terça-feira, junho 07, 2011

Acampadas

O termo "acampadas" sugere-me contestação. Sugere-me  também o direito à liberdade de expressão. Por fim, sugere-me organização ou ajuntamento de pessoas com um propósito comum.

Que fique claro desde já que não sou contra as "acampadas". Ou por outra, sou contra quando as mesmas são organizadas à revelia e sem respeitar as regras claramente definidas. Há formas e formas de uma pessoa contestar uma política ou dar a conhecer o seu ponto de vista. Há mecanismos legais, perfeitamente consagrados na Constituição Portuguesa, que defendem e documental o direito que assiste ao contestatário(a), e que lhe possibilitam ou facultam o direito de se expressar livre e abertamente sobre o que melhor lhe aprouver. 

A questão que se coloca, é que me parece que a moda das acampadas veio para ficar. Resumidamente, basta um computador, uma ligação à internet e uma qualquer rede social. dessas mixurucas para dinamizar a coisa. E claro. Um ou vários "iluminados" como percursores da ideia. Os mesmos que normalmente têm pouco que fazer e têm demasiado tempo para pensar em como comprometer ainda mais a já de si deficitária economia do País. 

Ocorre-me frequentemente o pensamento do porquê de não serem organizadas "acampadas" no sentido de pedir mais trabalho e menos aumentos salariais. Muito se fala em melhoramento das condições de vida, de empregos, etc. Mas o tempo que se perde a fazer este tipo de manifestação (com consequências negativas para a economia das empresas e consequentemente nacional) não é tido em linha de conta. Não se consegue atingir ou perceber o alcance deste tipo de evento.

O facto de me fazer confusão ver este tipo de ajuntamentos não significa que os condene ou que seja contra a liberdade de expressão de qualquer um. Na esmagadora maioria das vezes insurjo-me é contra a "forma" como são estas coisas organizadas, bem como com o que é utopicamente pretendido frequentemente.

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