Não percebo a política de contenção dos sucessivos Executivos. Aliás, em plena época de crise económica, "piscando um olho" ao possível eleitorado e numa tentativa de ganhar os" tais" votos a maioria absoluta, constroem-se estradas. Ainda há bem pouco tempo ouvi na televisão que se vai construir mais um troço de estrada algures no Norte, cujo orçamento estimado ronda algumas centenas de milhar de euros. Fiquei a pensar se, num rasgo de loucura do actual Executivo, não se teria sido adjudicada a construção de uma estrada para a Lua!
As estradas são naturalmente importantes na economia de uma Nação. A par e passo com o mar e o ar, constituem uma via de comunicação que permite o escoamento de pessoas e bens. São de inquestionável importância. Contudo, parece-me que tem de haver contenção. Mais a mais, não me parece que esteja em causa o asfaltar de estradas de terra! Um pouco à semelhança daquele que tem sido o crivo relativamente às grandes obras públicas (eg: TGV , novo aeroporto e a 3ª travessia sobre o Tejo), também nas estradas deveria haver uma análise e estudos ainda mais aprofundados sobre as necessidades (imperiosas ou não) e as consequentes implicações nos dinheiros públicos. No final do dia, todos pagamos o tal troço de estrada que vai começar a ser construído algures no futuro. Sem que usufruamos do mesmo.
"Respeitar para ser respeitado". Um dos vários lemas que norteiam a minha vida. Desde tenra idade. Sendo sincero, não acho que os sucessivos digníssimos representantes da sociedade portuguesa gastem de forma correcta aqueles que são os dinheiros públicos e não deles. Nos dias que correm, é cada vez maior o "quinhão" que o contribuinte português desconta no IRS. Desejavelmente, deveria existir a jusante uma gestão racional destes fundos. Afinal, trata-se de dinheiro ganho com suor, com esforço, e sempre na esperança de que seja bem aplicado. O que nem sempre acontece.
É nesta matéria que entendo que o nosso muy estimado e mais alto representante da Nação Portuguesa, o nosso Presidente da República, deveria intervir mais. Mais a mais, tem formação em economia, em contraponto com um falso engenheiro que ocupa o lugar de Primeiro Ministro. Contudo, e a bem da estabilidade política, decidiu-se encetar por uma "coexistência pacífica", sem tumultos, até porque são sobejamente conhecidas as diferentes opiniões relativamente a algumas rúbricas tidas como "fracturantes".É aqui que tem lugar o "princípio do fim". Da mesma forma que o anterior Presidente da República dissolveu o Governo por altura do Santana, também este Presidente devia ter tomado essa mesma decisão. A bem da Nação. Ainda que com isso fosse criar uma instabilidade política momentânea, julgo que os "ganhos" seriam significativos. Importa também reflectir na questão das reais consequências negativas...(que são avançadas sem certezas). Pouca gente avança com os pontos positivos. E há.
Concluindo, reconheço (como qualquer outro português), a legitimidade e obrigação do Presidente da República em exercer a sua capacidade de agente regularizador da economia portuguesa. Mais do que tem feito. Terá de o fazer continuamente. A bem da Nação...tem de ser revista esta "coexistência pacífica", por forma a garantir a defesa e salvaguarda dos interesses dos portugueses. No caso, dos dinheiros públicos.
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