quinta-feira, junho 17, 2010

Genéricos

Desde há alguns anos a este momento foi introduzida no léxico português uma palavra nova: genéricos. Genéricos, em linguagem trivial e corriqueira, não é mais que uma alternativa a um medicamento convencional e com o mesmo princípio activo.

Torna-se óbvio que as grandes farmacêuticas não podem ter ficado muito contentes com esta nova realidade. Afinal, a "galinha dos ovos de ouro" que existiu durante umas valentes dezenas de anos, voou para outra capoeira. Por outro lado, as farmacêuticas que até então não tinham um relevo ou projecção tão proeminente como as habituais, passaram para a ribalta e consequentemente "têm uma palavra a dizer" no que aos medicamentos diz respeito.

No mundo farmacêutico, não se fala em milhões de euros. Fala-se nuns "zeros a mais do lado direito", ou seja, lucros de biliões de euros. Assim sendo, o tombo foi muito grande, e os sorrisos estampados nas caras de muitos CEO´s de várias farmacêuticas deixou de existir. Por outro lado, o mercado emergente dos medicamentos genéricos, não só estimula o mundo misterioso e poderoso das farmacêuticas, como sugeriu  um corte significativo na margem de lucro das grandes farmacêuticas e que detinham a exclusividade de produção de determinado medicamento. Mais uma vez, e como tem vindo a ser meu apanágio, não identifico os nomes dos medicamentos, mas adianto que sempre que penso em medicamentos me ocorre uma marca de comprimidos usualmente utilizando para as cefaleias (dores de cabeça) e que durante centenas de anos veio numa caixa verde....

No fundo, os medicamentos, quer genérico, quer convencional, na sua essência são exactamente iguais, assim tenham o mesmo princípio activo. Se a memória não me trai, o farmacêutico / técnico ajudante na farmácia, nos dias que correm é obrigado a apresentar ao utente as alternativas ao medicamento prescrito pelo médico. Alguns médicos abreviam este trabalho na farmácia, e aquando da prescrição do medicamento, já colocam a alternativa do  genérico. Noutros casos, e não havendo genéricos alternativos, é obrigatório o medicamento convencional.

Por último, e para finalizar, torna-se claro que estes lobbies têm os dias contados. O lucro já não é tão certo e muito menos para os mesmos de sempre ou se preferirem para a "rapaziada" do costume. Ah...é verdade...e acabaram-se os almoços e viagens grátis para a classe médica.

Próximo Tema: Emprego

1 comentário:

Anónimo disse...

Mais gráfico era dificil...:) Seria a Aspirina da Bayer???:)
Cmg