sábado, julho 23, 2011

Atentados Bombistas

Sempre houve notícias sobre actos terroristas. Intimamente associado ao terrorismo sempre esteve o tão clássico e óbvio atentado bombista. Digo "óbvio" porque já vai sendo altura dos terroristas mudarem o seu modus operandi. Já não é "bem" alguém rebentar-se ou imolar-se perto de uma fila para entregar o IRS fora do prazo ou de numa qualquer fila para entregar o euromilhões fora de horas.

Um dos grandes problemas associado ao atentado bombista, no meu entender, passa pela chatice que é estar a passear calmamente no Mosteiro dos Jerónimos, num Domingo à tarde e levar com um braço de um terrorista na cabeça. Ou correr o risco de ficar com um sapato de salto alto da terrorista espetado no meio da testa. Já não falando da poeira e da chuva de calhaus que normalmente tem lugar quando alguém resolve detonar a brincadeira que tem à volta do corpo. Pode magoar a sério alguém.

Uma das grandes dificuldades dos terroristas, quando optam pela medida radical do atentado bombista, passa pela circunscrição dos "danos colaterais". Já aqui usei esta terminologia. Dano colateral, na gíria militar ou operacional táctica, passa pela necessidade em atingir um determinado objectivo ou alvo, sendo que podem acontecer as tão infelizes baixas de pessoas inocentes, que estavam no local errado à hora errada. Nestas baixas estarão incluídas as crianças, naturalmente.

Julgo que doravante, aquando da revindicação de um atentado bombista, o terrorista deverá ser mais concreto e dar mais informação. Por exemplo, passar a explodir-se em zonas concretas e definidas para o efeito. Porque não dizer que se vai detonar na praia de Algés ou numa das várias e bucólicas planícies ribatejanas? Aí, e com toda a certeza, poderiam detonar-se, incendiar-se e sem causar baixas inocentes. E continuavam a fazer valer o seu ponto de vista. Ou não.

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