Gigolo é um nome mais bonito para prostituto. Venha quem vier ou dêem as voltas que quiserem. Li há pouco tempo numa reportagem de um conhecido jornal semanal, dedicada a um rapazola de 29 anos que se dizia ser gigolo. Recebe dinheiro por dar prazer a mulheres, mas no seu entender não se prostituía, chegando mesmo a afirmar que por menos de 300 euros não "se deitava" com ninguém. Devo ser um bocado limitado intelectualmente porque não entendi qual a diferença para a prostituição.
Falava o artista em algumas coisas que acabam por ser verdadeiras. O turismo, que não raro brinda este "pedaço de terra à beira-mar plantado" com as mulheres ávidas dos prazeres carnais (e portugueses dispostos a saciarem essa carência), bem como o eterno problema da "mulher-casada-há-20-anos-e-que-deixa-de-ter-em-casa-aquilo-que-sabemos". Ainda que não exista uma fórmula definitiva e que dê resposta cabal a todas as perguntas..o que se retem é que os gigolos vão tendo trabalho. Ou por outra, a escassez e "falta de atenção" de alguns faz com que dê para manter de "vento em popa" a segunda actividade profissional de outros. A tal que não é declarada...
Quanto às indumentárias e discursos ridiculamente pobres que vou ouvindo ou lendo nestas pérolas jornalísticas...sem comentários. São óptimos. Conseguem divertir-me. Realmente constato rapidamente que vivo numa realidade diferente. Mundos diferentes. E que o mundo fantasioso em que estas criaturas vivem é só deles. Um universo paralelo, em que frequentemente são estas as personagens principais. Porque afinal....os deixam ser como tal.
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