sexta-feira, julho 30, 2010

Roswell

Escrevo-vos estas linhas a partir de Roswell, onde me encontro no decurso de uma viagem de trabalho. A pequena simpática cidade de Roswell fica situada no estado do Novo México, nos Estados Unidos da América, ou também conhecida como "A terra prometida" ou a "terra do Tio Sam".

Desde há muito que conheço os EUA. A primeira vez que pisei o continente americano remonta ao ano de 2000. Pois é... Um ano antes do fatídico 11 de Setembro. Na altura conheci Nova Iorque e Boston, tendo ficado de imediato o fã número 1 deste país.

Volvidos 10 anos regresso a esta terra, e. em concreto para Roswell, que muitos conhecerão, ou já terão ouvido falar como sendo a terra dos ovnis e fenómenos paranormais, desde o longínquo ano de 1947, diz quem sabe. Esta cidade vive exactamente disso. Não há restaurante ou bar onde não seja mencionado que os "ET´s são bem-vindos", entre outras graçolas justificadas por aquele que é um dos meios de subsistência da cidade - turismo relacionado com ovnis avistados ou aliens, etc.

Roswell resume-se a uma avenida larga onde existe um centro comercial com poucas lojas, um mais que esperado e inevitável museu dedicado aos ovnis, umas 7 sucursais de bancos americanos conhecidos, uns 3 supermercados, uns 40 restaurantes mexicanos, um bistro italiano, dois "Mac´s", 1 Pizza Hut e um AppleBee´s (que não é mais que o conceito do Pizza Hut que temos em Portugal, mas mais refinado, e com um evento especial e dedicado para cada dia da semana), um centro de correcção para homens, uma prisão, um hospital, um instituto militar e pouco mais.

É possível e normal verem-se várias famílias de "pêso" em fartos repastos, quer ao almoço, quer ao jantar. Facilmente se percebe o porquê do povo americano ter um problema de obesidade. Começando e terminando por esta amostragem na terra onde "Judas perdeu as botas". Diria que o pêso médio de todos os indivíduos do sexo masculino que já vi até agora rondará os 100kg. Já para o sexo oposto, rondará os 75kg. Números redondos e que não carecem de comentários adicionais. O meu excesso de pêso ao lado de alguns homens que já vi faz-me parecer o Nureyev...

Trata-se de uma cidade pobre. É possível ver (e ouvir) vários hispânicos que habitam esta cidade. Um pouco aquilo que se vê nos filmes. Aliás, em termos percentuais, e comparativamente com o americano típico, o "fiel da balança" pende para o lado da população mexicana nesta cidade. Os cortes de cabelo, as barbichas, as indumentárias, etc.

O clima é árido, não se situasse Roswell no deserto. Quente, um pouco húmido, e naturalmente abafado. De dia torna-se custoso (para mim, que detesto calor) andar na rua. E a acrescentar o entrar e sair do carro. Já de noite...depende um pouco, mas corre uma aragem fresca. Nem sempre agradável. Mas não totalmente desagradável.

Nota: Tenho pena de não ter encontrado um ET para conversar. Ou uma ET, no caso, e para ser mais exacto. Certamente que não teria muito que conversar com "um" ET, mas em contrapartida teria muito que falar com "uma" ET. Tenho essa ideia. Talvez lhe ensinasse umas magias que sei. E talvez a ET me ensinasse a "voar". Se é que me entendem, claro.

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quinta-feira, julho 29, 2010

Skype

Para quem não sabe, o skype é uma das melhores invenções que aconteceram desde a invenção da roda. Trata-se de um programa que permite, através de uma ligação da internet, ligar a custo zero para os primos na Austrália ou para a tia do Canadá. Esta será a grande vantagem do skype.

Numa altura em que todo e qualquer portátil mixuruca traz de série instalada a câmara e o microfone série, faz todo o sentido instalar este magnífico e útil programa. Imagine-se falar com quem se quiser, o tempo que se quiser, sem ser necessário pagar mais por isso. Fantástico...

Fica a dica para intalalação do skype.

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English Breakfast

English breakfast é a designação comum para aqueles pequenos-almoços "quase almoços" que alguns hotéis por esse mundo fora têm como opção. Consiste nos ovos mexidos, na salsicha, no sumo de laranja (ou outra fruta à escolha), o bacon estaladiço (importantíssimo), nas torradas, etc.

Após vários anos em que negligenciei esta refeição importantíssima, nos últimos tempos (2/3 anos) tenho vindo a apostar no pequeno-almoço como refeição. Naturalmente que não será no caso do "english breakfast", até porque não tenho tempo.

Faz toda a diferença começar o dia com uma refeição substancial, bem como é mais saudável para o organismo. O único senão é a logística que tem de ser "montada" e por vezes não ser algo viável. Ou pelo menos para quem como eu não gosta de perder muito tempo de manhã.

Tivesse eu mais tempo de manhã...

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quarta-feira, julho 28, 2010

Hotéis low cost

Tenho tido a oportunidade de experimentar hotéis low cost. Há quem erradamente associe um hotel que tenha as tarifas mais baixas e usualmente pertencente a cadeias de hotéis multinacionais, a algo de qualidade sofrível, menos tratado, e tipicamente com um pior atendimento comparativamente aos hotéis mais caros. Nada mais errado. E só demonstra falta de conhecimento da matéria.

Constato que é exactamente nos hotéis de luxo onde o "cai a nódoa no pano". Já me aconteceu roubarem um Blackberry na mesa do pequeno-almoço de um destes hotéis. Curioso? No mínimo, sim. Nos hotéis mais baratos, não só me fidelizaram com a boa educação, bem como tive sempre a roupa da cama sempre lavada e quarto impecavelmente limpo. É esperado que um pormenor simples como a segurança num hotel de 5 estrelas, onde há seguranças armados seja acautelada a todo o centésimo de segundo. Já num hotel de menos estrelas..embora seja esperado..há sempre alguma condescendência. Ainda que ninguém vá à espera de ver serem subtraídos valores!

Acima de tudo, escolher hotéis bem localizados, no centro da cidade, com preços medianos. Ler as críticas dos viajantes. Não optar pelos hotéis de 4/5 estrelas só "porque sim".

Por vezes há surpresas agradáveis...onde menos se esperam!

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Condutor Cool

Uma figura importante nos grupos de amigos que saem à noite para a "copofonia". Para quem não mora no planeta Terra, "condutor cool" é o abstémio(a) que não bebe naquela  noite, para que os amigos e amigas bebam. Ou seja, voluntária ou de forma forçada, é aquele(a) condutor(a) que terá de aturar as bebedeiras do grupo que de forma responsável e paciente terá de conduzir a casa. De cada um deles. O que não deixa de ser uma proeza ímpar quando há um amigo que mora no Barreiro e outra amiga que mora em Sintra.

Trata-se de um conceito relativamente recente. Estamos a falar de um conceito que terá (do meu conhecimento) uma existência relativamente recente. Ou pelo menos publicitada como tal. Ou por outras palavras, e sendo objectivo, talvez tenha sido tardia a minha consciencialização para este tema, talvez desde que tenho carta de condução, e nas vezes em que me terá calhado na rifa levar a rapaziada amiga a casa.

É um conceito que bem utilizado evitará que mais vidas humanas sejam ceifadas na estrada. Infelizmente, a mortalidade associada aos acidentes rodoviária continua elevada, sendo que um dos principais contribuintes será como usual, o já conhecido alcóol. Bem como  os condutores embriagados, os "heróis" que pensam ser imortais..e que entendem que os azares só acontecem aos outros...

Desde que não tenha bebido..não me importo nada de continuar a ser o "cool" da noite. Assim possa evitar algum azar grave.

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terça-feira, julho 27, 2010

Barrigas de Aluguer

Não entendo muito bem o porquê das "barrigas de aluguer" ou "mães de aluguer". A não ser nos casos das mulheres que querem ser mães e cuja natureza não permitiu. E aí sim, faz sentido que alguém carregue um ser durante 9 meses dentro de si para posteriormente, e em acordo previamente celebrado, o bébé possa passar para outros pais.

Não há muito a dizer sobre este tema. Subsiste a trama legal que na minha opinião é (ou deve estar) devidamente acautelada nos países onde este tipo de situação é possível de acontecer. Paralelamente, entendo a gravidez como sendo das melhores coisas que pode acontecer a uma mulher. Como resultado final, é óbvio que o ver nascer um filho(a) é o fechar com chave de ouro um ciclo "bonito" (na maioria das vezes, quando não há complicações).

Assim sendo, custam-me as situações em que a mulher é mãe durante os 9 meses de gestação do feto, para depois entregar a outra mulher que começa nesse momento a ser mãe...Não faz muito sentido...mas é por vezes a solução possível para que alguém possa experimentar o doce sabor da maternidade.

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Nota: Derivado de estar no estrangeiro em trabalho durante os próximos dias os textos serão publicados desfasamente. Fica a promessa de acertar os mesmos aquando do meu regresso a Portugal.

domingo, julho 25, 2010

Voluntariado

Começo por dizer que vejo o voluntariado como algo de muito nobre. Pessoas que após de um dia de trabalho "hipotecam" e abdicam do seu tempo em Família, em missão de voluntariado, só podem merecer o meu respeito e apreço.

Frequentemente, o voluntariado está direccionado para os sem-abrigo, para as famílias carenciadas, para pessoas que por alguma razão plausível e concreta ficaram sem algo que lhes permitisse a subsistência (emprego) tendo o destino "atirado" as mesmas para a rua. É nesta fase do texto que se deve dizer que constato uma alheação consciente e continuada por parte dos sucessivos Governos desta realidade. Sei de casos em que as instituições de solidariedade (patrocinadas pelo Estado) são as menos "preocupadas", as  menos "presentes" e as menos "caridosas" para com as pessoas necessitadas do que os próprios voluntários que acabam por vezes por suportar as despesas do seu próprio bolso. Dentro dos voluntários também há quem tenha mais preocupação que outros. Como em tudo.  E por vezes bastaria que se olhasse com mais atenção para estes quadros e fossem disponibilizados mais meios e verba (q.b) para fazer face a esta problemática que tendencialmente será agravada (recessão económica e perda postos de trabalho).

Subsiste no entando o reverso da medalha. E aqui perdoem-me, mas tenho de ser crítico, . Há muito boa gente, como já mencionei no texto dos sem-abrigo, que não se quer "mexer" à procura de um trabalho ou ocupação que lhe valha o sustento. É mais fácil arrumar carros (e ganhar uma boa maquia ao dia), ter a comida à borla à noite dada pelos voluntários e por aí adiante...do que ir procurar trabalho. Se entendo (e acabo por aceitar) no caso de pessoas com idade provecta, não entendo que tal aconteça nos tipos madraços. Pessoas jovens, com bom físico para ir trabalhar (nas obras há sempre trabalho), acabam por preferir viver no ócio. É mais fácil, claro está. E todos contribuimos para que assim seja.

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sábado, julho 24, 2010

Les Chefs

Tenho constatado uma proliferação de chefs nos últimos tempos. Congratulo-me por vários destes chefs terem passado de um  profundo e recôndito anonimato para uma projecção expressiva e espacial. Como se não bastasse alguns artigos que reconheço serem importantes em algumas revistas "côr-de-rosa", começam a "ganhar terreno" e a surgir noutro tipo de revistas onde até há uns anos seria impensável.

Que fique claro que não sou contra este tipo de escrita "gastronomicamente orientada". Bem como não sou contra o facto de surgirem novas "esperanças" num mundo em que há umas décadas atrás era dominado pelo Michel da Costa e pela Filipa Vacondeus / Maria de Lurdes Modesto. Sempre foram as referências que tive enquanto pessoas com credibilidade e mérito reconhecidos, que ali na RTP 1 tantos pratos confeccionaram e se me "aguaram" a boca, qual cão de Pavlov...reflexos condicionados, claro.

Importa também falar um pouco sobre o fenómeno Jamie Oliver. Para quem anda afastado da tv, trata-se de um rapazola loiro com cabelo espetado, com um ar de enfant terrible que cozinha com o que lá há ou encontra no "quintal ao lado" da cozinha. Ah..e tem um programa televisivo. A "receita de sucesso" deste programa passa pelo à vontade com que aparentemente se move na cozinha, e do facto de conseguir em sensivelmente 30 minutos de duraºão  confeccionar um prato digno de uma recepção da embaixada da Croácia, com ingredientes apanhados....ali do chão. Chama-se a isto criatividade e capacidade de improviso. Verdade seja dita, o Jamie é pródigo nisso.

Já o protagonismo que lhe é dado....irrita-me um bocado. Que seja bom cozinheiro...ninguém diz o contrário. Que até seja um tipo que se apresenta como "podia-morar-na-casa-ao-lado-da-tua-e-cozinho-coisas-que-tu-também-podes-cozinhar-se-tiveres-um-quintal-comó-meu", ninguém diz o contrário. O que acho ser abusivo é que seja quase que impingido o gostar do Jamie. Há uns 8 anos não o conhecia. Era um ilustre desconhecido que para grupos de amigos fazia uns pratos engraçados. Eu também sei fazer ovos mexidos com salsichas e não é por isso que vou à SIC pedir um programa de televisão. Ou não escrevo um livro sobre a forma de como os meus bifes ficam sempre saborosos...ou como tenho "mão para o sal". Ou ainda de como sei fazer "daqueles" bolos...(não interessa para o caso que sejam daqueles que já vem com a massa pronta, sendo apenas necessário enformar).

Os bons chefs, aqueles das estrelas Michelin não têm tempo para estas coisas de merchandising pessoal ou projecções públicas da imagem. Estão mais preocupados em manter não só a(s) estrela(s) dos restaurantes onde trabalham, bem como as suas estrelas, enquanto chef. O reconhecimento do seu trabalho, empenho e profissionalismo é encontrado por altura da degustação dos pratos nos restaurantes onde trabalham...e onde passam a maior parte do tempo. Ao longo do ano.

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sexta-feira, julho 23, 2010

Livros de Instruções

Tenho pouca paciência para ler livros de instruções, importa confessar. Acho uma completa falta de tempo, e sou de opinião que é experimentando o que temos nas mãos que se aprende como trabalhar ou operar com as coisas.

Felizmente, os livros de instruções têm vindo a cair em desuso. Se pensarmos em alguns exemplos, e sensíveis à falta de paciência das pessoas para ler algumas "bíblias", os fabricantes têm optado por disponibilizar CD´s ou DVD´s com tutorials, que não são mais que apresentações do produto em causa, passo a passo, em jeito de filme, e onde  são mostradas algumas das funcionalidades básicas. As pessoas agradecem....a natureza também (menos papel que é gasto).

A título de curiosidade, fica a dica que todo e qualquer produto novo que seja comercializado na UE tem de ter nos livros de instruções a língua do País onde é comercializado. No nosso caso, não serve o "português do Brasil" ou espanhol. Uma máquina fotográfica que seja comprada nova, numa loja em Portugal, tem de ter no livro de instruções o português de Portugal. Surge por vezes alguma discussão nas lojas relativamente a esta matéria, mas é decorrente da (des)informação que alguns colaboradores das mesmas têm. Se porventura a caixa da máquina não disponibilizar essas instruções no "nosso tuga", o importador da máquina tem de se mexer e tratar disso. Não sou eu quem diz..é a lei.

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quinta-feira, julho 22, 2010

Desorganização

Um dos aspectos que me tira do sério. A desorganização. O estado de desorganização das minhas coisas é momentâneo e sobejamente mais organizado que o de muitas pessoas que conheço.

Tenho de admitir que levo o conceito de anti-desorganização um pouco mais além do que é aceitável.Ok, muito mais além. Mas é assim que as coisas fazem sentido na minha cabeça. Há quem "apelide" de neurose...prefiro ver como sendo a minha disciplina e  devido ao facto de apreciar uma certa harmonia e arrumação nas coisas.

Para quem como eu é organizado, é um martírio viver na desorganização, ou "caos". São vários os momentos ao longo do dia em que tal acontece e não raro, é necessário uma grande capacidade de controlo para tudo flua sem grandes ondas...Mas aprende-se com o tempo..com paciência e com empenho em compreender como podem os outros viver no meio de tanta confusão e desorganização...

Por vezes não se dão conta....o que ainda é mais grave.

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quarta-feira, julho 21, 2010

GPS

Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global, (português),  são sinónimos para a tão em voga sigla "GPS" que toda a gente fala.

Há várias teorias que tentam explicar a génese deste sistema expedito de localização geográfica. Uma das que me parece ser mais credível é aquela que reflecte a resposta encontrada pelo mundo militar a uma contínua e justificada necessidade de aferir a localização exacta do inimigo, sendo que para tal daria uso aos satélites (justificando os triliões de dólares gastos no seu desenvolvimento e colocação no espaço...).

Por outro lado, muitos dos construtores automóveis optaram por massificar o gps, disponibilizando de série (inicialmente apenas para o segmento premium, mas hoje em dia banalizada nas gamas de entrada).  Há quem prescinda desta oferta (e opte por outra que entenda mais útil) e mais tarde adquira um aparelho portátil de GPS. Quer queiramos quer não, é funcional, prático, dá jeito para irmos ter a determinado sítio que não fazemos puto de ideia onde fica. Há também fóruns na internet dedicados a estes assuntos. Nestes fóruns dedicados, e a título de curiosidade, é possível fazer o download de software específico para cada um desses modelos gps que usualmente se pode comprar em qualquer superfície comercial.

 É também usual a informação das coordenadas geográficas dos locais de trabalho ou de um turismo rural em cartões de visita. Chamo a atenção para a conveniente e necessária confirmação de que essas coordenadas estejam correctas, por forma a evitar disparate. É claro que já vivi uma situação ímpar (como de resto só a mim acontece) e ter introduzido no meu gps as coordenadas de um turismo rural sito na Comporta e dar comigo no centro de  Sines. Coisa pouca, portanto.

Naturalmente que o propósito do gps, na sua essência, é de facilitar a vida às pessoas. São mais as vezes em que me facilitou, do que aquelas em que me dificultou, verdade seja dita. Um dos grandes problemas associado ao gps, tem que ver com o facto de alguns troços de estrada poderem ver o seu sentido de circulação invertido, ou mesmo cortado. Ou então as estradas novas. O gps baseia-se em informação digital transmitida por satélite e tendo por base uma cartografia pré-existente. Por vezes levantamentos no terreno efectuados há muito tempo, o que sugere desactualização do mapa. A dada altura estamos num cruzamento, e no visor do gps aparece o mar alto!

Com alguma exactidão, também é possível antever os locais onde usualmente costuma estar baseada a rapaziada dos radares de velocidade. Os utilizadores / participantes dos fóruns que mencionei há pouco, e a uma dimensão nacional, contribuem com as coordenadas geográficas aproximadas dos locais onde viram os radares (ou onde infelizmente foram autuados). Essas coordenadas são carregadas num software que depois fica disponível para ser efectuado o download e instalado nos aparelho gps de quem o quiser. Sempre que se passar no local "X" o aparelho emite um alerta sonoro de que há um radar naquela zona. E funciona. O mesmo princípio é aplicável aos postos de abastecimento, bombeiros, esquadras...etc.

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terça-feira, julho 20, 2010

Tertúlias

As tertúlias não são mais que encontros de grupos de pessoas que gostam de conversar. E que têm vidas em que lhes sobra tempo que possa ser gasto na "faladura" com outras pessoas na mesma situação / condição.

É naturalmente necessário um "esticar" e aproveitar do tempo de forma sensata. Entendo que para que uma pessoa participe num destes grupos de conversa, ou tenha quem fique a cuidar da casa / filhos, ou vive sozinho..ou então nem uma coisa nem outra. São várias as possibilidades existentes. O que interessa é a questão de existir um momento de reunião de pessoas que gostam e querem falar.

Acho alguma piada ao conceito. Dou comigo a pensar que brevemente vou poder falar de todo-o-terreno com pessoas que falam a mesma língua. Homens e mulheres, que entre outros temas, como é óbvio, estão reunidos para falar de algo que gostam. Uma tertúlia subordinada a um tema específico. Também podia haver uma que tivesse como tema quente do tipo: "As Mulheres" ou "Como perder barriga sem ficar cansado e continuar a beber cerveja". O céu é o limite como já se percebeu. E as tertúlias vieram para fcar.

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segunda-feira, julho 19, 2010

Concentração de Faro

No próximo ano, assim Deus queira, vou até à concentração de Faro. Não que seja um entusiasta do mundo das 2 rodas. Longe disso. Já aqui referi anteriormente que a "minha praia" são mesmo os automóveis...Mas adiante...

Também é conhecida a minha relação com as motas. Não nos damos bem. Uma relação complexa, que sei que pode(ia) resultar mal se algum dia comprasse uma mota. Está escrito na História. E...não tenho especial interesse em abreviar a "minha estadia por cá"!

Faro recebeu por estes dias cerca de 22.000 motards. Dos mais variados pontos do País e mesmo do globo. É um evento com uma expressão extra fronteiras e que naturalmente funciona como excelente cartão de visita para o nosso País. Também já aqui expressei a minha opinião no sentido de ser apologista deste tipo de dinamização da economia local. Parques de campismo locais  com lotação cheia. Restaurantes locais com taxa de afluência atípica (tendo em conta o resto do ano) e devidamente contextualizada assumindo a realização desta grande festa na capital algarvia.

Gosto de ver as pessoas que vão a Faro anualmente. À concentração. Não falo do motard que vemos no trânsito todos os dias e que também por lá passa. Falo do motard tipo "Hells Angels". Bigodaça farfalhuda, sem dentes à frente e uma barriga proeminente. Arruaceiro, bebe umas valentes litradas de cerveja e arrota alto. E com uma mulher / namorada, 34 anos mais nova, e com decotes até ao umbigo, já para não falar daqueles guiadores que faz com que pareça que estão em permanente ovação...

Outro atractivo, e em grande parte é isso que me está fazer ir ponderar seriamente lá com a rapaziada no ano que vem, é a festa de miss t-shirt molhada. Aquelas mulheres tiram-me  do sério, e estou determinado a falar com uma delas no próximo ano conhecer o seu interior como ninguém. Cuidar dela como uma boneca e mimá-la para o resto da vida. Espero conseguir esta façanha após amena cavaqueira durante a noite!! Falando da vida, pois claro!

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Mundo Virtual

Desde há umas décadas para cá existe no nosso léxico a terminologia "mundo virtual". Resumidamente, espelha o que de bom e mau a internet pode oferecer enquanto plataforma de comunicação entre as pessoas.

Se por um lado a internet é considerada como sendo uma "auto-estrada de comunicação", tendo em consideração a forma fluida e célere com que a informação é obtida, por outro lado, e como em tudo, se fôr mal utilizada, para fins dúbios e perversos, cai por terra o seu real objectivo - transmissão de dados / informação em tempo infinitesimal rápido.

É igualmente neste mundo de "portas abertas" que têm lugar os mais variados episódios surreais. Seitas que aderem ao sistema de vídeoconferência e cometem suicídios em massa, o Bin Laden que coloca online filmagens em que provoca os USA, instigação de homicídios, pornografia (com todas as suas variantes), e por aí adiante. São centenas de milhar de exemplos que podiam ser dados. E é gritante a falta de controlo.

Não raro, também é na internet que se concretizam negócios / transacções, se podem pagar contas, transferências bancárias, encomendar as compras do hipermercado, ler o jornal / revista, e centenas de outras soluções à distância de um clique no rato.

Importa pois dotar quem de direito dos instrumentos necessários para assegurar uma monitorização contínua da informação que diariamente dá entrada neste meio.

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sábado, julho 17, 2010

Crimes em Portugal

São raríssimos os momentos em que passo os olhos em alguns jornais diários. Refiro-me a jornais do tipo do "Correio da Manhã" (CM) e o recentemente extinto "24 Horas". Basicamente quando vou ao barbeiro, enquanto aguardo a minha vezm e para desviar os olhos de algum corte de cabelo daqueles de "revirar os olhos".

Não lia o CM há já algum tempo. Donde, é perfeitamente legítimo que tenha demorado mais tempo a assimilar toda uma série de diferenças que existem hoje em dia relativamente a exemplares de anos passados. Uma das "inovações" passa por ter sido introduzido um mapa de Portugal, que sumariza os crimes que aconteceram na semana anterior. Primeiro nome da vítima, idade e móbil do crime. Curiosamente constatei que alguns crimes que ocorreram naquela semana foram perpetrados por amantes (60%). Outros pelos cônjuges (20%) e outros (10%).

É sabido que é este tipo de notícia que "vende", ou que dá picos de audiência aquando da abertura de um bloco noticioso. A desgraça alheia. É esta a razão pela qual o CM  ainda existe. Utiliza a mesma fórmula de sucesso desde há muitos anos (sendo que deixou de existir o poster da mulher nua central). Contrariamente ao "24 Horas" que teve um período aureo enquanto foi novidade. Mas ainda assim não destronou o jornal mais sensacionalista de sempre. Que já passou por maus momentos, como é sabido, mas que sobreviveu.

Portugal é um País de brandos costumes. Não se passa nada, não temos psicopatas assassinos, tivémos uma tentativa de  assalto gorada há pouco tempo (que resultou numa baixa mortal de um dos assalta), um padre madeirense pedófilo (a juntar a todos os outros do caso Casa Pia) e algum sangue por altura dos atentados da FP 25 de Abril, ou o famoso crime do Baleal, ocorrido há algumas décadas, daquele pai/marido (recentemente solto) que matou a família toda. De resto, nada a assinalar.

Importa também fazer um pequeno apontamento à forma "eficaz" de funcionamento do nosso sistema judicial. A actual moldura penal existente, sugere um máximo de 25 anos para crimes do estilo daquele do Baleal. Ou seja, o tipo que matou a mulher e filha (ou filhas, não me recordo). Com a eventual benesse de não ter de cumprir a totalidade da pena, se houver bom comportamento.

É por esta e por outras situações que Portugal nunca sairá da cepa torta..

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sexta-feira, julho 16, 2010

Deputados

Ser  deputado hoje em dia é um risco. Cada vez mais é uma realidade que ganha contornos. Tem-se vindo a ouvir com  uma frequência acima da média que o número de deputados da Assembleia de República (AR) é superior ao que efectivamente é necessário.

Esta análise surge num momento especial. Recessão económica. Foi preciso que se chegasse a uma das piores recessões de que há memória para que os partidos da Oposição entendessem que deviam manifestar o seu descontentamento face ao elevado número de representantes dos maiores partidos com assento parlamentar: PS e PSD.

Contudo, advogar a ideia de um downsizing do número de deputados na AR sugere dificuldades. Para começar, por acabar a "mama". E mesmo para os partidos que defendem a redução...porque a redução também os atingirá! Por outro lado, para aqueles deputados que são quadros superiores / gestão de topo em várias empresas que por aí existem, deixam de receber"o dízimo" mensal. O que convenhamos, ainda é bastante, se compararmos com o aufere quem tem como meio de subsistência o rendimento mínimo.

Outro tema, são os "eurodeputados", que, coitadinhos e por estarem deslocados, recebem subsídio de deslocação (eg: custos que tenham fora de Portugal), uma viagem por mês a Portugal paga pelo erário público..entre outros mimos "baratos". A boa notícia é que o crivo do Presidente da AR "apertou", e o descontrolo das viagens dos eurodeputados é menor. Ou a utilização das milhas que foram sendo acumuladas nos seus cartões...e para as quais, foi recentemente deliberado que reverterão para a compra de viagens.

Outro tema, por sinal "quente", diz respeito às viagens da "filha do maestro" a Paris. Claro está, e parece-me que têm de ser pagas. E certamente não sairá do bolso dela. Paga o mesmo de sempre - erário público. Faz parte, pois então. E outra coisa não seria de esperar, à boa maneira portuguesa.

Tenho para mim que a principal função do deputado (quer os que dão um ar da sua graça no Parlamento, quer os que estão deslocados) passa por representar cabalmente a vontade de quem os elegeu. Não faz sentido que seja doutra forma. A questão é que, como se sabe, há sessões plenarárias que são marcadas pelo "bate boca", e quando toca a trabalhar, "tá quieto". Neste aspecto objectivo, e verdade seja dita, congratulo-me todos os dias quando realizo que tenho um Primeiro Ministro óptimo para "manobras de diversão". Discutir o acessório fugindo da discussão do principal. É bom na réplica das acusações / observações da Oposição. Nada mais.

Há algumas décadas atrás, ser deputado era sinónimo de se receber muito bem. Com a vantagem (hoje em dia não é mais possível), de serem feitas votações sem estarem presentes os deputados. Magia. Na "liga de honra" dos eurodeputados, também existem algumas histórias giras e memoráveis...como o caso de um conhecido deputado, que a um dado final de semana solicitou ajudas de custo para vir a Portugal...e foi descoberto em Bruxelas..a jogar golfe. Basicamente, foi arrecadado o dinheiro da viagem....mais uma vez, eventualmente. E não (foi) será um caso isolado.

Em jeito de conclusão, e para devolver a credibilidade que merece (e resta) ao sistema político português, é importante que tenham lugar debates e discussões construtivas em dese parlamentar. Que cesse o "bate boca" que não é mais do que perda de tempo, sendo que perda de tempo é sinónimo de "não trabalho". Sou a favor da redução em 50% do número de deputados. É tempo de terminar com o despesismo e urge encontrar grupos de trabalho que efectivamente mereçam essa designação. E que não se perca tempo a discutir assuntos sem interesse algum, queimarem tempo e depois irem todos almoçar juntos!!

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quinta-feira, julho 15, 2010

Sonambulismo

Não tenho memória de episódios de sonambulismo onde tenha sido interveniente ou mesmo a personagem principal. O que não deixa de ser estranho. Estranho, na medida em que que episódios únicos é mesmo comigo.

O sonambulismo, conquanto que seja "circunscrito às quatro paredes" de uma casa pode até  ser uma coisa engraçada. Senão vejamos: Tudo o que quisermos dizer de mal da nossa cara-metade ou de algum colega que viva connosco, podemos dizê-lo nesses momentos. Temos a chamada "imunidade" porque somos (ou queremos estar naquele dia) sonâmbulos. Ninguém no seu juízo perfeito vai acordar um sonâmbulo!! Reza a crença popular que muito mal vem ao mundo se tal acontecer e que o sonâmbulo nunca mais consegue adormecer na sua vida! Donde, é aconselhável não fazer mesmo nada. Apenas desviar as coisas do seu caminho. O "sobrinho-da-avó-do-tio-de-uma-colega-lá-do-serviço" há 15 anos que não dorme, porque era sonâmbulo e acordaram-no uma vez. Está em Alcoitão numa tentativa de voltar ao que era. Até hoje. Um jovem acabado de sair da faculdade!!

Moral da História: Nunca acordar um sonâmbulo!!!

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quarta-feira, julho 14, 2010

Altruísmo

Por definição, é o oposto do egoísmo. Tenho-me como sendo um ser altruísta..alguém que se preocupa com o bem-estar dos que me rodeiam, e não descansa enquanto não o consegue. Pode parecer a "canção do bandido", mas é um dos valores que norteia a minha forma de estar na vida.

É claro que há o reverso da medalha. Mais cedo ou mais tarde, e imaginando um determinado período de tempo, sou invariavelmente surpreso pela negativa. Até hoje, tem sido sempre assim. A verdade inquestionável pois então. Foram raras as vezes em que encontrei ao longo da minha vida alguém com a mesma disponibilidade e preocupação com os outros. E normalmente naqueles em quem deposito mais confiança, ou por quem nutro uma estima maior...

O altruísmo sugere tempo. Disponibilidade. Dedicação. Interesse. Toda uma série de factores que nos dias que correm são dificilmente conjugáveis. Ou por outra, poderá sugerir pessoas com vontade (ou pouca) de conjugar os mesmos...

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terça-feira, julho 13, 2010

Vidas Passadas

Há uns meses atrás escrevi sobre as sessões espíritas. Nessa mesma altura escrevi também sobre fantasmas. E eis que agora partilho a minha opinião sobre vidas passadas.

Confesso que sou um verdadeiro entusiasta de tudo aquilo para o que ainda ninguém ganhou um Nobel por conseguir explicar. Existe uma corrente estudiosa destes assuntos, das vidas passadas, que defende que o que somos hoje é o reflexo do que fomos noutra vida. Assim sendo, se alguém foi muito "bom" noutra vida, tem uma recompensa na actual vida. Quem por outro lado foi mau...temos pena, mas é altura de pagar as maldades.

Com toda uma série de azares com os quais me tenho deparado, rapidamente tenho de pensar em gastar uns cobres e contratar os serviços de alguém especializado em regressões. Talvez consiga perceber quantos homicídios cometi (ou mandei cometer) e/ou quantas crianças afoguei. Estou certo que todo o santo dia algum "ajuste" tem de ser feito ou mais uma "conta precisa ser paga".

Quer as regressões, quer as sessões espíritas são eventos que respeito demasiado. Muito embora a minha crença, personalidade e feitio não sejam coniventes com este tipo de situação ou descoberta, sou de opinião que todos os credos devem ser respeitados. Respeitarmo-nos uns aos outros. Naquilo em que cada um de nos acredita. Mesmo que seja em questão de vidas passadas!

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segunda-feira, julho 12, 2010

Atendimento do 112

Confesso que há episódios em que tenho a certeza que é possível ver passar o espectro de cores do arco-íris  na minha cara.  Houvesse alguém por perto e não teria dificuldade alguma em perceber a passagem de um estado de acalmia ao estado em que freneticamente procuraria uma quina viva para bater com a cabeça.

Tenho-me como sendo um cidadão zeloso e cumpridor das minhas obrigações.  Zelosamente honro as minhas obrigações pagando os impostos que o meu tão querido Governo me cobra, deixando-me a cada mês que passa com menos dinheiro. Entre outras coisas. Ah..contribuo também para o pagamento do vencimento do senhor Silva que já me atendeu alguns telefonemas no número de emergência.

Tenho a certeza absoluta que é sempre o mesmo senhor Silva que me atende as chamadas. Pode parecer coincidência, mas numa moldura temporal de cerca de 4 anos a esta parte, das 5 vezes que liguei para o 112 foi sempre a mesma voz monocórdica que me atendeu. A mesma cadência na voz, o mesmo timbre e o mesmo...sotaque. É aqui que eu o topo e apanho na curva. O sotaque nortenho que não me engana.

Acredito também que sempre que ligo para o 112 o faço directamente para casa dele em Tabuaço. Por coincidência, em 3 das vezes que liguei foram depois do almoço e duas outras vezes tiveram lugar no início da madrugada. Horas de descanso merecido, portanto. Daí a justificação da demora no atender a chamada. Podia estar alguém a ser esfaqueado e a jorrar sangue pela jugular que o se ouviria o seu sotaque e calma habituais a atender mais uma chamada.

Como será lógico depreender, tenho mais que fazer do que perder tempo com chamadas desnecessárias. Se marco o número de emergência por alguma coisa é. Ou porque necessito, ou porque quero chamar a atenção das autoridades competentes para alguma situação. Também sei o modo de funcionamento das chamadas urgentes. Por onde "entram", como são triadas e a informação que desejavelmente o Sr. Silva espera obter. Idealmente, as coisas têm tudo para funcionar bem. Até porque há umas dezenas de anos todos nós ajudámos a comprar umas centrais telefónicas do mais evoluído que há...

Mas nem tudo é simples e linear. O Silva tem o dom de me irritar. Sempre forneci indicações precisas e objectivas. Sumárias. Em tom calmo, sereno e nunca entrando em pânico. Do outro lado espero que alguém entenda e saiba diferenciar cabalmente a diferença entre "Onde", "Como", "O que foi visto / aconteceu" e "O que preciso activar". E claro, só tenho tido azar. Eu e o Sr. Silva não nos damos nada bem. E se começo o telefonema brando, com calma e com imensa paciência e vontade de ajudar...acabo com vontade de ir ao centro de atendimento destas chamadas e ter uma conversa de "pé de orelha" com o Silva. Porque efectivamente, está mal na actividade profissional que desempenha. Devia procurar algo menos stressante e que lhe ocupasse menos da sua parca actividade cerebral. O estudo da reprodução das borboletas autóctones da Somália ou das ursos polares no Alaska..

É importante que este serviço de emergência funcione. Aliás, não basta funcionar. É necessário que funcione bem. De forma expedita e sempre profissional. Por forma a que seja possível prestar socorro. E salvar uma ou mais vidas. Se fôr caso disso.

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domingo, julho 11, 2010

Subsídio de Desemprego

Não tenho dúvida alguma que a actual taxa de desemprego  seja uma das maiores dores de cabeça do actual Executivo. É igualmente verdade que a promessa dos 150.000 postos de trabalho não foi mais que uma "bandeira" durante a campanha eleitoral para angariar mais uns votos.

Há uns largos anos atrás fui inscrever-me numa das delegações do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional). Tinham passado cerca de dois meses que tinha concluído o curso superior, e começava a desesperar, na medida em que enviava muitos  meu cv´s sem que fosse obtida qualquer tipo de resposta. Resolvi ir directamente aquele que na minha opinião seria o local certo, e onde encontraria umas 20 propostas de emprego com o meu nome.

Para quem nunca teve necessidade/vontade de ir a um local destes, importa desmistificar algumas coisas. Não "caem os parêntesis na lama" a ninguém por ser visto numa delegação do IEFP. Muito pelo contrário. Demonstra pro-actividade, interesse, vontade de resolver uma situação que poderá ser mais (ou poderá ser menos) prolongada. Por experiência própria sei que o leque das oportunidades de emprego é ampliado quando se procuram mais alternativas que as usuais (eg: jornais e internet). Os centros de emprego são um bom exemplo de alternativa possível aos canais normais de divulgação. Até porque as ofertas de emprego que lá figuram, na esmagadora maioria das vezes não são publicitadas recorrendo a outros canais (custa dinheiro publicitar...).

Lembro-me que uma das coisas que me ficou gravada na memória, desde então, foi o facto de a partir do momento em que a pessoa estivesse inscrita num destes centros de emprego, não poderia recusar sempre as ofertas de emprego comunicadas. Salvo erro, na altura, não se podia recusar mais de duas vezes.

Quis o destino que passadas duas semanas encontrasse um trabalho, e prontamente comuniquei essa situação ao IEFP. Deve ser algo raro, pela estranheza com que me fitaram...E é precisamente aqui que quero chegar. Quantas e quantas pessoas há por esse Portugal fora que recusam ofertas de emprego nos dias que correm? Por algum azar da vida deixaram de trabalhar nas empresas onde estavam...mas, o caminho não passa por recusar as ofertas que existem, e continuar a "mamar" à conta dos demais contribuintes no activo. Sim, em primeira e última análise, eu enquanto contribuinte, pago para que outros possam ficar em casa, de perna estendida, a ler as ofertas de emprego no jornal, e a receber o belo do subsídio de desemprego. Limpo, sem qualquer imposto incidente. Conheço algumas pessoas assim. Infelizmente.

A culpa não é das pessoas que apenas e só usufruem e exploram um vazio legal. A culpa é do Executivo, que não possui mecanismos eficientes de cruzamento de informação acerca dos desempregados. Importa perceber quem e há quanto tempo não está empregado. Quem e há quanto tempo recebeu propostas de emprego e recusou. Quem e há quanto tempo não frequenta as acções de formação dirigidas a desempregados nos centros de formação. É inconcebível (e insustentável) que se possa ficar ad eternum a receber o subsídio de desemprego.

Este deve ser um tema tratado com a seriedade que merece e não com a ligeireza que se percebe existir ao longo de décadas.

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sábado, julho 10, 2010

Orgulho

O orgulho é daquelas coisas que, ou se tem, ou não se tem. Em última análise, e para os que o têm, o orgulho é mais "sensível". Noutros, logicamente, será menos.

No meu caso, e por ser do tipo "orgulho sensível", já me custou algumas amizades. A velha questão do achar que "dou mais do que aquilo que recebo" ou por outras palavras, em função daquilo que as pessoas estão dispostas a dar. E quando confrontadas com essa realidade, dizem ser mentira ou estou a exagerar. Que no meu entender, e para mim, é o pior que me podem fazer.

Outro bom exemplo de como sou orgulhoso, tem que ver com o facto de não gostar mesmo nada de pedir favores. Detesto pedir favores a quem quer que seja.  Não obstante na generalidade das vezes as pessoas pensarem de forma diferente e sem pejo algum pedirem favores. E eu não saber dizer que não...

Enfim...o orgulho é "lixado"...

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sexta-feira, julho 09, 2010

Vaidade

Mais um dos temas que me é particularmente querido. Quem tem ou teve o privilégio único de privar comigo pessoalmente sabe que sou um "bocado grande" vaidoso. Gosto de me sentir bem, diria eu.

Não vejo a vaidade como sendo um pecado mortal. Aliás, em abono da verdade confesso que tenho uma carta prontíssima para ser enviada para o meu grande amigo Ratzinger aludindo exactamente a esta temática que me assola por vezes o pensamento. Na minha humilde e singela opinião (e que sei que o "Ratz" leva em consideração), a vaidade deve ser de imediato retirada da lista dos 7 pecados mortais. Nota: É certo que nem todas as listas de pecados mortais são iguais ao longo da história...mas interessa que na lista mais actual, a vaidade é elencada como sendo um deles.

Concluindo, não vejo a vaidade como algo necessariamente mau. Conquanto  seja moderada. A vaidade, moderada, é um reflexo do facto de nos sentirmos bem. Do nosso interior. E gostamos de exteriorizar essa imagem. Uma pessoa que se sinta em baixo não vai escolher vestir um polo verde lima ou rosa choque! Ou antipodamente, uma pessoa que se sinta bem, não vai optar cores pretas (embora aqui não seja tão linear)...

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quinta-feira, julho 08, 2010

Inveja

Infelizmente, um dos pecados que melhor conheço . Não por ter inveja de quem quer que seja. Nunca tive ou senti inveja do que quer que fosse. Muito pelo contrário. Se alguém tinha algo que eu não tinha, melhor, ficava contente por esse alguém.

Já vivenciei o sentimento de inveja. Por parte de pessoas que se diziam minhas amigas. E isso penaliza e compromete substancialmente toda e qualquer análise minha, que desejavelmente se pretenderia abstraída de qualquer emoção ou crítica pessoal.

O facto de ter tido uma vida na qual os meus pais sempre tentaram, na medida das suas possibilidades dar o que conseguiam, fez (e faz) confusão a muita gente. Reforço a sequência acima destacada a negrito, na medida em que recorrentemente algumas pessoas se "esqueciam" deliberadamente da mesma. E frequentemente emitiam juízos opiniosos quando tal não era solicitado. Os mesmos pensamentos tinham, como mais tarde percebi, origam neste sentimento vil que não mais é que a inveja.

Estou contudo convicto que a vida se encarregará de mostrar a certas pessoas o quão cruéis podem ser, inconscientemente, com determinadas observações. É certo que as palavras têm a importância que se lhes dá. Mas também é certo que quando são proferidas por pessoas que estimamos..têm outro significado. E outro pêso.

Demoroualgum tempo até que  desenvolvesse mecanismos próprios e que permitissem o alheamento deste tipo de crítica. Ou simplesmente de devolver o "mimo" ao remetente do mesmo, questionando o/a visado(a) se o mesmo(a) tinha conhecimento de ter sido cometida alguma ilegalidade (eg: roubo, venda de droga) para que eu comprasse algo. Normalmente resulta e o/a visado (a) ficava sem jeito. E desiste.

Há outros tipos de inveja. Profissional. Alguém que é promovido e consegue criar anticorpos em alguns colegas, que interiormente são de opinião que a promoção devia ser deles.
Enfim...há coisas piores!!

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quarta-feira, julho 07, 2010

Soberba

Dizem os livros que soberba é tida como sendo um sentimento negativo e caracterizado pela pretensão de superioridade sobre outras pessoas, levando usualmente a manifestações ostensivas de arrogância e por vezes infundadas.

Sem grande novidade, todos teremos presentes exemplos de soberba. Ocorrem-me grupos extremistas, ou mais à esquerda ou mais à direita, os tão em voga fanatismos religiosos e mesmo a tão debatida e esmiuçada orientação sexual. É claro que alguns exemplos entre tantos outros onde a soberba é facilmente perceptível.

É também claro que todos os elementos que integram estes grupos têm algo em comum: na esmagadora maioria das vezes são pessoas destituídas de razoabilidade. Vem-me à memória, por exemplo, os grupos de extrema esquerda (ou de direita), em que os elementos mais novos (em termos de idade), fazem parte destes grupos só porque ....sim. Não conhecem a história contemporânea. Não sabem / conhecem a doutrina marxista / leninista / estalinista ou o que está na génese do nazismo. Em alguns casos, nem sequer sabem o nome do hino de Portugal. Já para não falar da letra...e dizem-se patriotas. 

Contudo, e como refiro acima, os tais grupos fazem toda a diferença, até porque, paralelamente à realidade dos tipos mais novos, que não sabem o que estão a fazer naqueles grupos, há outros tipos que são verdadeiros conhecedores. E são esses que atestam que a soberba existe e veio para ficar.

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terça-feira, julho 06, 2010

Ira

Ira é possivelmente um dos piores pecados mortais, no meu entender. Não quero com isto dizer que existam pecados mortais "bons". Quero dizer sim que este é um daqueles pecados mortais que simboliza o perder o controlo ou o auto-domínio. Passar de um estado de acalmia para um estado nervoso / agitado.

A forma como muitas pessoas comutam entre estes dois estados (calma e ira), é variável, ou seja, depende de pessoa para pessoa. Uma pessoa mais calma, mais serena, salvo raríssimas excepções, não assumirá um estado de desassossego tão característico de uma pessoa irada, nervosa ou ansiosa. O poder de encaixe reduzido, o ser uma pessoa pouco dada ao diálogo ou não estar habituada a ser contrariada, são factores que concorrem para uma passagem extremamente rápida de um estado de aparente calma para um estado de declarada inquietude.

Há estados irados que conseguem provocar o medo. Olhar sem expressão, voz mais alta em 4, 5 oitavas do tom normal, veias do pescoço próximas de sair da pele...são alguns dos sinais característicos.

Com o pêso da idade e com a experiência de vida que vou tendo, chego à conclusão que não vale a pena stressar com coisas irrelevantes. Aliás, o que quer que pensemos, tem a importância que lhe damos. E na maioria das vezes, essa atribuição / avaliação das situações não é correctamente efectuada. O que potencia enormemente uma visão individualista e muito própria de algo...e ajudando à festa o não aceitar pontos de vista diferentes...faz com que o atingir o estado de irado seja uma questão meramente temporal.

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segunda-feira, julho 05, 2010

Preguiça

A preguiça é o pecado mortal que todos nós já experimentámos. Não há ninguém que não conheça a preguiça. Há é pessoas que a sabem combater de forma mais eficiente.

A preguiça assume as mais variadas formas e feitios. Pessoalmente, e no meu dia-a-dia tenho aversão à preguiça. Tento combatê-la com todas as minhas forças. Preguiça é sinónimo de pouca determinação, de pouca força e de pouca energia. É o viver conscientemente  um estado de apatia confortável. Sem grandes tumultos ou turbulências a uma harmonia criada.

O preguiçoso é  uma pessoa que tipicamente não gosta de pensar. Gosta que pensem por ele. É alguém que trabalha bem sob pressão, porque não tem condutas de disciplina, não consegue impôr a si mesmo objectivos claros e bem definidos, e naturalmente que não conhece regras. É também alguém que vejo como calão e normalmente aprecia essa condição. E cada vez mais, e nas mais variadas situações, são evidentes os casos.

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domingo, julho 04, 2010

Luxúria

O terceiro pecado mortal é sabido que está intimamente associado com outros pecados mortais. Muito resumidamente é a facilidade com que alguém se deixa dominar pelas paixões.

Na minha mente, luxúria e sexo estão intimamente associados. A prostituição, a sodomia, a pornografia, o incesto, a pedofilia, a zoofilia (ou bestialismo), a masturbação, o fetichismo, passando pelo sadismo e pelo masoquismo,  e bem como outros tantos desvios sexuais e pecados relacionados com os prazeres da carne.

É um pecado mortal não  muito desenvolvido, na medida em que tem associado um tema tabú nos dias que correm. Sim, quase 40 anos após o regime fascista, ainda existe uma grande aversão / reserva no que toca a falar sobre este tema (sexo) e consequentemente neste pecado.

Tenho ideia que será um pecado que existe no ideal e dia-a-dia de muitas pessoas. Por vezes envolvendo traições. As associações que refiro acima fazem certamente parte da rotina diária de homens e mulheres e que encontram neste pecado a satisfação dos seus desejos mais íntimos. Um complemento à sua relação marital, ou o encontrar fora de casa o que não encontram dentro dela.

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sábado, julho 03, 2010

Avareza

O segundo pecado mortal sobre o qual opino está intimamente associado à palavra egoísmo. A pessoa avarenta é aquela que prescinde de algo a que associa um menor valor, guardando para si aquilo que tem como mais valioso. Resumidamente, é isto.

Nos dias que correm, é fácil relativamente simples ser-se avarento. Basta pensar apenas e só em si mesmo. Abstrair-se do conceito de convivência em sociedade. São variadíssimas as aplicações que poderia elencar como exemplos, desde o facultar apontamentos errados aos colegas da faculdade, entre colegas de trabalho não existir a iniciativa de partilhar informação relevante, ou mesmo situações que têm lugar nas relações afectivas ou de amizade e que todos conheceremos.

Existe a tendência para que a avareza seja cada vez mais evidente na nossa sociedade. O não incutir o espiríto de partilha (e outros valores importantes para o moldar da personalidade de alguém) associado a uma taxa de natalidade pouco mais que singela (síndrome do filho único) contribuem de forma ímpar para esta situação.

Uma rápida introspecção, permite perceber de forma rápida que em algum momento da nossa vida já fomos (ou somos) avarentos. Quem disser que nunca foi...mente. E carece de ter cautela...porque há muitos telhados de vidro....

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sexta-feira, julho 02, 2010

Gula

O primeiro dos sete pecados mortais que aqui desenvolvo. Sem qualquer tipo de razão especial.

Entendo por gula um desejo incontrolável de algo. Associo usualmente à comida. Terminar uma refeição substancial e ainda ter  um "pequeno espaço" para mais um doce ou um copito de digestivo (mesmo sabendo que se está satisfeito).

Também encontro na gula a explicação para muitos dos depressivos(as) serem obesos. Encontram na comida um "conforto" e mesmo sem vontade e razão aparente continuam a ingerir alimentos / bebidas / fármacos. Chocolates, bolachas, etc.

Importa pois estar-se atento aos sinais de isolamento e à compra compulsiva de guloseimas. Podem ser evidência de uma depressão...e da necessidade de comprar roupas mais largas!!

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quinta-feira, julho 01, 2010

Treinadores de Futebol

O treinador de futebol é para mim uma peça importantíssima neste mundo intrincado e complexo que é o do futebol. Contudo, e contrariamente à importância que lhes é normalmente atribuída, não os vejo como mais do que um profissional que tem um poder de persuasão fora de série, ou seja, alguém que consegue que um grupo de futebolistas lhe obedeça. É preciso é saber-se como. Como levar a água ao moinho...ou a bola à baliza.

Não posso, nem quero deixar passar em branco o episódio da prestação do seleccionador nacional da equipa portuguesa neste momento único que foi a nossa participação no mundial de futebol. Aproveito para dizer que o entusiasmo que sinto ao falar da bola é o mesmíssimo que sinto ao falar de uma corrida de caracóis. A leitura que faço desta nossa participação num mundial é minha, e vinda de um leigo em matéria de futebol e saliento igualmente que decorre apenas e só do que assisti no nosso frente à equipa espanhola.

A selecção nacional esteve bem neste jogo. Foi notório o esforço enquanto equipa, e não tenho qualquer dúvida que houve um herói na noite do jogo: o guarda-redes português. Os restantes...e a dada altura...(como vem sendo habitual), perdeu a "unidade" tão necessária para fazer frente aos espanhóis. Porquê? Porque temos mais uma vez se constata que há muitos candidatos ao "papel principal" neste teatro e é possível assistir a verdadeiras exibições disso mesmo. Jogadas individualistas, sem visão de jogo. É claro que o resultado não poderia ser pior.

Este jogo em especial deu também para perceber o quão depressa alguém passa de "Bestial a besta". Se bem que este seleccionador nunca tenha sido "bestial". Nem com o 7-0 frente à Coreia. Neste jogo, a troca de um jogador mostrou que é sempre algo similar à clássica analogia do "pau de dois bicos". "Ah, e tal, mas foi substituído um jogador que estava a jogar bem". O que me leva a perguntar..."Então o jogador que entrou não podia ainda jogar melhor que o que saiu? E marcar logo 4 golos de rajada?" Não se sabe. O que é sabido, é que por uma infeliz coincidência a Espanha marcou um golo. De resto, e aqui entre nós, um golo nada de especial. Eu próprio marcaria um golo mais bonito. Mais elaborado e que certamente iria ser do agrado de todos os portugueses que assistiram ao jogo.

Infelizmente este tipo de análise não foi bem a mesma que a dos jogadores (principalmente a daquele que ostentava a braçadeira de capitão). Qual puto desautorizado, de forma tão sua, avançou a teoria de que a culpa era do treinador. Típico. Esqueceu-se por exemplo que o treinador não está dentro das 4 linhas do campo - não joga, e esqueceu-se ele mesmo de correr durante o jogo. Mas isso são pormenores, claro.

Quantos aos demais treinadores "special ones" que falei num texto anterior, não me merecem qualquer comentário. Como costumo dizer relativamente a este tema, é tudo uma questão de sorte. Vários momentos de sorte, se preferirem. Mas como em tudo, o arauto da desgraça tarda mas não falha. E alguns momentos áureos terminarão. Com o consequente declínio daqueles que tem um Ego tão inflamado que se esquecem de ser humildes.

Estarei cá para assistir à queda. E quem ri por último ri melhor. E com mais vontade.

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