terça-feira, agosto 09, 2011

Anarquia

Por incrível que possa parecer ainda há quem acredite e defenda a causa anárquica. Acho bestial haver pessoas crédulas a este ponto. Confesso dou comigo variadíssimas vezes a meditar sobre esta questão durante as minhas noites de insónia. Porquê? Pela pertinência do tema e porque, como é sabido, gosto de estar preparado para toda e qualquer discussão. Recorrendo a uma argumentação estruturada e consolidada.

A defesa de um sistema caótico. Só de pensar nisto fico ansioso. Sinto a respiração acelerar por "aí acima" e começo a ficar encalorado. Sensações típicas de quem é "anti-caos". Quem em algum momento me quiser castigar e ver-me sofrer, sabe que o conseguirá induzindo um momento de caos. É algo limpo e indolor. E como consequência imediata fico sem forças e muito triste. Donde, quando é defendida a tese de que um qualquer país se pode "auto-governar" ou "auto-gerir", não raro tenho de me encostar bem a algum lado para não cair para o lado e não me querer levantar mais.

Também quero ver se não me esqueço de um  destes dias ir a uma tertúlia de defensores da anarquia. Vou ver se procuro na internet se estas reuniões são realizadas em algum hotel da capital ou se em alguma casa recentemente "okupada". Parece que está na moda. Não tenho dúvida alguma que será uma experiência única e interessante. Falar mal do Governo enquanto se fumam umas "brocas das boas" e se goza com look de "penteado à beto" de alguém que foi cortar 40 cm da "rasta". Toda a conversa, como não pode deixar de ser, certamente será acompanhada pelo ritmado e agradável som do jambé. 

Também considero que o direito à greve, devida e justamente consagrado constitucionalmente, para todo e qualquer cidadão português deve ser integral e cabalmente respeitado. Sinto-me particularmente sensibilizado quando me é dado a conhecer no telejornal das oito da noite uma qualquer manifestação de anarquistas ali no Rossio. Gosto, a sério. Não tenho dúvida alguma que alguns jornalistas fiquem drogados (gratuitamente)  com o cheiro inalado da erva que por ali se fuma e que faz com que exista uma neblina tão típica naquela zona da cidade, naquele momento específico e que se assemelha ao nevoeiro matinal da conhecida capital das terras de "Her Majesty the Queen"...

Haja paciência!

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4 comentários:

carla disse...

Um "Must", muito bem. Adorei:)

Anónimo disse...

As pessoas vivem vidas inteiras de enganos. Acham que apanharam "o fio à meada" através do controle, deixando a vida previsível. Ora, a vida não é previsível nem tem de o ser.

carla disse...

"As pessoas vivem vidas inteiras de enganos". não podemos nem devemos viver "vidas inteiras de enganos". A nossa vida é importante demais para ser vivida no disfarce ou seja no engano e podemos sempre evitar muitos enganos isso tenho a certeza, por isso somos seres pensantes e regidos pela "nossa" razão, em outros aspectos, de facto e infelizmente não podemos controlar nem evitar algumas situações que fazem parte da nossa conduta humana, esses apenas lamentamos e por vezes "choramos".
Controlar, não, evitar sim!

Anónimo disse...

Há gente que deve ser muito infeliz vivendo as suas vidinhas cinzentas e amargas...
Há gente que deve ser um verdadeiro "degredo" vivendo na ilusão de que o mundo não os merece...
Ainda bem que por aqui não se respira esse ar!
Nadinha mesmo!