domingo, julho 17, 2011

Novo Acordo Ortográfico

Escrever sobre o novo "Acordo Ortográfico", para mim, é como que abordar esse assunto tão actual interessante que é a espiritualidade segundo a vertente da física quântica do Professor Laércio. Ou seja, dou comigo com pensamentos profundos sobre o porquê de perder o meu precioso tempo a tentar perceber e justificar os estados errantes da minha alma.

Tenho a certeza absoluta de uma coisa. Não vou saber escrever dentro de uns anos. Porquê? Porque não vou aderir ao "novíssimo" Acordo Ortográfico. Lamento. Seria "desaprender" o que aprendi ao longo dos anos e qual carneiro passar a escrever...mal. Sim, mal.

Há regras de sintaxe e de gramática que estão na base de qualquer escrita. Foram essas regras que aprendi. "Ah, mas os tempos mudam e temos de nos adaptar à realidade". Bem sei. Mas também sei que gosto (e faço questão) de escrever bem o português de Portugal. E sei que o novo Acordo visa uma uniformização da Língua Portuguesa nos Países de Língua Oficial Portuguesa. Quero acreditar nisso. Mas também quero acreditar que foram esgotadas todas as possibilidades existentes em cima da mesa no que diz respeito à adaptação das outras línguas à nossa. Ou se, como desconfio, foi a nossa língua adaptada à de outro país...

Por outro lado também, adorava saber quem foram representantes dos países que estiveram presentes na tal reunião em que foram  definidos os moldes em que seria "pensado e decidido" o novo Acordo. Ocorrem-me de repente umas 45 coisas que certamente terão sido feitas durante os dias da reunião e só nos últimos 10 minutos deste encontro se definiu uma lista de palavras como "facto concreto" passar a ser "fato concreto" ou "um fato italiano de corte fino" passarem a ser escritos da mesma forma. Magia? Não. É bom que os destinatários das mensagens passem a estar com muita atenção ou isto vai ser uma confusão de todo o tamanho.

Na minha humilde opinião, o Acordo agora aprovado vai ser bom. Para aquele grupo de pessoas que nunca soube escrever. E que agora vai passar a escrever bem. Ironia do destino.

Do meu lado prefiro escrever mal... Mas de consciência tranquila.

Próximo Tema: Agências de Rating

1 comentário:

ana disse...

Nunca entendi a necessidade deste acordo ortográfico, os ditos paises de expressão portuguesa adoptaram a lingua portuguesa, como tal seriam eles que deveriam aprender a escrever bem, e nunca nós termos de "desaprender" é mesmo esse o termo.
Por mim vou continuar a escrever "mal" pelos novos padrões.