quinta-feira, agosto 25, 2011

Downsizing

O termo downsizing (down = baixar e sizing = número de empregados) aplicado à realidade empresarial  é uma realidade cada vez mais presente. Efectivamente, e nos dias que correm, com a adopção das medidas que constam do tão falado memorando assinado com a troika, constata-se que o "emagrecimento" do número de trabalhadores é uma das soluções comummente adoptada pelas organizações com o objectivo imediato de possibilitar a sobrevivência em tempo de crise.

Contudo, é de lamentar que tenham de ser tomadas medidas como esta. Numa óptica economicista / gestão de topo da empresa, percebo o "fôlego" ganho e a disponibilidade imediata de verba (à custa da poupança nos vencimentos), sendo assim possível fazer face a mais alguns apertos. A questão é durante quanto tempo mais. 

Intimamente associado a este fenómeno de despedimento (não utilizando terminologias estrangeiras) está um outro aspecto que já aqui desenvolvi em tempos. Estágios. Porquê? Porque é possível que alguém faça o trabalho "sujo" à custa de uma diminuição significativa do montante auferido. Simplificando, o necessário trabalho continua a ser feito, pagando-se menos e ainda sem recurso ao vínculo laboral do estagiário à empresa, tão do agrado destas últimas. Ou seja, findo o período de estágio, alega-se que os tempos estão difíceis, que o curriculum vitae permanecerá em carteira, e assim que necessário, será certamente chamado(a). Tretas. Terminado o período de estágio, admite-se outro. E entra-se num ciclo vicioso e onde há naturalmente um ganhador e um perdedor. Lanço o desafio de adivinhar quem...

Para terminar, subsiste a eterna questão da injustiça em alguns casos. É certo que em causa poderá estar a sobrevivência da empresa, mas também é certo que em muitos casos passa a estar em causa o único sustento de  famílias. E por vezes com realidades bem complicadas.

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1 comentário:

Anónimo disse...

Caro Amigo,

Concordo inteiramente consigo, principalmente no que toca ao ter de dispensar bons técnicos, para assegurar a competitividade da empresa face à selvajaria que reina actualmente no mercado, conhecendo as suas vidas, mulheres e filhos. Mas acredite, nenhum empresário consciente o faz de bom grado ou levianamente. Muito pelo contrário! A minha, actual pequena empresa, já empregou 80 funcionários durante a década de 90 e, todos eles eram como família para mim. Quando se tornou inevitável ter de reduzir os quadros da empresa perante a redução drástica de procura dos serviços que presto, fi-lo é certo, mas com enorme consternação. Alguns deles, foram homens que entraram recém-licenciados, estagiários, mas que provaram o seu valor e cresceram com a empresa. Digo isto só para que fique bem claro que nenhum empresário bem formado faz o que tem de ser feito de ânimo leve.

Um abraço e bem haja