Começo por dizer que é obrigatório gostar-se de sardinhas assadas. Não é discutível. No Verão, um dos cheiros característicos e que se misturam com o ar, é precisamente o cheiro das sardinhas assadas. Toda a gente sabe disso!
O que tem de simples, na sua confecção tem de saboroso. Eu, confesso zero à esquerda em matéria de cozinha, consigo fazer um brilharete a alguma moça e brindá-la com um magnífico prato de sardinhas assadas, salada de pimento verde assado, cebola e tomate. Pão alentejano fatiado e tinto ou umas jolas fecham com chave de ouro o meu manjar.
Há uns anos uma tonta da cabeça com quem andava a sair dizia-me que não gostava do cheiro da sardinha assada porque se impregnava no cabelo e roupa. Achei surreal. Estive quase para lhe perguntar o quão religiosa era e se na Vigília Pascal pedia ao Padre para não queimar a mirra ou o incenso durante e celebração! (Tenho ideia que aqui na Paróquia se abusa um bocado...porque não raro fico com aquele cheiro uma boa semana na roupa. Mas não me incomoda absolutamente nada. Sinto-me imbuído do espírito divino!)
Já comi umas sardinhas este ano. Ainda no mês de Maio. Veredicto: Do pior que já comi em muitos anos. Esperemos que no próximo final de semana, por altura da festa do Santo Padroeiro de Lisboa as coisas mudem de figura!
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