sábado, junho 25, 2011

Perda de Tempo

Ao longo dos anos tenho percebido objectivamente o significado da tão célebre e banal conjugação de palavras "Perda de Tempo". Se há coisa que cada vez mais prezo e valorizo é sem dúvida o correcto e adequado aproveitamento do tempo.

O que acaba por acontecer é que nem todas as pessoas têm a desejável e correcta percepção desta realidade. O que para mim é uma total perda de tempo, não o será para outra pessoa. E vice-versa. Até aqui tudo bem. O que também constato, é que serão poucas as pessoas que pensam como eu. E também é um facto que o grupo de pessoas que conheço e que acreditam que o dia começado cedo rende mais é imensamente reduzido. Preferem acordar mais tarde e fazer as coisas a correr. É uma forma de pensar que me deixa um pouco nauseado, mas entendo que "disciplina", "abnegação" e "espírito de sacrifício" serão palavras que me são familiares mas estranhas ao léxico de muito boa gente.

Já tive oportunidade de aqui e neste humilde espaço manifestar o meu repúdio pelos momentos "mortos" ou de improdutividade que se vivem no dia-a-dia das empresas. Desde o grupo da "fumaça", passando pelas 956 idas ao café (se eu bebesse um café por cada vez que vejo irem ao café não dormia durante 2 meses) ou a amena cavaqueira que se tem com a colega da sala ao lado, que fala do polo giríssimo que comprou em saldos numa qualquer loja de roupa para criança.

Considero lamentáveis todas estas situações. E pior..que as pessoas não se capacitem disto mesmo. Há muitas pessoas que conseguem ver o seu posto de trabalho como garantido, e dão-se ao luxo de perder tempo, com coisas que...poderiam reduzir ou eliminar mesmo enquanto hábitos nocivos. Quer para a saúde, quer para uma qualquer empresa que nesta altura de crise carece de "alavancagem". 

A mentalidade portuguesa no que toca à produtividade (aspecto contrário à perda de tempo), é algo arcaica, quando comparada com a uma mentalidade nórdica. Não só se trabalha menos por cá, como também o índice de produtividade é inferior. Fazem-se greves para se exigirem aumentos salariais. O que não deixa de ser curioso. Como é que alguém que em termos de produtividade semanal tem um valor próximo de 10 horas quer um aumento salarial? Quando ao seu lado tem um colega que eventualmente trabalha afincadamente e que nem pede nada?  Ou que tendo as mesmas necessidades de nicotina e cafeína consegue gerir melhor os tempos de não produtividade? É por estas e por outras que o País não anda...

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