sexta-feira, maio 20, 2011

O "berço"

São muitas as situações com as quais me deparo no dia-a-dia e que me sugerem a questão do "berço" de cada pessoa. 

Refiro-me a "berço" quando quero aludir ao facto de por vezes constatar que não existe educação, que não se sabe estar ou de simplesmente não serem conhecidas as regras básicas da convivência sadia (e harmoniosamente educada) para com outras pessoas. Exemplos típicos serão o cumprimentar alguém quando se chega a algum sítio, a forma de se dirigir a alguém com mais idade, o ceder passagem numa porta (e o abrir da mesma), o não iniciar a refeição antes de toda a gente ter a comida no prato, entre tantas outras situações.

Confesso que me diverte de sobremaneira a ostentação de quem não tem berço, ou por outras palavras, é "pato bravo". Alguém que não sabe falar ter um carro "xpto", porventura na esperança que o carro fale por si. Aliás, se os carros que muita gente ostenta falassem pelos donos, não haveria iletracia em Portugal. É claro que esse alguém faz o que quiser com o seu dinheiro, mas também me assiste o direito a pensar o que quiser. E que fique bem claro que em momento algum desdenho aquilo que não tenho.

Dizia-me a mãe de alguém há uns anos, que o "berço" não se adquire. E o dinheiro não compra. Ou se tem, ou não se tem. Duas possibilidades claras e inequívocas. E convido os/as meus/minhas seguidores/as a fazerem um exercício. Quando se lembrarem desta reflexão, pensem nas pessoas que vos rodeiam. Os vossos amigos e amigas. Vejam quantas pessoas são educadas a preceito. Daqueles antigos. Saberem estar. Saberem conversar (e escrever). Conseguirem ter bom gosto. Terem cultura. Terem uma mente estruturada e interessante. E talvez cheguem a conclusões engraçadas. Eu já cheguei.

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