quarta-feira, junho 30, 2010

Festivais de Verão

Desde que me lembro que há festivais de música que têm lugar  nesta altura do ano. Por todo o nosso País há um festival de música por perto, o que de resto reflecte muitíssimo bem a paixão pela música que cada português carrega em si.

Desde o festival de Paredes de Coura, o Optimus Alive, o clássico festival de música da Zambujeira do Mar ou ainda os vários que têm lugar da capital do Império...é seleccionar um festival dentro do género de música que mais se aprecia. O leque de opções é vasto e tipo de espectador também. Desde os góticos, punks, metaleiros e ainda pela geração dos morangos de açucar...há música para todos os gostos.

Há um sector que, sazonalmente (e objectivamente falando desta altura do ano) faz receitas para um ano inteiro. Falo do sector da restauração / hotelaria local. Não só pode (e fá-lo) aumentar as tarifas dos quartos / alimentação (Nota: Comer é uma primeira necessidade e com ninguém com fome, no seu juízo perfeito vai percorrer 45 km até à próxima localidade à procura de preços mais baixos para um bitoque!!).

O tecido empresarial local é projectado, não só nacional como internacionalmente. Não esquecer que há grupos de música que têm autênticos seguidores das suas tournées, fanzines que organizam viagens, booking de aviões, alojamentos, etc. Pacotes completos, portanto. E é precisamente aqui que o nosso  turismo local "pisca o olho". Ao turista estrangeiro com poder de compra. Ou com um poder de compra superior ao português da classe média (o que entre nós nem é muito complicado..tendo em conta os nossos ordenados). Mal sabe o turista incauto que lhe estão a ir ao bolso...e de que maneira.

Valha-nos a música em tempo de crise. E mais festivais tenham lugar cá em Portugal!

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terça-feira, junho 29, 2010

Auto-Estima

Auto-Estima é  a boa conta em que nos temos. Ou o quão acreditamos em nós. Ou na nossa determinação, força de vontade e sobretudo. Resumidamente, o quão gostamos de nós mesmos.

Tenho conhecido variadíssimas pessoas com a auto-estima em baixo. Com uma beleza natural (quer psíquica, quer física) muito especial e evidente, por alguma vicissitude da vida deixaram de acreditar em si. Em como podem ser "especiais" são. Lembra-me sempre o outro "artolas" que se auto-intitula o "special one". Na minha modesta e humilde opinião, ganharia muito mais "fãs" se fosse um bocado mais modesto. E não se trata da maneira de ser / feitio / personalidade,  como muitos me querem fazer crer. Trata-se de alguém que foi mal habituado. Que se habituou a um determinado protagonismo idiota e que roça a vassalagem, que acho horrível. E que claro, tem tido ao longo do tempo um conjunto de factores que o têm favorecido de forma ímpar. E que, se quisermos, contribuem para o incremento substancial da auto-estima da personagem em apreço

Aparte deste mundo de fantasia em que alguns vivem, a vida real é cruel para alguns. E logicamente não querem ouvir falar de auto-estima elevada. O que de resto é lógico e natural, tendo em consideração e por exemplo, a gravidade da actual conjuntura sócio-económica. São várias as pessoas que deixam de acreditar em si mesmas. Nas suas potencialidades. Quando assim é, urge promover mecanismos que trabalhem no sentido oposto. Em ganhar "anticorpo"s para combater estes estados de desalento e de perda de entusiasmo e clarividência, no sentido de perceber que é apenas mais uma fase má. E que não é baixando os braços que as coisas se resolvem.

Para que a auto-estima se mantenha elevada, o primeiro passo é acreditar em nós. Que conseguimos tudo...Basta para isso querer. Com todas as forças.

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segunda-feira, junho 28, 2010

Camaradagem

Conheci com mais profundidade a palavra "Camarada" na caserna. Na minha breve incursão no ambiente militar e foi uma palavra que passou a fazer parte  do meu vocabulário. Há quem confunda "camarada de armas" com o "camarada de luta" (conotação frequentemente utilizada pela esquerda política). Gosto de utilizar um "mix" de ambas, na medida em que comigo está combate ao meu lado.

Tenho poucos camaradas hoje em dia. Para mim, camarada é alguém que me acompanha desde algum momento preciso na minha vida e até....hoje. Até ao presente. Contam-se pelos dedos de uma mão as pessoas que considero camaradas e que o fizeram este percurso comigo. Não significa que não existissem mais candidatos(as) a tal. Significa sim que não lhes reconheci valor para tal.

O camarada é alguém que não nos abandona nos maus momentos. É alguém que "arregaça as mangas" e nos ajuda a vencer os obstáculos e adversidades do dia-a-dia. É alguém que com o natural e desejável distanciamento nos consegue aconselhar o melhor que sabe e ajudar a ver alternativas mais fáceis e eficientes para vencer os nossos problemas.

O camarada é alguém que me merece total e incondicionalmente a minha admiração e respeito. É alguém que sei poder contar. E que, por vezes, "hipoteca" o seu próprio tempo da família para estar presente num momento mais complicado. Felizmente tenho camaradas assim. Alguém que nos recebe no seu ambiente familiar, em que eventualmente poderia aproveitar um momento em família porque não estamos bem. E valorizo esse tipo de disponibilidade.

É complicado encontrar   camaradas verdadeiros. Perdem-se pelo caminho, consequência dos afastamentos. Por vezes geográficos, ou por terem diferentes formas de estar e ver a vida. Ou quando as dificuldades são tão grandes...e sugerem mais entrega da sua parte. E as pessoas de hoje não estão disponíveis nem tão pouco preparadas para tal. Infelizmente.

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domingo, junho 27, 2010

Primeiros Socorros

Sou de opinião que toda a gente devia saber prestar os primeiros socorros em caso de necessidade. Há entidades (eg: Cruz Vermelha) que promovem a realização destes cursos regularmente. Não só para quem está ligado à área da saúde, bem como para aqueles que querem complementar a sua formação nesta área, ou para aqueles outros que simples e naturalmente sentem a necessidade de "saber como".

No meu caso, há quase duas décadas que tive o meu primeiro contacto com as aulas de "Socorrismo". Na medida em que era da "Área A", ou seja, de Saúde, em dada altura do percurso académico era obrigatório ter esta cadeira. Desengane-se quem pense que nas escolas do ensino oficial há os manequins para treino da respiração boca-a-boca. Não há, porque os manequins ou dummies são caros. Passei um ano inteiro na esperança que, num rasgo de loucura, o Professor comunicasse que teriam de ser escolhidos parceiros(as) para este treino, com o intuito de perceber quão expedita seria esta acção se fosse necessário fazê-lo na rua (Acredito que todos os dias seja necessário, em qualquer ponto perto de si)... É claro que tal comunicação nunca foi feita. É também era perfeitamente claro para mim que só o poderia fazer com uma colega (por quem nutria uma paixoneta), para que, e em nome de uma boa avaliação, treinarmos este tipo de resposta a uma situação de emergência...Fiquei-me pelo pensamento.

Muitos foram os ensinamentos que tinham de ser apreendidos nestas aulas de socorrismo. Importa salientar que o meu jeito para aquilo era o mesmo que para o ponto cruz - zero. Ou seja, nas vezes em que o nome da minha pessoa era chamado para exemplificar alguma técnica vital (em alguns casos) eram perceptíveis risos contidos e caras completamente encarnadas. Não só não controlava a força, como o meu parceiro de sempre (meu grande Amigo Ricardo não se queixava!). Como resultado o Ricardo ficava roxo, ou na simulação da posição lateral de segurança ficava com a cara espalmada no chão! Este tipo de mimos...

Para terminar, e reforçando o que disse acima, é importante que se saiba o que fazer em situações de emergência. Embora tenha a plena consciência de  não ser uma referência em termos de prestação de primeiros socorros, sei que numa situação de emergência preciso de manter a calma (e passar essa sensação para quem precisa dos primeiros socorros). De imediato preciso ligar para o número nacional de emergência (112) e detalhadamente explicar o que sucedido, bem como facultar o máximo de informação possível, acerca de localização geográfica e outra que seja visualmente e imediata. Preciso também de controlar a pulsação da vítima com o meu relógio (1 minuto) e em momento algum devo abandonar o local.

Para quem não sabe, há a obrigação cívica (e moral) para que qualquer pessoa preste auxílio e (caso saiba) os primeiros socorros. Se não souber...deverá comunicar a ocorrência e aguardar naquele local até que chegue a ajuda especializada.

Pena que muita gente entenda que aquando de necessidade.."quem vem atrás" que resolva. E deliberada e de forma negligente abandone o local. Deixando quem precisa entregue a si mesmo. Por vezes o resultado é o pior.

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sábado, junho 26, 2010

Papagaio

O papagaio é uma ave que desde a minha infância mais remota povoa a minha imaginação. Papagaio, ou também conhecido "louro", é aquela ave que é "pau-para-toda-a-obra". Em todas as anedotas em que as prostitutas existem, 80% têm um "clássico" papagaio à janela. Julgo ser o tipo de ave mais utilizado quando se pretende ilustrar uma situação qualquer que envolva pássaros (eg: banda desenhadas).

Ainda hei-de descobrir como é que este bicho consegue repetir algumas palavras. Que eu saiba, não é capaz de manter uma conversação fluente, mas é capaz de repetir algumas palavras. Lembro-me de um papagaio que havia na minha antiga rua. Os meus antigos vizinhos de rua também selembram certamente. E toda a gente daquela rua lembra-se do nome das duas filhas do casal. Ou a forma como a mãe chamava pelas filhas. O papagaio não deixava cair no esquecimento.

Só há alguns anos percebi que a arara (prima do papagaio) é maior que este último, além de mais vaidosa. É também uma ave mais cara, dizem os entendidos. Vejo o papagaio como um piriquito gigante...Com a vantagem de poder repetir algumas palavras que lhe sejam ditas.

Importa sempre é ter cuidado com o que o papagaio ouve...para não ser o nosso papagaio mais um dos exemplares que fazem parte do mundo das anedotas!

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sexta-feira, junho 25, 2010

Calças de ganga

Lembro-me como se fosse ontem um dos primeiros pares de calças de ganga que tive. Consegui "fazer" a cabeça da minha mãe para me comprar umas calças numa loja de roupa boa. Entenda-se por "boa" uma loja que vendia roupa de marca..sendo que a mesma não valia o dinheiro que se pagava!!

O resultado foi rapidamente conhecido. As calças duraram uns 5 meses. E desfizeram-se. Literalmente. Se a memória não me trai, durante largos anos estas calças "povoaram" a memória da minha querida mãe, que não se inibia de me atirar à cara esta compra infeliz. Consegui sobreviver e levar a vida para a frente.

Hoje em dia opto pelas calças de ganga banais, daquela marca americana que dispensa apresentações e composta por dois nomes. Não por serem as mais baratas (e não são), mas estou habituado ao corte, formato dos bolsos, botões, etc. Tenho outros pares de calças de ganga...mas só gosto deste modelo e desta marca. O que me favorece e facilita imenso nas compras.

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quinta-feira, junho 24, 2010

Compras na internet

Estreei-me ontem nas compras através da internet e para primeira experiência as coisas não correram de feição. Resumidamente, quis autorizar a vinda de material para o meu jipe a partir do Reino Unido e a complicação surgiu logo quando tentei criar um cartão de crédito virtual "MB Net" - sem explicação aparente apareceu a indicação de "cartão abatido". Também importa referir que pelo meio desta azáfama toda devo seguramente ter ganho uns 90 cabelos brancos a discutir ao telefone com os meus "amigos" do meu banco. Pormenores...

Este tipo de transacção é cada vez mais usual. No meu caso, e remetendo-me objectivamente à transacção que mencionei acima, é possível uma poupança significativa, ou se preferirem, um "rombo menor" na conta bancária. Ainda que para tal seja necessária a conversão de libra para euro e sejam incluídos os custos de transporte para o meu querido Portugal. Nota: Importa salientar que o VAT (imposto britânico correspondente ao nosso IVA) é taxado a 17,5% contra os nossos 21%.

É certo que estas compras compensam em países onde o imposto incidente nos produtos é inferior e onde, naturalmente, a moeda é mais fraca. Contudo, com a actual recessão económica e consequente definição de medidas de austeridade, a "coisa" vai mudar. Mudar no sentido de..o poder de compra de um determinado país que tenha o euro como moeda não vai ser tão evidente....donde, deixará de compensar mandar vir material de fora. Até lá...compensa.

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quarta-feira, junho 23, 2010

Dietas

Gosto muito de falar de dietas, na esperança que um destes dias consiga seguir de forma continuada e séria. Confesso que admiro enormemente as pessoas que heroicamente conseguem levar a cabo dietas que permitem uma redução de peso muito considerável (conheço casos de emagrecimento de 20 kg!).

Sucede que sou uma pessoa que adora comer. E não faço absolutamente para inverter esta minha paixão. Comer não só em qualidade, mas também em quantidade. Nada me dá mais prazer que uma bela feijoada à brasileira com tudo a que tenho direito: feijão preto, arroz, carnes, e por aí adiante, com fruta fresca a acompanhar, um pouco de farinha de mandioca para dar o toque brasileiro destas iguarias típicas. Não esquecendo naturalmente a obrigatória banana frita... Ou ainda a "minha" clássica costeleta de novilho quase do meu tamanho e batatas fritas em excesso.

Não ajuda em nada o tipo de restaurantes que frequento,  na medida em que não é absolutamente nada convidativo para quem esteja determinado(a) em baixar o peso. Ou melhor, até pode tentar...se  a título de exemplo, num Sábado à noite e numa tasca onde a especialidade são caracóis e moelas se se conseguir pedir uma salada de alface e rabanetes! Com água natural a acompanhar.

Mais cedo ou mais tarde terei de pensar numa dieta alimentar mais equilibrada. É certo que deixei de fumar há mais de um ano, e estou certo que terei aumentado cerca de 8 kg. Comecei a sentir os efeitos na roupa e naturalmente que não aprecio. Quero acreditar que tudo tem solução, e que ainda poderei tentar cortar com alguns alimentos e especialmente, com alguns hábitos alimentares prejudiciais (refrigerantes com gás, consumo de alcóol, ainda que socialmente e doces) e associado a uma actividade física demasiado sedentária. É neste aspecto que o meu Paco vai certamente ser uma ajuda enorme. Obrigar-me a mim (e a ele mesmo) exercício físico nas minhas tão agradavéis caminhadas. Agora com a sua companhia. Em breve.

Quanto ao ser "bom garfo", terei de pensar  bem no quão equilibrada é a minha dieta actual, e em concreto, do que estou disposto a "abrir mão"...e sinceramente, sei que é muito pouca coisa. Só mesmo do bacalhau cozido!

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terça-feira, junho 22, 2010

Paco

Paco é o nome do mais recente elemento cá de casa. Faz hoje dois meses e meio e tem uma vivência aqui em casa marcada por quase 5 centenas de tropelias. E mais virão, naturalmente. Conto que até chegar ao ano de idade me faça ficar sem cabelo com o nervoso!

O Paco é um exemplar da raça Labrador. "Retriever do Labrador", se preferirem. Este é o nome de registo da raça no Clube Português de Canicultura. Prometo não me alongar com a explicação das origens da raça. Adianto contudo que se pensa que terá sido uma raça utilizada para ajudar os pescadores no Reino Unido e Canadá a trazer as redes de arrasto de pescado para terra. São cães de porte atlético - assim sejam convenientemente trabalhados - e marcadamente fiéis ao dono. Aliás, como a generalidade dos cães. São conhecidos como cães de companhia e não como cães de guarda. Extremamente dóceis para crianças de idosos.

Ainda não tenho muito para contar do Paco. Afinal, veio cá para casa com cerca de 8 semanas (dois meses de idade) e só hoje perfez os dois meses e meio. É natural que com este "imberbe" não consiga ainda aguentar os xixis e cócós e faça questão de me presentear com vários brindes. Todos os dias e ao longo do dia. O que de resto me alegra bastante e me faz começar o dia de forma diferente. E acabar também. Ossos do ofício, pensarão alguns que também têm cães em casa e já os tiverem cachorros.

O adestramento propriamente dito começará dentro de pouco tempo, altura em que deixa de ser um cachorro propriamente dito, passa a "júnior" / "juvenil" e começa a ter a "mioleira" praticamente toda formada. Ou seja, desejavelmente apreenderá melhor as ordens de comando e associará as palavras aos sons. Durante esse período, também vai ter direito a levar a terceira e última vacina que lhe permitirá ir à rua. Não é aconselhável que seja passeado, com esta idade que tem neste momento, em locais onde são passeados outros cães. Não estão 100% imunes. E não é preciso que haja contacto com outros canídeos para que as doenças sejam transmitidas. Já falta pouco..e em menos de duas semanas poderá ir dar um ar da sua graça aqui nas imediações da casa dele.

O Labrador é uma raça que tem propensão à obesidade e a problemas de articulações. Estes serão os mais graves. Contudo, claro que podem não acontecer, assim seja rigorosamente controlada a dieta (só ração - sem mimos por "fora") e o exercício adequado à idade e compleição física. Gostava também que o Paco tivesse oportunidade de participar em provas de agility (superar obstáculos) assim tenha um desenvolvimento normal e lhe seja possível tal.

Até ao momento...de resto...só posso ser um "pai" babado. Tem demonstrado ser um verdadeiro companheiro de brincadeira...e está sempre pronto para as tropelias inerentes à idade.

Parábens Paco!

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segunda-feira, junho 21, 2010

Motas

Começo por dizer que não posso ter motas. Para minha infelicidade. A "minha praia" são mesmo os automóveis. Em 5 vezes que andei de mota sozinho (moto 4), duas delas aconteceu um azar qualquer. Desde um braço arranhado pelas silvas ou a aparatosa queda a fazer um peão. Excesso de confiança e heroísmo. Receita simples para que as coisas possam (e efectivamente) corram mal.

Há cada vez mais motas a circular nas nossas estradas, e em especial nas cidades. As "scooters" de hoje em dia não têm nada a ver com as que existiam há 25 anos atrás, altura em que julgo ter acordado para esta realidade alternativa ao transporte automóvel. mundo. São motorizadas mais possantes, maiores, com um nível de conforto superior, e em muitos casos, com um leque de motorizações muito interessante e variado. Para todas as bolsas, portanto. Confesso que ainda passei algumas cadeiras no liceu (com boas notas) com a "cenoura" (qual asno) que teria a prenda da mota....mas no final...nunca. E foi o melhor que os meus pais decidiram. Quer para mim , quer para o meu irmão.

Paralelamente, subsiste a minha eterna paixão pela velocidade. Embora a sensação de velocidade seja mais evidente na mota, sem dúvida, é nos carros que encontro a minha verdadeira paixão. A dualidade "homem - máquina", para mim, tem toda a expressão nos carros. Embora os verdadeiros amantes das duas rodas pensem de forma diferente. Legitimamente.

Há também realidades que não mudam ao longo dos tempos - perigo. Quer se queira ou não, existe um perigo real para quem usa a mota como meio de transporte. Por vezes nem é a inaptidão do condutor que conta. É a falta de respeito dos outros condutores (carros, camiões e mesmo outras motas) para com os motards. O que infelizmente é uma realidade e que teve como consequência o "ceifar" da vida a muitos. Ou algo que acho pior ainda....ser mais um utente do Alcoitão.

O próprio traçado das estradas portuguesas, em alguns troços de Portugal, é perigoso. Existem várias petições por parte das associações de motards para essas situações sejam revertidas, tendo em consideração a premência natural. Muitas vezes caem em "saco rôto" e voltam à baila quando há mais um morto. Existem erros de má concepção das infra-estruturas rodoviárias (eg: má drenagem das águas, inclinações muito acentuadas, curvas "cegas"), bem como, e o mais perigoso, o sistema de "rails". Falo dos rails de metal, que, funcionam como uma lâmina quando um motard é cuspido da mota e vai de rojo pelo asfalto. Torna-se fácil perceber as consequências.

Já perdi alguns amigos na estrada. Em acidentes de viação (carros e motas). Outros que tiveram sorte, foram intervenientes em acidentes, mas conseguiram sobreviver. E felizmente sem maleitas graves.

Falando um pouco de marcas (aqui tem mesmo de ser para que se entenda a amplitude de gostos que tenho), gosto muito das Harley Davidson, pelo seu aspecto irreverente e "outlaw". Talvez pelo facto de terem associada uma estética ímpar, uma sonoridade deliciosa e não raro terem motores com a mesma cilindrada que alguns carros utilitários!! Tendo em consideração a minha actual fase de vida, optaria por uma BMW, dessas usualmente vistas e que são um misto de estrada e TT...Pena não saber andar de mota!!

Nota: Para terminar, entendo que o dar uma licença de condução de motas a um adolescente de 16 anos é errado. A maioridade não foi atingida, e quer se queira ou não, é a altura da vida em que se cometem mais excessos. Há a sensação de invencibilidade, imortalidade e....na estrada esse tipo de pensamento nunca vingou.

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domingo, junho 20, 2010

Provações

São muitas as provações que se vivenciam durante uma vida inteira. No sentido estrito da palavra, sugerem dificuldades e formas díspares de reagir às dificuldades / adversidades.

Há provas mais complicadas de vencer que outras. Por vezes, não é possível vencer determinada prova sem ajuda. Ajuda "externa", especializada (médicos, por ex) ou o apoio psíquico do agregado familiar. Qualquer uma das ajudas acima referidas, tendo em linha de conta o seu pêso e a forma como é coordenada, sugere (ou não) uma forma eficaz de responder a um desafio. Um desafio vencido..ou nem por isso.

Acredito que são determinados tipos de provas vencidas que possibilitam alguém ficar mais forte. Com mecanismos de defesa expeditos e sobretudo mais eficazes. Também é natural o adquirir-se outra perspectiva de vida. Por outro lado, e não raro, vive-se um dia-a-dia num contra-relógio contra a morte...

Afinal..nem tudo são rosas nesta vida. As provações que se nos deparam toda a vida são a "prova" disso.

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sábado, junho 19, 2010

Falcatruas

"Em equipa vencedora não se mexe". Uma máxima muito aplicável ao mundo da bola. Contudo, e tendo em conta o manancial de informação veiculado pela comunicação social, começo a perceber que são várias as "equipas vencedoras" que extrapolam o mundo do esférico.

Portugal é sem dúvida um óptimo destino para pessoas/empresas que decidam desenvolver a actividade da falcatrua. Basta para isso seguir aqueles que são os vários exemplos dos grandes grupos económicos, das sociedades e por aí adiante. Todos conhecemos um ou outro exemplo do que falo.

À semelhança de outro tipo de crime que não o económico, também é certo que em Portugal a justiça tarda e falha. Aliás, há muito que o sistema judicial deveria ter sido revisto, alterado e reformulado por forma a pôr cobro a este tipo de crime, com moldura penal, e que tem vindo a ser "esquecido" pelos vários Executivos no pós 25 de Abril. Menciono esta data porque se "antes" deste marco histórico (que em breve verá a data alterada) existiam falcatruas, eram dissimuladas, ou mais disfarçadas. Contrariamente ao que sucede hoje.

Importa também referir (como já aqui aludi neste blogue) que os poderosos têm condição financeira para pagar a alguém para encontrar uma forma de "contornar" as Finanças. Já os pobres, o "peixe miúdo" (e no qual me incluo), não só não têm, como tem a "sorte" de serem duas vezes notificados por irregularidades no preenchimento da declaração de IRS. Estamos a falar de um montante que ronda os 150 euros. Não é coincidência...é mesmo azar.

Escusado será falar dos paraísos fiscais (offshore). Toda a gente sabe dos mesmos, toda o fluxo/migração de capital para os mesmos, na medida em que não há impostos. Mas ninguém faz nada. Faz-me lembrar o flagelo da droga...todos sabem quem é o "peixe graúdo"..e ninguém faz nada para acabar com a negociata...Não interessa, por razões óbvias.

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sexta-feira, junho 18, 2010

Emprego

Nos dias que correm, ter um emprego, um sustento ou um "ganha-pão" é fundamental. Crucial, diria mesmo. E cada vez são mais as empresas que fecham as suas portas e com os trabalhadores a ficarem de "mãos a abanar". Pelas últimas notícias que ouvi, o Norte de Portugal tem sido o mais atingido pelo flagelo.

Na minha opinião é essencial manter os postos de trabalho, sempre que tal seja possível, e não esquecendo que se avizinham tempos complicados, tendo em vista o previsível aumento do custo de vida. Morbidamente, não deixa de me divertir um grande bocado que o Governo ainda tenha coragem de pedir aos portugueses mais sacrifícios, como já aqui neste espaço tenho repetido. Quando em alguns lares é sabido que a palavra "sacrifício" é uma constante e não existe mais margem para tal. O que tem como consequência imediata o desespero, e com um amontoar de contas por pagar.

Por outro lado, faz-me alguma confusão ouvir através dos meios de comunicação social, que se vão cortar nos subsídios para os desempregados. E até hoje, nada. Nicles. Quem o recebe, continua a receber. Como sempre foi até aqui. É claro que ninguém está desempregado por opção (embora acredite cada vez mais que há pessoas oportunistas). A classe activa, quem efectivamente trabalha e faz o País andar "prá" frente, paga para a factura, para o "meu amigos ou amigas acordarem às 1000H da matina, tomarem um café na pastelaria mais próxima, lerem a "Bola" ou "O Record", e pela tarde, se apetecer, passar pelo Instituto de Emprego a ver se há alguma coisa. Alguma coisa que interesse, é certo.

Há uns anos atrás, dizia-se (nunca conheci ninguém que tivesse sido alvo de sanção) que os empregos oferecidos pelo Instituto de Emprego tinham de ser aceites. Tanga. Mentira. Nunca tal aconteceu. Em alguns casos, e pelo que me é contado, é melhor estar em casa a usufruir do subsídio de desemprego, do que ir trabalhar. São vários os casos que conheço assim. E acho vergonhoso algo dizer à "cara podre" que se ganha mais estando em casa do que a trabalhar. Literalmente, é gozar com a cara de quem trabalha.

Por outro lado, e finalizando um tema que muito mais teria por dizer, importa dizer que "trabalho" há..."empregos", como muita gente quer...é que infelizmente vão escasseando.

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quinta-feira, junho 17, 2010

Genéricos

Desde há alguns anos a este momento foi introduzida no léxico português uma palavra nova: genéricos. Genéricos, em linguagem trivial e corriqueira, não é mais que uma alternativa a um medicamento convencional e com o mesmo princípio activo.

Torna-se óbvio que as grandes farmacêuticas não podem ter ficado muito contentes com esta nova realidade. Afinal, a "galinha dos ovos de ouro" que existiu durante umas valentes dezenas de anos, voou para outra capoeira. Por outro lado, as farmacêuticas que até então não tinham um relevo ou projecção tão proeminente como as habituais, passaram para a ribalta e consequentemente "têm uma palavra a dizer" no que aos medicamentos diz respeito.

No mundo farmacêutico, não se fala em milhões de euros. Fala-se nuns "zeros a mais do lado direito", ou seja, lucros de biliões de euros. Assim sendo, o tombo foi muito grande, e os sorrisos estampados nas caras de muitos CEO´s de várias farmacêuticas deixou de existir. Por outro lado, o mercado emergente dos medicamentos genéricos, não só estimula o mundo misterioso e poderoso das farmacêuticas, como sugeriu  um corte significativo na margem de lucro das grandes farmacêuticas e que detinham a exclusividade de produção de determinado medicamento. Mais uma vez, e como tem vindo a ser meu apanágio, não identifico os nomes dos medicamentos, mas adianto que sempre que penso em medicamentos me ocorre uma marca de comprimidos usualmente utilizando para as cefaleias (dores de cabeça) e que durante centenas de anos veio numa caixa verde....

No fundo, os medicamentos, quer genérico, quer convencional, na sua essência são exactamente iguais, assim tenham o mesmo princípio activo. Se a memória não me trai, o farmacêutico / técnico ajudante na farmácia, nos dias que correm é obrigado a apresentar ao utente as alternativas ao medicamento prescrito pelo médico. Alguns médicos abreviam este trabalho na farmácia, e aquando da prescrição do medicamento, já colocam a alternativa do  genérico. Noutros casos, e não havendo genéricos alternativos, é obrigatório o medicamento convencional.

Por último, e para finalizar, torna-se claro que estes lobbies têm os dias contados. O lucro já não é tão certo e muito menos para os mesmos de sempre ou se preferirem para a "rapaziada" do costume. Ah...é verdade...e acabaram-se os almoços e viagens grátis para a classe médica.

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quarta-feira, junho 16, 2010

Espertalhões

Há um tipo de personalidade com o qual não posso. Aliás, detesto na medida em que mexe de tal forma com o meu sistema nervoso que tenho mesmo de "desligar" a minha atenção do que é dito e focá-la noutra situação qualquer o mais rapidamente possível.

Consegue tirar-me do sério o tipo de pessoa que me contradiz sem que tenha uma sustentação válida e lógica. Normalmente usa interjeições do estilo "Isso não é bem assim." ou "Isso não é verdade" (com esta última afino mesmo), entre outras que tais.

Reza as várias histórias conhecidas, que os espertalhões típicos sejam pessoas que ao longo da vida foram bafejados com vários momentos de sorte. Por exemplo, naqueles momentos em que eu mesmo pude comprovar que a 3ª Lei de Murphy existe e está para ficar, alguns dos espertalhões que conheço tiveram sorte. Azar o meu e sorte a deles at the end of the day é certo. Lembro-me de colegas meus que chegaram a fazer exames de Álgebra Linear fora da sala de aula e entregaram os mesmos no final do tempo regulamentar para a conclusão do exame à Professora...e no meio da confusão. Eu, o cumpridor zeloso, estive na sala, sem perceber puto daquilo, e estoicamente aguentei até ao final do mesmo... Resultado? Eu chumbei e os espertalhões passaram. Ou aquele caso em que num exame de informática...os veteranos copiaram por mim...passaram e eu chumbei. Foi uma coisa bonita de se ver.

Os espertalhões vão ganhando mais confiança à medida que os episódios de sorte se sucedem ao longo da vida. Não raro, as técnicas de esperteza são aprimoradas e afinadas, o que significa que conjugadas as mesmas com o factor sorte têm associados desfechos felizes. No meu caso, das vezes que brinquei com a sorte, dei-me mal. Sou o protótipo de pessoa que nunca conseguirá ser espertalhão. Sempre que tento dou-me mal. Não tenho qualquer vocação para vestir a "roupa" de espertalhão. Enquanto que algumas pessoas não precisam de vestir a indumentária...já a têm vestida..para sempre.

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terça-feira, junho 15, 2010

Unhas de gel

Não aprecio mulheres que usam unhas de gel. Ou bem que é um trabalho feito de forma exímia, ou então dá ares de ter colado um acrílico com cola de plástico. Resultado final: horrível.

As unhas de gel requerem que sejam "feitas" por alguém que perceba do que faz. Alguém com um curso superior subordinado ao tema "Unhas de gel". É muito importante que seja um trabalho esmerado, minucioso e dedicado, que seja harmonioso com a mão da mulher (creio que a moda não terá pegado no sexo masculino, mas hoje em dia não aposto) e assegurando que o resultado final seja agradável à vista.

As unhas de gel são uma moda relativamente recente. Não me recordo de há cerca de 20 anos existir. E como inovação que é, representa  aplicabilidade / solução a um de dois problemas: i) Meninas que têm unhas fracas e quebradiças (e as querem ter compridas) ou ii) Meninas que roem as unhas e querem poder ter a sensação do que é ter unhas compridas. Se no primeiro caso acho razoável e aconselhável, já no segundo acredito que mais cedo ou mais tarde a vontade de roer apareça...e as unhas de gel sejam roídas! Ridículo mas dolorosamente verdadeiro. E dispendioso. É que o vício de roer "está lá" e não desaparece só porque sim...

As unhas de gel têm associada uma manutenção. De tempos a tempos é necessário ir "à menina-que-arranja-as-unhas" com regularidade, e dar um "toque" nas mãos para que esteja tudo "au point". Não podia concordar mais. Ver unhas de gel com a unha "verdadeira" a crescer por baixo...é como pintar o cabelo e ser possível verem-se as raízes!!

Nota: Não podia deixar de partilhar que acho muitíssima piada às unhas de gel com pequenos furos e com pequeninos penduricalhos. Ou com desenhos de flores ou corações. Qualquer uma das "ilustrações" atrás tem o dom de me conseguir revolver as entranhas...e começar a sentir suores frios. E dou comigo a pensar se serei a única pessoa à face da Terra com bom gosto. E simples.

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segunda-feira, junho 14, 2010

Maturidade

A maturidade é algo que se adquire (desejavelmente) ao longo de uma vida. Diz o povo que a idade biológica nem sempre acompanha (ou é coincidente) com a idade mental. E entenda-se aqui, por idade mental o "juízo".

A maturidade varia de pessoa para pessoa e é diferente dos homens para as mulheres. Também não será novidade que as mulheres se tornam maduras mais cedo. Porquê? Uma das explicações reside no facto de que, em alguma altura das suas vidas (desejável e naturalmente) serão mães. É certo que também há mães imaturas...mas genericamente falando, em alguma altura do seu percurso de vida enquanto mulheres vivenciarão aquilo que de mais bonito a natureza dá - maternidade, a possibilidade de gerarem no novo ser. Já no caso dos homens as coisas mudam um pouco. É certo que vivem igualmente a sua obrigação de pais...mas apenas e só "percorrem ao lado das suas mulheres" os 9 meses de gestação. Com as devidas benesses que daí advêm, é claro, e começando pelo facto de não terem de engordar 30kg.

Também importa referir que há pessoas que são obrigadas a adquirir maturidade desde jovens. Lembro-me por exemplo das famílias muito numerosas (e tipicamente de uma baixa condição económica baixa), em que algum dos filhos (as) mais velhas faz as vezes dos pais (impossibilitados, ausentes, negligentes, etc), ou ainda os casos das adolescentes que engravidam muito novas, e por aí fora.

A maturidade decorre da vivência de cada pessoa. Do meio em que cresce. Do meio profissional, que condicionará a capacidade de tomada de decisões do dia-a-dia e que podem ser mais ou podem ser menos determinantes no futuro a curto, médio ou longo prazo de cada um.

Também decorre facilmente que nem todas as pessoas adultas são maduras. Alguém com filhos pequenos em casa e que sai todos os finais de semana é alguém que não é maduro, a meu ver. Ou que chega a meio do mês e tem de pedir sistematicamente dinheiro emprestado porque já estoirou quase todo o vencimento no jogo, saídas ou alcóol.

São já várias as pessoas que conheci mais novas que eu e maduras. Com clara ambição, com determinação e capazes de manter uma conversação adulta, coerente e sem recurso ao "fónix, fixe, bué e ya". Entendo que a partir de determinada idade, é preciso ser-se mais cuidadoso na linguagem e léxico utilizados na comunicação.

Não raro, os piores exemplos vêm daqueles que tinham obrigação de os dar....e hipotecam esse direito...numa tentativa de se parecerem jovens. Para sempre.

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domingo, junho 13, 2010

Cobardias

Associo sempre e inevitavelmente, a palavra "cobardia" a alguém dissimulado. Alguém que finge algo e que, pela ordem natural das coisas, mais cedo ou mais tarde irá prejudicar alguém. Directa ou indirectamente.

São vários os exemplos de cobardia. Alguém que fala mal de outras pessoas pelas costas (não sendo frontal para dizer as coisas olhos nos olhos), alguém que não se evidencia profissionalmente e prejudica outrem fantasiando episódios, etc.

Regra geral, o(a) cobarde é uma pessoa destituída de qualquer escrúpulo no momento em que pensa praticar algo que sabe ser prejudicial. É uma pessoa que não tem um carácter moldado e tem uma personalidade fraca e vil. Existe contudo uma grande e inigualável vantagem - é indiscutivelmente um (a) bom (boa) actor / actriz.

Na minha modesta opinião, alguém que consegue prejudicar outra pessoa durante anos é alguém que só pode ser um excelente actor e que naturalmente personifica uma esperança perdida nos anais da história da representação. Mais...é alguém que acredito que se torne um mentiroso compulsivo (ou seja, passa a viver nas mentiras e fantasias que constrói).

A má notícia de hoje é que os (e as) cobardes vieram para ficar. Nos dias que correm, e com as condições de vida cada vez mais difíceis, é uma "religião" que tem vindo a ter cada vez mais seguidores. São várias as razões que conduzem alguém a pontual (ou sistematicamente) enveredar pelo caminho da cobardia. Só mesmo os (as) mesmos (as) poderão avaliar o porquê. Antes ou depois de terem prejudicado alguém.

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sábado, junho 12, 2010

Pizzarias

São cada vez menos as "verdadeiras" pizzarias que conheço. Aquelas em que a massa da pizza é cozida em forno de lenha, em que os ingredientes são naturais e em que a pizza tem outro sabor.

O fenómeno pizza (entenda-se também a restauração associada e subsequentemente take-aways ou franchisings) não é recente no nosso País. Mas também não acontece desde sempre. Foi algo que gradualmente foi introduzido na dieta dos portugueses. E interiorizado. Convém não esquecer que em Portugal prevalece alguma aversão à mudança e hábitos solidamente incutidos. A alimentação é um excelente exemplo disso.

A "receita" de uma boa pizza, diz quem sabe e tem "mão para a cozinha", é a utilização de ingredientes naturais, começando pela massa de padeiro. Resumidamente, não recorrer a ingredientes pré cozinhados existentes na maioria das grandes superfícies. Daí ser fácil perceber a diferença entre a confecção de uma pizza "à séria" e uma pizza dita "convencional".

Infelizmente, e a acompanhar a actual crise económica, foram várias as pizzarias conhecidas que foram fechando as portas. Fechando virtualmente, porque o negócio manteve-se....com outras "variantes". Começa a ser habitual, por exemplo, um restaurante italiano com paquistaneses a servir à mesa. Ou um restaurante tipo tasco tipicamente portuguesa, daqueles mesmo à moda antiga com sul coreanos. Ambas as situações já me aconteceram..ninguém me contou. Gosto do conceito de pluralismo.

Actualmente existem 2 ou 3 pizzarias que me fazem esperar pelo jantar. Infelizmente é esta a realidade. Os demais restaurantes "candidatos a pizzaria" estão demasiado "conhecidos" e muito orientados para a "bela da-festa-de-anos-ao-Sábado-à-noite-para-500-adolescentes". O que como se sabe garante animação para umas boas horas. Para a mesa do aniversariante e demais mesas do restaurante!

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sexta-feira, junho 11, 2010

Jardinagem

Gabo a paciência de quem cuida dos seus jardins (e dos de outros). Sinceramente, é algo que tentei durante anos a fio conseguir fazer,  mas a pouca paciência e dedicação a este causa fez com que apenas e só conseguisse que aparecessem ervas daninhas.

Dizem alguns acérrimos defensores da jardinagem que é necessário carinho, amor e falar com as plantas...Sugere-me a minha visão masculina da coisa, que no momento em que eu falar com plantas, ou sequer pensar em "carinho e amor" alguém terá de se preocupar em encontrar uma vaga no Miguel Bombarda.

É claro que tenho bom gosto. É agradável ver um jardim cuidado. A trama de côres passível de ser visualizada, as sebes aparadas, os canteiros limpos de ervas daninhas. Tudo isto obriga a uma  manutenção regular. Obriga a dedicação constante e atenção especial. Obriga a que as pessoas sejam responsáveis, e no Verão, com temperaturas mais elevadas, pratiquem uma rega conscienciosa. Ou seja, reguem de manhã muito cedo ou ao princípio da noite. Regra geral assiste-se precisamente ao contrário. Regas nos horas de pico de calor. Ou os aspersores de rega dos jardins públicos a regar a estrada...

Finalizando....gosto muito de jardinagem...mas quando são os outros a tratarem!

P.S: Para quem não sabe, o jardineiro que vem cá a casa tratar das plantas, tem neste momento um ajudante zeloso e empenhado...o Paco (foto abaixo)


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quinta-feira, junho 10, 2010

Eutanásia

Por definição, a eutanásia é uma forma abreviada de pôr fim à vida de um enfermo incurável, assim seja a mesma feita de maneira controlada e medicamente assistida.

É sabido que ninguém tem o direito de tirar aquilo que de mais precioso temos - a vida. Contudo, e em algumas situações, defendo que não é positivo que seja perpetuado um estado de coma vegetativo. Porquê? Porque são raros os casos de coma vegetativo que duraram anos e que reverteram em situações "normais". Por outras palavras, são raros os casos da história da medicina em que os enfermos tenham "acordado" do coma.

Há contudo uma variável que pode fazer a diferença na avaliação do quadro clínico pelo médico e que (poderá) funcionar(á) como mote orientador na decisão da família. A decisão em vida tomada de forma lúcida pelo paciente. Há doentes que apercebendo-se do estado debilitado em que se encontram (e antevendo um progressivo agravamento do mesmo), informam o médico e família da sua vontade em recorrer à eutanásia. Há estados dos EUA onde tal é possível. Noutros estados do mesmo país, os mais "conservadores", tal não é possível.

Muito mais complicada é a análise de uma situação de coma que dura há anos e em que não é possível ser conhecida a vontade do doente. Lembro-me vagamente de ser miúdo e ver na televisão um toureiro que ficou em coma durante largos anos. Também há o comum exemplo dos jovens que sofrem acidentes graves e ficam ligados às máquinas. Se não estou em erro, as mesmas só são desligadas quando há morte cerebral. E até lá? Esperança, sofrimento e ansiedade. Existe uma teoria defendida por alguns médicos que a partir de determinada altura é uma cama do hospital que está a ser ocupada por alguém que há muito tempo não dá mostras de vir a melhorar a sua condição. O que naturalmente irá fazer com a que situação tenha de ser analisada muito bem, quer pelo corpo de médicos, quer pela família...

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quarta-feira, junho 09, 2010

Adivinhas

Quem inventou a moda das adivinhas devia ser queimado vivo no Rossio. As adivinhas têm o dom de me causar náuseas e alguns suores frios em consequência da impaciência em que fico por não ter uma resposta imediata para a esmagadora maioria delas. E confesso que nunca perco muito tempo a pensar nessas coisas.

Piora substancialmente o cenário quando quem questiona já sabe (lógica e naturalmente) a resposta. Naturalmente porque é expectável que seja sabida a resposta à questão que se coloca a outra pessoa. Também sei de antemão que essa pessoa que me questiona nunca irá partilhar o tempo que demorou a adivinhar a resposta ou a figura que fez antes de conhecer a resposta. Ainda assim, consigo fingir que estou muito interessado em dar a resposta correcta quando algum filho de amigos me questiona. Depois de saber a resposta consigo mostrar uma admiração imensa (técnica desenvolvida ao longo dos anos) e interesse inigualáveis e que normalmente resulta.

Por outro lado, as adivinhas têm como objectivo a ridicularização pública e rápida do visado, ou seja, de quem supostamente tem de adivinhar a solução da charada. "Como é possível que que alguém vivo em pleno século XXI não saiba a resposta para a "Qual-é-coisa-qual-é-ela-que-cai-no-chão-e-fica-amarela.." ou outros tantos exemplos que poderia ir buscar...Se alguém demora mais de 10 segundos a responder não sabe. E provoca de imediato a impaciência de quem questiona.

No final, temos alguém burro por não saber responder e alguém impaciente porque a resposta é lógica!

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terça-feira, junho 08, 2010

Cruzeiros

Um dia destes faço um cruzeiro. Diz quem já fez, que vale a pena, e que sem dúvida alguma o fará de novo. Donde, só pode mesmo ser bom!

A grande e lógica vantagem do cruzeiro reside nos programas preparados pelos operadores turísticos em coordenação com a empresa de navegação que opera o navio, o que permite visitar uma série de países e culturas. Os navios atracam nesses países e é possível aos turistas dedicar algum do seu tempo e efectuar uma visita "a terra".

Nos dias que correm, não falta nada nos cruzeiros. Tudo e mais "um par de botas" pode ser encontrada a bordo, incluindo casinos, ginásios, etc. Sempre que penso em cruzeiros, ocorre-me-me um dia destes embarcar num cruzeiro tipo "Love Boat" (série que acompanhei fielmente durante décadas), e quem sabe encontrar a minha alma gémea! Tinha a sua piada!!

É um caso a pensar, assim resolva o meu problema do enjôo nos barcos e a minha conta bancária mo permita.

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segunda-feira, junho 07, 2010

Sardinhas assadas

Começo por dizer que é obrigatório gostar-se de sardinhas assadas. Não é discutível. No Verão, um dos cheiros característicos e que se misturam com o ar, é precisamente o cheiro das sardinhas assadas. Toda a gente sabe disso!

O que tem de simples, na sua confecção tem de saboroso. Eu, confesso zero à esquerda em matéria de cozinha, consigo fazer um brilharete a alguma moça e brindá-la com um magnífico prato de sardinhas assadas, salada de pimento verde assado, cebola e tomate. Pão alentejano fatiado e tinto ou umas jolas fecham com chave de ouro o meu manjar.

Há uns anos uma tonta da cabeça com quem andava a sair dizia-me que não gostava do cheiro da sardinha assada porque se impregnava no cabelo e roupa. Achei surreal. Estive quase para lhe perguntar o quão religiosa era e se na Vigília Pascal pedia ao Padre para não queimar a mirra ou o incenso durante e celebração! (Tenho ideia que aqui na Paróquia se abusa um bocado...porque não raro fico com aquele cheiro uma boa semana na roupa. Mas não me incomoda absolutamente nada. Sinto-me imbuído do espírito divino!)

Já comi umas sardinhas este ano. Ainda no mês de Maio. Veredicto: Do pior que já comi em muitos anos. Esperemos que no próximo final de semana, por altura da festa do Santo Padroeiro de Lisboa as coisas mudem de figura!

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domingo, junho 06, 2010

Ciúmes

Há dois tipos de ciúmes: i) Os ciúmes normais e ii) Os ciúmes doentios. Na primeira situação, o ciúme surge quando uma situação até então normal se altera. Casos concretos de filhos únicos que deixam de ter o protagonismo e atenção que tinham até determinado momento ou o caso de um animal (cão, gato ou outro qualquer que se lembrem) que morava numa determinada casa de família e que passa a ter outro "companheiro". Creio que a melhor forma de evitar será "preparar o terreno" e ir habituando quer a criança que vai ter um irmão ou irmã (questionando a mesma se gostava de ter um mano ou mana ou porque não, envolvê-la na escolha do nome do futuro rebento), e na segunda situação, passa por estimular mais a sociabilização do animal. Às vezes é complicado e exige um dose suplementar de paciência (especialmente para animais com alguma idade e dominantes).

No segundo caso existe uma problemática e complexidade associadas superiores. Por vezes, as crises de ciúmes têm lugar em situações inesperadas (o que poderá deixar o ou a visada em maus lençóis). Gosto muito que as pessoas me digam que não têm ciúmes. E rapidamente coloco o teste da "prova de fogo" : o café com um amigo (para elas) e um café com uma amiga (para eles). Normalmente aparece de imediato o não achar muita piada. E explorando mais esse sentimento...percebe-se que há o ciúme. Aposto sem qualquer problema que os cafés com as amigas são sempre objecto de maior discussão. Não hei-de morrer sem que alguém me explicar o porquê...

O ciúme controlado ou doseado é algo que vejo como positivo numa relação afectiva. Mostra ao outro lado que se gosta, e que há preocupação. Compreendo que em alguns casos, as más experiências anteriores façam com que um café com algum elemento do sexo oposto faça disparar uma série de alarmes. Mas como em tudo, e como aliás já desenvolvi num texto do mês passado, nada que uma boa conversa a dois (Diálogo) não resolva.

Também há as crises de ciumeira entre amigos. Não raro, há discussões entre amigos, porque o tempo a dois que existia anteriormente é comprometido consequência de  uma das partes ter encontrado alguém ou passar a ter uma actividade qualquer que lhe absorve mais tempo. A receita é a mesma da situação anterior - Diálogo.

Em todo o caso, e para terminar, o ciúme não é necessariamente mau. Apenas e só quando em demasia.

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sábado, junho 05, 2010

Palavra de Honra

São poucas as pessoas que hoje em dia podem com dignidade e veracidade concordar que nunca faltaram com esta poderosíssima arma que é a palavra de honra. Se há uns anos atrás era usual que as pessoas fechassem negócios apenas com a sua palavra (a de honra, claro), tal não é possível nos dias que correm. Por variadíssimas razões.

Por uns pagam os outros. E não é dificíl entender que há muitas causas para que o simples compromisso verbal hoje em dia seja preterido em relação a um documento assinado e com assinaturas reconhecidas no notário. Os calotes, as "faltas de memória" convenientes, etc. Não é má vontade de quem o pede...talvez seja uma defesa de quem já foi "escaldado" por algumas vezes ter ingenuamente acreditado na tal palavra de honra. E assim sendo, hoje em dia são raríssimos os casos em que apenas há um compromisso verbal entre duas partes.

Sempre admirei as pessoas que esgrimem o argumento da palavra de honra. Não raro pessoas de idade provecta. Aquelas para quem a honra tem um significado "diferente". O mesmo que tinha há umas décadas atrás. Aquelas para quem não cumprir significa que falharam redondamente, ou que faltaram à palavra. O que nem sempre é bom. E que para quem falhar ao prometido não é um simples azar. É ter posto em causa a sua honra. É ter assumido um compromisso com alguém e não ter conseguido honrar o mesmo...

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sexta-feira, junho 04, 2010

Call Centers

Desde há algum tempo para cá que desenvolvi uma teoria única e verdadeira - alguém anda a informar os bancos e as operadoras telefónicas dos meus contactos. Alguém que não tem pena de mim, é claro. E que gosta de me ver irritado por atender 4 telefonemas na mesma semana sobre o mesmo tema.

Imagino que esta moda dos call centers tenha surgido por altura do boom dos time sharings. Seguramente há umas décadas atrás, portanto. Se há pessoas que têm uma paciência invejável para atender telefonemas e responder a questionários destituídos de qualquer razão / sentido / importância, há outras pessoas como eu que não tem qualquer paciência. Mais....o meu telefone tem o dom de tocar sempre que estou à espera de outro telefonema mais importante. Ou seja, com receio que o outro telefonema tenha lugar a qualquer momento, importa descartar o/a menina de qualquer call center o mais depressa possível.

Receio que este tipo de abordagem tenha vindo para ficar. Trata-se de mais um contacto telefónico entre 500 000 que alguém tem de fazer naquele dia, para que no final do mês possa receber o ordenado. É certo que as pessoas que o fazem estão a trabalhar, e na generalidade, são estudantes em part-time. Fazem-no para ganhar uns cobres extra a cada mês que passa. Existem bases de dados que são vendidas entre empresas. A custos destas bases de dados por vezes podem atingir os 5 ou 6 zeros.

Mas também é certo que nem todas as pessoas têm paciência para responder a questionários durante o horário de expediente. E muito menos sejam obrigados a fazê-lo...

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quinta-feira, junho 03, 2010

Escolas de Línguas

Quiseram os meus pais que desde miúdo frequentasse escolas de línguas. Lembro-me como se tivesse sido ontem a estopada dos cursos intensivos de inglês e de francês que tive de assistir em alguns verões. Sempre vi aquilo como um castigo por me ter portado mal durante o ano lectivo. O que é certo é que o pretendido era exactamente o oposto, ou seja, garantir uma "bagagem" diferente e uma preparação mais consolidada durante o ano lectivo.

Hoje em dia são muitas mais as escolas de línguas do que aquelas que existiam na altura em que aprendi línguas. Foram mais os anos que tive da língua inglesa do que francesa, embora esta última sempre tenha sido mais "evidente", pelo menos para mim. Por forma a consolidar esse conhecimento, também tive oportunidade de viajar bastante com os meus pais, o que naturalmente possibilitou que exercitasse in loco ambas as línguas. Claro que com o tempo fui deixando de ser fluente.

Relativamente a nomes de escolas, não vou identificar as mesmas. Por uma questão de publicidade e porque ninguém me paga para dizer o nome "a" ou o "b". Sugiro que as escolhas recaiam em escolas que tenham nos seus quadros professores nativos dos países das língua leccionadas. E que tenham as escolas tenham "provas dadas" no ensino das línguas. Por vezes, algumas profissões exigem certificados de línguas em como foram concluídos com aproveitamento determinados níveis do curso. Em algumas posições hierárquicas, e tendo em consideração os frequentes contactos com congéneres estrangeiros, o nível mínimo exigido é o "First Certificate". E será aqui que importa seleccionar a partir da vasta lista de nomes de escolas, aquelas que são mais credíveis. E só me ocorrem dois nomes...

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quarta-feira, junho 02, 2010

Reboques

A desgraça de uns é o trabalho de outros. Várias são ocupações profissionais que se enquadram neste domínio. Os reboques de automóveis encaixam na perfeição.

Quis o destino que um dos meus carros, ontem, e em consequência de uma avaria tivesse de ir para a oficina em cima de um reboque. Serviu a viagem para desmistificar um pouco a ideia errada que tinha desta profissão.

Confesso que não abandonei a ideia de que em variadíssimas situações os reboques estão estacionados estrategicamente em "pontos negros" da imensidão de estradas portuguesas. Ou seja, aquelas estradas onde está associado um maior índice de sinistralidade rodoviária. Mas também é certo que pude ver com os meus próprios olhos que têm aquele disco do tacógrafo (permite a uma entidade fiscalizadora aferir o tempo de trabalho, distância percorrida e velocidade atingida).

Os reboques cumprem o seu trabalho. Têm como objecto de trabalho a remoção do(s) veículo(s) acidentado(s) ou avariado(s) da via de circulação permitindo retomar a fluidez normal de tráfego. E quer em avaria, quer em sinistro cairão os variados pedidos que chegam à central de reboques.

O tipo que conduzia o reboque que transportou o meu carro era mais novo que eu. Cordial, expedito e voluntarioso. Aparentava saber o que fazia. Durante o caminho até à oficina onde fui deixar o carro foi possível perceber que os conhecimentos de mecânica do rapaz eram um pouco acima da média. Ou seja, uma viagem marcada por uma conversa em torno do mundo automóvel, como seria de esperar.

Tomara que todos os profissionais deste ramo fossem como este motorista que encontrei ontem. Talvez proporcionassem um pouco mais de conforto a quem vê o seu meio de transporte avariado. No meio do trânsito. Com carros a buzinar impacientemente...E por vezes basta uma palavra de conforto para tudo parecer menos mau!

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terça-feira, junho 01, 2010

Vuvuzela

Equiparo o fenómeno "vuvuzela" ao pedido feito há uns anos atrás por um (na altura) seleccionador nacional (por acaso brasileiro) em que todos os lares portugueses ostentassem a bandeira nacional nas varandas de sua casa. O que certo é que o pedido de "um brasileiro" pegou, e durante o campeonato de futebol no qual Portugal participou fiquei sensibilizado em perceber o alcance do pedido. É claro que tal acontecimento histórico me deu que pensar, e este vosso amigo deu consigo a imaginar se outras situações não teriam igualmente merecido um sinal de patriotismo tão visível....Eventualmente mais importantes e revestidas de um simbolismo mais importante...

A vuvuzela é algo que acho horrível e deprimente. Penso logo nos vaqueiros a chamar os bois e as vacas. Quero acreditar que ninguém fez qualquer paralelismo entre esse som e a selecção nacional de futebol. Ficaria muito triste se tal tivesse acontecido. Mas suspeito que a moda veio para ficar, e dizia-me alguém há uns dias atrás, que o stock de vuvuzelas nas bombas da Galp já era. O que reflecte que os portugueses são bem mandados. E que embarcam neste tipo de tonterias gratuitas.

Gostava de saber porque é que quem inventa estas correntes ou modas, não inventa uma moda do estilo: "Vamos-dar-a-mão-ao-nosso-colega-de-trabalho-e-dizer-que-está-na-hora-de-dizer-não-ao-PEC", ou "Buzinar-nas-portagens-em-jeito-de-protesto-contra-as-medidas-de-austeridade" ou ainda, dizer qualquer coisa do género "Peço-imensa-desculpa-mas-tenho-de-ir-lá-fora-dizer-a-quem-passa-na-rua-que-não-votei-neste-Governo". Isto sim, seriam modas giras, com piada. Não uma corneta que não tem piada absolutamente alguma.

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