segunda-feira, junho 27, 2011

Regras do Jogo

Não gosto nada de jogar. Contam-se pelos dedos de "meia mão" as vezes que jogo durante um ano. Aliás, nem considero bem jogar...passa mais por gastar "duas dezenas de euros" numa qualquer slot machine do Casino. E tentar a minha parca e tímida sorte nestas lides.

Mas não é do meu azar ao jogo que interessa falar hoje. A questão é outra. Quando vou ao Casino gastar dinheiro, sei de antemão que posso perder, mas também sei que o Júlio César pode ter de ser acordado a meio da noite para me vir entregar o cheque com 6 ou 7 dígitos. Ou seja, probabilisticamente falando, há sempre 50% de hipóteses de ver a minha conta bancária passar a ser gerida por uma qualquer instituição experimentada em gerir grandes fortunas. Como rapidamente se percebe, aqui o escriba não tem sido "bafejado" pela sorte no jogo...nem "noutros campos", mas isso será outra "liga".

Paralelamente ao que acontece quando vou ao Casino, também será expectável que no nosso quotidiano sejam conhecidas as "regras do jogo". Ou seja, aquilo com que posso contar. Quer seja em questões do "coração", quer seja em questões profissionais. A percepção das coisas varia de indivíduo para indivíduo e mais uma vez, nem sempre o que é claro para mim poderá ser para outra pessoa. Ou vice-versa. Donde, é necessário que seja bem conhecido o que está em causa. Neste caso, o jogo e as suas regras. Quem e quando pode ir a jogo. Quais os trunfos...por aí. 

O não conhecimento das regras tem como consequência a "derivação" ou desvio daquilo que efectivamente é essencial. As interpretações incorrectas, sem que haja lugar à discussão ou diálogo conduzem a "jogos" que não vingam ou em que desde logo e claramente um perdedor. O que não deveria acontecer...No mundo ideal, pois claro.

Importa pois que exista sempre uma discussão aberta e franca sobre o jogo. Sem fantasia. Para que ambas as partes saibam bem ao que vão. Para que seja perfeitamente conhecida a tal probabilidade de vitória / derrota. No final queremos todos ganhar...mas nem sempre é possível.

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