segunda-feira, agosto 15, 2011

Dança da Cadeira

Para quem não vive neste Planeta e nunca ouviu falar da "dança da cadeira", trata-se de uma palhaçada que algum(a) desocupado(a) inventou e que ainda estou para entender qual é a piada que tem. De dança pouco tem. Explicando resumidamente: são colocadas umas cadeiras em círculo no centro de uma sala, sendo o seu número inferior em uma unidade do que o número de participantes. Ou seja, há 6 cadeiras para 7 participantes (já se adivinha que alguém vai ficar em pé ou ao colo de outrem). É posta a tocar uma música e de repente, o engraçadinho do "DJ" interrompe a música. E cada participante terá de se sentar numa das cadeiras vagas. Quem não for suficientemente rápido, lamentavelmente não se conseguirá sentar a tempo. Passa por badoxa e tem de sair da prova. O que não deixa de ser algo e humilhante.

No mundo da política as coisas processam-se como na tal dança da cadeira. Começa tudo bem. Ao sabor de uma música agradável. A mesma que os portugueses ouvem e gostam. Mas o "DJ" de serviço, neste caso aqueles que estão no Parlamento Europeu, levam este jogo muito a sério. E em breve vão "cortar som". Significa isto que muito em breve vai ter início a dança da cadeira. E explico porquê...

Já aqui falei do "período de graça". Em que é permitido a alguém que tenha piada e se lhe desculpam algumas coisas. A questão que se coloca é que os portugueses concederam um curto período de graça ao novo Governo, assim viram no mesmo a possibilidade de um "balão de Oxigénio". A questão é que desde que o novo Governo tomou posse, já foram tomadas algumas medidas impopulares, bem como já foram avançadas outras que não tenho dúvida alguma irão comprometer severamente a qualidade de vida dos portugueses. Ainda assim entendidas, aceites e interiorizadas pelos portugueses, entendo os mesmos que eram necessárias e vêm em consequência da má gestão do Governo demissionário.

Quero com isto dizer que a partir de determinado momento os portugueses não vão conceder mais período de graça. São tantos os sacrifícios que lhes são pedidos e são tantas as desigualdades sociais que lhes são dadas a conhecer que, com legitimidade, passam a haver "culpados" por todas as situações menos boas. Finanças, Economia são normalmente os "bodes expiatórios" de serviço. Aqueles em quem recai a culpa de todos os males do País e da desgraça em que o mesmo se encontra. Ou seja, analogamente à dança da cadeira, os "dançarinos" começam a perceber que não vão ter cadeira para se sentar quando a música for interrompida. Quer porque Bruxelas as escondeu, quer porque os portugueses querem menos sacrifícios.

Espero estar enganado. E espero que seja dado "tempo de música" a estes dois Ministros para quem possam dançar. E claro, que se possam sentar nas cadeiras naquelas vezes em que a música deixar de tocar. Só assim Portugal conseguirá fazer face aos tempos complicados que aí vêm. "Deixem-nos trabalhar", já dizia alguém.

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