Sou de opinião que toda a gente devia saber prestar os primeiros socorros em caso de necessidade. Há entidades (eg: Cruz Vermelha) que promovem a realização destes cursos regularmente. Não só para quem está ligado à área da saúde, bem como para aqueles que querem complementar a sua formação nesta área, ou para aqueles outros que simples e naturalmente sentem a necessidade de "saber como".
No meu caso, há quase duas décadas que tive o meu primeiro contacto com as aulas de "Socorrismo". Na medida em que era da "Área A", ou seja, de Saúde, em dada altura do percurso académico era obrigatório ter esta cadeira. Desengane-se quem pense que nas escolas do ensino oficial há os manequins para treino da respiração boca-a-boca. Não há, porque os manequins ou dummies são caros. Passei um ano inteiro na esperança que, num rasgo de loucura, o Professor comunicasse que teriam de ser escolhidos parceiros(as) para este treino, com o intuito de perceber quão expedita seria esta acção se fosse necessário fazê-lo na rua (Acredito que todos os dias seja necessário, em qualquer ponto perto de si)... É claro que tal comunicação nunca foi feita. É também era perfeitamente claro para mim que só o poderia fazer com uma colega (por quem nutria uma paixoneta), para que, e em nome de uma boa avaliação, treinarmos este tipo de resposta a uma situação de emergência...Fiquei-me pelo pensamento.
Muitos foram os ensinamentos que tinham de ser apreendidos nestas aulas de socorrismo. Importa salientar que o meu jeito para aquilo era o mesmo que para o ponto cruz - zero. Ou seja, nas vezes em que o nome da minha pessoa era chamado para exemplificar alguma técnica vital (em alguns casos) eram perceptíveis risos contidos e caras completamente encarnadas. Não só não controlava a força, como o meu parceiro de sempre (meu grande Amigo Ricardo não se queixava!). Como resultado o Ricardo ficava roxo, ou na simulação da posição lateral de segurança ficava com a cara espalmada no chão! Este tipo de mimos...
Para terminar, e reforçando o que disse acima, é importante que se saiba o que fazer em situações de emergência. Embora tenha a plena consciência de não ser uma referência em termos de prestação de primeiros socorros, sei que numa situação de emergência preciso de manter a calma (e passar essa sensação para quem precisa dos primeiros socorros). De imediato preciso ligar para o número nacional de emergência (112) e detalhadamente explicar o que sucedido, bem como facultar o máximo de informação possível, acerca de localização geográfica e outra que seja visualmente e imediata. Preciso também de controlar a pulsação da vítima com o meu relógio (1 minuto) e em momento algum devo abandonar o local.
Para quem não sabe, há a obrigação cívica (e moral) para que qualquer pessoa preste auxílio e (caso saiba) os primeiros socorros. Se não souber...deverá comunicar a ocorrência e aguardar naquele local até que chegue a ajuda especializada.
Pena que muita gente entenda que aquando de necessidade.."quem vem atrás" que resolva. E deliberada e de forma negligente abandone o local. Deixando quem precisa entregue a si mesmo. Por vezes o resultado é o pior.
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