segunda-feira, agosto 08, 2011

A Insegurança em Albufeira

Se não estou em erro, já aqui aflorei o tema de hoje, neste humilde espaço onde tenho o privilégio de partilhar com os meus leitores e leitoras os meus pontos de vista. Hoje, em causa está um que muito me tem consumido é que é sem dúvida a questão da insegurança lá em baixo. Especificamente em Albufeira.

Tenho-me controlado para não ir ali à cabine telefónica do final da rua e pedir para falar com o bem parecido MAI (Ministro da Administração Interna). Assim não dá e isto não pode continuar assim. Sempre que o vejo na televisão tem um sorriso na cara. Tenho de admitir aqui e agora que é um sorriso que me contagia. E que, por incrível que pareça me faz sorrir igualmente. Não consigo controlar. O reverso da medalha é que fico na dúvida se o MAI se ri de felicidade ou se ri da desgraça.

Num dos meus textos anteriores falei sobre o Algarve. O "meu" Algarve. Gostava de informar que também conheço muitíssimo bem a zona de Albufeira onde passei vários Verões. Muito felizes por sinal. Quer em família quer com os amigalhaços do peito. Torna-se assim muito doloroso para mim ouvir algumas notícias que os meus queridos amigos pivots dos telejornais me têm dado conta. E com uma frequência que me preocupa.
Parece-me que as coisas lá por baixo estão complicadas e se não estou em erro até já houve um morto a lamentar desde que teve início o Verão. De há muitos anos a esta parte, por esta altura, é normal e conhecido o reforço policial (patrulhamento) e do corpo médico (urgências) para fazer face às vicissitudes sazonais. Conheço quem tenha feito parte quer de um grupo quer do outro. O que não consegui ainda entender é o facto de ser quase "necessário" lamentar a perda de uma vida humana, no caso de um cidadão estrangeiro, para que se pense em reforçar a segurança em Albufeira. Confesso que não tenho feito outra coisa que não seja tentar encontrar uma explicação que me pareça razoável e minimamente credível, no sentido do apaziguamento o meu espírito curioso. Sem êxito. Ou por outro lado, tentar perceber a razão pela qual os meios necessários não tivessem até então sido accionados. Infelizmente, para mal dos meus pecados (e sono) não consegui. Ainda. Talvez chegue lá um dia.

Numa altura em que é necessário dar a "volta por cima" e enaltecer o que realmente Portugal terá de bom (e.g.: turismo, praias, gastronomia regional), importa apostar em incrementar a vinda de mais turistas. Mostrar que somos bons a receber. Que sabemos receber. Que tratar bem é algo que não nos assusta e que Portugal é um País seguro. Aparte do bem receber e da boa sardinha (este ano nada de especial, por sinal), não temos conseguido mostrar o que de melhor temos. "Ele" é assaltos, espancamentos e mortos. E por incrível que pareça acontece tudo com cidadãos estrangeiros. Nórdicos.

Não percebo muito bem onde vai isto parar. Urge uma tomada de medida de força. Eficaz e eficiente. Que traga de novo a paz e a tranquilidade a esta parte do Algarve...tão minha querida.

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6 comentários:

Ana disse...

Que traga de novo a paz e a tranquilidade a esta parte do Algarve...tão minha querida.
Frase interessante essa...

Anónimo disse...

A perfeição não existe. E, como não é um objectivo, não pode ser uma meta.
Tu só podes querer chegar a um lugar que seja acolhedor, confortável e leve. Não é
Suposto o ser humano querer ir para um local desarmonioso e desarmonizado.
Pois a perfeição é isso. É um estado de exigência, de stress, de angústia e depressão.
A evolução acontece, entrando em contacto com a imperfeição do que nos rodeia, para, e por conflito com ela, seja possível avançar.
A perfeição é um local em que o ser humano deposita demasiadas expectativas, mas é ao mesmo tempo um lugar desconhecido, nunca ninguém lá esteve, a não ser por breves instantes. O único problema, é que isso nunca é levado em consideração: quer-se ser perfeito, luta-se para se ser perfeito, julga-se tudo o que é imperfeito, retirando todo o seu valor. É importante fazer-se as pazes com a nossa própria imperfeição. Aceitar que não somos perfeitos e nem temos de o ser. Só.

Anónimo disse...

"É importante fazer-se as pazes com a nossa própria imperfeição. Aceitar que não somos perfeitos e nem temos de o ser. Só."
Lapidar! Há comentários que superam os posts como se pode constatar no do anónimo das 00.49.
Fundamentação perfeita.Obrigada por tê-lo escrito.

carla disse...

Bem, aqui o "escriba", fala em paz e tranquilidade ou seja pede de novo a paz e a tranquilidade num lugar que já teve tudo isso e agora deixou de ter, segundo a leitura que fiz do texto.Na minha opinião faria o mesmo pedido, penso que isso não é pedir a perfeição, mas sim, segurança ao cidadão, não deixar as coisas seguirem a passos largos para um caos...

Anónimo disse...

Hoje os tempos são de desconstrução. Tudo o que nos ensinaram a ter como garantido, já não o é. Ou pode já não o ser. Ou, pelo menos, deveremos pô-lo em causa. Tudo o que se tinha como certo pode ruir.
Podemos tentar que as coisas fiquem certinhas, como sempre pensamos que ficariam. Podemos fazer tudo para que tudo fique como está. Podemos tentar. Mas não vamos conseguir.
Todas as estruturas antigas acabam por ruir e tudo aquilo com que contavamos, podemos deixar de contar. O que está cá hoje, pode não estar cá amanhã. Ou pode não estar cá nunca mais.
Pôr tudo em causa, pormo-nos a nós em causa, poderá fazer surgir novos "eus", mais seguros, mais aventureiros, inclusive mais fortes..

carla disse...

"Tudo o que nos ensinaram a ter como garantido, já não o é." Não concordo, há valores de educação fundamentais e inalienáveis como por exemplo, o respeito ao próximo a lealdade... devemos de preservar e transmiti-los aos nossos filhos, mesmo que estejamos a viver numa sociedade de alguma "utopia" e por isso de "fachada", jamais podemos esquecer os nossos direitos como seres humanos com dignidade, apesar de termos de acompanhar as mudanças da sociedade,mas nunca devemos deixar de sermos nós próprios na nossa maneira de ser, pensar e agir como cidadãos.