terça-feira, maio 11, 2010

Sexo

Nota introdutória: Peço desculpa aos seguidores, mas para ser coerente comigo mesmo, é imperioso que desenvolva o tema "Sexo" hoje. Considero o sexo como sendo o 4º pilar de uma relação, e tal como os três últimos temas por mim desenvolvidos, (Confiança, Respeito e Diálogo), é sem dúvida um tema nuclear e de elevada importância. Mais um vez reiteiro o pedido de desculpas pelo não desenvolvimento do tema que estava inicialmente destinado para hoje (Totobola).

Falar de uma relação afectiva sem falar de sexo, é como falar da praia sem falar da água. É fundamental. Essencial. Nos meus pensamentos, de mim para mim, consegui desenvolver há bem pouco tempo a teoria de que o sexo na relação tem um peso de 70%. "Ah, isso nem sequer é mensurável", dirão muitos. "Uma percentagem exagerada", dirão outros tantos.  O que é certo, é que para mim tem essa importância e sim, é quantificado (que mania a minha de ver as coisas com valores...). Nos restantes 30% está incluída a tal Confiança, o tal Respeito e o "clássico" Diálogo.

Temo informar que hoje em dia as relações comecem todas pelo final. Salvo algumas honrosas excepções, é claro. Quero com isto dizer, que começam invariavelmente pela cama. Se preferirem, são raras as relações afectivas que passam pela consolidação da amizade, pelo passeios acompanhados do irmão ou da irmã, pelas visitas aos museus, pelos jantares em casa dos pais dele(a), pelo ir assistir as temporadas de música clássica ali na Gulbenkian ou ir à Festa da Música no CCB. Isso já lá vai. E claro, só passados dois anos chegar ao "até que enfim" ou à consumação do acto.

Numa óptica masculina, faz sentido que as coisas aconteçam rápido. Ao sabor da vontade. Ou seja, "para ontem". Já na percepção do sexo oposto, a velocidade dos acontecimentos nem sempre é a mesma. Nem tem de ser. Dizia-me alguém há uns anos atrás uma frase que me ficou: "O Homem precisa de um local, a mulher precisa de uma razão.", relativamente ao relacionamento mais íntimo (leia-se cama). Logicamente que reflecte e resume sem dúvida alguma a forma de pensar masculina vs feminina.

Da mesma forma que as relações afectivas não são o que eram há 50 anos atrás, também as mentalidades não o são. Mudaram e muito. Nenhum homem tem uma capacidade de esperar pela decisão da mulher ad eternum. Ou seja, "sem ver a luz ao fundo do túnel". O Homem tem de saciar esta vontade. É perfeitamente normal. Lembro-me perfeitamente de uma das minhas professoras da faculdade ter dito algo que chocou 90% da turma: "O Homem tem 4 etapas na sua existência: Nascer, crescer, procriar e morrer". E está tudo dito. Venha quem vier, venham todas e quaisquer teorias....esta é a essência da vida.

É claro que há formas e formas de conseguir a terceira etapa da existência do Homem. É sabido que abordagens óbvias e primárias não agradam o sexo oposto. É igualmente sabido (ou devia ser), que qualquer mulher se gosta de sentir única. Ser cortejada, ser seduzida (e seduzir), ser provocada (e provocar), partilhar intimidades,...e claro..acreditar que "aqueles" momentos são únicos e têm uma importância ímpar. O mesmo não acontece na mentalidade masculina. Com uma grande e óbvia desolação do sexo oposto.

Para terminar (e plenamente consciente de que muito ficará por dizer), sugiro a todos e todas que provoquem momentos a dois. Isolados de tudo o resto. Preferencialmente noutro planeta. Um só final de semana. Com telefones desligados. Pensar e preparar momentos  únicos. Partilhar intimidade. Apostar e conhecer o "encaixe"...com o intuito de  conhecer o corpo do parceiro. Apostar na relação. Explorar fetiches. Debater fantasias. Perceber o que agrada na cara-metade. Pensar em situações novas que permitam conhecer efectivamente quem está do outro lado. É finalmente ter em consideração que os tais 70% têm um peso muito importante.

Próximo Tema: Totobola

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