"Em equipa vencedora não se mexe". Uma máxima muito aplicável ao mundo da bola. Contudo, e tendo em conta o manancial de informação veiculado pela comunicação social, começo a perceber que são várias as "equipas vencedoras" que extrapolam o mundo do esférico.
Portugal é sem dúvida um óptimo destino para pessoas/empresas que decidam desenvolver a actividade da falcatrua. Basta para isso seguir aqueles que são os vários exemplos dos grandes grupos económicos, das sociedades e por aí adiante. Todos conhecemos um ou outro exemplo do que falo.
À semelhança de outro tipo de crime que não o económico, também é certo que em Portugal a justiça tarda e falha. Aliás, há muito que o sistema judicial deveria ter sido revisto, alterado e reformulado por forma a pôr cobro a este tipo de crime, com moldura penal, e que tem vindo a ser "esquecido" pelos vários Executivos no pós 25 de Abril. Menciono esta data porque se "antes" deste marco histórico (que em breve verá a data alterada) existiam falcatruas, eram dissimuladas, ou mais disfarçadas. Contrariamente ao que sucede hoje.
Importa também referir (como já aqui aludi neste blogue) que os poderosos têm condição financeira para pagar a alguém para encontrar uma forma de "contornar" as Finanças. Já os pobres, o "peixe miúdo" (e no qual me incluo), não só não têm, como tem a "sorte" de serem duas vezes notificados por irregularidades no preenchimento da declaração de IRS. Estamos a falar de um montante que ronda os 150 euros. Não é coincidência...é mesmo azar.
Escusado será falar dos paraísos fiscais (offshore). Toda a gente sabe dos mesmos, toda o fluxo/migração de capital para os mesmos, na medida em que não há impostos. Mas ninguém faz nada. Faz-me lembrar o flagelo da droga...todos sabem quem é o "peixe graúdo"..e ninguém faz nada para acabar com a negociata...Não interessa, por razões óbvias.
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