sexta-feira, junho 24, 2011

Eloquência

A eloquência, por definição, é a arte de bem falar. Aprecio as pessoas eloquentes. As mesmas que têm gosto no falar. Que utilizam linguagem cuidada, precisa e do entendimento de qualquer outra pessoa.

Naturalmente que nem toda a gente que pensa saber falar é eloquente. Entre o "querer ser e ser"...vai um passo enorme. Por vezes não há volta a dar. Para se ser eloquente, é necessário que seja verificada uma condição anterior - o gosto pela leitura. São condições indissociáveis. Consigo perceber que quem não gosta de ler não sabe falar. E quem não sabe não tem hábitos de leitura. Parece simples.

A questão é tanto mais grave quando se trata de pessoas com projecção mediática (e.g.: televisão). Ou por exemplo, no caso dos professores. Basicamente, o "receptor" não espera menos que a mensagem seja total e cabalmente passada. E constata-se que por vezes não é. Ou por via de não ser conhecida a mensagem que se vai passar (e.g.: má preparação de entrevista ou de uma aula), ou porque o "emissor" não sabe mesmo falar. E importa aqui, nesta avaliação, ser frontal e pragmático. Deveria ser obrigatório um critério de selecção das pessoas para uma determinada função atendendo à forma como falam. Quem vai para a televisão ou vai dar aulas para a faculdades, tem de saber falar. Sem erros. Conjugando correctamente os tempos verbais, evitando o recurso da 3ª pessoa do singular (quando se refere a si mesmo), entre outras "pérolas" do género.

É importante que se insista mais nos hábitos de leitura e na oralidade nas crianças. Assiste-se hoje em dia a um assustador baixo nível de oralidade, pobre e sem vocabulário. São cada vez mais os professores que primam pelo baixo nível de educação transmitida aqueles que serão o futuro do País. E já conheci alguns casos de professores que falam mal / escrevem mal. Questiono-me para onde caminhamos, com este tipo de exemplos.

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