Quem inventou a moda das adivinhas devia ser queimado vivo no Rossio. As adivinhas têm o dom de me causar náuseas e alguns suores frios em consequência da impaciência em que fico por não ter uma resposta imediata para a esmagadora maioria delas. E confesso que nunca perco muito tempo a pensar nessas coisas.
Piora substancialmente o cenário quando quem questiona já sabe (lógica e naturalmente) a resposta. Naturalmente porque é expectável que seja sabida a resposta à questão que se coloca a outra pessoa. Também sei de antemão que essa pessoa que me questiona nunca irá partilhar o tempo que demorou a adivinhar a resposta ou a figura que fez antes de conhecer a resposta. Ainda assim, consigo fingir que estou muito interessado em dar a resposta correcta quando algum filho de amigos me questiona. Depois de saber a resposta consigo mostrar uma admiração imensa (técnica desenvolvida ao longo dos anos) e interesse inigualáveis e que normalmente resulta.
Por outro lado, as adivinhas têm como objectivo a ridicularização pública e rápida do visado, ou seja, de quem supostamente tem de adivinhar a solução da charada. "Como é possível que que alguém vivo em pleno século XXI não saiba a resposta para a "Qual-é-coisa-qual-é-ela-que-cai-no-chão-e-fica-amarela.." ou outros tantos exemplos que poderia ir buscar...Se alguém demora mais de 10 segundos a responder não sabe. E provoca de imediato a impaciência de quem questiona.
No final, temos alguém burro por não saber responder e alguém impaciente porque a resposta é lógica!
No final, temos alguém burro por não saber responder e alguém impaciente porque a resposta é lógica!
Próximo Tema: Eutanásia
Sem comentários:
Enviar um comentário