segunda-feira, junho 20, 2011

Bacanais

Os bacanais fazem parte do mundo fantasioso de qualquer homem. Qualquer "macho" que se preze já idealizou (ou idealiza) estar na "brincadeira" com mais que uma mulher, preferencialmente gémeas, loiras e se não for pedir muito, que tenham sido "generosamente" dotadas. Se é que me faço entender. Ouro sobre azul, portanto.

A questão que se coloca, na minha humilde e atamancada visão das coisas é que, aquilo que era tipicamente conotado como sendo algo dos homens, ou por outras palavras tipicamente associado ao género masculino,  hoje em dia também o assumido pelas mulheres. E sinceramente, tenho perdido algum do meu pouco tempo a tentar perceber a razão de ser deste tipo de fantasia, quer para eles, quer para elas. Ou por outras palavras, penso que se por vezes já há muito trabalho em "dar conta do recado" com uma, que dizer do mesmo para duas ou três "danadas para a brincadeira"...e que gostam de festa.

O bacanal pode ser visto numa óptica do swing ou então, para algum felizardo estar com duas "amigas" no bem bom durante umas horas. O mesmo se aplicará a uma felizarda, é claro. Ou então, um casal com outros casais. Não deixa de ser piada. Para quem se estimule com esta perspectiva das coisas. Que não é o caso aqui do escriba. Em nenhuma das situações acima referenciadas.

A minha reflexão que faço do tema de hoje é em tudo similar à do swing. Quando um casal (ou alguém individualmente) procura o "prazer dobrado" ou "triplicado" significa para mim que não se basta com o que tem em casa. Em vez de promover o tanta vez falado aqui falado "diálogo" neste blogue, é preferível a solução óbvia e facilitada, que passa por experimentar variantes. E claro que, nos dias que correm há muitos casais ou pessoas na mesma condição de experimentação. Literalmente falando, junta-se a "fome à vontade de comer" e as coisas acontecem.

Não me vou alongar muito mais sobre este tema. Muito do que penso já referi no texto dedicado ao swing como menciono atrás. Na minha óptica, está muito presente o risco de "desmembramento" definitivo e irreversível da relação entre duas pessoas. Não acredito em "balões de oxigénio" ou no "apimentar" da relação, como muita vez se ouve, enquanto justificação para um comportamento deste tipo. Acredito que haja problemas. De fundo. E que não há coragem para que sejam discutidos.

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