terça-feira, agosto 02, 2011

Fogo posto

Todos os anos, por altura desta época do ano (Verão), ouve-se falar de uma série de notícias acerca de fogo posto. Na minha humilde e limita concepção da "coisa" há o fogo acidental (e.g.: todos os anos acontece um fogo num qualquer barraco onde estavam guardados os foguetes, as canas e a pólvora para a festa da vinda dos emigrantes e num sítio que nunca ninguém ouviu falar) e há o tal fogo posto.

Desenvolvi uma teoria muito própria relativamente à questão do fogo posto. Numa altura em que o País está mergulhado numa das maiores crises económicas de que há memória, "há males que vêm por bem". Há empresas que não têm capacidade de pagar o que devem aos Fornecedores. Ou honrar os compromissos assumidos com os seus zelosos funcionários. A dado momento fará todo o sentido que "acidentalmente" uma fábrica de vestuário do Norte do País seja consumida pelo fogo. E ao qual ninguém consegue atribuir uma causa. Como será óbvio. Volvidos alguns meses terá lugar o pagamento por parte das Seguradoras do valor segurado. Desejavelmente. Esta situação também é frequente nos campos de cultivo quando as colheitas de algo não correm de feição ou em matas com árvores doentes, e cuja substituição é demasiado onerosa. Como denominador comum estão as Seguradoras. Serão chamadas a pagar o valor segurado assim seja provado que se tratou de fogo acidental.

Embora exista moldura penal para este tipo de acto ilícito (não posso andar por aí a atear fogo aos carros da rua), mais uma vez, o sistema penal é demasiado brando. Deve ter lugar um agravamento muito maior para este tipo de crime e para quem o comete. Naturalmente que esta minha teoria não é exclusivamente defendida por mim. Bastará analisar um pouco as situações e perceber que na generalidade dos casos, o fogo é posto por quem tem a perder muito...e a ganhar mais ainda. Assim as Seguradoras entendam que há lugar à indemnização do património segurado. O que resolverá no curto prazo muitos problemas.

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