Um destes dias vou inscrever-me num rancho qualquer folclórico. No Rancho folclórico da Correlha, ou de Zebreiros. Ou mesmo no Rancho de Vila Verde. Algum com um nome sonante e do qual me orgulhe de pertencer. Aprecio imenso assistir na televisão às actuações dos vários ranchos por esse País fora, e não tenho qualquer dúvida que um desses ranchos poderia (ou poderá) ficar ainda mais rico com a minha participação única, activa e dinamizadora.
Embora tenha aqui escrito que não aprecio a dança, tenho a firme convicção que no tema folclore tudo é diferente. Há um grupo. Há uma equipa. Terei o cuidado de referir, por altura da entrevista (espero que exista uma) que no que sou mesmo bom é a bater nos ferros ou no tambor (não me recordo se existe nos ranchos). Esses serão os meus fortes e que podem ser explorados. Julgo ser oportuno (e desejável para uma eventual e estreita colaboração da minha pessoa) referir que é preferível não íntegrar em a danças à roda. Começo a ficar zonzo, com vontade de vomitar, os olhos reviram, fico muito ansioso e ainda acontece uma desgraça qualquer.
Os momentos únicos em que é possível ouvir a voz monocórdica daquelas senhoras de idade provecta sensibilizam-me. Não pelo conteúdo da música, mas sim pela forma. Aquelas notas mais agudas em jeito de ladainha.. têm o dom de me arrepiar e de me fazer ficar com pele de galinha em todo o corpo. Não obstante, é louvável a destreza física e habilidade que estas sábias e maduras senhoras detêm aquando do espectáculo da dança em si. Tomara eu conseguir chegar a metade da idade delas com a mesma agilidade.
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