sexta-feira, setembro 23, 2011

Adiamentos

Se há coisa que me irrita são as pessoas que constantemente adiam algo. Não falo naturalmente dos adiamentos que acontecem em consequência de algo inadiável e conscientemente priorizado. Falo dos adiamentos que têm lugar em consequência de preguiça, de receios infundados ou mesmo sem justificação aparente - sendo que estes últimos têm a particularidade de me tirar do sério.

Um dos (entre vários) adiamentos que pedi, consciente e programado foi o do serviço militar obrigatório. Ainda sou desse tempo. Na altura era necessário ir ali ao Quartel de Ajuda passar um dia, para gáudio dos "magalas" que por lá trabalhavam. Aliás, não tenho dúvida que era nestes memoráveis momentos da inspecção militar, com "mancebos" oriundos de vários pontos do País e com as mais díspares habilitações literárias, que lhes era possível exorcizar os fantasmas e os recalcamentos inerentes a alguém que fez da sua mulher / namorada a "caserna". Ou mesmo problemas pessoais profundos. Só assim entendo que todos andassem de um lado para o outro, qual baratas tontas e sempre aos berros. É claro que na altura, com o papelinho comprovativo da frequência universitária, as coisas mudavam de figura.Nos últimos anos, dia do adiamento passou a ser um "pró-forma" para nunca mais se pensar em tropa. Até porque (e na minha opinião erradamente) deixou de ser obrigatório o cumprimento do serviço militar.

Há dezenas de exemplos que poderiam ser dados. Admito que a mentalidade portuguesa é muito atreita aos adiamentos. As pessoas gostam de adiar, pensando que têm tempo de sobra para fazer as coisas. Não planeiam em avanço. Não definem metas temporais específicas. E por vezes, esta falta de planeamento, associada aos adiamentos têm preços altos associados. Como por exemplo, o não cumprimento dos objectivos propostos e derivado de tais inconsequentes adiamentos. Dá que pensar.

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