terça-feira, maio 10, 2011

Reestruturações

Reestruturações é a "palavra de ordem" que mais se tem ouvido nos últimos dias. Em plena campanha eleitoral, e com as mais recentes recomendações do FMI, o governo demissionário e os candidatos a Primeiro Ministro têm de interiorizar esta palavra.

Tenho para mim que as reestruturações podem efectivamente ser más. Por vezes, na ânsia de conter ou "balizar" uma eventual e mais que certa convulsão social, acabam por ser tomadas decisões que  vinculam e hipotecam a harmonia desejável de uma nação. Lembro-me por exemplo das naturais, comuns e tão conhecidas trocas de responsáveis pelas "pastas" de determinados Executivos. Claro que falo dos ministros. Mas a mesma análise poderia ser aplicável a qualquer cargo de responsabilidade em qualquer instituição pública ou privada.

Uma das formas para obter êxito nas escolhas dos ministros, por exemplo, passa não só pela análise curricular dos mesmos, mas também pela percepção da sua capacidade de gestão de um ministério. Há testes que podem ser feitos - psicotécnicos e entrevistas realizadas por empresas especializadas que com toda a certeza permitem a quem de direito perceber se a escolha é a acertada ou nem por isso.

Reestruturações em "cima do joelho" dão mau resultado. A história mostra que quando estas reestruturações acontecem para "tapar algum buraco", as próprias escolhas para esses cargos acabam por se mostrar surpresas com a escolha. E claro, quando se lhes é pedido que "façam omeletes sem ovos", naturalmente que não conseguem. Não é possível. Outra abordagem, que também ocorre, passa pela análise curricular. Sendo  normalmente este o critério seguido. Um bom académico, com um currículo fortíssimo pode não ser um bom político. Temos tido vários ministros com um percurso académico notável, mas que quando confrontados com a vida política acabam por evidenciar não terem sido boas escolhas. Pelo facto de só se ter atendido, por exemplo, a um percurso académico ou profissional. Mas não político.

Sou a favor que se façam reestruturações. Sempre para melhor e nunca para pior. E nos últimos tempos é o que mais tem acontecido. Infelizmente.

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