sábado, maio 14, 2011

Fatalismo

A visão permanentemente fatalista das coisas tem o dom de me tirar do sério. Nunca nada está bem, o mundo inteiro está contra essa pessoa e não nada de bom acontece. Tudo o que acontece é mau. Deverá ser evitada esta abordagem e forma de estar errada na vida.

Não me admirava que uma qualquer Universidade do Estado do Arkansas, à semelhança do que já nos habituou noutros estudos interessantíssimos, chegasse à brilhante conclusão de que quem é fatalista vive menos. Porque vive em conflito permanente, porque vive ansioso e ainda vive sempre angustiado. E isto caros leitores e leitoras, é mau. Péssimo. Desgasta, cansa e torna as pessoas irritadiças, sem paciência e com uma visão muito particular (nem por isso correcta) de tudo o que acontece à sua volta.

Um dos factores que contribui para que alguém seja fatalista, acaba por ser a envolvente em que essa pessoa se move ou vive. Acredito que seja complicado para alguém ser optimista, ou encarar a vida com positivismo quando quer em casa, no grupo de amigos e com colegas de trabalho perceba que estes estão desmotivados, não vêem solução à vista e deixaram de acreditar há muito que é possível que exista felicidade. Ou momentos menos maus.

Outro factor (entre vários outros) tem que ver com a força interior que a pessoa tem. Com a sua capacidade de análise e reactividade quando perante uma situação menos boa. Não será por ter tido um "toque" com o carro há 15 anos que as pessoas deixam de conduzir. Azares acontecem, e ninguém está livre deles. Neste caso concreto, só não acontecem a quem não anda na estrada!

É o chamado factor imprevisível. Como este exemplo haverá muitos mais. E...só não há solução para a morte.

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