Começo este texto por dizer que sou avesso às gorjetas. Sempre fui. Cá por Portugal, não existe a regra do quanto se deve deixar de gorjeta, em qualquer final de uma refeição ou depois de " alguém-ter-alancado-com-o-aparador-no-lombo-para-um-11º-andar-no-dia-da-mudança e-em-que-por-sinal-em-que-não-havia-electricidade".
Criou-se o hábito de reconhecer a gratidão de um bom serviço através da gorjeta generosa. Quanto melhor servido se é, maior será a gorjeta. Sou contra essa linha de pensamento. Um bom serviço deve existir sempre. Incondicionalmente e sem ser necessário pensar-se na gorjeta. No estrangeiro, alguns países instituiram uma percentagem mínima para a gorjeta do empregado. Será a soma das gorjetas que irá perfazer o vencimento do empregado. Quer isto dizer que não se acaba de almoçar e apenas se paga o bife. Paga-se o bife e mais qualquer coisa. Mas toda a gente que viaja sabe disso...
Também é sabido que existe uma regra de etiqueta "algures perdida" que menciona o facto de que a gorjeta deva ser 10% do valor da despesa. Quero com isto dizer que devem por aí existir carteiras muito generosas e que seguem fielmente esta máxima. Num repasto de 100 euros, segundo esta regra, o empregado vê a sua conta bancária aumentar em 10 euros. Isto se o valor da gorjeta reverter integralmente para o empregado. Por vezes não é bem assim, e há ainda a considerar a percentagem da casa.
Há também os outros profissionais que têm gorjetas generosas. Falo das meninas (e por vezes meninos) que fazem aquelas danças nos varões de metal de algumas casas de diversão nocturna. Acho muita piada e imagino logo que ali estão muitas horas de treino, dedicação, e que adoram dançar. Nota-se muito bem pelo entusiasmo com que dançam. Não deixa de ser fácil de constatar que aquelas danças e coreografias que executam conduz a que fiquem com imenso calor tendo em consideração as vestes reduzidas, e é frequente ver que algumas das gorjetas (aqui sim, generosas e sempre em notas) são colocadas presas na roupa interior deles ou delas....
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