É inevitável que sejam feitas comparações com aquele que para muitos foi o pior período da história contemporânea de Portugal. Para outros não terá sido. Cada um saberá de si, como será normal.
Não será muito normal alguém da minha geração interessar-se por esse período da história de Portugal. Também não é muito normal ouvir atentamente os relatos e testemunhos das pessoas que viveram nessa altura, com o objectivo de obter mais conhecimento acerca do mesmo. Paralelamente, ter lugar a consolidação do conhecimento através da extensa bibliografia dedicada.
Tendo sido educado segundo os princípios de quem viveu as quatro décadas de salazarismo sem que qualquer tipo de situação fora do normal a apontar, não tenho, nem posso ter uma ideia errada deste período. Aliás, são vários os exemplos bons que me são dados, ao invés dos exemplos maus que oiço e frequentemente são apontados ao regime por outras pessoas, e que decorrem de experiências diferentes da minha.
Sou de opinião que importa "balizar" as situações e não cair no erro de avaliar o salazarismo pelos exemplos de insubordinação, de faltas de respeito ou de atentados contra a Nação. Que não foram poucos, como se sabe. Quero com isto dizer que houve muitas coisas péssimas (falta de liberdade de expressão, a não dinamização de uma política externa), mas houve também situações boas (nunca houve o aumento do preço dos bens de primeira necessidade - pão e leite, havia segurança nas ruas e sobretudo, havia respeito pelos valores e pela moral).
São várias as comparações efectuadas com a actual "democracia". Tenho para mim que por vezes se confunde "democracia" com "libertinagem" e "chica espertice". É resumidamente aquilo a que se assiste desde o 25 de Abril de 1974. E cada vez mais evidente. Infelizmente. Também importa reter que ninguém põe cobro aos maus exemplos, ou seja, o tempo encarrega-se de jogá-los para o esquecimento....
Muito ficará por dizer relativamente a este tema. Seria importante que quem de direito, retirasse os bons exemplos de quem durante 40 anos esteve à frente dos desígnios de Portugal. Em vez de seguir modelos utilizados noutros Países.....e não adaptados à realidade portuguesa.
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