São cada vez menos as "verdadeiras" pizzarias que conheço. Aquelas em que a massa da pizza é cozida em forno de lenha, em que os ingredientes são naturais e em que a pizza tem outro sabor.
O fenómeno pizza (entenda-se também a restauração associada e subsequentemente take-aways ou franchisings) não é recente no nosso País. Mas também não acontece desde sempre. Foi algo que gradualmente foi introduzido na dieta dos portugueses. E interiorizado. Convém não esquecer que em Portugal prevalece alguma aversão à mudança e hábitos solidamente incutidos. A alimentação é um excelente exemplo disso.
A "receita" de uma boa pizza, diz quem sabe e tem "mão para a cozinha", é a utilização de ingredientes naturais, começando pela massa de padeiro. Resumidamente, não recorrer a ingredientes pré cozinhados existentes na maioria das grandes superfícies. Daí ser fácil perceber a diferença entre a confecção de uma pizza "à séria" e uma pizza dita "convencional".
Infelizmente, e a acompanhar a actual crise económica, foram várias as pizzarias conhecidas que foram fechando as portas. Fechando virtualmente, porque o negócio manteve-se....com outras "variantes". Começa a ser habitual, por exemplo, um restaurante italiano com paquistaneses a servir à mesa. Ou um restaurante tipo tasco tipicamente portuguesa, daqueles mesmo à moda antiga com sul coreanos. Ambas as situações já me aconteceram..ninguém me contou. Gosto do conceito de pluralismo.
Actualmente existem 2 ou 3 pizzarias que me fazem esperar pelo jantar. Infelizmente é esta a realidade. Os demais restaurantes "candidatos a pizzaria" estão demasiado "conhecidos" e muito orientados para a "bela da-festa-de-anos-ao-Sábado-à-noite-para-500-adolescentes". O que como se sabe garante animação para umas boas horas. Para a mesa do aniversariante e demais mesas do restaurante!
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