segunda-feira, junho 13, 2011

Operação "Viagem Segura"

A Operação "Viagem Segura" de 2011 deverá ser a 1.435.694 ª operação que a Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana (GNR-BT) "monta" para garantir que as viagens dos portugueses que tempo de festividades circulam nas estradas portuguesa sejam mais seguras.

Pessoalmente, e no fundo tenho para mim que é um bom princípio. Acaba por ser uma rotina repetida anualmente, e por altura das tão desejadas mini-férias. Acredito que a presença / avistamento das viaturas caracterizadas das GNR-BT, funcione como um excelente elemento dissuasor para os "aceleras", o que sugere, consequentemente, que em determinados troços (tidos como problemáticos) a velocidade média de circulação decresça substancialmente. A "jusante" diminuirá a taxa de mortalidade derivada da sinistralidade rodoviária nesse ponto "negro" concreto do mapa rodoviário de Portugal.

Em termos de "saldo final" destas Operações que já tiveram lugar, o mesmo tem sido negativo. Enquanto houver a lamentar a perda de uma vida humana que seja, concluirei que essa Operação concreta não foi eficaz. E que importa estudar as razões pelas quais falhou a Operação. Porque não foi mesma um êxito (Sem perdas humanas a lamentar).

Também conheço e percebo a repetida argumentação da falta de meios humanos e  materiais para supervisionar todas as estradas em contínuo, ou como seria desejável, segundo uma determinada lógica de controlo. Acontece, e também tenho em linha de conta, que as dificuldades no "terreno" sugerem necessidades mais profundas, bem como uma mudança radical de atitude por parte das mentalidades e atitude cívica dos condutores portugueses. Há o célebre e clássico exemplo dos carros caracterizados e carros descaracterizados. São conhecidos os casos militares que, mais "zelosos" das suas funções / responsabilidades / obrigações instigam condutores incautos a exceder o limite de velocidade legal em determinado ponto. E claro, depois vem o "postal de boas festas", vulgarmente conhecido como coima. Com sorte ainda com a sanção acessória da inibição de conduzir (no limite, claro).

Há aspectos que não entendo. Um deles é o caso dos militares graduados (há sempre um sacrificado escalado para estas alturas do ano), que vão à televisão (tipicamente num Domingo à noite, altura em que faltarão umas 4 horas para terminar a mesma), dizer que foram levantados "40 autos de contra-ordenação a condutores ébrios", "10 autos de contra-ordenação a condutores que circulavam em excesso de velocidade" e ....espante-se "20 autos de contra-ordenação a condutores que conduziam sem estar habilitados a tal".Todos os anos há mais pessoas que entendem conduzir sem ter carta de condução.

Questiono-me o porquê de continuarem a ser interceptados condutores sem serem encartados. Também me ocorre o que acontece a estas pessoas: são identificadas e deixadas ir em liberdade. Nunca ninguém pensou que podem ser causadoras de um acidente mortal e ceifar a vida a uma ou mais famílias? Não. Têm idade para conseguir pensar em roubar as chaves do carro, mas não têm idade de serem sancionados com penas exemplares. Tipo..nunca mais poderem tirar a carta de condução. Mas tal não acontece. Típico.

Mais uma vez digo neste espaço que urge que tenha lugar uma discussão séria relacionada com a segurança rodoviária. Não basta teorizar e ir para as televisões dizer que houve menos mortes este ano do que em período homólogo (ano passado). É preciso que se defina um objectivo, de forma séria e consciente. Que se dotem as forças para-militares responsáveis pela supervisão das estradas dos meios necessários para cumprirem cabal e zelosamente o exercício das suas tarefas.

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