo que tem associado, tem o dom de fazer com que algumas relações não vinguem. E não são só as afectivas...São todas, se pensarmos bem. O Diálogo está presente em todos os momentos da nossa vida...Até quando falamos connosco mesmos...

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domingo, maio 09, 2010

Respeito

Respeito é algo que deve ser incutido desde tenra idade. Respeito pelos Pais, pelos mais velhos, pelos parceiros da relação, pela Pátria, entre tantas outras coisas. Contudo, o que o dia-a-dia nos mostra é que são cometidas faltas de respeito que por vezes podem deixar marcas difíceis de apagar da memória.

Na minha opinião o respeito está intimimamente associado com os valores individuais. Ou seja, uma pessoa desprovida de valores, dificilmente conseguirá respeitar o que quer que seja. Por outro lado, não é em adulto que se consegue aprender a respeitar. Deverá portanto ser algo incutido desde cedo, como menciono no início deste texto.

Para terminar, uma palavra para o respeito nas relações afectivas. Entendo ser essencial que ambas as partes se respeitem. Que respeitem o "espaço" de cada um, o "tempo" que cada um necessita para assimilar a informação. É algo que deverá funcionar reciprocamente, ou seja, de e para cada uma das partes da relação. Só assim o relacionamento poderá ser duradouro e resultará em pleno.

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sábado, maio 08, 2010

Confiança

Confiança é algo que não é mensurável. É algo que se sente. Poderá ser determinante numa relação, quer seja no bom sentido ou antipodamente no mau sentido.

São cada vez menos as relações em que uma das partes confia a 100% no companheiro. Infelizmente é assim. Hoje em dia, e em consequência de episódios mais (ou menos) presentes na memória de qualquer um deles, a confiança sofre um "beliscão" e não raro, condiciona de forma permanente a relação a partir desse momento. Falo de episódios graves, naturalmente. Episódios que possam fazer com que uma das partes sinta a confiança depositada na "cara metade" traída...

Poucos serão os casos de relacionamentos duradouros após a quebra de confiança que mencionei atrás. Não conheço exemplos felizes. Ou bem que as pessoas conseguem relevar e avançar, ou ficará para sempre aquela sensação de que poderá ter lugar outra situação análoga à anterior. É normalmente o que acontece. Deixa de existir vontade para que a relação cresça e se desenvolva, passando a estar presente um estado de alerta para todos os sinais "não normais". Isto, na minha opinão, não é relação.

Também noutro campo existem exemplos de confiança. No campo profissional, quando por exemplo há a atribuição de determinadas tarefas em consequência do mérito profissional de determinada pessoa. Entendo que por diversas vezes é uma excelente forma de reconhecer perante a organização e demais colegas que aquele subordinado merece a confiança do seu chefe / Gestão de Topo para efectuar determinada tarefa. Acho positivo, assim o subordinado tenha as competências e valências para o fazer (não seria simpático atribuir uma tarefa que envolvesse a condução de um carro se o empregado não tivesse carta de condução!).

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sexta-feira, maio 07, 2010

Publicidade

Ninguém tem dúvidas acerca do propósito da publicidade - apelar, tocar no íntimo do potencial comprador. "Deixar lá o bichinho"..e numa próxima ida ao hiper, juntamente com publicidade local, está garantida a compra. Uma fórmula de sucesso, portanto. Genericamente, é isto que está subjacente a uma decisão de compra, sendo que, como principal aspecto a ser considerado, é sem dúvida alguma a publicidade. É por aí que tudo começa. E nos dias que correm...tem de ser cada vez mais agressiva.

Tal como em tantos outros sectores de actividade económica, também o da publicidade foi "chão que deu uvas". Deu dinheiro a rodos...mas há algumas décadas atrás. Hoje em dia continua a dar... mas sempre aos mesmos. Aos que pertencem às empresas que mais contratos de publicidade têm. Os que têm os melhores criativos (entenda-se aquelas pessoas que efectivamente pensam nos anúncios).

Gosto de todos os anúncios. Há uns que gosto mais, pelo factor "novidade" e outros que gosto menos, pelo facto de ser uma fórmula gasta. E ainda há os anúncios que têm o dom de me irritar. Outros que me provocam indiferença e outros que dá gosto ver na expectativa de ver se é possível descobrir algum pormenor diferente...

Mas não havia compras sem publicidade...Haver até havia..mas não era a mesma coisa!

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quinta-feira, maio 06, 2010

Bateristas

Se há sonho que hei-de realizar um dia destes é aprender a tocar uma bateria. Em qualquer grupo musical (dos bons) a minha atenção recai invariavelmente neste músico que integra a banda.

A minha pretensão em ser baterista remonta à infância. A primeira experiência terá sido com meia dúzia de anos, e na altura em que terei experimentado um tambor. Aliás, tudo o que me permitisse o som de percussão...tipicamente associado às baterias. É claro e óbvio que costumo treinar. Quando estou no carro e oiço uma batida ritmada, ou quando olho para o lado no trânsito e timidamente vou tamborilando com os dedos no tablier, ou simplesmente quando agarro duas canetas e dou a minha assistência a uma música qualquer. Estou convicto que tenho jeito para a coisa.

Enquanto não desenvolvo mais as minhas capacidades de baterista em potência, dedico-me a abstrair-me de todos os sons numa música, e isolar o som da bateria. E claro..invejar a preparação física que alguns bateristas mostram ter para aguentar concertos de mais de 2 horas...

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quarta-feira, maio 05, 2010

Estoril Open

O Estoril Open é um excelente exemplo do quão dinamizadora e agregadora de massas poderá ser uma actividade desportiva. No caso, o ténis.

Nunca fui assistir a nenhuma das várias eliminatórias que sei terem lugar nesta maravilhosa e importante prova. Gostava de ir. Um dia. Mas não para me sentar nas bancadas, onde se sentam aqueles (e aquelas) que realmente percebem do que vêem. Ou seja, percebem a essência do ténis, as regras, as pontuações, as faltas, e por aí adiante. A ideia é mesmo ficar nos "bastidores". No cocktail. Na converseta. Ver e ser visto. É aqui que a esmagadora maioria das pessoas passa o tempo do set.

Tal como o golfe, também o ténis conquistou uma importância especial no panorama desportivo. Desporto de elites, que move milhões, e prova consumada de que os jovens podem alemejar atingir posições respeitosas. É certo que há toda uma vida de dedicação ao treino, de privações, de sacrífico por trás. São jovens que pouco ou nada terão em comum com os jovens da sua idade. É a realidade.

Para terminar, uma palavra de alento à organização da prova, que mais uma vez conseguiu com que a Estoril Open não saísse do circuito da modalidade. Contrariamente a outras provas de igual valor que desapareceram.

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terça-feira, maio 04, 2010

Ilusões

Todos temos ilusões. Ou já tivémos em algum momento da nossa vida. O que resta, no final, é um sentimento de frustração ou de irritação por termos pensado de determinada forma.  Ou daquela única vez pontualmente, ou por mais uma vez termos acreditado em algo.

As ilusões não são boas. Muito pelo contrário. Pensa-se durante "n" tempo que algo vai correr / ser / acontecer de determinada forma, e posteriormente não acontece. Porquê? Porque há variados factores que concorrem para que as coisas nem sempre corram de feição. Nem sempre factores óbvios ou imediatos. Acabam por surgir naturalmente. E nem sempre são facilmente explicáveis.

Creio que muita gente vive no mundo da ilusão. Em variadíssimos aspectos. Começando na forma de estar na vida, que inclui inevitavelmente as relações interpessoais,  passando pela forma como hoje em dia se gere o dinheiro (de forma totalmente destituída de bom senso) e culminando na habitual actividade profissional. É um exercício simples que convido a tentar fazer e que certamente sortirá resultados muito interessantes se houver empenho.

A vida não está para ilusões. O "momento" presente não me parece propício para ilusões. Se no  profissional e forma como se gere o "faz-me rir" a ilusão é mais facilmente controlável, já no campo das relações interpessoais as coisas complicam-se. A variável "incógnita" está sempre presente, e o que é certo no dia de hoje, não o é no dia de amanhã. Ou o que por vezes é dito e parece seguro, não estará tão consolidado assim. É a razão pela qual terminam as relações. Uma das partes nunca está à espera. Até ao dia.

E muita coisa fica por dizer.

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segunda-feira, maio 03, 2010

Escultores

O escultor é um mestre exímio na arte de trabalhar a pedra com a ajudas suas ferramentais essenciais: escopro e do martelo (peço desculpa aos escultores que me lêem, mas só conheço estes dois instrumentos...). Um pouco o que aqui já foi escrito, por ocasião da minha opinião sobre o oleiro..A diferença reside que no caso do oleiro, o mesmo pode substituir parte da peça que não gosta. Já o escultor..é a pedra inteira!

Trabalhar pedra não deve ser nada fácil. Estou em crer que para um um escultor, trabalhar um calcário deve ser "um pouco" diferente de trabalhar um mármore, na medida em que são pedras com durezas diferentes. Importa pois ter um conhecimento aprofundado da pedra que se vai trabalhar em resumo.

Confesso que gostava de saber trabalhar a pedra. Mais uma vez, e com o azar que tenho, não tenho qualquer dúvida de que o meu ofício iria ser "sol de pouca dura". Ou uma lasca de pedra na vista (se me sentisse mesmo confiante e não usasse óculos de protecção), a clássica  martelada no dedo ou, porque não, num acesso de raiva de uma peça fazer duas. Rachar ao meio o bloco de pedra maciço.

É claro que não é escultor quem quer. É preciso saber-se o que se está a fazer - como em tantas outras coisas - dominar a ciência de esculpir pedra. O emprego da força. A inclinação do escopro (estou em crer que deve existir mais que um escopro...). E claro, o "saber". Aqui sim..reside a diferença de um bom escultor para um calceteiro.

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domingo, maio 02, 2010

Feira do Livro

Desde que me lembro que vou à Feira do Livro. Aliás, por mais remota que a minha memória consiga recuar no passado, há algures uma edição da famosíssima Feira do Livro da cidade de Lisboa. Este ano tem lugar a 80ª edição.

Sempre gostei de ir à Feira do Livro. Era sinónimo de comprar as últimas edições do Michel Vaillant, Astérix ou do Lucky Luke. Também foi sinónimo de, em determinado ano ter apanhado uma valente irritação cutânea, por ter passado uma tarde inteira a rebolar-me na relva e a descer uma das encostas também relvada. Quer eu, quer o meu irmão, quer dois irmãos que tinham ido connosco. Uma coisa gira, portanto.

Noto que de ano para ano, a Feira tem vindo a perder qualidade. E visitantes. Muitas das editoras optam por não alugar o espaço para ter uma representação (leia-se barraca) ali no Parque Eduardo VII. Os preços não são de todo em conta, e o clientela não abunda, consequência do facto dos grandes grupos terem ligações ao meio editorial (eg: FNAC), e conseguirem aniquilar todo e qualquer preço de feira.

Não obstante, aconselha-se uma ida à 80ª Edição da Feira do Livro de Lisboa. Preferencialmente num dia de Sol. E sem muito calor.

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sábado, maio 01, 2010

Gelados Olá

Acredito que a marca de gelados Olá exista desde o início da história da Humanidade. Não tenho qualquer dúvida. Lembro-me desta marca de gelados desde que me conheço, e dos vários Verões em que, conjuntamente com a mesma, qual relação simbiótica, me pude deliciar com as várias opções disponíveis para mim.

É claro que havia os preferidos. Quem não se recorda do célebre "Perna-de-Pau"? Ou do famoso "Epá" com a pastilha no final..Ou ainda do "Super Maxi"? Ou do não menos badalado "Corneto" de Chocolate / Morango? Já o célebre "Calippo" entre os grupos de amigalhaços dava azo não raro a algumas graçolas por imagens fálicas sugestivas...

Não tenho qualquer dúvida que hoje em dia a oferta é sobejamente maior. Não só dentro da Olá, bem como das outras marcas concorrentes. A própria Olá mudou de logotipo e teve de rever uma série de alternativas oferecidas, com vista a não ser ultrapassada para todo o sempre pela concorrência. Como consequência consigo demorar mais tempo a escolher um gelado, que a separar a minha roupa para vestir no dia seguinte. O meu antigo "Corneto" de chocolate passou a estar disponível com três tipos de chocolate diferentes (estou para perceber quem é que consegue distinguir os três chocolates diferentes quando come este gelado....).

Como habitualmente, este ano já comi o meu primeiro "Corneto". De chocolate. Um ritual desde há muitos anos.  Ainda não chegaram todos os gelados novos de 2010 pelo que ainda não tenho opinião formada sobre os novos paladares. A seu tempo irei tendo. De uma coisa estou certo...comigo a Olá não vai à falência.

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