segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Puritanismo

Perdoem-me aqueles que se consideram ou têm alguma pretensão no sentido de serem puritanos. Não acredito no puritanismo. Acho um conceito frágil e que em sentido estrito, é pouco sólido.

Ser puritano, sugere-me utopia. Sugere-me pouca ligação à realidade. Sugere-me uma realidade ou um mundo paralelo onde não há a maldade, a inveja, os pedófilos, e onde o Governo é nosso amigalhaço e não nos retira 30% do vencimento mensal. E nos dias que correm, há tanta maldade neste mundo, tanta injustiça, que a última coisa que vai passar pela cabeça de quem anda nesta luta diária serão os pensamentos puros.

Não me admirada nada que um dia destes a palavra "puritano" ou "puritanismo" desapareçam dos dicionários. Não faz sentido falar em puritanismo quando há fanatismo religioso, quando há pedofilia e infanticídio e genocídio. Entre outros exemplos tão nossos conhecidos.

Dá que pensar.

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domingo, fevereiro 27, 2011

Carteiras

Confesso que sou consumidor de carteiras. Não diria viciado (correndo o risco de ver beliscada a minha masculinidade), mas gosto um bocado grande de carteiras.

Falo das carteiras que andam no bolso, que guardam os cartões de crédito, os cartões dos pontos das gasolineiras, as moedas, notas (poucas que a vida está cara) e recibos de compra com um mínimo de 2,5 anos. No meu caso, e sendo demasiado organizado e metódico, não só guardo esta papelada toda (nunca se sabe quando me vão pedir evidências de alguma transacção comercial), como me sinto verdadeiramente contente por ter autênticas "armas de arremesso", tal não é o volume que a carteira passa a ter.

Há três tipos de carteira para homem: Carteiras daquelas que se usavam há vários anos no bolso traseiro das calças, outras mais vocacionadas para quem usa fato (carteiras mais sobre o comprido) e as tão clássicas e não menos famosas, carteiras de tiracolo.

Se nos primeiros dois casos os exemplos são vários e consensualmente aceites, já as carteiras de tiracolo (ou também chamadas malas) têm uma análise diferente. Distinta. E quem as usa sabe do que falo.

Quem já não deixou cair as 378 coisas que carregava nas mãos, num dia de chuva torrencial espalhando tudo pelo chão? De cócoras, com chuva a entrar nos olhos, e a esticar-se imenso para apanhar o cartão de pontos do continente e o da rádio popular que foram parar à poça de água por baixo de um carro que estava estacionado ali perto? Aqui o escriba já perdeu a conta das vezes que isto lhe aconteceu. Ao nível daquelas situações que têm tudo para figurar no "Top 10" das coisas que melhor reflectem a "Terceira Lei de Murphy"....

As malas de homem, que se usam a tiracolo, são indubitavelmente de boa construção e com um propósito perfeito e claramente definido. De pele que pode assumir várias tonalidades, e com no mínimo 490 compartimentos. Para se falar em boa mala. Diverte-me e tranquiliza-me que o vulgar pente do cabelo, usualmente colocado no bolso da frente das camisas masculinas tenha um compartimento dedicado. Ou os maços de nota que espreitam nos mesmos bolsos das camisas. Ou os corta-unhas. Enfim...uma série infindável de objectos tão masculinos, que neste tipo de mala encontra o acondicionamento perfeito e adequado.

Podem ser pouco úteis para muita gente...mas lá que dão jeito...dão!

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sábado, fevereiro 26, 2011

Recuperação

Existem vários tipos de significados associados à recuperação. A recuperação de uma doença, a recuperação de uma avaliação negativa obtida num teste / exame, a recuperação de posição menos vantajosa numa corrida, entre outras.

Em qualquer uma das recuperações que menciono acima, está subjacente e implícito algo que tenho como essencial: determinação na vitória. Vitória. Não baixar os braços. Se todos os exemplos que menciono acima são importantes, gostava na reflexão de hoje falar um pouco sobre a recuperação das doenças.

Há dois tipos de recuperação de doença: doença ligeira (e.g.: gripe, virose, traumatismo) e doença grave (e.g.: carcinoma). Em qualquer uma delas, e como se sabe, é importantíssima e vital, a força de vontade no sentido da recuperação. Meio caminho andado, diriam algumas pessoas. E não podia concordar mais. Passarei a reflectir sobre a recuperação das doenças mais graves.

Tenho tido várias experiências de pessoas próximas de mim que de forma corajosa têm vencido doenças (em alguns casos crónicas). É necessária uma capacidade extra de abstracção, assim como uma força interior enorme, que permitam combater (e não se deixar ir abaixo) de forma bem sucedida e vitoriosa. Nem todas as pessoas têm esta capacidade ou determinação. Mais cedo ou mais tarde, desistem daquela que entendem ser uma luta infrutífera e deixam que a doença leve a melhor. Errado.

O processo de recuperação é determinante na expectativa de vitória da doença. Quanto mais morosa fôr a recuperação, maior será o optimismo e determinação que se esperam que estejam presentes. E é exactamente neste "percurso", por vezes longo e com várias agruras, que por vezes advém a falta de esperança e desmotivação.

Creio que o melhor conselho que pode ser dado, é não baixar os braços. Não desistir. E de todas as formas possíveis e imaginárias, reunir forças para o combate. Diariamente.

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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Despesa e Receita

Muito se tem falado ultimamente em despesa e receita, consequência da crise económica do presente momento. Sem querer entrar numa reflexão economicista, gostava de aqui partilhar o meu ponto de vista relativamente as matérias.

Ninguém tem dúvidas de que o Estado gasta mais do que aquilo que consegue arrecadar. Ou seja, de entre vários factores que concorrem para uma maior despesa, concorre de forma inequívoca para esta variável o facto de Portugal ser um País energeticamente dependente (necessita de comprar a energia eléctrica a outros países), bem como consequência do menor volume de exportação de bens e matérias-primas (últimos anos). Assim sendo, as equações "despesa vs receita" ou "despesa vs proveito" não são equilibradas, sendo que em ambos os casos o prato da "despesa" pesa invariavelmente mais.

Não há grande coisa a fazer, e entendo que a proactividade do Governo aqui tem sido razoável. Passo a explicar. Importa nesta altura estreitar laços com os países africanos (PALOP´s), por forma a que exista uma consolidação de ligações e intercâmbios de formação e informação nestes países, contra o pagamento em géneros - combustíveis, por exemplo. Importa também que Portugal consiga penetrar mercados ricos, como o árabe, tipicamente "fechado" à entrada de nações ocidentais. Comungo também da opinião que o fortalecimento das ligações com mercados judaicos poderá igualmente ser benéfica. Ainda que a ligação Portugal-Mercado Árabe e Portugal - Mercado Judaico possa ser incompatível, por razões óbvias, podendo melindrar ambas as religiões. Custar não tenta e na actualidade, esta realidade verifica-se (ligação a nações de ambos as religiões).

Importa que nesta altura exista também um esforço interno. Parece-me que há um despesismo exagerado e tenho as minhas dúvidas se as contas públicas estarão a ser controladas convenientemente. Ainda há poucas semanas li uma notícia num jornal diário que há uma viatura avaliada em 100.000 euros propriedade do Estado. Dizia a notícia que não era conhecido o Ministério a quem teria a mesma sido atribuída.

Segundo o tão apregoado e presente pensamento de contenção, também não me parece razoável que determinados Administradores de empresas públicas aufiram um vencimento mensal superior ao do Presidente da República.

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quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Canetas bic

Tive o primeiro contacto com as canetas BIC há mais de 30 anos. Por altura da minha escola primária, quando aprendi a escrever. A minha Professora da escola primária, certamente empenhada e conhecedora da minha paixão por canetas, entendeu que não bastava uma caneta BIC de uma côr. Eram necessárias as 4 cores das canetas bic (na altura): Azul escura, preta, encarnada e verde. E religiosamente guardava as mesmas no meu estojo. Substituindo sempre que necessário (quanto terminava a carga).

É claro que tudo o que se podia fazer com uma caneta bic fiz. Desde roer aquele plástico, passando por me servir da mesma como tubo para enviar papel mascado ao Artur / Eduardo do outro lado da sala, ou ainda, ter de ouvir mais um dos vários ralhetes da minha Mãe por me ter esquecido da caneta num dos bolsos e ter a mesma rebentado nas calças.

Sei que a caneta BIC integra exposições dos mais conceituados museus a nível mundial - o MoMA em Nova Iorque (embora neste momento não esteja exposta). Concordo com a "iconização" deste objecto, na medida em que reconheço a sua importância na minha infância e juventude. Quando falhava bastava esfregar a caneta nas mãos para que a tinta voltasse a fluir e remete-me não raro para o tão famoso jingle televisivo: "BIC Laranja, BIC Cristal, escrita fina, escrita normal".

Também me escapou durante os quase 20 anos em que usei canetas BIC (e que ainda vou usando pontualmente), que a forma hexagonal permitisse agarrar melhor a caneta, que o furo na estrutura evitasse que o vácuo fosse total ou que a esfera controlasse os borrões.

As BIC foram também usadas pela Força Aérea Britânica (porque com a altitude as canetas de tinta permanente tendiam a verter ou a manchar) e era aprovada a sua utilização nas escolas francesas.

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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Caixa de ferramentas

Para começar, devo dizer que a caixa de ferramentas está para o homem, como o necessaire (apetrechado com o básico dos básicos) está para a mulher. Não cabe na cabeça de mulher nenhuma deste mundo não ter os utensílios / equipamento que lhe permita dar um "toque" qualquer e necessário em qualquer momento. A caixa de ferramentas é um pouco assim. É bom que esteja sempre por perto. Há sempre um momento em que é necessária.

Tenho umas 3 caixas de ferramentas. Tive outra, em tempos, há quase 15 anos, derivado da actividade profissional (manutenção de aeronaves). Lembro-me que ficava maravilhado a olhar para as caixas de ferramentas dos colegas mais velhos. Claro que queria ter na minha caixa os mesmos utensílios, ferramentas e material que os mesmos tinham nas deles e que me permitisse airosamente desenrascar em situações de necessidade. E tentei que assim fosse. Durante o tempo em que fui mecânico de aviões fui enriquecendo a minha caixa de ferramentas. Até ao momento em que deixei de estar nesta actividade profissional e fiz o espólio, entregando a caixa à ferramentaria (tendo naturalmente guardado para mim os utensílios por mim desenvolvidos).

Hoje em dia tenho duas caixas. Com ferramentas vulgarmente encontradas em boas casas de ferramentas e de bom material. Confesso que também dedico algum do meu tempo nos corredores de ferramentas dos hipermercados, na medida em que me dá gozo perceber as novidades que há e sua funcionalidade. Torna-se claro e óbvio que sempre que se justifica (na minha cabeça), mais alguma coisa vai direita para o carrinho de compras.

Nunca se sabe quando será necessária...Homem prevenido vale por dois.

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terça-feira, fevereiro 22, 2011

Escutas telefónicas

À semelhança de tantos outros escândalos nacionais, o recente caso das escutas telefónicas diverte-me. Em causa estão conversas mantidas entre o Primeiro Ministro (PM) de Portugal e outros arguidos no processo "Face Oculta". Se numa primeira fase, e logo no início deste processo, o PM foi acometido de uma "branca", não se recordando de nada (ou mesmo de conhecer pessoas com quem se atestou que até chegou a falar), quando confrontado com factos concretos (as escutas telefónicas têm pêso em tribunal), afinal lembrou-se de algo.

Não vou aqui perder tempo a  falar dos outros arguidos. Tal como noutros processos mediáticos, a "arraia miúda" é quem acaba por se entalar. E será o que vai acontecer também neste processo.

Em causa estão provas concretas e inequívocas de conversas entre um representante de Estado com outros arguidos do processo. Aliás, não é a primeira vez que são publicadas notícias (devidamente sustentadas e factualmente comprovadas) acerca do nosso PM. O que acontece, parece-me a mim, é que existe uma manobra inteligente dos "media", que faz com que as notícias alusivas a determinados representantes do Estado acabem por se esfumar e naturalmente caiam no esquecimento. Desde o caso da "célebre" licenciatura com cadeiras feitas ao Domingo (e cujo processo de aluno misteriosamente desapareceu), passando pelo conhecimento por parte do PM da OPA à PT, o tão mediatizado caso "Face Oculta", o caso "Freeport", o não saber gerir de forma coerente e válida as razões de ser do TGV ou do novo aeroporto, o mascarar os números do défice (em termos de valores de proveito e despesa)...são vários os exemplos que aqui podiam ser dados.

Uma escuta telefónica, enquanto prova fidedigna e validade por um magistrado, pode enjaular alguém. Qualquer cidadão normal. No caso do PM a avaliação é outra, pelo que constato. Noto que há interesses (que desconheço) em que as escutas sejam destruídas. Até já foi metido ao barulho o Presidente do Supremo e ainda que tenham sido as mesmas validadas por um Juíz enquanto matéria de facto e perfeitamente válidas para sustentar uma posição / construção da acusação. E é neste momento que fico indignado.

É importante que os portugueses se revejam e acreditem no sistema judicial português. Importa que à semelhança do que acontece nos demais países da União Europeia (UE), não exista medo de confrontar quem de direito com as acusações devidamente fundamentadas. O que os portugueses esperam é que exista mecanismos judiciais que independentemente da proeminência na sociedade portuguesa façam cumprir a Lei. Sempre.

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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Desemprego aos 40

Com a actual crise económica é cada vez maior a taxa de desempregados em Portugal. Reformulando, e para que não reste qualquer tipo de dúvida, é cada vez maior a taxa de pessoas activas que por via da crise económica fica sem emprego.

Se na idade de 20 anos o panorama já é mau (ainda assim há alguns graus de liberdade que conduzam a uma réstia de esperança), já com 40 anos a coisa fica preta. Afinal, no caso dos 20 anos trata-se de alguém que será (desejavelmente) válido, com plenas faculdades mentais e físicas. Naturalmente que não estou a falar de pessoas com limitações físicas / mentais. Para essas a análise seria outra, obviamente.

Já com 40 anos a coisa muda de figura. Afinal, tratam-se de pessoas activas, válidas, mas com uma idade que assusta o empregador. Porquê? Nunca percebi bem. Vejo alguém desta idade com um percurso de vida parcialmente feito. Com família constituída, com casa, carro, prestações para pagar (tal como noutras idades mais jovens, de resto). Custa-me perceber ou realizar o que se pode dizer, em jeito de alento, a alguém de 40 anos que fica sem o "ganha pão" de 20 anos seguidos (em alguns casos). Sinceramente, não sei. Aliás, acaba por ser um pouco encontrar a melhor forma de dizer a alguém que vai passar um mau bocado até encontrar uma nova ocupação que lhe permita custear as despesas fixas mensais. Que não vão assumir um valor inferior. Muito pelo contrário (aumento do custo de vida).

O desemprego não escolhe idades. Quer no tal caso dos 20 anos, quer no caso dos 40 anos. Onde quero chegar é que me parece ser mais fácil que a pessoa mais jovem tenha acesso a novas oportunidades de emprego (mesmo que não tenha nada a ver com a sua área de formação) comparativamente com a tal pessoa mais velha. Ainda que em ambos os casos estejamos perante duas pessoas teoricamente válidas para trabalhar. Para o empregador não é avaliada a "validade". Um dos critérios passa pela idade. E logo ali é feita uma triagem.

O que importa, para concluir, é nunca perder a esperança. E de cabeça erguida, continuar a batalhar para procurar emprego. Nos dias que correm parece-me ser a atitude correcta. E ter a esperança de que melhores dias virão.

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domingo, fevereiro 20, 2011

Terminais multibanco

Há muitos anos atrás surgiram as ATM, ou caixas multibanco (MB) em Portugal. Em paralelo, teve também início o disponibilização dos chamados terminais MB nos mais variados sectores de actividade. Bem-vindos (as) à era do dinheiro de plástico.

Entendo que este meio de pagamento, alternativo às obsoletas notas e moedas é substancialmente mais prático. Aliás, devo dizer que veio agilizar os pagamentos de forma ímpar (assim haja saldo na conta bancária associada ao cartãod e débito). Por outro lado, surgiu na mesma altura, como não podia deixar de ser, mais uma variante do crime português - a clonagem de cartões.

É claro que (como não podia deixar de ser)  já tive problemas em qualquer um dos meios que refiro acima. Desde ATM´s que me comeram cartões MB sem razão aparente, a terminais de pagamento nas caixas dos hipermercados, que a dado momento teimaram em não aceitar cartões para efectuar o pagamento. Resultado: um carrinho de compras cheio até ao tecto do hipermercado teve de ficar guardado na sala dos seguranças enquanto à beira de um ataque de nervos fui a casa tratar de arranjar um cheque.

Por altura das compras do Natal também costumo ficar "bem" disposto. Resumidamente,   tento fazer as minhas compras o mais rapidamente possível (por forma a não ficar a morrernas filas de trânsito ou à espera que a menina dos embrulhos acabe a 304ª prenda do casal à minha frente), e usualmente acabo por ter de esperar largos minutos para que os terminais do MB fiquem descongestionados, tal não são as transacções comerciais efectuadas em Portugal no mesmo minuto. O pagamento via cartão MB no terminal tornou-se tão vulgar como o nosso Primeiro Ministro dizer que não há crise económica em Portugal e que não há nem nunca houve qualquer contacto com o FMI.

Dica: Nunca perder o cartão MB de vista nos pagamentos. Conheço casos de familiares próximos que já viram os cartões clonados e depois foi uma chatice comprovar que não tinha havido utilização dolosa.

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sábado, fevereiro 19, 2011

Caramelos

Estou tentado a não começar esta reflexão de hoje sem antes ir buscar um caramelo. Sempre gostei de caramelos. Há muitos anos atrás, os tão conhecidos "Nata" - aqueles com celofone castanho como invólucro. Depois durante uns anos explorei os caramelos de fruta. E há coisa de duas semanas voltei aos de "Nata".

Os caramelos têm a clássica particularidade de quase me partirem os dentes quando os meto na boca e dou uma primeira agrafadela. Aliás, desconfio que deve ser um dos critérios de qualidade que tem de ser cumprido à saída da linha de produção dos mesmos. Um grau de dureza específico e que deverá estar próximo da dureza do diamante. E naturalmente que não me chocaria nada que alguém já tivesse perdido alguns dentes à conta de comer caramelos.

Outro aspecto que entendo ser um critério de qualidade, é a força da aderência ao céu da boca ou mesmo aos dentes que me sugere que são utilizadas colas de contacto nos caramelos. Aliás, gosto particularmente quando estou estou tranquilamente a saborear o meu caramelo e alguém me pergunta algo. O ter de controlar o "projéctil" na boca. Que pode sair disparado a qualquer momento...e atingir alguém sem querer. Ou o evitar "babar" a roupa enquanto se fala dando um aspecto de deficiente mental. São tudo coisas que associo ao caramelo. Mas nem por isso vou deixar de os comer. E controlar efeitos secundários / colaterais associados.

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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Amuletos

A questão dos amuletos é-me muito querida. Não tenho aquilo a que usualmente se chama de amuletos, embora tenha alguns objectos que associo a momentos em que tive sorte e/ou me senti protegido.

Não sou de guardar amuletos tipo patas de coelho, ferraduras ou trevos de quatro folhas. Acho piada a quem associa a esses exemplos a sorte. Sendo católico, tenho outro tipo de objectos (e.g.: pagelas) entre outras objectos associados ao culto religioso. De forma consciente e consequência da minha Fé, reconheço protecção nesses pequenos objectos. E força.

É interessante esta questão dos amuletos. Como é que uma pessoa se pode sentir afortunada, e jogar na roleta por ter uma pata de coelho no bolso, ou outra sentir-se protegida por ter um qualquer objecto benzido consigo? Dá-me que pensar.

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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Móveis

Durante muitos anos, nunca me apercebi da importância que têm (ou podem ter) os móveis numa casa. Desde há um par de de anos a esta parte, e por altura da compra de uma casa que tive, ganhei consciência dessa realidade.

Existem actualmente várias soluções para móveis. Por um lado, quem pretende bom material e um preço em conta, sabe logo que terá de programar uma ida à capital do móvel. Especificamente no Norte de Portugal - Paços de Ferreira. A tradição nesta actividade profissional e nesta zona do "rectângulo" é milenar, e quem lá vai...vem usualmente satisfeito. Há um "encontro" entre o que se pretende e aquilo que vai ser feito. A tecnologia evoluiu bastante, e hoje em dia é possível, via computador, e programas específicos para tal, e ter no écran uma ideia que será muito próxima da realidade. Contrariamente ao que acontecia há umas décadas atrás em que se dependia do rigor traço feito a lápis, mais ou menos rigoroso do Mestre Francisco (marceneiro), lá do sítio. E claro...até que houvesse obra feita..medeavam vários meses. As coisas mudaram. Em menos de nada, e consequência do tal avanço que falei, é possível mobilar uma casa inteira esperando para tal um par de meses. E com a vantagem de ser ao gosto do freguês, o que sugere originalidade.

Na última década, e explorando um nicho de mercado até então desconhecido, surgiram as soluções "low cost". Basicamente, a possibilidade de mobilar também uma casa...com metade do preço que cobra a estância onde trabalha o Mestre Francisco lá em Paços de Ferreira. O material usado consegue ser razoável (sem ser bom) e está sempre presente a chamada componente (DIY - Do It Yourself), que não é mais do que dizer "toma-lá-morangos-e-vais-ficar-um-Domingo-inteiro-a-montar-a-cómoda-do-quarto-e-as-duas-mesinhas-de-cabeceira". Ah...e a grande desvantagem, é podermos em algum momento ir jantar a casa de amigos, e a tal cómoda que achámos giríssima (e que comprámos naquela grande superfície comercial sita em Alfragide), ter uma gémea. Além disso, existe também a ideia que ao custo inferior das peças, está ou poderá estar associado o apego. Ou seja, se se estragar, deita-se fora e compra-se novo.

Meus amigos e amigas...a exclusividade paga-se. Está em causa o ter em casa uma peça de boa qualidade e única. E não é nas grandes superfícies que tal se consegue. Toca a ir a Paços de Ferreira.

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quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Trabalho e Emprego

Existe uma diferença substancial entre trabalho e emprego. Feliz (ou infelizmente), tenho conhecido muito boa gente que opta pela segunda hipótese. E às tantas, sou eu quem está errado.

Ter trabalho implica ter um horário contratualmente definido, um salário ao final do mês e claro, entre tantas outras coisas como a segurança social, o ter de pagar os impostos (cada vez mais elevados e que permitem ao Governo aludir a uma maior "receita" e diminuição do défice),  uma dedicação a uma causa, o "vestir a camisola". Reside aqui a diferença para o emprego. Em tudo é igual ao "ter trabalho" mas...quem quer um emprego, não quer trabalhar. Quer ter um ganha pão, receber ao final do mês sem se cansar muito. Outra pessoa qualquer, algum colega otário há-de trabalhar e fazer com que a empresa sobreviva. É o típico "encosta" - passa a outro e não ao mesmo.

Este é o tipo de atitude que tem o dom de me deixar fora de mim. Vivo frequentemente os problemas profissionais como se fossem pessoais (o que por vezes acaba por afectar a minha vida pessoal). Não posso admito que ninguém, em qualquer momento, ponha em causa a minha idoneidade, isenção profissional e dedicação. Mais não faço porque o dia tem apenas 24H e porque dou tudo de mim. Mas nem toda a gente pensa assim. E na maioria  das vezes, constato que um ordenado baixo justifica um claro alheamento e desresponsabilização ou incúria na actividade profissional. Muita vez com a conivência dos superiores hierárquicos que optam por não expressar opiniões pessoais.

Na minha opinião, são estes grãos de areia que devem ser eliminados das engrenagens que são as empresas.

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Moções de censura

Moção de censura, é como o próprio nome indica, uma censura, uma manifestação dos partidos da oposição e em desacordo com o Governo em exercício.

É curioso que aquando da moção de censura, constato que nem sempre há frontalidade e verticalidade, por parte dos partidos da oposição. Aqueles que passam a vida a "miar" o resto do tempo. Chegado o momento, votam contra a moção de censura ou abstêm-se. O que não deixa de me divertir substancialmente. Afinal, tanta coisa para no final....votarem contra, penso eu.

Esta é daquelas coisas que abomino na política. A falta de coragem. A falta de verdade. E claro..a falta de coerência. Mas tenho ouvido dizer que só é bom político quem é bom mentiroso...E se calhar tem razão de ser.

Por outro lado, a moção de censura, em si, é um instrumento que tem vindo a ser erradamente utilizado. Ou que se ameaça utilizar e depois nada. À última hora, aqueles que tudo indicava que votariam a favor da moção de censura....roem a corda. Foi o que o CDS-PP fez nesta última semana. E mais uma vez, deu-me que pensar.

Próximo Tema: Trabalho e emprego

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Apreciações pessoais

Aceito que qualquer pessoa possa ter uma apreciação/opinião pessoal relativamente aos mais variados assuntos. É normal e desejável que assim seja, diria mesmo. Até aqui não há novidade. A questão que me faz ficar com os pelos em pé passa por frequentemente me deparar com pessoas que opinam sobre tudo e por nada, e não concebem opiniões diferentes da sua - os chamados donos da verdade.

Ter uma apreciação pessoal sobre um determinado tema é perfeitamente legítimo, assim exista uma sustentação do raciocínio. Ensinou-me a minha actividade profissional ao longo dos anos, que mais importante que a resposta final, é perceber-se como se chegou até à mesma. E em discussões com amigos (e não só), interessa-me a apreciação pessoal que me é passada...e perceber como se chegou até à mesma. Parece complexo e algo calculista...mas não o é. Resumidamente, está intimamente ligado ao poder de argumentação que falei num dos meus textos antigos.

Para terminar, acho maravilhoso que todos possamos ter apreciações / opiniões diferentes uns dos outros. Contudo, é importante que tenhamos sempre em consideração que as opinões, quando partilhadas com outras pessoas, devem ser devidamente suportadas, e não se abusar do argumento "ouvir dizer que, acho que", que por vezes, pecam por ser facciosas.

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domingo, fevereiro 13, 2011

Regateios

Contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que regateei. Sei perfeitamente que por vezes se conseguem descontos consideráveis, e em tempos de crise, nada melhor que agarrar as notas não as deixando voar da carteira. Donde, faz sentido regatear.

Contudo, não tenho paciência nenhuma para regatear. Entendo que só baixa o preço quem quer. E detesto pedir para que o façam. Dá logo a ideia que estou a pedir um favor à pessoa que pode baixar o preço: "Veja lá se me faz um desconto neste par de ténis e abdique do seu lucro". E detesto pedir favores. Mesmo.

Também é certo que se não pedir, ninguém baixa o preço pelos meus lindos olhos. Quando alguém me oferece um desconto do nada, sem eu ter pedido...algum mal está para vir ao mundo. Como se costuma dizer "não há almoços grátis", da mesma forma que ninguém se atravessa com uma informação de desconto. É impensável. É igualmente preciso saber como pedir um desconto. É preciso perceber um pouco de psicologia humana por forma a ter uma abordagem criteriosa, sensível e acima de tudo...eficaz. Não basta querer.

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sábado, fevereiro 12, 2011

Recusas de emprego

Há uns anos atrás, quando terminei e licenciatura, fiquei uns tempos (cerca de 2 meses) sem encontrar emprego. Talvez tenha sido menos tempo. O que interessa é que voluntariamente me fui inscrever na delegação do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) da minha área de residência.

É claro que, à boa maneira tuga, a descoberta da tal delegação não foi imediata. Poderia ter sido, mas não seria a mesma coisa. Os portugueses gostam de complicar, e claro que tive de perder tempo a procurar a famosíssima delegação, quando, na minha leitura, as coisas podiam ser resolvidas na internet (para quem tem e usa). Mas não. Valeu o facto de nesse tempo não ter compromissos profissionais e ter podido pular de delegação em delegação (regra geral o site do IEFP não está actualizado).

Adiante. Lá descobri qual era a delegação e inscrevi-me. A partir desse preciso momento, passei a constar das estatísticas do INE (Instituto Nacional de Estatística) como sendo licenciado e estando sem emprego. Desde já refiro o facto de não concordar com este indicador. Passadas duas semanas surgiu uma oportunidade de emprego, que me agradou, e aceitei-a. Zeloso das minhas responsabilidades cívicas, fui à tal delegação do IEFP e informei do sucedido. Devo ser a única pessoa da história de Portugal que o fez até hoje. A mulher ficou a olhar para mim como se lhe tivesse pedido um rim. Mas enfim. Onde quero chegar é que o tal indicador de "licenciado-desempregado" não deve ser  dos mais actualizados, o que me sugere números virtuais e passíveis de não corresponder à realidade. Aposto o que quiserem.

Durante estas duas semanas de interregno, fui convidado a participar em algumas sessões em grupo com uma socióloga (ou psicóloga). Não me recordo em concreto, e desde já peço desculpa aos profissionais de ambas as áreas que me lêem. Sei serem áreas distintas, mas confesso que a minha memória já não é o que foi. A conversa que houve entre esta profissional e os desempregados (nos quais se incluía o vosso escriba) em sala assumiu contornos daquilo a que chamo "intelectualmente ofensivo". Tenho a certeza absoluta que por altura da minha passagem pela pré-primária, tive conversas mais construtivas e interessantes com a minha educadora. E sinceramente, se aquelas duas sessões em que estive presente são uma amostra do que acontece no restante País, meus amigos e amigas...tenho a dizer que compreendo o porquê de Portugal ser comummente considerado como um "País em vias de desenvolvimento".

Não está em causa ser engenheiro ou não. Está em causa a adequação do discurso às pessoas que se encontram naquela sala de aula. Se há engenheiros, psicólogos, advogados, cozinheiros e motoristas de camiões TIR, o discurso não tem de ser nivelado por baixo. Nem por cima. Há formas de se conseguir fazer passar a mensagem sem que o mais culto em sala se sinta medíocre, ou o menos culto não apanhe nada do que é dito. Chama-se a isso o meio termo, e é algo que se aprende de imediato nos cursos de formação - adequar o discurso ao público em sala. Quem não o sabe fazer...não devia orientar ou conduzir sessões de grupo para desempregados. Arrisca-se a levar com um sapato na cabeça, por parte de alguém que se sentiu ofendido.

A razão de ser destas sessões é perceber qual o perfil de entrada dos desempregados de Portugal. Subsequentemente, e após análise (quero eu acreditar) é dada entrada destas pessoas numa base de dados e, assim que apareçam oportunidades de emprego que o IEFP entenda que são adequadas à pessoa em causa, é a mesma contactada no sentido de perceber se há interesse ou não em aceitar as mesmas. Nessa altura, só se podiam recusar duas oportunidades de emprego.

No meu caso, e no espaço de duas semanas, surgiram duas oportunidades de emprego. A primeira, lamentavelmente tive de declinar. Não porque me desagradasse a mesma, mas porque era pedida alguma experiência profissional - A aliciante actividade de cozinheiro para um hotel ali na baixa pombalina. Tendo dito à menina do IEFP que era engenheiro e que gostava de trabalhar na área, só posso acreditar que a mesma entendeu que o meu futuro passava pelos tachos. Vai daí, colocou à minha frente a oportunidade única de singrar na vida como "Chef" num hotel da baixa. Declinei pela falta de experiência profissional. E ficou-me a restar uma recusa.

Quase a terminar as tais duas semanas em que não encontrei nada, o IEFP voltou a contactar-me para lá me dirigir. Desta vez com uma proposta irrecusável e que teria mais a ver comigo - Electricista Auto. Eu, que tenho alguma dificuldade em entender numa tomada eléctrica qual o positivo e o negativo, que apenas e só sei que nos carros a energia eléctrica é dada pela bateria...estava  a ser confrontado com a oportunidade única de ingressar neste mundo maravilhoso dos automóveis. Fiquei de pensar no final de semana e foi quando surgiu a oportunidade de ir para a consultoria em engenharia. 

Na Segunda-Feira seguinte fui o primeiro Cliente da delegação e dei baixa da minha necessidade de emprego. O que acontece, na maioria das vezes, é que as pessoas são confrontadas com oportunidades de emprego que nada têm que ver com a sua formação profissional. Confirma-se esta realidade o que acabo de referir. E, creio ser errado alguém ser penalizado pelo facto de não ter aceite duas vezes algo em que não iria poder dar o seu melhor. E para o qual não tem qualquer vocação ou habilidade.

A situação requer outra análise quando há vontade em perpetuar a "mama" do subsídio de desemprego e passar os dias inteiros a não fazer puto. Aí sim, reconheço a legitimidade da penalização. E quanto mais severa melhor.

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sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Desenrasca

Se há coisa em que os portugueses são bons, é nos desenrascanços. Quer no plano profissional, quer no plano pessoal, são variadíssimos os exemplos que aqui poderia dar e que sem sombra de dúvida atestam esta verdade absoluta.

Penso e acredito piamente que é esta a postura que tem de ser assumida nos dias que correm. Aqueles que são atados...não têm nem terão a vida facilitada. É muito importante que nos dias que correm, as pessoas desenvolvam e exercitem  a capacidade de agilizar o pensamento, serem mais expeditas nas decisões, por forma a conseguirem ser mais desenrascadas e não "entupir" a vida dos outros. E isso nem sempre acontece.

Todo o santo dia me deparo com aqueles que chamo atados. Ou empatas, como preferirem. Aqueles que têm de pensar 46 vezes antes de dar uma resposta. E para uma pessoa como eu, que tem desenrascado como segundo nome, a situação assume proporções gravíssimas. Já se esperava, claro. E não raro perco a paciência. E faço com que o meu interlocutor perceba isso.

Também acredito que quando mais limitado intelectualmente fôr alguém, menos desenrascado será. Ou seja, entendo que é alguém que deve ir ter um curso intensivo qualquer, na "universidade da vida", e ter dias inteiros da cadeira do "desenrascanço". Só assim poderá evitar que a vida de terceiros seja afectada.

Para terminar, basta olhar para os últimos tempos da minha vida para perceber o quão desenrascado posso e consigo ser. Uma reviravolta de 90º, e que fez com que toda uma série de prioridades tivesse de ser rapidamente revista e que tivesse de ir buscar forças a qualquer lado. E...tem dado resultado. Não sou homem de desistir. Dificilmente me deixo ir abaixo com o que quer que seja, e se em dado momento me deparo com um desafio que me parece complexo, em pouco tempo encontro forma de o combater e dar a volta. É esta a minha forma de estar na vida.

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quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Bater no fundo

Nos últimos dois ou três anos são várias as pessoas que conheço que bateram no fundo. Na minha ideia, bater no fundo é deixar de ter onde se agarrar, e sozinho afundar-se. Sem que ninguém estenda a mão.

Contudo, há algumas explicações para alguém bater no fundo. Uma delas será, penso eu, alguém entender dar um determinado rumo à sua vida, depois de ter sido aconselhado (a) por quem lhe está próximo para não o dar. Lembro-me por exemplo do flagelo da droga. Em que na maioria das vezes se constata que várias pessoas que até tinham uma boa condição sócio-económica, não só perderam a mesma, como em alguns casos perderam a vida, após uma vida sofrida e antípoda à que em dado momento chegaram a ter. Isto é bater no fundo.

Outro exemplo, poderá ser alguém que desilude outrém. Por exemplo, alguém por quem se nutre algum tipo de estima, consideração, em algumas situações e tendo em vista o proveito próprio, hipoteca  alguns valores e mostra o seu pior lado. E por vezes, de forma irremediável, na sequência de atitudes indesculpáveis. Pela sua gravidade, claro.

É importante que as pessoas regularmente façam exercícios no sentido de perceber o quão fundo estão a ir. Importa, em alguns momentos, parar e pensar. Por vezes, não se dá conta do quão se divergiu relativamente a algo que até era de fácil entendimento. E daí ao bater no fundo...é um tiro.

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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Protecção à força

São cada vez mais os agentes da autoridade (ou seguranças privados) que oferecem os seus préstimos a empresas, particulares, em horário pós-laboral. Objectivo? Garantir a segurança de pessoas e bens.

Na sua essência, não vejo mal nesta situação. O que me parece algo estranho é aquilo que aconteceu no Porto há uns largos meses atrás, e em que se comprovou a organização de vários grupos que prestam este tipo de serviço. E que lutam por zonas. No caso, discotecas. E quando menciono organização, aludo directamente a uma organização qual...máfia. E que se pauta pelas mesmas regras....morte, por ex.

É aqui que na minha opinião reside em grande parte o problema. Parece-me lógico que a autoridade policial não dá conta do recado / vazão às necessidades várias que vão surgindo. Falta de efectivos policiais, verbas limitadas, pagamento de horas extra, logísticas complicadas...sugerem "entropia", "areia na engrenagem" e ..claro, é no final, uma forma de levar mais algum para casa no final do mês. Assim sendo, constituem-se grupos perfeitamente organizados e que utilizam ou têm acesso a outro tipo de meios que a autoridade não tem: Carros melhores, comunicações, cinotecnia e armas. Como já disse...não vejo mal. Mas quando se avançam determinados argumentos menos claros...e por exemplo, ser sugerida segurança numa zona em que nem sequer há histórico de roubos...parece-me claro que alguém se está a fazer ao dinheiro. Claro que dá que pensar e acima de tudo, ninguém arrisca hoje em dia pôr em causa o negócio ou ser assaltado passado uma semana depois daquele grupo ter oferecido segurança...e ter sido recusada a proposta....

Há coincidências...

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terça-feira, fevereiro 08, 2011

Má postura

A palavra “Ergonomia” vem de duas palavras Gregas: “ergon” que significa trabalho, e “nomos” que significa leis. Hoje em dia, a palavra é usada para descrever a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se à tarefa”.

Contudo, e enquanto ciência multi-disciplinar que usa conhecimentos de várias ciências, tais como: anatomia, antropometria, biomecânica fisiologia, psicologia, etc… usa os conhecimentos adquiridos das habilidades e capacidades humanas e estuda as limitações dos sistemas, organizações, actividades, máquinas, ferramentas, e produtos de consumo de modo a torná-los mais seguros, eficientes, e confortáveis para uso humano.

São cada vez mais as posturas incorrectas que se percebem todos os dias. Desde a forma como alguém se senta na secretária até à forma como são carregados os sacos de compras do carro para casa. Ou ainda como apanha um papel que caiu. Há as chamadas "boas práticas" ou formas correctas de fazer tudo isto e há as má práticas ou se quiserem, as formas incorrectas. Claro que 98% das pessoas estas últimas, as erradas. Como de resto seria de esperar.

Se em algumas situações, uma má postura resulta logo numa daqueles dores chatas, tipo "torcicolos", noutras pode mesmo levar a situações mais graves. Já acordei duas vezes (que me recorde) com a perna direita presa - uma caimbra fortíssima que me fez ver estrelas.

Sou de opinião que se devia insistir mais na adopção de boas posturas. Desde as mais tenras idades e por forma a garantir que conseguem um crescimento sadio. E nem sempre se sabe ensinar correctamente. O que é assustador.

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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Segurança Social

Tenho a consciência que o actual sistema da segurança social português é deficiente, tem inúmeras falhas e em poucos anos irá colapsar. Lamentavelmente, devo dizer.

Creio que já aqui deixei a minha opinião sobre este tema. Algures o ano passado. Contudo, e durante estes meses que medeiam estes dois textos, nada foi feito. À boa maneira portuguesa. "Ah e tal, são coisas que demoram a mudar". É certo. Compreendo. Mas também constato que ninguém fez puto, ou por outra, ninguém teve a coragem de pôr o dedo na ferida e ir ao âmago da questão. Mais uma vez, ninguém tem os "ditos no sítio" para o fazer. É tão mais fácil deixar as coisas andarem como estão...mais a mais as pessoas até já estão habituadas ao sistema...

Choca-me o facto de muitas empresas (cuja identidade seria fácil de conhecer, assim houvesse um cruzamento de informação entre os trabalhadores no activo e os que descontam), tendo em vista um "incoming" (leia-se lucro) adicional, não faz o desconto obrigatório por Lei para a caixa / segurança social dos mesmos. Com esta atitude, as empresas não só comprometem de forma incontornável o futuro dos trabalhadores, como espelham o que de mais vil existe nas mentalidades de algumas pessoas que têm empresas. É pena que não exista a possibilidade de chicotear na praça pública estes gestores e seguidamente regarem-se as costas dos mesmos com alcóol etílico.

Na minha opinião, e à semelhança do modelo norte americano, devia ser concedida a liberdade de escolha ao trabalhador, sem que a responsabilidade e obrigação de desconto / comunicação à "caixa" fosse inteiramente atribuída ao empregador. Nos EUA é possível que o trabalhador tenha acesso a outras soluções, que passam pela constituição de fundos pessoais e capitalizáveis mensalmente. Parece-me mais adequado. E mais justo.

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domingo, fevereiro 06, 2011

Carteiristas

É sabido que a vida dos carteiristas tem os dias contados. Se há uns anos atrás era uma actividade lucrativa, consequência do "investimento" dos turistas na mesma, hoje em dia a coisa complicou. E muito.

O turista abonado deixou de vir para Portugal. Ou se vem, não vai certamente andar de eléctrico em Belém. A sua temporada é passada no Sul do País, onde lhe é permitida a actividade do golfe e degustação do peixe fresco, afastando a oportunidade dos carteiristas terem o seu ganha pão. O turista que anda no eléctrico (quando não empoleirado) é o chamado "turista do pé descalço". Tipicamente com idades compreendidas entre os 17 e os 35 anos, conseguiu o feito de vir da Bélgica até Portugal à boleia, acha piada ao campismo selvagem, a que o corpo não veja sabão e água durante 5 semanas, é avesso aos laços que o prendem a qualquer coisa e é normalmente destituído de bens materiais. Anda o ano inteiro de chinelos, de Inverno com meias e de Verão sem meias. Têm usualmente o chamado cabelo "rasta" até meio das costas (eles e elas), admiram o Bob Marley, e não raro transportam uma casa inteira dentro da mochila. A vida encarregar-se-á de mostrar a estes líricos que nem sempre é bom pensar-se assim.

É claro que a esmagadora maioria dos carteiristas tem de rever a sua vontade e dedicação nesta actividade. A menos que se mudem para o Sul do País e sugiram ao amigo Sócrates a implantação de uma linha para eléctricos que faria a ligação entre Vilamoura e a Quinta da Ria, auguro fraco sucesso nesta tão conhecida actividade.

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sábado, fevereiro 05, 2011

Tesouros

Sempre que há alguma reportagem sobre tesouros fico de imediato com as "orelhas em pé", na medida em que penso de imediato que sou a única pessoa que naquele momento está a ver a reportagem e que finalmente chegou a hora de enriquecer. Mais vale tarde que nunca.

Contudo, não tenho tido sorte. Parece que cada vez são menos os locais de tesouro. Os que há, são conhecidos e guardados 24/7, o que me dificulta substancialmente a vida e atrasa a "engorda" da conta bancária. Desconhecia que por exemplo, na activade de mergulho, em que são visitados galeões naufragados ou aviões (guerra ou não) , e em cujo interior existe material com valor, não pode o mesmo ser retirado do interior. Naturalmente que já passou pela cabeça deste vosso escriba inscrever-se num destes cursos de mergulho, viajar até um destes destinos (onde se sabe existir algo afundado), e sem ninguém dar conta, "subtrair" algo para dentro do fato de mergulho. Se fosse porventura fosse apanhado, fingiria estupefacção e incredulidade. Ou adoptar teorias mais rebuscadas de alteração "estados físicos" de algumas partes morfológicas do meu corpo relacionadas com a excitação do acto do mergulho em si. Certamente que seria internado a seguir.

Sei também que existem os chamados "caça tesouros". Penso que serão pessoas que não têm mais nada que fazer na vida, porque se tivessem um dia de trabalho normal, das 0900H às 1800H, pouco tempo (e paciência) lhes restaria para irem para a praia com um detector de metais. Assim sendo, única explicação plausível que encontro, é serem magnatas excêntricos. Que aliam o facto de gostarem de viajar (e mergulhar), bem como têm tempo de sobra para este tipo de actividade. Parece-me injusto. Uns com tanto e outros com tão pouco...

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sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Rivalidades entre claques

Diverte-me a existência das claques de futebol e mais ainda que se degladiem no início e  finais dos jogos. Percebo também que, ainda que as suas equipas possam perder o jogo, o que interessa é dar umas valentes murraças nos sacristas da claque adversária. Resumidamente, o jogo da bola é a justificação para que, tipicamente ao final de semana alguns arruaceiros mostrem o quão medíocres são.

A questão que se coloca, e que na minha opinião foge ao controlo policial, tem que ver com o desconhecimento completo da organização, da dimensão e da perigosidade de algumas claques. Sei de há muitos anos a esta parte que há membros nas claques oriundos de grupos neonazis, alguns militares e outros seguranças. Se em alguns casos não interferirá em nada, já noutros poderá significar um acesso mais fácil a armamento e outros utensílios vulgarmente utilizados pelas forças de segurança.

Em Lisboa, é conhecida a rivalidade entre o Benfica e o Sporting. De há uns largos anos para cá, tenho ideia que esta rivalidade se tem amenizado, sendo que não tenho conhecimento de cenas de pugilato, cabeças partidas ou outras mazelas tão comuns nestas alturas. Se as há, não são objecto de interesse jornalístico. Já quando o Porto vem à capital ou o Benfica vai às Antas..as coisas fervem. Dizem-me alguns adeptos do FCP que preferem ser sportinguistas a serem benfiquistas. Há um ódio de estimação que roça o visceral, e sendo leigo em matéria de futebol, nunca entendi (nem quero perder muito tempo a pensar nisso).

Acho despropositadas as imagens televisivas que vi há dois dias de um polícia com o tronco fora do carro em movimento, com uma shotgun na mão e a mandar afastar um carro de adeptos portistas que seguia próximo do autocarro do Benfica que trazia os jogadores no regresso a Lisboa. Pelo que percebo, quando o Benfica vai ao Norte (estádio do Dragão), o "corredor" que existe na auto-estrada é enorme e começa bem antes do Porto. Para servir de alvo aos calhaus.

Não sei se alguma vez irá dissipar-se esta rivalidade. O que sei, e o que me parece, é que existe uma imensa permissividade por parte de quem tem como obrigação a manutenção da ordem pública. Note-se que até são conhecidos os dirigentes das claques, que, em última análise, terão de responder pelos desacatos provocados pelos membros das mesmas. E nem sempre tal acontece. Avançam com a ideia de que não conhecem as pessoas responsáveis pelos desacatos. Dá que pensar.

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quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Vida Dupla

Percebo ao longo dos últimos meses os inúmeros casos de pessoas que vivem vidas duplas. Em primeiro lugar, julgo ser importante parabenizar estas pessoas pela forma exímia como o fazem, em alguns casos. Em segundo lugar, e como menciono num dos meus textos , acredito que a vocação profissional em vários casos esteja errada. O mundo do representação anseia por "sangue novo".

A vida dupla anda de "mãos dadas" com a traição. Ninguém tem dúvidas. O que me chama à atenção é a(s) razão(ões) que leva(m) uma pessoa a manter uma vida dupla. Durante anos em alguns casos. Não seria mais fácil terminar a farsa de relação que se tem e apostar na tal relação paralela que faz a pessoa correr os riscos? Porque não "oficializar" as coisas? Meus amigos e amigas, apresento-vos a adrenalina. Na maldita descarga da mesma que alguém sente aquando da experimentação do perigo, e neste caso, objectivamente, no proibido. Por outro lado, um argumento que tem vindo a ser avançado por algumas pessoas, com quem falo, e que me parece justificativo para este tipo de comportamento, é o facto de não se querer terminar a relação "oficial", porque a vida já esteve melhor. Ou seja, em nome da estabilidade social e financeira, aposta-se na relação de fachada.

Consta que é preciso que alguns sentimentos sejam imediatamente colocados de parte. Não há amor, não há vontade em construir algo / projecto de vida. Na esmagadora maioria das vezes, procura-se neste tipo de relação volátil aquilo que não há em casa. A tal chama, a atenção, o mimo, o carinho. E não é descabido que se encontrem estes elementos numa relação paralela. Afinal, "it takes two for a tango", e assumindo que ninguém é coagido a viver uma vida dupla, assume-se que há uma necessidade das mesmas coisas, partilhada por ambas as partes da tal relação paralela.

É praticamente impossível falar em vida dupla sem falar em traição, como menciono acima. São temas que têm vários aspectos em comum. Ao longo da minha vida, tive conhecimento de casos de pessoas que conseguiam manter duas famílias durante vários anos. Acho isto delicioso e francamente elucidativo das potencialidades da mente humana. Ocorre-me também que estas pessoas devem ter 5 empregos e não dormem. Mais. Manter uma relação afectiva, durante anos e ter a mesma prestação no "bem bom"..é obra. Mesmo. Ou seja, não levantar suspeitas. O que me leva a pensar que além do mundo do espectáculo, em particular um determinado segmento de filmes teria excelentes actores, tal não é a "performance"...

Mais uma vez menciono a necessidade do Diálogo. Nunca é demais. Importa também que ambas as partes da relação estejam atentas a sinais estranhos. A falta de vontade de falar, respostas evasivas, falta de líbido, um volume de trabalho "anormal" durante alguns meses....são na minha opinião, alguns dos sinais que devem ser tidos em linha de conta.

Em todo o caso, é sabido que continuará sempre a existir alguém que quer mais do que aquilo que tem em casa. Muitas vezes nem tendo uma verdadeira necessidade. Só porque sim. Porque gosta de algo diferente. E há muita gente que pensa assim...

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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Prendas para os políticos

Assisti ontem a uma peça televisiva num dos telejornais da noite relativamente ao facto de um conhecido autarca nortenho estar a ser julgado pelo facto de ter recebido algumas prendas por parte de ex-autarcas, ao que era noticiado. A peça teve início com o mesmo a jurar que desconhecia o paradeiro de um Rolex oferecido cujo valor rondará os 9.000€. Acho  piada....ao facto de ser ter perdido um Rolex e ainda conseguir verbalizar uma frase conexa. Se tivesse acontecido comigo, passaria a andar vestido de preto e chorava todos os dias pelo simples facto de não saber onde parava o meu querido relógio.
Não sou nada contra as prendas para os políticos. Muito pelo contrário. Acho que se devem oferecer prendas em coerência com a "obra feita" do destinatário. E nunca com dinheiros públicos. Devem ser pagas do próprio bolso. Presentear alguém que não faz puto pelas autarquias, é o mesmo que dar pérolas a porcos. E piora o cenário quando as coisas há os crentes, que só conhecem verdades absolutas, e erradamente "compram" todas as mentiras que políticos menos escrupulosos vendem.

É precisamente aqui que quero chegar. Nos USA, o Presidente tem de recusar prendas que ultrapassem determinado valor. Tipicamente as que são oferecidas pelos cóngeneres Chefes de Estado. Não é complicado que sejam onerosas. Um antigo político português, que actualmente ocupa um cargo de relevo no Parlamento Europeu, ofereceu ao homem mais poderoso do Mundo (aquele que manda nos EUA), uma lapiseira que avaliada em cerca de 300€. Sessenta notas de conto na moeda antiga. Confesso que isto me deixa um pouco revoltado. Por acaso até foi um político que "abandonou o barco" numa altura em que Portugal precisava... Não está em causa o valor da oferta. Está em causa o gesto. E vindo de quem é...Não acho correcto. 

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terça-feira, fevereiro 01, 2011

Contrariedades

Começo por dizer que esta reflexão não pretende dissertar acerca do não gostar de ser contrariado. Isto para aquelas "aves necrófragas" que abriram logo este texto na esperança de me ver completamente "estatelado" no chão. Quem já me conhece há algum tempo bem certamente estará ansioso(a) por ler esta reflexão, naturalmente com o firme e determinado objectivo de me conhecer melhor. Todos os dias aprende-se algo sobre mim, dirão muitos. E não se afastam da realidade.

Um dos grandes problemas com os quais me deparo, e que me deixa a pensar muitas vezes, tem que ver com o facto de não reconhecer no comum mortal capacidade de argumentação. Pelo menos aqueles com quem mais me relaciono. Não é querer ser melhor que os outros. Não o sou. De todo. É constatar um facto simples e objectivo. Gosto de perceber a réplica que as pessoas têm. E infelizmente, ou porque não têm essa capacidade, ou porque não querem argumentar, fico no desconhecimento.

Outra questão que constato frequentemente é a preparação que as pessoas têm para uma discussão. E aqui, na minha opinião, reside uma das maiores causas das contrariedades. O "ouvi dizer", para mim vale zero. Começo a hiperventilar quando alguém começa assim uma frase. Um pouco como a moda do "É assim". Reviro os olhos e procuro uma ponta de faca para vazar uma vista. É mesmo de quem não sabe falar. E sei logo de caras que vou ser contrariado. Certinho e direitinho.  Regra geral, nem sequer discuto quando percebo a fraca capacidade de resposta. Já numa situação mais objectiva em que preciso ou quero uma resposta e a mesma me é concedida sem que reconheça a devida sustentação...as coisas assumem um resultado complexo e que nem sempre me deixa bem disposto. Também é certo que todas as outras pessoas podem (e devem) viver bem com a minha má disposição, mas também não é menos verdade que me reservo ao direito de não gostar de pessoas que medíocres e básicas.

Adicionalmente, a "cereja no topo do bolo" surge com o meu poder de encaixe infinitesimal. Aqui sim..já experimentado por várias das pessoas que me lêem neste momento e que em algum momento já experimentar o sabor do fel aquando de uma contrariedade aqui do escriba. Não é nada bom, reconheço. Sem dúvida que é algo que tem de ser trabalhado - estou muitíssimo empenhado em tal - mas não se vislumbram resultados. Até ao momento. Mas não vou desistir.

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