Começo por dizer que vejo o voluntariado como algo de muito nobre. Pessoas que após de um dia de trabalho "hipotecam" e abdicam do seu tempo em Família, em missão de voluntariado, só podem merecer o meu respeito e apreço.
Frequentemente, o voluntariado está direccionado para os sem-abrigo, para as famílias carenciadas, para pessoas que por alguma razão plausível e concreta ficaram sem algo que lhes permitisse a subsistência (emprego) tendo o destino "atirado" as mesmas para a rua. É nesta fase do texto que se deve dizer que constato uma alheação consciente e continuada por parte dos sucessivos Governos desta realidade. Sei de casos em que as instituições de solidariedade (patrocinadas pelo Estado) são as menos "preocupadas", as menos "presentes" e as menos "caridosas" para com as pessoas necessitadas do que os próprios voluntários que acabam por vezes por suportar as despesas do seu próprio bolso. Dentro dos voluntários também há quem tenha mais preocupação que outros. Como em tudo. E por vezes bastaria que se olhasse com mais atenção para estes quadros e fossem disponibilizados mais meios e verba (q.b) para fazer face a esta problemática que tendencialmente será agravada (recessão económica e perda postos de trabalho).
Subsiste no entando o reverso da medalha. E aqui perdoem-me, mas tenho de ser crítico, . Há muito boa gente, como já mencionei no texto dos sem-abrigo, que não se quer "mexer" à procura de um trabalho ou ocupação que lhe valha o sustento. É mais fácil arrumar carros (e ganhar uma boa maquia ao dia), ter a comida à borla à noite dada pelos voluntários e por aí adiante...do que ir procurar trabalho. Se entendo (e acabo por aceitar) no caso de pessoas com idade provecta, não entendo que tal aconteça nos tipos madraços. Pessoas jovens, com bom físico para ir trabalhar (nas obras há sempre trabalho), acabam por preferir viver no ócio. É mais fácil, claro está. E todos contribuimos para que assim seja.
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