domingo, agosto 14, 2011

Identidade dos Criminosos

Nunca consegui entender muito bem o porquê de não ser possível dar a conhecer a identidade (nome, morada, estado civil, número de filhos, clube de futebol, etc.) dos criminosos. Se um criminoso comete um crime, imaginemos, contra uma Igreja,"subtraíndo-lhe" o valioso recheio, deveria ser possível a sua identificação pública quando da captura. Afinal trata-se de um acto perpetrado contra algo que é público, e como tal, sendo o tal "corajoso" apanhado, a sua identidade deveria ser do conhecimento de toda a gente.
 
Defendo a existência de uma rubrica dedicada nos telejornais, para dar a conhecer este tipo de informação. Não seria inédito, de resto (se não estou em erro, quer nos USA quer Brasil já há esta prática): "Arménio Rodrigues, morado na Rua da Baixa da Banheira 1 Frente, divorciado de Cleide Rosa Simões de quem tem 7 filhos e sócio número 134965 do Palmeiras Clube de Futebol, foi ontem de noite capturado enquanto jantava um bitoque de vaca, acompanhado de um copo de tinto da casa, da zona do Redondo e colheita de 2010).

Acredito que nos países árabes, não só mostram o criminoso, como não me admira absolutamente nada que exista uma apresentação devidamente assinalada com bola encarnada no canto superior direito do écran da televisão) da(s) mão(s) cortada(s) pelo facto de ter sido apanhado a roubar.

Não iria tão longe. Cá em Portugal devia haver um sistema adequado aos brandos costumes pelos quais o nosso tão querido País é conhecido. Voltar-se à chibatada. Cujo número seria proporcional à gravidade do crime. Mas isso deixarei para desenvolver noutra altura... Posso contudo avançar que defendo que para um violador o número de chibatadas seria ditado pelos turnos contínuos de chibatadas durante 14 semanas. Non Stop. E com muito alcool vertido nas feridas nos intervalos. Talvez lhe passasse o calor e a vontade de ser "maluco" com quem não deve.

A grande vantagem da identificação pública dos criminosos é que nunca mais lhes seria dada uma oportunidade para mostrar o quão boas pessoas podiam ser. O sistema seria implacável para com estes cidadãos. Para começar, passariam a ter tatuado no antebraço direito (ou esquerdo, sendo este o único momento em que poderiam opinar), que eram criminosos. Com um código claro e inequívoco que identificasse o tipo de crime: A01 corresponderia a "tráfico de influências"; A02 diria respeito a "invasão de propriedade alheia"; A03 seria "desacatos e crime de desobediência à autoridade"; A05 "condução sem habilitação e sob o efeito de drogas duras"; A06 "Mentira aos portugueses e ingerência do País" e por aí adiante. Quem comete um crime uma vez....dificilmente não cometerá segunda vez se tiver oportunidade. Assim sendo, na medida em que se pensou em gastar tanto dinheiro em obras megalómanas e sem interesse nenhum ou justificação plausível (e.g: 11 estádios de futebol), deveriam ter sido criados "colonatos" de criminosos.  Longe das grandes urbes. Esta seria o único momento em que teria lugar uma contribuição da sociedade para com estas pessoas.

Todos os seus "habitantes" estariam naturalmente bem identificados. Conviveriam e iriam coabitar nas mesmas ruas dedicadas ao criminosos que tivessem cometido o mesmo tipo de crime (ver parágrafo anterior): Rua Código A01; Rua Código A02, etc. Facilitaria o trabalhos da distribuição da correspondência.  Os "colonatos" teriam uma economia paralela e em momento algum um "colono-criminoso" poderia ir à grande urbe dos "não colonos-não criminosos". A menos que pedisse autorização e fosse devidamente escoltado. Ah, economia paralela não significa que houvesse isenção do pagamento de impostos. Dado viverem em Portugal, teriam de pagar impostos e serem taxados em todos os outros descontos que qualquer cidadão "não criminoso" normalmente é. Mais a mais, o ter um tecto para dormir e não apanhar chuva, erguido com o dinheiro dos contribuintes "não criminosos", seria o "avançar" de uma benesse por parte dos cidadãos "não criminosos". Não um direito adquirido. Actualmente o que acontece é que os cidadãos portugueses "não criminosos" pagam as estadias dos presos...

Para terminar, o estado em que o País se encontra tem naturalmente uma razão de ser. Já aqui reflecti sobre isso. Em primeiro lugar, a actual crise económica que assola o mundo inteiro. Em segundo lugar, uma razão especial e que dá pelo nome de "ingerência". Do Governo demissionário. Orientado por alguém que, na minha opinião deveria ser julgado pelo crime de mentira, omissão da verdade e ainda tráfico de influências. Entre tantos outros crimes. Mas à boa maneira portuguesa, está perfeitamente identificado o "cidadão" mas nada lhe aconteceu. Infelizmente.

Próximo Tema: Dança da Cadeira

1 comentário:

carla disse...

como sempre... se houvesse um código de pontuação seria pontuação máxima, se fossem cartões, cartão verde, que é a esperança de poderes continuar a escrever por muitos anos muitos textos sempre com esse estilo. Obrigado!