quinta-feira, junho 16, 2011

Sustos

Há vários tipos de sustos. Para começar, há os sustos propositados. Aqueles que conheço bem na medida em que durante vários anos os primos mais velhos tinham prazer em pregar aos primos mais novos (grupo no qual naturalmente se incluía aqui o escriba). Desde o estarem à coca quando íamos dormir e pregarem sustos com lanternas a apontar para a suas bocas, passando pelo esconder algo que era importante termos connosco ou simplesmente, num passeio qualquer a um local desconhecido, esconderem-se de nós. É certo que tudo acabava por se resolver, não sem aquela sensação momentânea de "perda de pé".

Outro tipo de sustos são aqueles que não são propositados. Aqueles que tipicamente teimam em me acontecer. Um bom exemplo será aquele que frequentemente me acontece quando circulo calmamente na estrada e alguém se coloca à minha frente, do nada e sem sinalizar a manobra. Perco logo ali uns 10 anos de vida. Ou os sustos  recorrentemente experimentados quando acordava tarde para as aulas da manhã da faculdade, e quando dava por mim já tinha feito gazeta à primeira hora. Entre outros exemplos.

Para terminar, dizem que os sustos tornam as pessoas gagas. E que também são os sustos que fazem com que as pessoas deixem de o ser. Acho uma parvoíce de todo o tamanho. Nunca consegui perceber qual o suporte científico deste tipo de comentário ou crença. Mais uma coisa que me ultrapassa.

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