segunda-feira, maio 23, 2011

Pedir a mão

Um daqueles temas que apenas se me oferece imaginar como será. Se algum dia vier a acontecer, naturalmente. Não faço ideia, nesta altura do campeonato. No entanto, não deixo de olhar para alguns amigos meus e tentar imaginar o que terá sido sentido pelos mesmos quando foram pedir a mão da "noiva" e futura mulher.

Há muitos heróis. Vangloriam-se de feitos e de situações pelas quais já passaram evidenciando a sua coragem. Ninguém coloca isso em causa. Mas poucos são aqueles que já passaram por esta imensa e importante prova de masculinidade. Falo de algo "masculino" não medida em que não me recordo de alguma vez ter tido conhecimento de uma mulher que tivesse pedido a mão do "noivo" ou futuro marido à futura sogra. Não seria inédito ou abusivamente chocante. Digamos que seria diferente. Fora do normal.

Dou comigo a pensar em casos que me são próximos. O futuro sogro ser confrontado com o pedido da mão de uma das suas filhas (ou única) no dia em que conhece o genro. Aliás, penso não raro que tipo de assuntos devem ser abordados antes, nesse encontro. Para preparar o coração do ancião para o choque daí a pouco e que passa por anuir em ver entregar a mão (e o resto) da sua menina a outro macho.

Se e quando algum dia o fizer, naturalmente preocupado com a aceleração que o coração do futuro sogro poderá ter naquele instante, optarei pelo envio prévio de um e-mail. Ou um fax (se for um sogro avesso às novas tecnologias). Comunicando no mesmo propósito do encontro. Assim como assim posso evitar uma taquicardia ou mesmo um enfarte de miocárdio nos casos de pessoas mais sensíveis. 

É claro que tudo poderá ser minimizado se houver um relacionamento entre ambas as partes (futuro genro e futuro sogro). Aí vão sendo dadas pequenas dicas ao longo do tempo. E evitam-se surpresas repentinas. E ter-se-á um sogro com uma saúde de ferro durante muitos anos!

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