segunda-feira, julho 11, 2011

Formatação de Texto

Há várias coisas que têm o "condão" de me tirar do sério. Muitas mesmo, confesso. Formatar um texto no computador é uma delas. Porquê? Porque a juntar ao facto de ter uma relação de "amor-ódio" com estas máquinas do demónio (os computadores), consigo a singela proeza de demorar horas a formatar um texto. E quando a "juntar à festa" entra para edição os cabeçalhos e rodapés de um trabalho, piora tudo. Muito mesmo.

Para os mais novos, aqueles que já nasceram com um teclado nos dedos, e que escrevem um sms de 20 linhas mais rápido do que eu escrevo esta frase, as coisas são básicas e tornam-se lógicas. Tal como para mim foi lógico viver até aos 18 ou 19 anos sem telemóvel. Hoje em dia qualquer miúdo com 9 anos tem um telefone para ligar ao papá e à mamã. Parece-me "líquido" que aqueles que desde tenra idade mexem em computadores, naturalmente que desenvolveram uma capacidade bestial de trabalhar e explorar todas as potencialidades destas máquinas. Aqui o escriba deu inicio a essa árdua tarefa devido a necessidade imperiosa. E para não ter de entregar relatórios de faculdade com 350 páginas manuscritas.

Falando destes relatórios de faculdade. Os relatórios típicos de engenharia têm tipicamente duas partes: a) Parte teórica e b) Parte Prática. O que quer dizer que quando tenho de inserir fórmulas matemáticas no word fico à beira de um esgotamento nervoso, e quando quero "justificar" o alinhamento do texto ou baixar 0,5 mm no excel, fico perto de entrar em apoplexia. É simples. A Microsoft faz isto de propósito. Há longos anos que penso nisto e defendo esta tese.

A "cereja no topo do bolo" surge aquando da elaboração dos índices automáticos. Parece fácil não é? Não é. Vão por mim. Já tentei de diversas formas fazer os tão famosos índices automáticos. Tentei subverter o sistema, enganá-lo de forma astuciosa e inteligente, mas não fui bem sucedido. Faço batota e faço índices à "unha". 

Quantas e quantas vezes não tenho de interromper a tal formatação do texto e ir dar uma volta longa a qualquer lado, de preferência a pé, para ver se esfrio as ideias e me acalmo. Já perdi a conta das vezes em que tal aconteceu. Também há as situações extremas. Tipicamente, aquelas que sucedem após ter perdido um bom par de horas a formatar um texto qualquer. Ou o facto de o  computador se desligar no meio deste trabalho ou mesmo aquela maravilhosa e remota possibilidade dos caracteres do texto passaram para símbolos gregos. Dá imenso jeito e claro que já me aconteceu. Fiquei dois dias sem conseguir ir ao portátil. Deprimido e com uma frustração sem antecedentes. Valeu-me o ter tempo para entregar esse trabalho. E ao fim de 3 dias sem ter conseguido olhar para o computador lá cedi. Conseguimos "reatar", lá fiz o texto (de uma forma tão básica que qualquer um dos meus primos com menos de 16 anos pareceria um profissional) e lá cumpri o meu objectivo. Não obstante, tenho andado a ver se descubro um cursito desses de computadores. Com uma carga horária forte na disciplina da formatação de texto.

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1 comentário:

C. disse...

EU posso ajudar queres?????????