Começo por dizer que não posso ter motas. Para minha infelicidade. A "minha praia" são mesmo os automóveis. Em 5 vezes que andei de mota sozinho (moto 4), duas delas aconteceu um azar qualquer. Desde um braço arranhado pelas silvas ou a aparatosa queda a fazer um peão. Excesso de confiança e heroísmo. Receita simples para que as coisas possam (e efectivamente) corram mal.
Há cada vez mais motas a circular nas nossas estradas, e em especial nas cidades. As "scooters" de hoje em dia não têm nada a ver com as que existiam há 25 anos atrás, altura em que julgo ter acordado para esta realidade alternativa ao transporte automóvel. mundo. São motorizadas mais possantes, maiores, com um nível de conforto superior, e em muitos casos, com um leque de motorizações muito interessante e variado. Para todas as bolsas, portanto. Confesso que ainda passei algumas cadeiras no liceu (com boas notas) com a "cenoura" (qual asno) que teria a prenda da mota....mas no final...nunca. E foi o melhor que os meus pais decidiram. Quer para mim , quer para o meu irmão.
Paralelamente, subsiste a minha eterna paixão pela velocidade. Embora a sensação de velocidade seja mais evidente na mota, sem dúvida, é nos carros que encontro a minha verdadeira paixão. A dualidade "homem - máquina", para mim, tem toda a expressão nos carros. Embora os verdadeiros amantes das duas rodas pensem de forma diferente. Legitimamente.
Há também realidades que não mudam ao longo dos tempos - perigo. Quer se queira ou não, existe um perigo real para quem usa a mota como meio de transporte. Por vezes nem é a inaptidão do condutor que conta. É a falta de respeito dos outros condutores (carros, camiões e mesmo outras motas) para com os motards. O que infelizmente é uma realidade e que teve como consequência o "ceifar" da vida a muitos. Ou algo que acho pior ainda....ser mais um utente do Alcoitão.
O próprio traçado das estradas portuguesas, em alguns troços de Portugal, é perigoso. Existem várias petições por parte das associações de motards para essas situações sejam revertidas, tendo em consideração a premência natural. Muitas vezes caem em "saco rôto" e voltam à baila quando há mais um morto. Existem erros de má concepção das infra-estruturas rodoviárias (eg: má drenagem das águas, inclinações muito acentuadas, curvas "cegas"), bem como, e o mais perigoso, o sistema de "rails". Falo dos rails de metal, que, funcionam como uma lâmina quando um motard é cuspido da mota e vai de rojo pelo asfalto. Torna-se fácil perceber as consequências.
Já perdi alguns amigos na estrada. Em acidentes de viação (carros e motas). Outros que tiveram sorte, foram intervenientes em acidentes, mas conseguiram sobreviver. E felizmente sem maleitas graves.
Falando um pouco de marcas (aqui tem mesmo de ser para que se entenda a amplitude de gostos que tenho), gosto muito das Harley Davidson, pelo seu aspecto irreverente e "outlaw". Talvez pelo facto de terem associada uma estética ímpar, uma sonoridade deliciosa e não raro terem motores com a mesma cilindrada que alguns carros utilitários!! Tendo em consideração a minha actual fase de vida, optaria por uma BMW, dessas usualmente vistas e que são um misto de estrada e TT...Pena não saber andar de mota!!
Nota: Para terminar, entendo que o dar uma licença de condução de motas a um adolescente de 16 anos é errado. A maioridade não foi atingida, e quer se queira ou não, é a altura da vida em que se cometem mais excessos. Há a sensação de invencibilidade, imortalidade e....na estrada esse tipo de pensamento nunca vingou.
Nota: Para terminar, entendo que o dar uma licença de condução de motas a um adolescente de 16 anos é errado. A maioridade não foi atingida, e quer se queira ou não, é a altura da vida em que se cometem mais excessos. Há a sensação de invencibilidade, imortalidade e....na estrada esse tipo de pensamento nunca vingou.
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